sábado, 11 de junho de 2016

Hillary e Trump voltam a Washington por unidade em partidos

Foto combinada de Hillary Clinton e Donald Trump
 A corrida presidencial nos Estados Unidos migrou para a capital, Washington, com democratas executando um plano cautelosamente orquestrado para unificar seu partido em torno da candidatura de Hillary Clinton.
O provável rival dela nas eleições gerais, Donald Trump, continua seu esforço para conquistar a base dos republicanos participando de eventos com doadores de campanha e eleitores evangélicos.
Uma série de nomes do alto escalão democrata anunciaram formalmente seu apoio a Hillary, com destaque para o anúncio pelo presidente Barack Obama na quinta-feira.
Em poucas horas, o vice Joe Biden e a senadora por Massachusetts Elizabeth Warren também declararam apoio, sinalizando aos apoiadores do rival de Hillary nas primárias, Bernie Sanders, que é hora de se unir em torno de um nome.
Hillary se encontrou com a senadora Elizabeth Warren a portas fechadas por cerca de uma hora na sexta-feira, intensificando a especulação de que esta poderia ser a escolha da candidata para a vice-presidência.
"Se você realmente quer eletrificar a base do partido, precisa ter alguém que tem falado à base", disse o deputado Keith Ellison, um dos principais apoiadores de Sanders no Congresso. Ellison disse que ele e outros congressistas ficariam empolgados caso Hillary escolhesse Elizabeth como vice.
Já Trump, que tem enfrentado resistência de grupos do seu partido, falou a eleitores evangélicos. Encarando críticas por sugerir que a ascendência mexicana de um juiz teria impedido que ele fosse justo num julgamento, Trump adotou um tom mais conciliador.
"Ninguém deveria ser julgado por sua raça, sua cor e a cor da sua pele", declarou. "Vamos unir nossa nação novamente", acrescentou.
Trump tem impulsionado o apoio que já recebeu de evangélicos nas primárias republicanas e defendeu sua posição contra o aborto e comprometimento com liberdade religiosa.

BB quer incentivar uso de cartões em cidades menores

Máquina de cartão de crédito

 Para incentivar o uso de cartões como meio de pagamento em cidades com até 40 mil habitantes, o Banco do Brasil desenvolveu uma estratégia que oferece melhores condições a clientes e lojistas.

Além de aumentar a base de clientes que usam efetivamente os plásticos e incrementar o faturamento com os cartões, a ideia do banco é aquecer o comércio de municípios de pequeno porte que sofrem com a debandada dos clientes para cidades vizinhas.

O projeto-piloto começou há um mês em Ibirataia, no sul da Bahia, a 356 quilômetros da capital Salvador, que conta com 18 mil habitantes.

Os clientes que adquiriram cartões da bandeira Elo ganharam um ano de isenção de taxa de anuidade (R$ 117) e 20% a 30% de pontos no programa de fidelidade.

Eles também conseguem descontos nas lojas quando pagam as compras usando o cartão de débito ou crédito. Os comerciantes que aderiram ao projeto ficaram isentos da taxa de administração da maquininha - que varia entre R$ 90 a R$ 125 - por três meses, que podem ser prorrogados.

O Banco do Brasil tem a conta de pagamento dos funcionários da prefeitura, o que facilitou o início do projeto com os servidores públicos.

Segundo levantamento da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, o pagamento dos funcionários públicos envolve a liberação de R$ 1,5 milhão, mas R$ 1,1 milhão era gasto em cidades vizinhas, com comércio maior do que o de Ibirataia.

"Foi a nossa oportunidade para reter esse dinheiro aqui mesmo. A gente estava parado, na geladeira, só lamentando a gravidade da crise", diz Antônio Carlos dos Santos, presidente da CDL e dono do maior supermercado da cidade.

Para aproveitar a oportunidade, os lojistas se uniram e gastaram R$ 20 mil para comprar prêmios que serão sorteados entre os clientes que pagam com cartão na promoção da festa junina.

De acordo com o presidente da CDL, cerca de 70, de um total de 120 lojistas locais aderiram ao projeto. "O pagamento do cartão nos dá a segurança de receber. Se o cliente não pagar, o problema vai ser do banco, que tem uma estrutura forte de cobrança, e não nosso", afirma Santos.

Ele afirma que tem relatos de vários lojistas que quebraram com o número elevado de calotes. Um deles, dono de uma loja de móveis e eletrodomésticos, faliu porque vendeu R$ 1,5 milhão fiado.

Rogério Panca, diretor de meios de pagamento do Banco do Brasil, diz que essa não é uma preocupação do banco, que investiu em educação financeira desses clientes para que o uso dos cartões, principalmente o de crédito, fosse feito de forma "consciente".

"A nossa ideia não é fazer com que esses clientes se endividem ainda mais", afirmou Panca. Segundo ele, cerca de 80% das operações feitas com o cartão de crédito no banco são pagas integralmente quando chegam as faturas.

De acordo com o Banco Central, o juro médio cobrado pelos bancos em abril no cartão de crédito foi de 114,4% ao ano.

Já a taxa do rotativo alcançou 449,4% no mês passado.Panca diz que, além do incremento no faturamento com cartões, o Banco do Brasil ganha ao diminuir a circulação do dinheiro em espécie no município.

Os bancos gastam valores expressivos para abastecer as cidades do interior com dinheiro em espécie, principalmente na questão do transporte e segurança.

Depois que o projeto começou em Ibirataia, outras cidades procuraram o banco com interesse. O Banco do Brasil avaliará os resultados para viabilizar a expansão da iniciativa a outros municípios.

A escolha da cidade de Ibirataia se deve ao fato de a sugestão do projeto ter sido do funcionário Alessandro Ribeiro Dias, que trabalhava na agência do município quando inscreveu sua ideia em um programa interno do banco.

Além da sugestão dele, outras 58 propostas dentre 3.265 do programa de inovação vão ser colocadas em prática pelo Banco do Brasil.

Dias foi transferido da unidade, mas a iniciativa foi implementada na cidade. Para aumentar ainda mais a identificação da população com o município, o Banco do Brasil permite a possibilidade de personalizar os cartões plásticos com imagens da cidade.

FMI alerta China sobre escalada da dívida corporativa

Yuan, moeda chinesa

O crescimento da dívida corporativa é um problema sério que vem se agravando na China e que precisa ser combatido se Pequim quiser evitar um risco sistêmico para o país e a economia global, alertou David Lipton, vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Enquanto a dívida total da China, de 225% do Produto Interno Bruto (PIB), não é particularmente alta para os padrões globais, sua dívida corporativa é de aproximadamente 145% do PIB, alta sob qualquer medida, avalia o FMI.

"A escalada da dívida corporativa é um problema chave na economia chinesa", afirmou Lipton durante uma conferência na cidade chinesa de Shenzhen no sábado.

"A dívida corporativa permanece um problema sério e crescente o qual deve ser endereçado imediatamente com um compromisso de reformas", concluiu.

A experiência de países que viram uma massiva elevação da dívida no passado mostra a necessidade de agir rapidamente e lidar de forma eficaz tanto com credores como devedores, disse Lipton.

Ele considerou que é preciso atacar problemas de governança no setor bancário os quais levam ao surgimento desse problema.

Uma característica definidora da situação da China são suas companhias estatais, as quais, segundo os cálculos do FMI, são responsáveis por 55% da dívida corporativa mas produzem apenas 22% do ganho econômico.

Num ambiente de desaceleração do crescimento econômico, a queda nos lucros e alta do endividamento limitam a capacidade das companhias de pagar fornecedores e quitar dívidas.

Lipton destacou que isso eleva a inadimplência nos bancos. Ele considerou que uma "estimativa conservadora" seria de que o nível de inadimplência da dívida corporativa alcance até 7% do PIB chinês.

"O 'boom' do crédito do ano passado apenas aumenta o problema", declarou Lipton. Na avaliação dele, muitas estatais já estão "respirando por aparelhos".

A conversão de dívida em ações pode ter um papel na redução do endividamento, mas os bancos precisam estar preparados para conduzir uma triagem e ter autoridade para discernir entre companhias que podem ser salvas e outras que devem falir, disse ele.

Lipton ainda questionou a proposta do governo chinês de fundir companhias estatais fortes com empresas frágeis. Para ele, isso não só não resolve o problema como mina a rentabilidade das boas companhias.

"A lição que a China precisa internalizar se quiser evitar um ciclo de expansão de crédito, inadimplência e reestruturação é melhorar a governança corporativa", afirmou Lipton.

Ele defendeu o fortalecimento da lei e de sistemas de transparência e pediu ainda um fim aos subsídios para companhias com conexões no governo.

Rio tem mar com ressaca e ondas de 6 metros

Cristo Redentor, no Rio de Janeiro

A entrada da Baía de Guanabara registrou, hoje (11), às 17h, pico de ondas de 6 metros, o que ainda não tinha sido atingido este ano. A informação é do Centro de Hidrografia da Marinha, que atualizou o alerta de ocorrência de ressaca com ondas, na média, entre 2,5m e 3,5m de altura para até a madrugada de terça-feira (14) na orla do Rio.
De acordo com o serviço, as ondas fortes são causadas por uma agitação marítima, chamada de marulho, que se originou no sul do país e se propaga pelo litoral em direção ao nordeste. Pelas avaliações da Marinha, não há previsão de ocorrência de um outro marulho nos próximos dias.
Hoje, a atuação de uma massa de ar frio sobre a região sudeste garantiu um dia de tempo estável do Rio de Janeiro. Houve predomínio de céu parcialmente nublado e ausência de chuvas. Os ventos sopraram com intensidade de fraca a moderada.
Temperaturas estáveis
As temperaturas permaneceram amenas e estáveis na comparação com o dia anterior. A máxima ficou em 22,5 graus às 12h45 na estação Irajá, na zona norte da cidade. A mínima atingiu 12,7 graus às 5h30, na estação Alto da Boa Vista, também na zona norte.
O nível ficou um pouco acima dos 11,3 graus registrados entre 1h e 3h de ontem (10) no mesmo local, o que levou a cidade do Rio a ter a madrugada mais fria do ano. Antes desta sexta-feira, a menor temperatura em 2016 tinha sido em maio (13,7 graus), também no Alto da Boa Vista. Já a temperatura mais alta de ontem foi anotada em São Cristóvão (17 graus), zona norte.
Neste sábado, no estado do Rio, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura variou entre 7 e 23 graus, com o tempo parcialmente nublado a claro, com névoa úmida e nevoeiros isolados, principalmente nas serras e áreas litorâneas. Para amanhã (12), a previsão é de temperatura entre 5 e 23 graus, com ventos de fortes a moderados e tempo parcialmente nublado com períodos claros.

Saiam da sala de aula indica empreendedor a jovens

estudantes globo
 Mais importante até do que o conhecimento transmitido pelos professores são as conexões que se abrem durante o período da graduação. Aproveitar a chance para abraçar a sua "tribo" é a dica que o empreendedor social Edgard Gouveia, fundador do movimento Guerreiros sem Armas e do Instituto Elos, aos jovens universitários.
É nesse sentido que ele sugere aos estudantes: "saiam das paredes da universidade e se conectem", em bate-papo realizado pelo Na Prática. Outro conselho que ele considera essencial é a exposição à diversidade. E viajar, diz, é uma forma de fazer isso e aguçar a criatividade.
"Nosso cérebro e nosso coração querem sempre conhecer mais", explica. Ele, que deu a volta ao mundo sem ter dinheiro, diz que quebrar o cartão de crédito foi uma das melhores atitudes que tomou durante a viagem.
Sua decisão foi a de contar com a generosidade de quem conhecia pelo caminho. A experiência de sair da zona de conforto foi enriquecedora. "Invista em conhecer gente diferente", diz. Confira trechos da conversa nos vídeos abaixo:
1. Que dicas você dá a jovem que está na faculdade?




2. O que você aprendeu ao dar a volta ao mundo sem dinheiro?



 

Quatro mulheres são degoladas em ataque do Boko Haram

Bandeira do grupo islamita Boko Haram tremula em posto de controle abandonado, na cidade nigeriana de Gamboru

Quatro mulheres foram degoladas em uma cidade do nordeste da Nigéria por militantes do Boko Haram - informaram, neste sábado, milicianos que lutam contra esses rebeldes islamitas no país.

Na sexta-feira (10) à noite, pelo menos 15 homens chegaram de moto a Mairari, uma cidade isolada a cerca de 80 km de Maiduguri, capital do estado de Borno. Eles forçaram essas quatro mulheres, com idades entre 27 e 45 anos, a sair de suas casas, degolando-as em seguida, de acordo com relatos dos milicianos.

"Eles foram a quatro casas. Enquanto os moradores quebravam o jejum [do Ramadã] por volta das 19h (17h, horário de Brasília), eles tiraram as quatro mulheres de casa e cortaram suas gargantas", disse à AFP o miliciano Babakura Kolo.

De acordo com ele e com o também miliciano Musa Ari, os invasores foram atrás dessas vítimas, deliberadamente - seja porque seus maridos se recusaram a entrar para as fileiras do Boko Haram, seja porque o grupo suspeitava de que esses homens estariam transmitindo informações ao governo.

Desde o lançamento de sua "rebelião armada" em 2009, o Boko Haram sequestrou milhares de pessoas, incluindo mulheres e crianças, para serem combatentes, escravas sexuais, ou bombas humanas.

A violência do Boko Haram já deixou mais de 20.000 mortos e cerca de 2,6 milhões de refugiados.

Na última quinta-feira (9), os Exércitos dos quatro países afetados pelo Boko Haram - Nigéria, Chade, Níger e Camarões - anunciaram o lançamento iminente de uma ampla ofensiva contra esses rebeldes islamitas, depois de um sangrento ataque no sul do Níger.

 

Brasil terá frio escandinavo no dia dos namorados

Dia dos namorados no frio

Não é que está frio. É que glaciou geral. Se você passar o Dia dos Namorados em São José dos Ausentes (RS), vai se sentir norueguês por um dia.

A mínima esperada para essa cidadezinha serrana no domingo é de -7º C. Isso é a temperatura que costuma fazer no inverno de Oslo. Sem exagero: a média das temperaturas mais baixas da capital norueguesa, no auge do inverno, é de exatamente sete graus negativos.

Assim: se você anotar a menor temperatura de cada dia por lá em janeiro, o mês mais congelante na Noruega, a média vai dar -7º C. Igual a da serra gaúcha neste fim de semana.

Acha pouco? Então pode levar sua outra metade para comer foundue em Urupema, na serra catarinense. O mínima do domingão ali vai ser -9º C. MENOS NOVE.

Aplicando o nosso cálculo de média das temperaturas mínimas, temos que Urupema experimetará um final de semana finlandês. Sim: nove graus abaixo de zero é a média mínima invernal de Helsinki, uma cidade em que dá para fabricar sorvete ao ar livre.

Em Copenhague, onde você compra cerveja quente no supermercado e ela chega gelada na sua casa, a média mínima é um pouco mais aconchegante: -2º C.

Se você quiser se sentir um escandinavo, então, mas sem ter de viajar lááá para as serras do Sul, pode pegar um avião para Curitiba, a capital mais gelada do país: a previsão para lá neste fim de semana é de exatos e dinamarqueses -2º C.

"Mas o Sul é frio mesmo, pô. E daí?", você poderia dizer. E nós respondemos. Até o Rio de Janeiro vai ter seus dias de capital europeia setentrionalmente avantajada.

Na próxima terça, a cidade sangue quente vai experimentar uma noite londrina: 9º C de mínima. Essa não é exatamente a média das temperaturas mínimas de Londres. É a das temperaturas máximas do inverno de lá.

Mesmo assim, para os padrões do Rio 40 graus, 9º C é a Groenlândia encarnada.

Mesma Groenlâdia que, por sinal, terá neste domingo de primavera do hemisfério norte uma mínima de 3º C - exatamente a temperatura prevista para o Dia dos Namorados em São Paulo.

É isso aí. Bom choconhaque.

Prefeitura do Rio embarga obras da arena de vôlei de praia

Vôlei de praia

A prefeitura do Rio de Janeiro embargou as obras da arena de vôlei de praia que será usada nos Jogos Olímpicos deste ano por falta de uma licença de instalação, informou o governo municipal neste sábado.

O canteiro onde se realizam as obras para a arena na praia de Copacabana amanheceu vazio por conta do embargo da obra, que é de responsabilidade do comitê organizador Rio 2016.

A licença para a instalação da arena deveria ter sido entregue até a última sexta-feira.

O diretor de Comunicação do Rio 2016, Mario Andrada, disse à Reuters por telefone que a documentação será regularizada já nessa segunda-feira e afirmou que o episódio não atrasará a entrega da arena para a Olimpíada.

Greve afeta voos Paris-Brasil da Air France de domingo e 2ª

Avião da Air France decola do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, na França

 A Air France informou que a greve de pilotos da companhia área francesa causou o cancelamento de cinco voos no domingo, 12, e um na segunda-feira, 13, entre Paris, Rio e Brasília. Os voos deste sábado, 11, estão mantidos.

Os pilotos reivindicam melhores condições de trabalho.

A companhia diz que para os dias posteriores a segunda-feira, dependendo do número estimado de pilotos que adotarem a greve, os horários de voos serão adaptados e publicados no site da companhia no dia anterior e os clientes serão informados em conformidade.

A Air France informa ainda que voos Air France operados por aeronaves de outras companhias aéreas, incluindo HOP!, KLM e Delta, não são afetados por esta greve.

Veja abaixo os voos cancelados:

Domingo, 12 de junho de 2016

AF426, que sairia de Paris-Charles de Gaulle às 13h30 e chegaria ao aeroporto Galeão às 20h15.

AF427, que sairia do aeroporto de Galeão às 22h05 e chegaria em Paris-Charles de Gaulle às 14h25 do dia 13 de junho

AF520, que sairia de Paris-Charles de Gaulle às 13h30 e chegaria à Brasília às 19h35

AF515, que sairia de Brasília às 22h30 e chegaria em Paris-Charles de Gaulle às 14h10 do dia 13 de junho

AF454, que sairia de Paris-Charles de Gaulle às 23h30 e chegaria às 6h15 do dia 13 de junho à Guarulhos

Segunda-feira, 13 de junho de 2016

AF457, que sairia de Guarulhos às 15h45 e chegaria em Paris-Charles de Gaule às 8 horas do dia 14 de junho.

Munições do Exército alemão desaparecem em voo da Air France

Aeronave da Air France vista no aeroporto internacional Charles de Gaulle, em Roissy. 27/10/2015

Uma caixa com 880 munições de pistolas desapareceu no fim de maio durante uma viagem de militares alemães com destino ao Mali, em um avião da companhia Air France, informou neste sábado o Exército alemão.

"Continuamos procurando" a caixa, informou um porta-voz dos serviços logísticos da Bundeswehr.

Em 28 de maio, soldados alemães partiram de Berlim rumo a Bamako em um voo comercial da Air France com escala em Paris. Suas armas de serviço e munições foram registradas e colocadas no porão. Mas ao chegarem ao Mali, a caixa de plástico com as munições não estava lá.

Até o momento, foi apresentada uma denúncia diante da polícia de Berlim.

Um porta-voz do Ministério alemão da Defesa, questionado pela AFP, afirmou que "a responsabilidade corresponde à companhia aérea".

Contactada pela AFP, a Air France não havia respondido até a tarde deste sábado.

A Alemanha participa da missão da ONU no Mali (Minusma) e conta com cerca de 200 soldados, que contribuem com a missão europeia de formação de soldados malineses.

Rainha Elizabeth II comemora 90 anos com desfile

Desfile de aniversário da Rainha Elizabeth II

Rainha Elizabeth II e sua família marcaram a comemoração oficial dos 90 anos da monarca com um desfile, uma colorida cerimônia militar e uma aparição na sacada do Palácio de Buckingham.

A Princesa Charlotte, de apenas 1 ano, fez sua primeira aparição na sacada ao lado do marido da Rainha, o Príncipe Philip, que completou 95 anos na sexta-feira.

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Usando um traje verde limão visível até mesmo de pontos distantes da multidão em frente ao palácio, a rainha passeou de carruagem, acenando algumas vezes.

O herdeiro do trono, Príncipe Charles, e seu filho Príncipe William passaram montados a cavalo junto com a Princesa Anne, filha da rainha.

O desfile ainda incluiu mais de 1,5 mil soldados e oficiais, além da passagem de um avião histórico da Segunda Guerra Mundial e de jatos modernos.

Uma multidão foi formada, grande parte das pessoas com bandeiras, acompanhando o desfile. As pessoas comemoraram quando a rainha surgiu na sacada, uma cena que se repetiu ao longo de muitas celebrações nacionais no passado.

William surgiu com sua esposa Kate, que carregava Charlotte nos braços. O primeiro filho do casal, o Príncipe George, de 2 anos, se manteve de pé sozinho.

As festividades continuarão no domingo com uma festa de rua em frente ao palácio. Foram convidadas 10 mil pessoas que trabalham em instituições de caridade apoiadas pela rainha para as festividades ao ar livre.

As festas de rua também irão acontecer em muitas cidades pelo Reino Unido e outros países da Commonwealth.

O aniversário da rainha ocorre em abril, mas a celebração oficial acontece mais tarde em razão do clima mais favorável.

 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Metroviários de São Paulo podem entrar em greve amanhã

Metrô de São Paulo
Após mais de três horas de reunião, terminou sem acordo a audiência de conciliação entre sindicatos e representantes do Metrô de São Paulo, realizada na tarde de hoje (31) no Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT-2).
Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82% além de 6,59% de aumento real. Na reunião de hoje, o Metrô ofereceu aos trabalhadores o índice sugerido pelo Ministério Público do Trabalho na audiência passada, de 10,03% de reajuste referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe).
No entanto, ofereceu o reajuste de forma parcelada: metade seria paga agora em maio e, o restante, em novembro, o que foi rejeitado pelos metroviários.
Durante a reunião, foi proposto que o Metrô pagasse imediatamente os 7,5% de reajuste que a companhia tinha oferecido na audiência passada, deixando o restante, 2,53% para novembro.
A companhia relutou. O tribunal permitiu, então, que a companhia desse, até as 18h30 de hoje, a resposta aos metroviários, momentos antes do início da assembleia na qual a categoria deve decidir se aceita essa proposta ou se entra em greve a partir de amanhã (1º).
"Até agora, não houve acordo. A empresa fez uma proposta que, na nossa opinião, continua bem ruim. Eles propuseram pagar a inflação do período (10,03%) pelo IPC da Fipe em duas parcelas, ou seja, você recebe a inflação do que já ocorreu e joga ainda para o futuro. É muito ruim uma proposta dessas. Além disso, nosso acordo coletivo teve o que chamamos de 'vários bodes', que eles põem para depois tirar, para dizer que são bonzinhos e mantiveram a redução do nosso 13º [salário], porque temos uma antecipação disso em janeiro, na metade do valor, e eles continuam insistindo em retirar essa antecipação", disse o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior.
Caso os trabalhadores decidam, em assembleia, deflagrar a greve a partir de amanhã, o tribunal determinou o funcionamento de pelo menos 80% do serviço nos horários de pico e de 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Segundo Altino, os trabalhadores não tinham intenção de deflagrar a greve. "Não gostaríamos de fazer a greve, nem de pagar multa nenhuma, mas trabalhamos no mundo real. Não há como cumprir essas metas porque isso não cumprimos nem normalmente: para começar há vários trens parados no Metrô sem funcionários. Queria que o Metrô colocasse esses trens para funcionar para dar os 80%. Propusemos a catraca livre [mas não houve acordo]", acrescentou o sindicalista.
De acordo com o relator, desembargador Willy Santilli, a audiência ocorreu de forma positiva, embora não tenha havido acordo. "Todos foram educados, cooperativos, mas houve um conflito de interesse", disse Santilli. Para o desembargador, não há como impedir que uma greve da categoria seja deflagrada.
"A sociedade democrática tem que conviver com a greve. O mundo inteiro faz isso. Vivemos em uma sociedade democrática e temos que conviver com isso. A greve causa prejuízo para todo mundo. Para a empresa, para o trabalhador e para a população, mas é um instrumento fundamental para as pessoas conseguirem modificar suas vidas", disse Santilli aos jornalistas. Ninguém do Metrô falou com jornalistas após a audiência.

Federação critica lista tríplice para comando da PF

Carro da Polícia Federal
Depois de a Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF) ter anunciado lista tríplice para sugerir o nome do novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) se posicionou contra o procedimento.
Segundo o presidente da entidade, Luís Boudens, a lista não está prevista em lei e atende a interesses de apenas 10% dos servidores da PF.
"Não existe previsão legal para uma lista tríplice. Esta é uma tentativa de pressionar o ministro da Justiça a escolher alguém alinhado com as ideias corporativas", disse Boudens. Ele acrescentou que se houvesse previsão para este tipo de indicação, a lista deveria ser feita com a votação de todos os servidores da corporação.
Segundo Boudens, a Fenapef oficiou um pedido de audiência com o ministro Alexandre de Moraes e um dos assuntos a ser abordado será a lista tríplice.
Diretor-geral O cargo de diretor-geral da Polícia Federal é de livre escolha do Presidente da República. Porém, este ano, a Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal fez uma votação entre os membros da entidade para indicar três nomes de candidatos ao cargo.
A delegada Erika Mialik Marena, responsável por coordenar as investigações da Operação Lava Jato na Polícia Federal (PF) de Curitiba, foi a mais votada pelos pares para assumir a direção da entidade.
O atual ocupante do cargo, Leandro Daiello, está na função desde o início de 2011, quando foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff. 
Segundo a ADPF, Daiello anunciou que deixará o posto após o fim da Olimpíada do Rio 2016, motivo pelo qual a categoria resolveu se antecipar e apresentar uma lista tríplice.
Para legitimar a indicação, a Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal argumenta que a escolha por meio da lista, mesma prática adotada na seleção do procurador-geral da República, é a forma mais segura de garantir gestão técnica e autonomia à Polícia Federal.

domingo, 29 de maio de 2016

IBGE comemora 80 anos de fundação neste domingo

Trabalhador do Censo, do IBGE
Para quem fez a carreira junto com a evolução do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), poder compartilhar a comemoração dos 80 anos do órgão, hoje (29), além da satisfação profissional, é fazer o que gosta e ter a certeza de que o resultado de seu trabalho é fundamental para o país.
Cimar Azeredo Pereira começou a carreira como coletor de informações. Com o passar do tempo ocupou várias funções e atualmente é gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, responsável por uma das mais importantes pesquisas do instituto, a PNAD Contínua, que, entre outras informações, mostra a evolução do mercado de trabalho, com os níveis de emprego.
“Em plena crise, é nossa responsabilidade colocar à disposição da sociedade um retrato do mercado de trabalho, que sofre reflexo desse cenário econômico que vemos hoje. O produto tem que retratar a realidade. Essa é a grande missão do IBGE, retratar a realidade”, afirmou.
Os pesquisadores também têm seus momentos do dia a dia como consumidores, clientes e usuários e é assim que acabam verificando, na vida pessoal, o que os dados analisados na vida profissional estão indicando, especialmente com relação à inflação.
“Se você percebeu que a batata está aumentando no supermercado que você compra, fica querendo ver como vai ser nos números das pesquisas e, quando vai olhar, verifica que subiu mesmo. Isso é perceber e mostrar a realidade”, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, que, entre outros indicadores, é responsável pelo cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mostra o patamar da inflação.
A coordenadora, que começou no instituto como estagiária e já passou por vários momentos diferentes da economia brasileira, lembrou que nos períodos em que o país enfrentou a hiperinflação, muitos fatores influenciavam a elevação dos índices.
“Naquela época, quando saída o aumento do salário-mínimo todo mundo aumentava, aumentou a gasolina todo mundo aumentava. Depois, quando a economia se tornou mais estável, a linha de se trabalhar com as informações se tornou mais fina. Na hiperinflação, ela era autoexplicativa. Com a economia estabilizada, por exemplo, o arroz está aumentando por uma questão de safra”, disse.
Eulina também coordena o Sistema de Índices da Construção Civil, no qual os preços coletados para a elaboração dos indicadores, que servem de parâmetros para licitações de obras públicas.
Mudanças no Brasil
Nesses 80 anos, as pesquisas do IBGE se espalharam com o resultado do trabalho nas unidades das capitais de todos os estados brasileiros e nas 584 agências distribuídas pelo país.
O Brasil ficou sabendo que a população passou de 42 milhões para 205 milhões de pessoas, que as famílias não se restringem mais a um casal formado por um homem, uma mulher e filhos, que a expectativa de vida dos brasileiros aumentou, que o país é cada vez mais urbano, que houve avanços na educação, mas que, apesar disso, ainda há muitos jovens fora da escola.
As pesquisas apontaram também que as mulheres que trabalham ainda recebem cerca de 70% do rendimento dos homens, como também pretos e pardos em diversos indicadores sociais não chegam ao patamar do que tinham os brancos há dez anos. As informações são públicas e estão disponíveis no site do IBGE.
“A robustez que o IBGE tem, com o número de pesquisas e de informações publicada, e com a credibilidade que ao longo do tempo eles vem conquistando, é muitíssimo importante o cidadão poder fazer as suas escolhas, não só na hora de votar, mas para entender o que está acontecendo com a economia”, afirmou a professora de economia do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead/UFRJ), Margarida Gutierrez. “É muito importante esse trabalho que o IBGE desenvolve no sentido de manter a sua independência”, disse.
Para a professora de economia do programa de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Roxo Matesco, parte das informações necessárias para o cidadão brasileiro, foi conhecida por meio dos censos demográficos do IBGE e são usadas para decisões importantes.
“Os responsáveis pela elaboração das políticas públicas deste país precisam conhecer o país para tomar decisões corretas, então,quando o IBGE divulga uma pesquisa, está fornecendo para a sociedade informações valiosíssimas para o processo decisório”, ressaltou Virene.
O economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fábio Bentes, disse que, para avaliar o desempenho do setor, não pode ficar sem os dados produzidos pelo IBGE. “Nos dados do comércio, não há uma pesquisa nacional sobre o faturamento do comércio com a abrangência da pesquisa do IBGE, com a clareza de metodologia que o IBGE utiliza”, disse, acrescentando que o trabalho do instituto retrata o Brasil.
“Todo mundo lembra que, no banco da escola, a gente estudava geografia, e todos os dados e fotos vinham do IBGE, instituto responsável por apresentar o Brasil para a gente. É ele que tira o melhor retrato do Brasil, para  entendermos um pouco melhor o país que a gente vive”, completou.
Dificuldades
Como outros órgãos públicos, o IBGE também enfrentou períodos de falta de recursos e isso refletiu nas pesquisas, que tiveram, em alguns casos, a interrupção da série histórica. Cimar Azeredo revelou que a maior dificuldade foi na década de 80, quando entrou para a instituição.
Segundo ele, até para o pagamento de salários dos servidores não havia dinheiro. Além disso, ele apontou a diminuição de recursos em alguns períodos, o que afeta a coleta de dados. “A gente precisa financiar as passagens e as diárias dos servidores que vão a campo coletar as informações, e quando estamos em momentos de crise e falta de recursos, esses são os motivos que mais atrapalham nosso trabalho”, disse.
De acordo com Azevedo, a Pesquisa de Orçamento Familiar sofre com a falta de pessoal para ser colocado em campo. “Este é um problema que temos hoje. Uma pesquisa de extrema importância fica aguardando a entrada de novos servidores para entrarem em campo”.
Outro fator que influencia na realização de pesquisas, segundo Azeredo, são as greves por melhores salários e condições de trabalho. Com a paralisação dos servidores, em alguns casos não é possível fazer a coleta de dados.
“O petróleo está lá e pode extrair depois, a aula pode ser dada depois, uma pesquisa como a PNAD, não pode coletar depois. Se perdermos a coleta no período certo, perde-se o retrato daquele momento”, afirmou.
“O IBGE depende de verbas federais. Se ele tivesse maior disponibilidade de verbas tenho a absoluta convicção de que poderia fazer muito mais”, disse a economista Virene Roxo Matesco. “Essas rupturas são lamentáveis, mas é a nossa realidade.”
“Em momentos difíceis em que o IBGE tem problemas de orçamento e é obrigado adiar pesquisas, mesmo quando eles fazem isso, eles adiam a pesquisa, mas não abrem mão da qualidade dos dados que levantam. Para mim é um instituto de referência”, disse o economista Fábio Bentes.
Atualização
Enquanto desenvolviam as suas carreiras no IBGE, os coordenadores Cimar Azeredo e Eulina Nunes também assistiram a modernização dos métodos de levantamento das informações, incluindo a proximidade de organismos internacionais como a OIT e a ONU.
“Esse processo de atualização metodológica do IBGE é que o coloca hoje como referência no mundo. Até a China veio aqui para saber como era feito o censo brasileiro e hoje é um país agradecido por ter recebido apoio na introdução da coleta eletrônica. Foi um trabalho difícil para chegar onde a gente chegou”, disse Azeredo.
A introdução da informática e a utilização de novos equipamentos também permitiu ampliar a coleta de dados e fazer o trabalho de forma mais rápida.
“Antes disso, os questionários eram em papel. Eles eram digitados em um processo mais lento e trabalhoso. Envolvia um maior número de pessoas e maior risco de erro. Com a aceleração do uso da informática ficou bem mais fácil. Hoje, apesar do IBGE manter os questionários como um plano B, a coleta é toda feita em equipamentos. Os dados entram direito on line. Isso é evidente na área dos índices”, lembrou Eulina Nunes.
Justamente quando completa 80 anos, o IBGE está à frente das discussões sobre produção e divulgação de estatísticas oficiais. A presidente atual do órgão, Wasmália Bivar, foi a primeira mulher latino-americana eleita para presidir a Comissão de Estatísticas da ONU.
“É um reconhecimento internacional que muito nos honra. Mas ainda temos muito a conquistar, num mundo em que a demanda por informações estatísticas e espaciais, com qualidade, confiabilidade e rapidez, é crescente”, disse, à Agência Brasil.
Segundo Wasmália, o órgão busca sempre acompanhar as necessidades da produção de dados estatísticos no mundo. “O IBGE está constantemente se reposicionando diante dos desafios contemporâneos e, atualmente, um dos grandes projetos que nos movem é o processo, em nível internacional e nacional, de formulação dos indicadores de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), eixo central da Agenda 2030 para os países das Nações Unidas” afirmou.

Contas do governo federal podem voltar ao azul só em 2022

Notas de real; reais; dinheiro
Se o teto para o crescimento dos gastos públicos proposto pelo governo Michel Temer for aprovado pelo Congresso Nacional, as contas públicas só devem começar a registrar superávit no último ano de mandato do próximo presidente da República.
E, mesmo com a implementação daquele que pode ser o maior arrocho nas despesas da história do País, o superávit primário (a economia para pagamento dos juros da dívida pública) de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para 2022 não será suficiente para estabilizar a trajetória da dívida sem um aumento de impostos.
Projeções feitas pelo especialista em finanças públicas Rodrigo Orair, do Ipea, apontam que os gastos do governo podem cair quatro pontos porcentuais em dez anos, passando de 19,8% do PIB este ano para 15,8% em 2026.
As simulações, que usam como parâmetro a média de estimativas dos analistas do mercado financeiro para crescimento da economia e inflação, sugerem que somente em 2026 o superávit primário chegaria a um patamar mais confortável, de 2,2% do PIB. As previsões usadas foram as do boletim Focus, do Banco Central.
"O teto de gastos não é suficiente para conter o endividamento e o aumento da carga tributária será inevitável, mais cedo ou mais tarde. A grande questão é como fazer", diz Orair.
Ele avalia que a proposta apresentada pela equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de limitar o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior, é bastante "ousada", mas de difícil implementação, principalmente pela pressão demográfica com o envelhecimento da população. Ele lembra que o envelhecimento dos brasileiros leva hoje a uma expansão anual de 2% do estoque de beneficiários da Previdência.
Pelas projeções do pesquisador do Ipea, para conseguir implementar o teto de gastos da forma como foi anunciada, com crescimento real zero, o governo terá necessariamente de mudar a vinculação atual dos benefícios da Previdência ao salário mínimo, além da regra de correção anual.
Ainda assim as despesas com o pagamento da Previdência vão continuar crescendo mais que a inflação. Isso, na prática, significa que os outros gastos do governo terão de crescer abaixo da inflação para o teto funcionar, promovendo um "arrocho" muito forte em todo o restante de despesas do Orçamento, como investimentos, educação, saúde, cultura, pessoal e ciência e tecnologia.
"Seria uma redução do tamanho do Estado sem precedentes e insustentável politicamente. O governo não tem como impedir o envelhecimento da população", ressalta.
Para mostrar o tamanho do ajuste, o especialista destaca que, no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, as despesas tiveram crescimento real anual, em média, de 3,9% do PIB. Com Lula, o patamar de crescimento das despesas ficou em 5,2% no primeiros quatro anos e de 4,9% no segundo mandato. Já no primeiro governo da presidente afastada Dilma Rousseff, a expansão chegou a 4,2%.
Para conseguir estabilizar o crescimento do endividamento, o pesquisador do Ipea ressalta que será preciso reduzir a taxa implícita de juros da dívida, que mesmo nos períodos de bonança, quase sempre superou o patamar de 15% para níveis abaixo de 10% já em dois ou três anos. Tarefa de difícil execução. Mesmo assim, a estabilização só ocorreria em 2021. Até então, o País teria de conviver com um crescente endividamento.
Nova Constituição. Na avaliação do economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, a proposta do teto de gasto, se aprovada, representa, do ponto de vista fiscal, quase uma outra Constituição.
"É muito forte. Uma Constituição que manda gastar cada vez mais passaria a ter uma proibição de gastar mais", diz. Ele ressalta que a diferença entre a proposta de limite de gastos feita pelo ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e a de Meirelles é que a primeira não diz se o limite aumentaria, manteria ou diminuiria as despesas reais.
Para ele, o mérito do projeto de Barbosa era detalhar os passos a seguir, caso houvesse risco de furar o limite. "Na proposta de Meirelles, adequar a limitação de gastos reais congelados envolve muitas mudanças, algumas constitucionais", diz.

GetNet, do Santander, ganha mercado entre grandes varejistas

Fachada de agência do Santander
A credenciadora GetNet, empresa do banco Santander que captura e processa pagamentos com cartões de débito e crédito, ganhou espaço em um mercado dominado por Cielo e Rede.
A estratégia do negócio é ter preço competitivo e agregar serviços bancários à máquina de cartões. A GetNet conseguiu ampliar sua participação de mercado no setor de 8% para 9% entre o ano passado e o fim de março - com isso, conseguiu se aproximar do cumprimento de uma antiga meta: deter 10% do setor no País.
Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o presidente da GetNet, Pedro Coutinho, disse que não é só o preço baixo que explica a expansão da companhia.
Segundo ele, a GetNet se consolidou na terceira posição - atrás da Rede (do Itaú) e da Cielo (parceria entre Bradesco e Banco do Brasil) - por ter entrado nas concorrências de grandes clientes, com a vantagem de oferecer aos lojistas serviços bancários agregados à máquina.
Entre as novas contas que a GetNet ganhou recentemente estão Walmart, Estapar, Zara, Cencosud, Pague Menos e Magazine Luiza. Enquanto isso, a Cielo admitiu que perdeu clientela no primeiro trimestre, em meio ao acirramento da concorrência.
A GetNet cresceu mais do que as líderes de mercado no primeiro trimestre - é preciso lembrar, porém, que sua base é bem menor do que a das rivais. O volume financeiro movimentado pela GetNet chegou a R$ 22,8 bilhões, alta de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Cielo capturou R$ 139,5 bilhões em transações de cartões de crédito e débito, com expansão de 10,2% em um ano. A Rede ampliou seu volume em 1,95%, para R$ 92,9 bilhões, na mesma comparação.
A participação da GetNet deve crescer mais, na opinião do presidente da empresa, à medida que o segmento se torne totalmente aberto, colocando um ponto final nas reservas de mercado - o que deve acontecer até o início de 2017. "Isso dará uma cara nova para o segmento em termos de competitividade", avalia Coutinho.
O mercado de credenciamento se abriu para concorrentes em 2010. No entanto, algumas bandeiras de cartões como Hiper (do Itaú), Elo (de Bradesco, BB e Caixa) e Amex permaneceram fechadas.
Como regulador, o Banco Central passou a exigir não só a abertura dessas bandeiras, mas também que houvesse a adoção do modelo denominado "full adquirência" - o que permitirá que todas as empresas possam processar e liquidar operações, etapas hoje restritas à Cielo e à Rede.
A GetNet, segundo Coutinho, já está capturando todas as bandeiras em seus quase 400 mil clientes. Desde o ano passado, passou a registrar as operações de Hiper, Elo e Amex e, há cerca de dois meses, passou a aceitar também Alelo e Ticket.
Desempenho. Sobre o desempenho do mercado de cartões, o presidente da GetNet acredita que o setor pode voltar a crescer dois dígitos no ano que vem, caso as medidas de ajuste fiscal e econômico do governo interino sejam tomadas até o fim de 2016. Neste ano, porém, deve avançar menos de 10%.
Quanto a aquisições, Coutinho admite que o Santander olhou a Elavon, mas que optou por não seguir adiante com o negócio, como também fizeram Bradesco e BB. No fim, o ativo foi levado pela Stone Pagamentos, que teria desembolsado R$ 1 e assumido cerca de R$ 300 milhões em patrimônio líquido negativo. "Não fez sentido para nós. O custo-benefício de uma integração não valeria a pena", justifica o executivo.
O Santander comprou o controle da GetNet, pela qual desembolsou mais de R$ 1 bilhão, há pouco mais de dois anos. Desde 2010, porém, já atuava com a empresa gaúcha na captura e processamento de transações com cartões.

Multinacionais investem em fábricas de alimentos para pets

Ração para cachorro da Nestlé Purina
Apesar da expectativa de retração de 5% para o mercado pet no Brasil no País em 2016, duas gigantes multinacionais estão apostando alto em novas linhas de produção de comida para animais domésticos, mercado que movimenta quase R$ 13 bilhões ao ano no País.
A Nestlé Purina - braço da suíça Nestlé - vai investir R$ 500 milhões nos próximos quatro anos, valor que incluirá uma nova fábrica. Já a americana Mars aplicará R$ 250 milhões até 2018. O valor considera uma nova unidade industrial de R$ 160 milhões, que está sendo construída em Ponta Grossa (PR).
O que motiva a corrida dessas empresas mesmo no cenário de crise é o potencial do mercado pet no Brasil, que cresceu acima de 10% ao ano, ao longo das últimas duas décadas. Segundo dados do Ibope, porém, menos de 40% dos donos de animais domésticos alimentam seus animais com produtos processados. A ideia das grandes companhias do setor é fazer este porcentual crescer.
Apesar desse espaço que ainda pode ser explorado, o Brasil tem grande importância para os setor: o País é o segundo maior consumidor de produtos para pets depois dos Estados Unidos. O segmento como um todo movimenta cerca de R$ 18 bilhões ao ano.
Segundo Sandro Cimatti, diretor da consultoria em marcas CVA, as multinacionais têm um domínio relativamente baixo do mercado. "Atualmente, há 29 marcas de ração que atuam em nível nacional", diz o consultor. Somadas, as duas líderes - Mars e Nestlé - somam 36,8% do mercado. Hoje, segundo apurou o Estado, a Mars fatura cerca de R$ 1,2 bilhão em sua unidade de alimentos para animais, enquanto a receita da Nestlé estaria em R$ 600 milhões.
Lançamentos. Segundo o diretor-presidente da Nestlé Purina, Anderson Duarte, uma das armas que a multinacional usará em 2016 será o relançamento da marca Bonzo, que ficou fora de circulação por 15 anos. A Bonzo será posicionada como marca de "entrada", com preços mais baixos. "O momento (da economia) pede ações mais competitivas", explica Duarte.
A Mars também está ampliando seu escopo de marcas. No começou do ano, iniciou a produção da Eukanuba no Brasil - linha que pertencia à Procter & Gamble e foi comprada globalmente, há dois anos, pela americana. A Mars é dona das líderes em alimentos para cães e gatos no País, segundo a consultoria CVA: Pedigree e Whiskas, respectivamente.
Empresas de menor porte também estão em fase de expansão. A espanhola Guabi, por exemplo, vai investir R$ 64 milhões para ampliar sua atual fábrica. Uma das estratégias da companhia é brigar com a Purina, da Nestlé, que tem forte presença em supermercados. "Acho que há espaço para ração com valor agregado em supermercados, algo que os concorrentes não ofertam ainda no Brasil", diz o presidente da Guabi, Eduardo Aron.

Paes é criticado após aderir a campanha contra estupro

Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio de Janeiro
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, aderiu à campanha "Eu luto pelo fim da cultura do estupro" e adicionou o selo à sua foto de perfil no Facebook, mas acabou sendo alvo de uma enxurrada de críticas devido a seu apoio a Pedro Paulo (PMDB) como futuro candidato à Prefeitura.
Atual secretário-executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo admitiu já ter agredido a ex-mulher, Alexandra Marcondes Teixeira.
"Não tô te entendo. Primeiro, fala que 'as brigas são um problema do Pedro Paulo' (o famoso 'em briga de marido e mulher, não se mete a colher') e agora quer pagar de empático com as mulheres vítimas do estupro? 'Luta' seletiva? Vai pagar de bom moço em outro lugar, vai", protestou uma usuária.
"Luta como exatamente? Pois comece retirando seu apoio à candidatura do Pedro Paulo. Senão, sua 'luta' não tem a menor credibilidade, sr. prefeito", escreveu outra.
Em novembro de 2015, após a imprensa ter revelado os registros da polícia sobre as ocorrências, Pedro Paulo confessou ter agredido Alexandra duas vezes, entre 2008 e 2010. "Quem nunca teve uma briga dentro de casa? Quem não tem um momento de descontrole?", disse no ano passado.
Braço direito de Eduardo Paes e provável candidato a sucessor do prefeito no cargo, Pedro Paulo passou a ter sua futura candidatura questionada quando a história veio à tona. Paes, no entanto, defendeu o aliado. "Aspectos da vida dele, das brigas, do casamento, são um problema dele", afirmou o prefeito, também em novembro do ano passado.
Hoje mais cedo, o prefeito falou sobre o caso do estupro coletivo durante a inauguração do Novo Joá, elevado construído para ligar a zona Sul do Rio à Barra da Tijuca. Paes destacou a atuação da prefeitura, por meio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, com a criação de centros de atendimento e abrigo para mulheres em situação de risco.
"É importante não só o trabalho da polícia de apuração, mas a gente cada vez mais ampliar esses serviços", disse o prefeito.

Operação no Rio busca suspeitos de estupro coletivo

Delegados que cuidam do caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro
Cerca de 70 policiais militares realizam uma operação na comunidade São José Operário, na zona oeste do Rio de Janeiro, para buscar suspeitos de terem participado do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos.
Os PMs detiveram uma pessoa que foi encontrada com drogas ilícitas. O caso será encaminhado à delegacia local.
Segundo a Polícia Militar, policiais de sete batalhões participam da ação. O Batalhão de Ação com Cães também auxilia nas buscas. A operação conta ainda com o suporte de um helicóptero e de veículos blindados.
A polícia afirma não ter encontrado resistência de criminosos ao entrar na comunidade, mas, em uma parte mais alta do morro, houve um "breve confronto". De acordo com os militares, ninguém se feriu.
A nota enviada à imprensa pela Polícia Militar destaca ainda que a operação busca reprimir outros crimes: "identificar os criminosos que praticaram o estupro coletivo contra uma menor de 16 anos, dar maior sensação de segurança a população, prevenção e repressão os crimes de roubo de veículos, Roubo de Cargas, Roubo de Rua e o Tráfico de Drogas".
Na noite de ontem (27), a Polícia Civil ouviu depoimentos de pessoas investigadas no caso e também da vítima. Mais informações sobre as investigações devem ser divulgadas pela assessoria de imprensa do órgão ao longo do dia

Advogada de vítima de estupro pede saída de delegado do caso

O delegado Alessandro Thiers, que cuida de caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro
A advogada da jovem de 16 anos que foi vítima de um estupro coletivo na zona oeste do Rio vai pedir o afastamento do delegado Alessandro Thiers das investigações.
Segundo a advogada Eloísa Samy Santiago, o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) teria conduzido o interrogatório de forma inadequada. "Ele perguntou à vítima se ela tinha por hábito participar de sexo em grupo", contou ao Estado.
A jovem prestou um segundo depoimento à polícia ontem à noite. Após meia hora de relato, começou a chorar e a se dizer envergonhada, o que levou a polícia a interromper os trabalhos. Segundo a advogada, o episódio foi antes da pergunta em questão.
Além de Thiers, participaram do interrogatório a delegada Cristiana Bento, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (DCAV), e um inspetor de polícia da DRCI, que é psicólogo, de acordo com a advogada. Cristiana e o inspetor tiveram um comportamento exemplar, ao contrário de Thiers, disse Eloísa.
A advogada afirmou que está tentando contato com a Promotoria da Infância e da Juventude e não descarta outros meios de representar contra o delegado. "O depoimento teria sido muito mais produtivo sem ele", disse. Procurada, a Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o caso.
No primeiro depoimento, ainda na madrugada de quinta (26), a adolescente contou que foi visitar o namorado no sábado (21) no morro da Barão, na Praça Seca, zona oeste carioca, e só se lembra de ter acordado no dia seguinte, "dopada e nua", em uma casa desconhecida e cercada pelos agressores. Só soube na terça-feira (24) que um vídeo com imagens suas após o estupro circulava nas redes sociais e em sites de relacionamento.
Foi a divulgação do vídeo que despertou a atenção das autoridades e que levou à distribuição do caso para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
Ontem à tarde, os delegados Alessandro Thiers e Cristiana Bento concederam entrevista coletiva à imprensa ao lado do chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso.
Durante a entrevista, o caso chegou a ser tratado pelos delegados como "suposto estupro", e Thiers declarou que a polícia havia diversas linhas de investigação, inclusive para verificar "se houve ou não estupro". O chefe de Polícia esclareceu depois que a polícia trabalha com indícios.
"Há indícios veementes de que houve estupro, mas não podemos afirmar ainda se houve ou não, ou de que forma houve. Não podemos nos basear no ‘ouvi dizer’. Só o exame de corpo de delito vai apontar se houve estupro ou não. O laudo pode trazer uma certeza ou uma dúvida. Pode demandar outra diligência para sanar uma dúvida que surge no próprio laudo", disse Veloso.
Apesar de, até ontem, quatro suspeitos terem sido identificados, a polícia não pediu a prisão de nenhum deles. Na noite desta sexta (27), o secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, justificou que faltava um "detalhe jurídico".

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