quarta-feira, 18 de maio de 2016

Maior campo de refugiados do mundo fechará suas portas

Vista aérea de Dadaab
Nesta semana, a comunidade internacional recebeu com apreensão a notícia de que o governo do Quênia irá encerrar a recepção de refugiados e fechar as operações dos campos situados no país, tornando incerto o futuro de mais de 600 mil pessoas registradas em seu território nessas condições.
Em nota divulgada nas redes sociais, o Quênia declarou estar ciente dos desafios que o mundo enfrenta hoje com a questão da migração forçada e a crise de refugiados, ambas situações decorrentes de guerras, intempéries climáticas e fome.
Contudo, por conta do cenário de insegurança e das ameaças de grupos terroristas como o Al Shabaab, que está baseado na Somália, mas vem ampliando as suas operações, o governo decidiu por “reconsiderar a questão de receber refugiados e o processo de repatriação”.
O comunicado não deixa claro quando, afinal, começará a barrar a entrada dessas pessoas e iniciará o processo de fechamento dos campos. Mas anunciou que as atividades do Departamento de Refugiados do país já se encerraram.
E um dos locais que serão afetados por essa determinação é Dadaab, o maior campo de refugiados do planeta.

Dabaab

Em 1991, o mundo observava com atenção os desdobramentos de uma sangrenta guerra civil que até hoje devasta a Somália. Como resultado, milhares de somalis buscavam refúgio no vizinho Quênia, mais especificamente na região de Garissa, que está localizada a cerca de 400 quilômetros da capital Nairóbi.
Nascia o Dadaab, um campo improvisado, cujas operações deveriam ter funcionado apenas por alguns meses, mas que segue de pé. Com o tempo, o local se tornou a maior cidade de Garissa e hoje é abrigo de 330 mil refugiados, em sua maioria somalis, como mostram números da operação queniana da ACNUR, órgão da ONU dedicado à questão dos refugiados.
Segundo o Dadaab Stories, iniciativa da FilmAid International, organização não governamental baseada nos Estados Unidos, o campo conta com cinco campos menores e hoje há ao menos 8 mil crianças “netas” de Dadaab. Representam as gerações de pessoas que enxergam o campo como seus lares, suas pátrias.

Críticas

Para a Anistia Internacional, a decisão do governo queniano foi classificada como “descuidada” e alertou que poderá causar o retorno involuntário de milhares de refugiados para seus países de origem. Países esses que ainda enfrentam situações de instabilidade, colocando em risco a vida dessas pessoas que já vivem em vulnerabilidade.
A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras também se manifestou contra a posição do governo do Quênia. Em comunicado, a ONG pediu que tal decisão seja reconsiderada e apelou para que as organizações que atuam nos campos espalhados pelo país não cessem suas atividades.
O vídeo abaixo, em inglês e com legendas apenas em inglês, foi produzido pelo Dadaab Stories e mostra cenas da vida no maior campo de refugiados do mundo, pelas lentes daqueles que ainda vivem no local. Confira.

Lei Rouanet não pode ser demonizada, afirma Calero

Presidente interino Michel Temer acompanhado pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (E), e pelo Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero
Após ser anunciado como secretário nacional de Cultura, o diplomata de carreira Marcelo Calero defendeu o diálogo para lidar com as críticas que o governo tem recebido pela fusão dos ministérios da Cultura com a de Educação.
Ele também disse que as ocupações de prédios públicos em protesto contra a fusão podem ocorrer desde que não prejudiquem as atividades dos órgãos.
O novo secretário afirmou ainda que a Lei Rouanet não pode ser demonizada.
Em entrevista a jornalistas depois de ser apresentado pelo ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, o secretário fez um discurso de valorização dos servidores, que têm criticado a incorporação do ministério da Cultura ao da Educação.
Diálogo
Desde o início da semana, diversas sedes do extinto Ministério da Cultura têm sido ocupadas pelo país por integrantes do setor cultural em manifestação contra a fusão.
Marcelo Calero prometeu abrir um "diálogo franco" para aprimorar a gestão da cultura no país.
Ele elogiou as manifestações de artistas como "sinal vivo" da democracia e disse que a melhor maneira de responder às críticas é mostrando resultados. 
"Mas é claro, a gente dialoga com quem quer dialogar conosco, e nós procuraremos todos, sem dúvida alguma", afirmou.
De acordo com o novo secretário de Cultura, é "bonito" ver edifícios, como o Palácio Capanema, ocupados, mas afirmou que os trabalhos nesses locais não podem ser prejudicados.
"Hoje o senador Cristovam (Buarque, PPS-DF) deu uma entrevista muito lúcida a respeito de ocupação nas escolas. Ele dizia que são movimentos legítimos, que não podem ser aparelhados. Acho que essa é a grande pedra de toque que a gente tem aqui em relação a esse movimento. Claro que a gente não pode que isso se faça em detrimento de atividades regulares desses órgãos. Mas acho que o caminho é reforçar canais de diálogo e a democracia, sempre", disse.
Lei Rouanet

Maduro ameaça decretar estado de "comoção interna" no país

Manifestantes contra o governo entram em confronto com a polícia na Venezuela, dia 18/05/2016
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu nesta quarta-feira que já tem pronto um decreto de "comoção interna" para o caso de atos de violência dos "golpistas", como parte do estado de exceção que vigora no país.
"É um recurso que tenho como chefe de Estado caso na Venezuela ocorram atos golpistas violentos, e não duvidarei em adotá-lo, se necessário, para lutar pela paz e pela segurança deste país (...). Espero que não seja preciso, mas estarei pronto", afirmou Maduro em um ato em Guanta, no estado Anzoátegui.
Maduro não precisou em sua declaração o alcance do decreto de "comoção interna", mas a medida implica em restrição de liberdade, após o estado de emergência econômica e de exceção declarado na sexta-feira passada.
Segundo a Constituição, o estado de comoção interna pode ser decretado pelo presidente "em caso de conflito interno ou externo, que coloque seriamente em risco a segurança da Nação", com prazo máximo de 180 dias.
Maduro, contra quem a oposição promove um referendo revogatório de mandato, afirma que a oposição tem como estratégia provocar a violência e propagar a ideia de que a Venezuela enfrenta uma "crise humanitária" para justificar uma intervenção dos Estados Unidos.
A advertência de Maduro ocorre após protestos convocados pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) em cerca de 20 cidades, que terminaram com ao menos 17 detidos, segundo seus organizadores.

EUA limitam serviços consulares na Venezuela

Manifestantes contra o governo entram em confronto com a polícia na Venezuela, dia 18/05/2016
 Os Estados Unidos estão limitando os serviços consulares na Venezuela devido à falta de pessoal na sua embaixada, resultado da recusa do país sul-americano de garantir vistos para funcionários, disse a embaixada em Caracas.
A partir desta quarta-feira, a embaixada não vai mais receber os que pedem pela primeira vez vistos para negócios ou turismo, segundo um comunicado no seu site.
"O Ministério do Exterior da Venezuela tem se recusado por muitos meses a dar vistos para o pessoal da embaixada dos EUA, resultando em falta de funcionários em toda a embaixada e também impedindo a visita de técnicos para a manutenção, melhorias e consertos no sistema consular de computadores”, afirmou o comunicado.
A Venezuela tem tido uma relação conturbada e frequentemente difícil com os Estados Unidos desde que Hugo Chávez, o líder de esquerda já morto, assumiu o poder em 1999.
A embaixada dos EUA limitou serviços consulares de maneira similar em 2014, citando a expulsão de três funcionários e atrasos para aprovar vistos para o novo pessoal. O serviços seriam mais tarde retomados.
Os laços diplomáticos sofreram um novo período de baixa depois que Washington impôs sanções contra importantes autoridades venezuelanas e declarou o país uma ameaça à segurança nacional no ano passado.

Câmara do Rio suspende trabalho da CPI dos Jogos Olímpicos

Mascotes das Olimpíadas de 2016
A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro decidiu nessa terça-feira (17) suspender a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Olimpíadas.
A maioria dos parlamentares aceitou requerimento para aguardar ação judicial que questiona a proporcionalidade dos membros da comissão.
De acordo com o presidente da Casa, Jorge Felippe, o preenchimento das vagas da CPI observa a proporcionalidade partidária entre as lideranças.
Em nota, a Câmara informou que o plenário decidiu aguardar a decisão do Judiciário sobre o tema, ao considerar o risco das reuniões e atividades da CPI serem invalidadas.
Para o autor do requerimento de criação da CPI, vereador Jefferson Moura (Rede), a votação do requerimento do vereador Jimmy Pereira (PRTB) foi uma manobra política para impedir as investigações dos contratos das obras olímpicas no Rio de Janeiro.
“Nesse momento, como a Operação Lava Jato vem demonstrando que há uma relação entre empreiteiras e o pagamento de propinas e uma grande quantidade de recursos para o PMDB, a base do governo impede. O próprio prefeito Eduardo Paes orientou que eles não participassem da CPI, não assinassem, fez de tudo para impedir a CPI. Eles estão dando esse golpe político para impedir a investigação, impedir a transparência”, afirmou Moura.
Oposição
Segundo ele, o presidente da Câmara contrariou a ordem judicial que determinou a instalação da CPI, expedida em abril. “Ele está cometendo uma ilegalidade.
A mando do prefeito Eduardo Paes ,suspendeu os trabalhos de investigação no dia em que a CPI recebeu os documentos do Parque Olímpico. Isso é um verdadeiro absurdo. Não foi coincidência.”
Conforme Jefferson Moura, a oposição solicitará à Justiça a anulação da sessão da Câmara que suspendeu as investigações.
Em nota, o vereador Jimmy Pereira destacou que é favorável à investigação, mas informou que a ação para suspender a CPI foi motivada pela indecisão judicial a respeito, já que ainda há questionamento sobre a comissão.
“Preocupado com essa indecisão jurídica, submeti ao plenário uma questão de ordem quanto a suspensão da CPI das Olimpíadas, para que os trabalhos da comissão não sejam prejudicados caso a Justiça altere a composição e, após a decisão, os mesmos possam ocorrer normalmente. Por 25 votos a três, os vereadores decidiram suspender os trabalhos até que ocorra a manifestação do Judiciário”, conclui o vereador.

Vaivém de declarações atrapalha governo Temer

Presidente interino do Brasil, Michel Temer, dia 18/05/2016
Na primeira reunião ministerial de seu governo, o presidente interino Michel Temer pediu aos ministros que evitassem declarações polêmicas e falar sobre áreas que não fosse as suas. O aviso não adiantou.
O governo mal começou e cinco ministros tiveram que desdizer suas próprias declarações ou emudecer sobre temas com enorme potencial de causar mais problemas que ajudar o governo.
Dentro do Planalto, a avaliação é que, vindos do Congresso em sua maioria, os ministros ainda não têm o termômetro do impacto que causam suas declarações, agora como pessoas com potencial real de fazer mudanças, disse uma fonte.
Em um governo que ainda briga para garantir sua legitimidade, no entanto, o impacto das declarações é ainda maior.
Logo de cara, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, falaram de reforma da Previdência com idade mínima para a aposentadoria --isso antes mesmo de as supostas negociações com as centrais sindicais começarem, o que rendeu uma reação dura dos sindicalistas.
Depois disso, os ministros passaram a dizer que tudo seria negociado.
A primeira retratação pública veio do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.
Em entrevista, afirmou que o governo poderia indicar o procurador-geral da República sem levar em conta a lísta tríplice da categoria, já que a Constituição não prevê a mesma. Rapidamente foi desautorizado por Temer.
Também em entrevista, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou ser necessário rever o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS). A retratação, desta vez, veio do próprio ministro.
Já Mendonça Filho, ministro da Educação, disse que apoiaria a cobrança de mensalidade em cursos de pós-graduação das universidades federais, e depois garantiu que as universidades públicas continuarão gratuitas.
Enquanto isso, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, afirmou que pessoalmente era contra a recriação da CPMF, num momento em que Meirelles fala nessa possibilidade.
Um dos principais discursos da presidente afastada Dilma Rousseff é de que Temer não tem legitimidade e que o programa que tentaria implantar, mais conservador, não foi o escolhido pelos eleitores, mas sim foi rejeitado nas urnas.
Objetivamente, várias medidas contidas no programa Ponte para o Futuro, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, são bastante diferentes do que defendia o PT, como alguma flexibilização em questões trabalhistas e uma reforma mais dura na Previdência.
Ainda que oficialmente esse não seja o programa do novo governo, ele funciona, no mínimo, como referência.
As declarações dos ministros ajudam a alimentar as alegações da presidente afastada e, principalmente, fazem com que o governo fique na defensiva, tendo que se explicar seguidamente, avalia outra fonte palaciana.
Em entrevista na terça-feira, Geddel Vieira Lima reconheceu que algumas declarações de ministros “estavam sendo transmitidas para a sociedade de maneira errada”, mas pediu “paciência”.
“Estamos no governo há dois dias úteis e nos cobram como se estivéssemos há anos”, disse, reagindo ainda com ironia aos questionamentos sobre as declarações desencontradas dos ministros.
“Estou sendo incapaz de transmitir a vocês com competência aquilo que vocês me perguntam.”
O argumento de Geddel, no entanto, pode ser questionado. Ainda que vários ministros sejam estreantes, outros tantos, como o próprio titular da Secretaria de Governo, já estiveram no primeiro escalão, alguns deles no governo da própria presidente afastada Dilma Rousseff.

Moro confisca sede da empresa e casa da mãe de Dirceu

jose dirceu
O juiz federal Sérgio Moro decretou o confisco do imóvel onde funcionou a empresa de consultoria do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), a JD Assessoria, e também da casa localizada no município de Passa Quatro, em Minas, onde reside a mãe do petista.
Moro ainda confiscou R$ 46,4 milhões - depositados em euros em contas do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, réu na mesma ação contra Dirceu -, "valor mínimo necessário para indenização dos danos decorrentes dos crimes, a serem pagos à estatal, o que corresponde ao montante pago em propina à Diretoria de Serviços e Engenharia".
Segundo o juiz, esse montante foi incluído como custo das obras no contrato e suportado pela Petrobras.
A decisão foi tomada na mesma sentença em que Moro condenou Dirceu a 23 anos e três meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Lava Jato.
O ex-ministro e aliados teriam recebido propina de R$ 15 milhões do esquema instalado na Petrobras entre 2004 e 2014. Os pagamentos foram realizados para a JD Assessoria que emitia notas de serviços supostamente fictícios.
A JD ficava em um endereço caro de São Paulo, na Avenida República do Líbano, Ibirapuera. A empresa fechou as portas depois do estouro da Lava Jato.
"Calculada em quinze milhões de reais a propina recebida pelo grupo político de José Dirceu de Oliveira Soares, ficam os bens deste sujeitos ao confisco criminal como produto do crime ou bem de valor equivalente", ordenou o juiz da Lava Jato.
De acordo com a sentença os bens congelados "constituem diretamente produto do crime ou foram adquiridos com esses valores".
Além da antiga sede da JD Assessoria - "adquirida em parte com valores provenientes do crime" - e da residência situada no município mineiro de Passa Quatro, habitado pela mãe de Dirceu, o juiz da Lava Jato mandou confiscar um imóvel em nome da TGS Consultoria, "mas de propriedade de fato do ex-ministro", no caso uma chácara, Gleba N, Parque do Vale da Santa Fé, em Vinhedo (SP) que recebeu reformas e benfeitorias "com valores provenientes do crime".
Também caiu na malha da Lava Jato imóvel em nome de Camila Ramos de Oliveira e Silva, filha de Dirceu, que foi vendido simuladamente com transferência de recursos provenientes do crime à Jamp Engenheiros, na Rua Assungui, bairro da Saúde em São Paulo.
A Jamp pertence ao lobista Milton Pascowitch que foi preso com o ex-ministro, em agosto de 2015, mas acabou fechando acordo de delação premiada e foi solto.
Inicialmente, R$ 103.777,40 foram bloqueados em contas de Dirceu.
"Quanto ao imóvel em nome de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de Dirceu, na Rua Estado de Israel, Saúde, São Paulo, que recebeu reformas e benfeitorias com valores provenientes do crime, fica o confisco prejudicado pois consta que foi transferido a terceiro antes do sequestro", destacou o juiz.
Sérgio Moro incluiu em sua decisão "o confisco de até o montante total de R$ 46,412 milhões dos saldos sequestrados nas contas em nome da offshore Milzart Overseas e da offshore Pamore Assets, constituída também no Panamá, no Banco Julius Baer, no Principado de Monaco, com saldo de cerca de 20.56 milhões de euros, e que pertencem de fato ao condenado Renato de Souza Duque".
O ex-diretor da Petrobras pegou 10 anos de prisão, nesta ação, por corrupção.
"Observo que há indícios de que essas contas receberam propinas também decorrentes de outros contratos da Petrobras, estando sujeitos os saldos à decretação de confisco em outras ações penais, o que significa que, apesar do
elevado valor, não necessariamente será o confisco ora decretado suficiente para restituir à vítima o produto dos crimes que constituem objeto deste feito", assinalou o juiz.
Além da Jamp Engenheiros, a empreiteira Engevix Engenharia também teria abastecido a JD Assessoria.
Para Moro, "é certo que os crimes também afetaram a lisura das licitações, impondo à Petrobras um prejuízo nos contratos com a Engevix Engenharia ainda não dimensionado, já que, por exemplo, com concorrência real, os valores dos contratos poderiam ficar mais próximos à estimativa de preço e não cerca de até 16% mais caros".

Dilma confirma presença em ato contra impeachment em BH

A presidente Dilma Rousseff manda beijo durante reunião, Brasília, dia 07/04/2016
A presidente afastada, Dilma Rousseff, confirmou nesta quarta-feira, 18, presença em um ato que será promovido por blogueiros contra o impeachment em Belo Horizonte, na sexta-feira, 20.
Será a primeira aparição pública da presidente afastada desde que ela deixou o Palácio do Planalto na quinta-feira, 12. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja presença era esperada, desistiu de ir ao ato em Belo Horizonte.
Dilma passou o dia no Palácio da Alvorada onde se reuniu com os ex-ministros Ricardo Berzoini, Giles Azevedo, Juca Ferreira, Tereza Campello, Jaques Wagner e José Eduardo Cardozo.
No final da tarde, a presidente afastada concedeu uma entrevista ao canal de TV Russia Today, um dos mais populares da Rússia.
Na terça-feira, Dilma falou ao jornalista norte-americano Glen Greenwald, autor das primeiras reportagens sobre o esquema mundial de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), que atualmente mantém o site de notícias The Intercept.
Greenwald tem sido um ferrenho crítico do impeachment de Dilma, assim como o Russia Today. Na terça-feira, o canal russo destacava em sua página na internet reportagem apontando três supostos indícios de que os EUA estariam por trás do impeachment da brasileira.

Novo presidente do Banco Central vê panorama sombrio

Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú Unibanco
O novo presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, chega ao cargo com uma visão sóbria a respeito da maior economia da América Latina.
Como economista-chefe do maior banco do Brasil por valor de mercado, o Itaú Unibanco, Goldfajn previa uma contração econômica de 4 por cento, superior aos 3,7 por cento da mediana das projeções de 41 economistas participantes de uma pesquisa da Bloomberg.
Agora que comandará o BC, nomeação pendente de confirmação pelo Congresso, ele terá que usar as ferramentas disponíveis para provar que estava errado em relação ao PIB e tentar recuperar a economia, mantendo ao mesmo tempo a inflação sob controle e reduzindo as taxas de juros, hoje no nível mais alto em uma década.
O economista de 50 anos, com doutorado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), foi nomeado nesta terça-feira pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, outro recém-chegado, no momento em que o presidente interino, Michel Temer, completa as indicações para o gabinete.
Em relatórios escritos nas últimas semanas para o Itaú, Goldfajn disse que a aprovação dos ajustes buscados por Meirelles será difícil e que a melhora da confiança não evitará uma “queda acentuada” da economia este ano.
Isto poderá ajudar a diminuir a pressão sobre a inflação. Goldfajn, que nos últimos dois anos foi o segundo analista mais preciso nas projeções para os preços ao consumidor, prevê que a inflação cairá para 6,9 por cento em 2016, pouco abaixo da estimativa média da última pesquisa do BC.
“Ele é realmente uma escolha acertada, especialmente considerando a preocupação de Temer com o desemprego, o que apontaria para taxas de juros mais baixas”, disse Marco Maciel, economista da Bloomberg Intelligence que estudou com Goldfajn na universidade, no Rio de Janeiro.
Goldfajn, que nasceu em Israel, é casado e tem três filhos, tem passagem anterior pelo BC como membro do conselho, entre 2000 e 2003. No MIT, ele escreveu uma tese de doutorado sob a supervisão do vice-presidente do Fed, Stanley Fischer. Trabalhou anteriormente também no Fundo Monetário Internacional e na Gávea Investimentos, de Armínio Fraga.
Times dos sonhos
“Um dos grandes problemas do atual banco central é que ele perdeu um pouquinho a batalha da comunicação, não foi capaz de comunicar sua visão. E isso foi minando a crença do mercado de que ele efetivamente perseguia a meta, o centro da meta,” disse Amaury Bier, CEO da Gávea. “Já com ilan, ele tem uma reputação que evitará que esse tipo de situação se repita. Não consigo ver um nome melhor para a posição.”
Goldfajn se junta a uma equipe econômica chamada de “time dos sonhos” em uma nota divulgada na terça-feira pelo Goldman Sachs. A equipe é liderada por Meirelles, que deixou claro sua intenção de agir agressivamente para cortar gastos com o objetivo de aumentar a confiança do investidor. Otimismo com a nova administração tem impulsionado ativos brasileiros esse ano, com o Ibovespa e o real entre os ativos com melhor desempenho em comparação com seus principais pares.
Goldfajn colocou a alta em um contexto mais pragmático.
“Não é o momento de sancionar euforias no mercado.

Venda de diamante azul por US$57,6 mi bate novo recorde

Diamante azul vendido pela Christie's em Genebra. 12/5/2016
O "Oppenheimer Blue", um diamante grande e raro, foi vendido por 56,8 milhões de francos suíços (57,6 milhões de dólares) num leilão nesta quarta-feira, estabelecendo um recorde mundial para pedras preciosas, depois de uma dramática disputa lance a lance, afirmou a Christie’s em Genebra.
"É a joia mais cara já vendida num leilão", afirmou Alexandra Kindermann, porta-voz da Christie’s à Reuters.
O recorde anterior era do “Blue Moon Diamond” (diamante lua azul), vendido pela rival Sotheby’s por 48,6 milhões de dólares em novembro passado.
O novo dono, de Hong Kong, rebatizou a pedra de “Blue Moon Josephine” (lua azul de Josephine).
O Oppenheimer, o maior diamante azul já oferecido num leilão, é uma pedra retangular, de 14,62 quilates, que pertencia a sir Philip Oppenheimer, que controlava a Diamond Syndicate, em Londres.
A sua pré-venda era estimada entre 38 milhões e 45 milhões de dólares. O salão do leilão em Genebra, lotado, aplaudiu quando Rahul Kadakia, o chefe internacional de joalheria da Christie’s, bateu o martelo depois que dois concorrentes, ambos por telefone, encerraram uma batalha de lances que durou 20 minutos. A identidade do comprador não foi imediatamente divulgada.
O leilão abriu com 30 milhões de francos suíços pelo diamante azul, o principal lote da venda semestral. Em meio a longas pausas entre as ofertas telefônicas, Kadakia dizia: “Essas pedras aparecem uma vez na vida. Nós temos que esperar.”

DIA 11 DE JUNHO NO CHALÉ MOÁ



SE PROGRAMA AI GALERA PORQUE DIA 11 NA VIRADA PRO DIA 12 ACONTECERA UMA GRANDE FESTA NO CHALE DANCE.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Google quer injetar chip no olho humano

Código binário refletido no olho
Quem sabe um dia tenhamos olhos biônicos, ao estilo da série Black Mirror: primeiro, a Samsung mostrou um conceito de lentes de contato com câmeras e Wi-Fi integrados.
Agora, o Google acaba de registrar a patente de um chip inteligente, parecido com as lentes da Samsung, mas com um toque especial: ele seria instalado cirurgicamente dentro do olho, onde ficaria funcionando até quando a pessoa quisesse. 
Os dois chips - um para cada olho - ficariam armazenados em lentes eletrônicas, feitas de um polímero flexível e transparente. 
A coisa toda seria controlada através de um smartphone ou de um computador, e carregada por uma antena que, de acordo com o Google, usaria como fonte de energia as ondas eletromagnéticas que nos rodeiam o tempo todo - vindas da TV, do rádio e de celulares e de outros dispositivos.
Essa ideia de gadget autocarregável, aliás, não é novidade: a Nokia já tem um projeto de celular que funciona exatamente assim, "sugando" a energia do ambiente.   
Divulgação/ Google
Esquema de lente intraocular da Google
Esquema de lente intraocular da Google: a patente, o Google diz que as lentes vão substituir o cristalino, dentro do olho
Por enquanto, tudo não passa de uma patente, sem previsão de chegada a nós, reles mortais.
Mas, se o dispositivo for mesmo produzido um dia, quem quiser os olhos melhorados vai ter que passar por um processo cirúrgico: um médico removeria o cristalino (a lente natural do olho humano), colocaria o chip dentro dele e, por fim, enfiaria tudo de volta no seu olho, onde o chip funcionaria como o próprio cristalino - só que em versão melhoradíssima, com Wi-Fi, GPS, Bluetooth e câmeras de alta definição. 
O dispositivo corrigira problemas de visão, como catarata, miopia e presbiopia, mas sua utilidade poderia ir muito além disso: você poderia fotografar e filmar qualquer cena da sua vida, ver um mapa da cidade em tempo real, observar as estrelas sem precisar de um telescópio, interagir nas redes sociais ao mesmo tempo em que conversa com seus amigos na vida real e por aí vai - as possibilidades são muitas. 
Antes que os protótipos comecem a ser produzidos, porém, o Google tem uma série de problemas para resolver.
Para começar, ainda não se sabe se os sinais de Bluetooth, GPS e Wi-Fi fariam mal aos olhos.
Além disso, existe a possibilidade de hackers invadirem os chips - e aí, eles saberiam exatamente onde você está e quem você é, e teriam acesso a todos os seus dados.
Isso sem falar que qualquer pessoa ou empresa poderia implantar imagens falsas bem diante dos nossos olhos - tipo o que acontece em Matrix.
Preocupantes ou incríveis, os chips ainda vão demorar para chegar até a gente - se é que algum dia eles vão chegar. Empresas como o Google registram patentes o tempo todo, o que não significa os gadgets revolucionários realmente vão começar a ser produzidos de uma hora para a outra.
Por enquanto, continuamos no aguardo de uma tecnologia bombástica que realmente aumente a nossa realidade (Mark Zuckerberg, só falta você). 

Onde estão e qual o tamanho das maiores Bolsas do mundo?

s 60 maiores Bolsas de Valores do mundo valem, juntas, cerca de US$ 69 trilhões, segundo a World Federation of Exchanges. 
A maior delas é a NYSE, Bolsa de Nova York, que faz  parte de um seleto grupo de Bolsas trilionárias.
São apenas 16 Bolsas no mundo cujo valor de mercado total das empresas listadas supera US$ 1 trilhão.
Apesar de estar fora deste grupo, a brasileira BM&FBovespa lidera com folga entre os mercados da América do Sul.
Veja nos gráficos abaixo onde estão e qual o tamanho das maiores Bolsas de Valores do mundo.

Traficantes de pessoas geraram na Europa mais US$ 5 bilhões

Refugiados presos na Grécia observam navios, em Atenas, dia 11/03/2016
As redes de traficantes de pessoas na Europa geraram em 2014 entre US$5 e US$ 6 bilhões, o que transforma esta atividade em uma das mais lucrativas para a criminalidade organizada, revelaram nesta terça-feira as agências policiais Europol e Interpol.
Em um estudo conjunto divulgado hoje, as agências policiais destacam que a entrada à Europa de 90% de imigrantes e refugiados no ano passado esteve "predominantemente facilitada" por componentes de uma rede de delinquentes.
As grandes rotas de entrada clandestina na União Europeia (UE) oscilam em função de fatores como o controle das fronteiras, indica o comunicado divulgado pela Interpol.
O tráfico de pessoas é "um negócio multinacional" no qual estão envolvidos suspeitos de mais de cem países e seus organizadores se movimentam mediante redes que se caracterizam pela flexibilidade interna.
Nessas redes são identificados líderes que coordenam o tráfico através de uma determinada rota, assim como organizadores que administram a atividade localmente através de contatos pessoais e "facilitadores".
Segundo a Europol e Interpol, seus integrantes costumam estar relacionados com outras atividades criminosas.
E embora não se possa falar de um vínculo sistemático entre o tráfico de imigrantes e o terrorismo, "há um risco crescente" de que os chamados "combatentes estrangeiros" (jihadistas que foram lutar em palcos de conflito como a Síria e Iraque) se introduzam na Europa entre os fluxos de imigrantes.
As duas organizações avisaram igualmente do risco de exploração laboral e sexual aos quais estão submetidos os imigrantes para pagar a quantia exigida pelos traficantes.
O diretor da Europol, Rob Wainwright, comentou que este estudo conjunto põe em evidência "o enorme papel que têm as redes de criminalidade organizada na crise de imigração" e que a UE e seus países-membros devem lutar contra elas da forma mais contundente.
Para o secretário-geral de Interpol, Jürgen Stock, a crise migratória não pode ser abordada pela polícia ou pelos responsáveis políticos separadamente.
Stock destacou que, nesse contexto, esta análise deve servir para uma série de ações conjuntas na Europa e no mundo todo.

Credores da OAS podem ter participação de 24,4% na Invepar

Funcionário da OAS ajusta as barras de aço na construção de uma ponte sobre a baía de Guanabara, no Rio de Janeiro
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição, pelos credores da OAS, grupo de engenharia investigado pela Operação Lava Jato, da participação de 24,4% da empresa na Invepar.
A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A operação aprovada faz parte do plano de recuperação judicial proposto pelo Grupo OAS. O documento foi aprovado pela assembleia geral de credores e homologado por decisão judicial.
 Mais informações em instantes.

Nova presidente do BNDES ganhou fama de trator nos negócios

Sede do BNDES, no Rio de Janeiro
Primeira mulher a comandar uma das principais siderúrgicas brasileiras, a CSN, a economista Maria Silvia Bastos Marques, de 59 anos, será também a primeira mulher a presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Exigente, focada em resultados e com fama de "trator" no mundo dos negócios, a carreira de Maria Silvia oscilou entre os setores público e privado.
Embora subordinado ao Ministério do Planejamento, o BNDES pode ser considerado órgão de primeiro escalão no governo. Principalmente após a gestão de Luciano Coutinho à frente do banco.
Turbinado como uma das principais ferramentas das políticas anticíclicas para diminuir o impacto da crise de 2008 na economia, o BNDES tem hoje R$ 931 bilhões em ativos e desembolsou R$ 136 bilhões para empréstimos ano passado.
A chegada de Maria Silvia à presidência do BNDES sugere uma guinada da instituição de fomento para focar nas concessões ao setor privado na área de infraestrutura.
A executiva já foi assessora da Presidência do BNDES, onde trabalhou no programa de privatizações, em 1991 e 1992, durante o governo Fernando Collor.
Nos anos 1990, antes de ser o braço direito do empresário Benjamin Steinbruch na reestruturação da CSN, recém-privatizada na época, trabalhou com o embaixador Jório Dauster na renegociação da dívida externa brasileira, também no governo Collor. Logo depois, foi para o BNDES.
Em seguida, esteve à frente da secretaria municipal da Fazenda do Rio, no governo Cesar Maia.
Na época, ficou conhecida como "a mulher de 1 bilhão de dólares", por ter conseguido acumular essa cifra para os cofres da cidade em seus últimos meses no cargo.
A executiva já ocupou várias cadeiras em conselhos de administração de empresas nacionais e estrangeiras, como Petrobrás, Vale e Anglo American. Maria Silvia também foi presidente da Icatu Seguros, de 2007 a 2010.
Determinada, a executiva aceitou assumir o comando da CSN, em 1996, grávida de gêmeos. Um mês após o nascimento dos filhos, surpreendeu novamente ao abrir mão da licença maternidade para voltar aos negócios.
A última passagem pelo setor público foi na Empresa Olímpica Municipal (EOM), órgão da Prefeitura do Rio responsável por coordenar a construção das instalações olímpicas, que comandou entre 2011 e 2014.
A saída da executiva coincidiu com o momento mais conturbado da relação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e com os organizadores dos Jogos do Rio.
Dez dias antes do desligamento de Maria Silvia, a Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Olímpicos do Rio-2016 - grupo de inspetores responsável por acompanhar a preparação do Rio - visitou a capital fluminense e fez duras críticas ao andamento das obras.
Na época, a executiva alegou "motivos pessoais" para deixar o cargo. A Prefeitura divulgou nota informando que Maria Silvia optara pela saída porque pretendia retornar ao setor privado. Colaborou Marcio Dolzan.

Bolsonaro se torna "persona non grata" na Câmara de Campinas

O deputado Jair Bolsonaro
Câmara Municipal de Campinas tornou nesta segunda-feira, 16, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) 'persona non grata' em sua cidade natal.
Em entrevista ao jornal Correio Popular o parlamentar chamou os vereadores da cidade de 'otários' e 'desocupados'. Bolsonaro fez sua carreira política no Rio, mas nasceu e estudou parte de sua vida em Campinas, no interior de São Paulo.
"Diante de tamanha ofensa aos trabalhos desta Nobre Casa Legislativa, discordamos da clara tentativa de desqualificar o Poder Legislativo municipal e entendemos que o parlamentar passa a ser persona non grata em Campinas", informa o documento que será encaminhado ao deputado.
A moção de protesto do vereador Pedro Tourinho (PT) foi uma resposta ao posicionamento do deputado sobre os políticos locais.
As declarações foram dadas em entrevista ao jornal de Campinas Correio Popular, na edição do domingo de 1º de maio.
"Essa Câmara Municipal de vocês aí é fraca. Estou me lixando para esses vereadores que votaram isso. Eles não têm o que fazer, são uns desocupados… Esses vereadores são uns otários", disse ao jornal sobre uma moção aprovada no município, dia 25.
Bolsonaro partiu para o ataque após a Câmara de Campinas aprovar um documento de repúdio a homenagem que ele fez ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, durante seu voto pela abertura do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), na Camara dos Deputados.
Naquela sessão do dia 17 de abril, Bolsonaro invocou a 'memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff'.
"O coronel Ustra foi um herói nacional, ele lutou pela nossa democracia, pela nossa liberdade", reiterou na entrevista ao jornal. Ustra comandou o DOI-Codi, centro de torturas do antigo II Exército em São Paulo nos anos de chumbo, entre 1971 e 1974. Em 2012, a Justiça de São Paulo declarou oficialmente Ustra torturador. Ele morreu em 2015 aos 83 anos.
Um dia após a entrevista de Bolsonaro, na sessão do 2 de maio, o vereador Cid Ferreira (SD) criticou as declarações do deputado contra a Casa. "Além de deixar de ser homem, ele (Bolsonaro) deixou de ter caráter", declarou na tribuna nesta segunda, 16.
Ustra foi considerado oficialmente torturador pela Justiça de São Paulo, em 2012.
Defesa
O deputado Jair Bolsonaro foi procurado pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre a moção de protesto.

Potências se comprometem a apoiar maior cessar-fogo na Síria

Crianças brincam perto de ruínas e parede com buracos de tiros, na Síria, dia 19/03/2016
A cúpula internacional realizada nesta terça-feira sobre o conflito na Síria serviu para reunir apoios para ampliar o atual pacto de cessação de hostilidades em um cessar-fogo completo, anunciou o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry.
"Comprometemos nosso apoio para transformar a cessação das hostilidades em um cessar-fogo amplo", explicou Kerry em entrevista coletiva junto a seu colega russo, Sergei Lavrov, e ao enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.
Kerry acrescentou que "todas as partes, Rússia, Irã, que apoiaram (presidente da Síria, Bashar) Al Assad, e países chaves na região que se opuseram a ele estão de acordo em um marco básico, uma Síria unida e não sectária capaz de escolher seu futuro através de um governo de transição".
O chefe da diplomacia americana advertiu ao término da reunião que as partes que não respeitem a cessação das hostilidades ficariam fora do acordo do cessar-fogo.
Kerry também destacou a necessidade de começar ou retomar o envio de ajuda humanitária, para o qual abriu a possibilidade de envios por via aérea às zonas de mais difícil acesso, algo que seria feito em colaboração com o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.
"Naqueles lugares onde não é possível chegar por terra tentaremos fazer por ar", explicou De Mistura por sua parte.
O responsável da ONU afirmou que esses envios seriam feitos por meios de operações conjuntas entre Estados Unidos e Rússia.
Kerry reconheceu que os avanços nos últimos meses são frágeis e estão ameaçados.
"Nenhum de nós pode estar remotamente satisfeito com a situação na Síria, é muito perturbadora", admitiu o secretário de Estado.

A Venezuela está à beira do colapso. Entenda

Homem segura a sua filha com fila de pessoas ao fundo em busca de comida
Venezuela entrou nessa semana numa nova e ainda mais tensa fase da sua crise. Depois de violentas manifestações de uma população que vem sofrendo com a escassez de itens e serviços essenciais, o governo do chavista Nicolás Maduro oficializou na segunda-feira a declaração do “Estado de Exceção e Emergência Econômica” pelos próximos 60 dias.
Na ocasião, o presidente venezuelano disse que a medida se fazia necessária para lutar contra o que chama de “golpe de estado orquestrado por potências estrangeiras” e que, segundo a agência EFE, teria contado com a participação de Álvaro Uribe, ex-presidente da Colômbia.
Essa declaração ainda precisa ser aprovada pelo parlamento do país, no qual a oposição é maioria, e considerada constitucional pelo Tribunal Supremo de Justiça. Se assim for, a norma dará a Maduro o poder de solicitar a intervenção das forças armadas e ordenar a obtenção de recursos financeiros sem que seja necessário o aval de outros poderes.
A expectativa, contudo, é que esse cenário não se confirme e que o cerco contra o presidente continue a se fechar. A avaliação da oposição é a de que esse Estado de Exceção seja uma tentativa de Maduro para obstruir a realização de um referendo revocatório que pode antecipar o fim do seu mandato.
Se a votação acontecer e Maduro for derrotado, novas eleições devem ser marcadas. Antes, contudo, o mundo observará com atenção os desdobramentos de uma manifestação convocada por essa oposição para dar força ao referendo nesta semana, mas que não foi aprovada pelo governo. Com o Estado de Exceção em vigor, a consequência dessa passeata é uma incógnita.
Enquanto essa crise política parece não ter fim, o país vive mergulhado no caos que também não dá sinais de que irá acabar tão cedo. Falta de tudo na Venezuela: do papel higiênico até a cevada para produção de cerveja, passando, é claro, pela comida na mesa da população. Em 2016, pela primeira vez em 20 anos, o país precisou aumentar o preço da gasolina.
O cenário é agravado ainda pela seca que impactou em cheio um sistema energético obsoleto e despreparado, forçando o governo a cortar a energia elétrica por quatro horas todos os dias. O serviço público agora funciona somente duas vezes na semana e Caracas vem se consolidando como uma das capitais mais violentas do planeta.

Crise

Eleito presidente da Venezuela em 2013 pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, Nicolás Maduro vem enfrentando problemas estruturais que são resultado de uma série de fatores que vão desde a queda nos preços dos barris de petróleo até a corrupção.
A consequência dessa combinação desastrosa é um índice histórico de reprovação. De acordo com números da pesquisa Venebarômetro, divulgados pela AFP, 68% dos venezuelanos hoje reprovam o governo. Isso mostra que, em um possível referendo, o destino de Maduro poderá facilmente ser o de ex-presidente.
Em um artigo publicado neste mês pela Carnegie Endowment for International Peace, uma rede global de pesquisadores e analistas de política internacional, o economista venezuelano Moisés Naim fez o que chamou de “autopsia da Venezuela” e buscou avaliar os fatores que levaram o país, dono da maior reserva de petróleo do planeta, ao estado de colapso.
Nos últimos 17 anos, explica o analista, o país recebeu trilhões de dólares em receita do petróleo. Ou seja, dinheiro não era exatamente um problema. “É verdade que os preços do petróleo caíram – um risco que muitos anteciparam, mas que o governo não se preparou para lidar”, mas mesmo em 2014, quando o barril era cotado a 100 dólares, a população do país já enfrentava a escassez de itens essenciais.
Hoje, essa carência chegou a níveis alarmantes: as prateleiras dos armazéns estão vazias, a energia elétrica é cortada todos os dias, não há papel higiênico. Uma pesquisa recente da Reuters com 1.500 famílias mostra que 12% delas não conseguem fazer três refeições num dia. Mas o que explica essa falência do estado venezuelano? 
Um dos fatores citados por Naim como protagonistas nessa confusão que virou o país é a política de controle de preços. Antes essa medida era aplicada em alguns itens essenciais, como alimentos, com o objetivo de manter a inflação sob controle e mantê-los acessíveis aos mais pobres. Aos poucos, contudo, passou a ser aplicada em dezenas de outros produtos. 
“Quando os preços estão abaixo do custo de produção, fornecedores não conseguem manter as prateleiras estocadas”. A produção no país parou. E a saída encontrada por Maduro foi a de retomar as plantas e prender os empresários sob a justificativa de que estariam deliberadamente parando suas linhas de produção com o objetivo de “sabotar o país”.

Futuro incerto

O que acontecerá com a Venezuela ainda em 2016 é um mistério. Mas a expectativa é que a crise de cunho geral que o país vive se agrave ainda mais. Números do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que, até o fim do ano, o aumento nos preços seja de 700%. Dos 190 países monitorados pelo FMI, é a Venezuela aquele que deverá enfrentar a pior recessão.
Se Maduro está em apuros, o país está diante de um abismo difícil de ser contornado. 

Julgamento "Vatileaks2" é adiado após novas provas

Papa Francisco durante abertura do Ano Santo, na basília de São Pedro, Vaticano. 08/12/2015
 O julgamento do caso "Vatileaks2" voltou a ser adiado nesta terça-feira para o dia 24 de maio perante as novas provas apresentadas sobre o vazamento de documentos reservados aos dois jornalistas acusados.
O presidente do Tribunal Vaticano, o juiz Giuseppe Gadanha Torre, decidiu dar tempo aos advogados dos cinco acusados e ao promotor para que pudessem reorganizar a defesa e apresentar novas provas após as supreendentes revelações que surgiram na audiência de ontem.
Sobretudo porque as provas apresentadas por Gianluca Gauzzi, que se ocupou de analisar o computador e os dois telefones celulares do secretário da extinta Comissão Investigadora dos Organismos Econômicos e Administrativos da Santa Sé (COSEA), o espanhol Lúcio Vallejo Balda, não se encontravam no documento.
Gauzzi foi chamado a prestar depoimento como testemunha por parte do promotor vaticano ao ter se ocupado da "análise forense informática" dos telefones e do computador.
Desta perícia, foi possível reconstruir como funcionava o sistema informático criado pelo COSEA para salvaguardar seus documentos e pelo qual Corrado Lanino, o marido da também acusada e membro deste organismo, Francesca Chaouqui, cobrou 110 mil euros.
Mas sobretudo, do depoimento de Gauzzi surgiram provas que acusam diretamente Chaouqui e Emiliano Fittipaldi.
O processo, que deveria terminar no final de maio, será retomado no dia 24 deste mês e ainda falta escutar um dos gendarmes chamados depor e os dois peritos que se ocuparam das perícias informáticas a pedido dos advogados de defesa.

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