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sexta-feira, 15 de abril de 2016
Indústria de aves e suínos vê melhora ainda em 2016

A indústria de carne suína e de aves do Brasil avalia que suas margens poderão melhorar e o setor terminará o ano no azul, após sofrer com a forte alta nos custos do milho que agravou as contas das companhias, deixando muitas delas deficitárias, em um ambiente econômico de fraco consumo que limita repasse de preços.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) considera também que os preços do milho tendem a cair em breve ante máximas históricas, após importações de volumes relativamente altos do cereal e com a entrada da segunda safra, que está em boas condições no Sul do Brasil, apesar de preocupações com a redução do potencial produtivo no Centro-Oeste pelo tempo seco.
O vice-presidente para aves da ABPA, Ricardo Santin, disse ainda acreditar que a confiança dos consumidores brasileiros melhorará e o consumo poderá sair da estagnação, que hoje limita repasses de custos, após questões políticas como o impeachment da presidente Dilma Rousseff ficarem definidas.
"Com cenário político menos conturbado, o consumo pode se recuperar... Há atualmente diminuição de margens, mas é algo pontual, ainda vamos encerrar o ano positivo para ambos os setores (aves e suínos), não tenho dúvida", declarou Santin, em entrevista à Reuters nesta sexta-feira. Segundo ele, o milho, que representa cerca de 70 por cento dos custos da ração, deixou muitas empresas com margens negativas neste início de ano, principalmente aquelas companhias menores, que trabalham com foco maior no mercado interno.
Aquelas que têm uma parcela maior de vendas na exportação, como BRF e JBS, estão sofrendo menos, com as vendas externas do país aceleradas devido à maior demanda da China, principalmente.
Os embarques de carne de frango do Brasil, o maior exportador mundial, atingiam o segundo maior volume mensal em março, tendo crescido 12 por cento no primeiro trimestre.
"Em condições normais da economia, esse aumento da exportação teria algum reflexo no mercado interno (subiria o preço)... Mas também não é ambiente tão ruim (no mercado interno), porque o preço (do frango) não está caindo, há estabilidade." O Brasil exporta cerca de um terço de sua produção de carne de frango, enquanto a exportação de carne suína representa cerca de 20 por cento da oferta nacional.
As maiores produtoras de carne de frango --JBS, BRF e Aurora-- que respondem por boa parte da exportação do país, representam cerca de 50 por cento da produção nacional.
"Há empresas que estão com margens negativas e outras com margens positivas... Quem deixou para comprar após a alta (do milho), está com margens negativas... As empresas pequenas alavancadas sofrem mais... A pressão de custos fugiu de padrões normais, houve uma alta do milho de 50 por cento de janeiro para cá", ressaltou.
Uma escassez recente de milho no mercado brasileiro resultou em preços recordes no país, em torno de 50 reais a saca, o que impulsionou produtores de aves e suínos a buscarem importações mais baratas.
"A economia começará a estabilizar, o milho, que é o grande gargalo, ele vai baixar com a entrada da safra, e a gente vai continuar aumentando volumes de exportação, principalmente para China", declarou.
SEGUNDO SEMESTRE
O diretor da associação admitiu que o setor não tem conseguido repassar custos para o varejo, "mas inevitavelmente vai ter que repassar" em algum momento.
Ele acredita que o segundo semestre, que tradicionalmente tem um mercado mais aquecido, deverá registrar melhora das vendas do setor, exatamente quando as indústrias passarão a ter uma oferta maior de matéria-prima, o que tende a aliviar as margens.
EUA informam a líder do exílio cubano que deve deixar o país

Miami - Ramón Saúl Sánchez, líder do Movimento Democracia, uma das organizações do exílio cubano em Miami, informou nesta sexta-feira que as autoridades americanas lhe pediram para que deixe o país, onde vive há 49 anos.
Sánchez afirmou à Agência Efe que recebeu um comunicado do governo dos EUA no qual rejeitam um pedido de residência que tinha solicitado há 14 anos.
"Tenho que sair após 49 anos vivendo no país", disse Sánchez
Apple estende corte na produção do iPhone, diz jornal

A Apple manterá sua produção reduzida do iPhone no trimestre que se encerra em junho diante das vendas lentas, disse o jornal japonês Nikkei, citando fornecedores de peças notificados sobre o plano da fabricante.
Aparentemente, a Apple não pretende produzir um volume suficiente do novo iPhone SE, disse o Nikkei.
O Nikkei informou em janeiro que era esperado que a gigante da tecnologia cortasse a produção dos modelos de iPhone 6s e 6s Plus em cerca de 30 por cento no trimestre encerrado em março, mas a produção era esperado para voltar ao normal no trimestre atual.
O corte da produção pode ser mais longa do que a implementada em 2013, quando a Apple reduziu as ordens de produção para o iPhone 5C um mês após o lançamento, disse o Nikkei. A Apple não estava disponível imediatamente para comentar.
Haverá resistência em caso de impeachment, diz líder do MTST

O líder do Movimento dos Trabalhadores sem-teto (MTST), Guilherme Boulos, alertou nesta sexta-feira que haverá uma "resistência muito forte" contra o que chamou de "golpe de Estado" que visa o impeachment da presidente Dilma Rousseff, embora também tenha se mostrado contra a política do governo e a considere "indefensível".
Em entrevista à Agência Efe, Boulos ressaltou que o MTST não está nas ruas para defender Dilma, mas para protestar contra o "golpe" e contra o que alega ser "uma escalada de intolerância fascista que ameaça a democracia".
O principal dirigente do MTST criticou a política econômica do governo Dilma, que considerou de "direita", e advertiu à presidente que, se continuar com um programa que ele afirma ser liberal, "será tão enfrentada nas ruas" quanto o vice-presidente Michel Temer.
Dilma, acrescentou, "parece sofrer da síndrome de Estocolmo".
"Quanto mais batiam da direita, mais girava à direita. Ela passou um ano e meio tentando desesperadamente que a direita fosse sua amiga, e a direita continua querendo derrubar esse governo", afirmou.
"Se Dilma passar por esse processo, seu governo permanecer e ela mantiver a política que estava aplicando, esse governo não terá condições sociais e políticas de ir até 2018. Nesse caso, não merece ir até o final", ressaltou.
Para Boulos, "não há motivos para defender" o governo Dilma, mas as pessoas "sabem o risco que a democracia sofre e o que representaria um governo Temer".
O líder do MTST se mostrou convicto de que o vice-presidente, primeiro na linha de sucessão, tem nas mãos um "projeto de retrocesso histórico" que pode "acabar com os subsídios e os programas sociais".
"Crer que isso vai acontecer no Brasil sem uma resistência é algo ilusório. Fazer isso e pensar que a sociedade vai se acalmar e todos vão ficar bem é uma ilusão de quem não conhece a história dos movimentos sociais no Brasil", disse.
"Haverá resistência e será um momento de conflito social no Brasil", frisou.
Boulos foi denunciado recentemente por PSDB e DEM por "incitação ao crime" após declarar que, se avançar o processo de impeachment de Dilma, o Brasil será "incendiado por greves, ocupações e mobilizações" e que "não haverá um dia de paz".
O líder do MTST considerou "escandaloso" que dois partidos tentem "criminalizar" os movimentos sociais e ressaltou que "há uma direita fascista cheia de raiva nas ruas".
Sentiram o golpe. Pensaram que era carnaval, mas perceberam que a resistência vai ser muito forte e não será tranquilo. Nas ruas, o jogo está ficando equilibrado", alegou.
Para Boulos, o Brasil está se "aproximando" da Venezuela "no pior dos sentidos", já que, segundo ele, a direita brasileira está assumindo os "métodos golpistas da venezuelana".
"No Brasil, temos um governo acovardado que não fez nenhum enfrentamento e temos uma direita tão violenta quanto a venezuelana", acrescentou Boulos.
Neste cenário, ele disse considerar que a esquerda brasileira "precisa de um novo projeto", no qual não está incluído o PT.
"A alternativa é a luta social. É hora de fortalecer a luta contra os privilégios do país e radicalizar a democracia", acrescentou.
Agora você pode enviar documentos do Office pelo WhatsApp

Um novo recurso do WhatsApp promete facilitar a vida dos usuários que precisam enviar documentos do Microsoft Office para os seus contatos. Em uma recente atualização, o app ganhou uma ferramenta que permite o envio de documentos de programas como o Word e o Excel de maneira instantânea.
Para anexar um documento, basta clicar no ícone da seta no canto inferior esquerdo de uma conversa no WhatsApp. Depois, selecionar a opção “compartilhar documento” e escolher um dos arquivos em formato “.docx”, por exemplo, que você quer enviar. É possível localizar os documentos na memória do smartphone ou na nuvem do iCloud, no iOS.
O destinatário verá o ícone de um documento embutido no chat. Ele pode fazer o download do arquivo e utilizar o visualizador do sistema. Também é possível abrir o documento nos próprios aplicativos do Microsoft Office (se instalados no dispositivo).
A atualização já está disponível para o sistema iOS. O recurso deve chegar à versão do WhatsApp para Android, mas não há data definida. Uma alternativa aos donos de smartphones com o sistema do Google é compartilhar os documentos a partir dos apps móveis do Microsoft Office.
Dólar a R$ 3,50 está no ponto de compra, diz Nathan Blanche

A forte queda do dólar nos últimos dias não reflete os fundamentos econômicos do país, mas sim a volatilidade provocada pela política, e a tendência da cotação seria voltar a subir, até para garantir a melhora das contas externas, avalia o especialista em câmbio Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria.
Para ele, o preço de equilíbrio do dólar é R$ 3,90, de acordo com os fundamentos do país, e pela cotação atual, a R$ 3,50, vale a pena comprar olhando para o longo prazo.
“O Brasil precisa de US$ 90 bilhões de financiamento no ano que vem e quem olha no longo prazo vê uma quantidade de incertezas que é infinita, então esse dólar terá de se ajustar”, diz.
Ele não recomenda a ninguém especular no curto prazo, pois é impossível deter os movimentos do mercado, que podem jogar a moeda até mais para baixo. Mas, no médio prazo, os fundamentos do país devem prevalecer.
Para Nathan, o Banco Central (BC) está agindo corretamente ao atuar comprando caminhões de dólares via swaps cambiais reversos, pois alivia as pressões de baixa da moeda nos mercados futuros.
“E é nos mercados futuros que está a pressão hoje, dos contratos de swap cambial que o BC vendeu no passado e que permitiram que especuladores e empresas comprassem grandes quantidades de dólares que agora estão sendo recomprados via swap reverso”, explica.
De uma certa forma, ao recomprar os dólares, o BC está ajudando especuladores a zerar suas posições compradas de dólar diante da expectativa de que a moeda poderá cair mais após a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“Mas isso é uma coisa de mercado em geral, tem fundamento econômico, não é para favorecer uma empresa ou outra como chegaram a especular”, afirma.
Ele lembra que o BC chegou a ter um estoque de US$ 108 bilhões em swaps cambiais e, com as últimas atuações em swaps reversos, já reduziu essa posição para US$ 76 bilhões.
“E poderá reduzir mais, pois as pessoas estão se desfazendo dos dólares futuros que compraram via swaps e com isso derrubam o preço da moeda no mercado, o que não interessa para o país”, afirma.
Segundo ele, o BC tem um peso muito grande no mercado de derivativos de câmbio, que tem US$ 400 bilhões em posições em aberto.
Desse total, com US$ 108 bilhões em swaps, o BC respondia por um quarto, ou 25% do total. Os bancos brasileiros, estima Nathan, possuem US$ 35 bilhões em posições vendidas em dólar.
”O mercado de câmbio futuro está estatizado, o BC tem um poder muito grande”, diz.
Uma queda muito forte do dólar seria muito prejudicial para os exportadores e atrapalharia a melhora das contas externas brasileiras, destaca Nathan.
“O efeito é muito ruim, pois o dólar baixo aumenta as importações e reduz as exportações e prejudica a indústria”, explica, lembrando que o grande ganho de competitividade da indústria nacional veio da desvalorização de quase 50% da moeda brasileira no ano passado.
“No fundo, a competitividade veio da desvalorização real do salário pela alta do dólar”, afirma. Por isso, faz sentido o BC atuar para manter um câmbio que não prejudique tanto o exportador.
“Tudo no Brasil piorou nos últimos meses, atividade, emprego, cenário fiscal, a única coisa que melhorou foram as contas externas”, diz.
Nathan recomenda que se evite especular com o dólar. “Não se deve trabalhar com câmbio em aberto, sem hedge, nunca, principalmente em momento de volatilidade”, diz, lembrando que nessas horas ninguém sabe para onde vai o câmbio no curto prazo. “É chute”, diz.
Netflix anuncia série baseada nas investigações da Lava Jato

A Netflix vai ganhar mais uma série original e desta vez a inspiração vem do Brasil.
A nova produção será baseada nas recentes investigações de corrupção da Operação Lava Jato e será dirigida por José Padilha, o mesmo diretor de "Narcos" e "Tropa de Elite", e escrita por Elena Soares.
As filmagens devem começar neste ano. Já a estreia está prevista para 2017. A série, no entanto, ainda não tem nome definido.
Em nota, Erik Barmack, vice-presidente de Originais Internacionais da Netflix, afirmou que a Netflix reconhece o talento de Padilha em transformar os eventos atuais ainda em constante evolução em narrativas atraentes.
"Ele está bem posicionado para documentar este momento importante na história do Brasil", afirmou o executivo.
Segundo Padilha, a história vai se concentrar nas operações policiais e nos detalhes sobre o esquema de corrupção da Lava Jato.
"É fundamental que a série seja produzida com imparcialidade, e a Netflix é com certeza a melhor parceira para que isso possa ser concretizado”, afirmou o diretor em comunicado.
Ocidente não respeita compromissos sobre sanções, diz Irã

A comunidade internacional não respeita seus compromissos com o Irã no marco do acordo sobre seu programa nuclear e continua colocando "obstáculos" ao desenvolvimento econômico do país, afirmou nessa sexta-feira o presidente do Banco Central iraniano.
"Nada aconteceu se levarmos em conta a amplitude das atividades nas quais nos comprometemos e as expectativas que tínhamos, e esperamos que a outra parte respeitará seus compromissos", declarou Valiollah Seif em Washington, à margem das assembleias do FMI e do Banco Mundial.
Segundo Seif, o Irã continua sem gozar das "condições normais" e ainda aguarda uma "rápida aplicação" dos compromissos assumidos pela comunidade internacional.
O dirigente lamentou a incerteza mantida sobre o direito dos bancos estrangeiros, particularmente os europeus, a operar no Irã.
"A razão pela qual os bancos europeus duvidam e não têm coragem de trabalhar com os bancos iranianos é que eles temem as enormes sanções que lhes impuseram", afirmou o presidente do Banco Central iraniano.
O francês BNP Paribas, por exemplo, teve que pagar em 2014 nos Estados Unidos uma multa de aproximadamente 9 bilhões de dólares por ter violado as sanções contra o Irã.
Os Estados Unidos suspenderam as sanções impostas pelo programa nuclear da República Islâmica, mas em março anunciou a aplicação de novas sanções a empresas por seu apoio ao programa de mísseis balísticos desse país.
Washington afirma que não permitirá que Teerã tenha acesso ao sistema financeiro americano, pondo em dúvida a possibilidade de realizar transações denominadas em dólares com o Irã.
Dilma fará hoje pronunciamento em cadeia de rádio e TV
A presidenta Dilma Rousseff fará pronunciamento à nação em cadeia de rádio e televisão, hoje (15), às 20h20. O pronunciamento vai durar oito minutos e trinta segundos. Ela deverá reafirmar que não existe crime de responsabilidade que justifique o seu afastamento.
A Câmara dos Deputados começou nesta manhã as discussões sobre o impeachment de Dilma. O impedimento será votado no domingo (17).
A exposição do jurista Miguel Reale Junior, um dos autores da denúncia contra a presidenta, foi a primeira fala no plenário. Em seguida, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fez a defesa de Dilma.
Os partidos têm uma hora para se manifestar e a ordem de discurso será da maior para menor bancada. São 25 partidos que podem indicar até cinco parlamentares para dividir este tempo. A sessão deve se prolongar por toda a madrugada
Protestos contra Uber interditam ruas de Buenos Aires

Centenas de taxistas interditaram 25 pontos estratégicos de Buenos Aires nesta sexta-feira em protestos contra a inauguração do Uber na capital argentina, o que provocou retenções em diversas partes da cidade.
Com distribuição de panfletos informativos aos pedestres, bandeiras e gritos contra o Uber, os manifestantes pediram "igualdade de condições" para um aplicativo que chega de fora "para competir deslealmente, tirar trabalho e não deixar nada no país, pois leva tudo embora".
Agop Tequián, um dos taxistas que aderiram à manifestação, explicou à Agência Efe que não se opõe à tecnologia e nem a esta nova plataforma. Segundo ele, sua exigência é "que (o serviço do Uber) se adeque às regras" estabelecidas pela legislação argentina.
"Entendemos que há muita gente com necessidade de trabalho, mas se eles receberão 4,50 pesos (por quilômetro), que é nada, estariam trabalhando praticamente de graça" e em condições de segurança "ínfimas" para o cidadão, disse Tequián, que considera imprescindível que o Estado seja "uma parte importante" para que a integração do Uber no país "não funcione".
Ônibus, transportadoras e motoristas particulares que conseguiram passar pela paralisação apoiavam a reivindicação com buzinas e adesivos com a mensagem "Fora Uber".
"Não há acordo, tem que sair. Com as famílias de taxistas não se pode brincar", disse outro dos taxistas que apoiaram a manifestação, Marcos Soto.
Para ele, "o táxi é como falar do Obelisco", uma espécie de emblema da cidade, e com a chegada da empresa americana considera que "todos" estão sendo prejudicados.
Soto opinou que "o governo está do outro lado", do Uber, mas que, apesar disso os taxistas continuarão "lutando até o último minuto" para não permitir "que venham tirar o trabalho".
Em meio aos protagonistas da mobilização também se encontram os profissionais do setor que não participaram da paralisação, como Carlos Castro, que afirma que "é preciso sair para trabalhar para pagar as contas".
O fato de Carlos não ter comparecido ao protesto contra o Uber não significa que ele não compartilhe o descontentamento dos companheiros de profissão. Ele pede que haja igualdade de condições no trabalho, mas que da forma como o protesto está sendo feito "não se vai conseguir nada".
Para ele, seria necessário fazer uma "greve geral", um dia inteiro sem táxis em toda a cidade, para que realmente se fizesse notar e as pessoas tomassem consciência.
O governo da cidade de Buenos Aires mantém a postura de "fazer cumprir a lei vigente" e apoia os taxistas, como sustentou o vice chefe de governo, Diego Santillí, em declarações à emissora "FM Delta".
"Houve uma reunião entre o Uber e o secretário de Transporte da cidade, mas não houve nenhum acordo para que funcionem dentro da lei", explicou Santillí, que tem "a sensação de que a lei são eles, o Uber".
O aplicativo móvel, com presença em mais de 400 cidades e 70 países, permite fazer viagens com um motorista particular e pagar com cartão de crédito o trajeto com tarifas que, geralmente, são mais baixas que as oferecidas pelos táxis.
A plataforma chegou a Buenos Aires na terça-feira passada e desde então os protestos dos taxistas foram frequentes. Os responsáveis pelo Uber afirmam que, em seu papel de "intermediário tecnológico" entre usuários e motoristas, cumprem com o Código Civil e Comercial argentino.
O aplicativo continua a operar com normalidade apesar da proibição emitida pela justiça argentina, que argumenta que o serviço de transporte prestado é "ilegal"
Após forte terremoto, alerta de tsunami no Japão é retirado

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão nesta sexta-feira (manhã de sábado no horário local), provocando um alerta de tsunami que logo foi retirado.
Nenhuma irregularidade foi detectada nas três usinas nucleares na região, informou a mídia.
Não houve relatos imediatos de vítimas no terremoto, cujo epicentro foi perto da cidade de Kumamoto e teve profundidade de 40 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Um terremoto na mesma região de magnitude 6,4 na quinta-feira à noite matou nove pessoas e feriu pelo menos 1.000.
A Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir um alerta de tsunami, que identifica a presença de uma ameaça e recomenda às pessoas para deixarem regiões costeiras.
A emissora local NHK disse que o alerta sugeriu uma possível onda de até 1 metro de altura.
TIM não adota limites em banda larga fixa, diz presidente

A TIM não está alterando seus planos de internet de banda larga fixa, afirmou o presidente da companhia, Rodrigo Abreu.
O comentário do executivo foi feito em um momento em que a concorrência, como a Telefônica Vivo, coloca limite de dados em seus planos.
"Não estamos mudando as regras do jogo para nossa internet fixa. Não estamos colocando limites na nossa banda larga fixa", afirmou o executivo.
Abreu explicou que a oferta da TIM se restringe a São Paulo e Rio de Janeiro, com cerca de 300 mil usuários hoje. Por enquanto, não há planos para expandir o foco de atuação, acrescentou.
Abreu falou durante evento da TIM para apresentar a nova marca da operadora, que inclui uma mudança na sua identidade visual.
Cobertura de 4G
Abreu afirmou que a cobertura de internet 4G da companhia será maior que a de 3G daqui dois anos, com abrangência de mais de 90% da população urbana.
Atualmente, a oferta de 4G da companhia está acima de 63%, afirmou o executivo. A TIM tem um plano de investimentos de cerca de R$ 14 bilhões em três anos, a partir de 2016.
"O pico de investimentos ocorre em 2015 e 2016, que são dois anos de construção maior de rede nova. A nossa rede de 4G, que cobria 40 cidades no início de 2015, tem oferta para 411 cidades no início de 2016", explicou o executivo.
Rodrigo Abreu afirmou que a TIM continua a investir em 3G para melhoria dos serviços, embora o foco seja 4G. Já 2G deve ficar como uma estrutura secundária, de suporte, em serviços como máquina a máquina (M2M).
Na expectativa do executivo, a transição da 3G para 4G deve ser mais rápida do que da 2G para 3G. "Esperamos ter o 4G como mais de 50% da nossa base de usuários em menos de dois anos", afirmou.
Nesse sentido, o executivo disse que o uso das frequências de 700 MHz para internet 4G começa no final do ano.
"Existem uma série de discussões sobre 700 MHz para tentar antecipar em algumas cidades. Se isso for possível, vamos aplicar antes do cronograma oficial, porque essa frequência nos ajuda a ir para cidades de porte menor, onde a cobertura é mais eficiente do ponto de vista econômico", afirmou.
Impeachment
Abreu afirmou que a mudança de "interlocutor" pode alterar o cronograma da reformulação do marco regulatório de telecomunicações, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
"As mudanças sempre vão depender de interlocutores e, nesse sentido, temos feito um trabalho muito bom com a Agência e os agentes que estão aqui. E nossa expectativa é continuar. Agora, é óbvio que, se muda o interlocutor, muda o timing", afirmou o executivo, ao ser questionado sobre a crise política nacional, com possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O executivo ressaltou que o contato atual tem sido "muito favorável e proveitoso". A companhia está "bastante satisfeita com o diálogo".
Sobre as sinalizações recentes da Anatel e do Ministério das Comunicações sobre o marco regulatório, Abreu afirmou que foi possível enxergar os princípios de mudanças nas quais a TIM acredita, como encerrar o modelo de concessão e manter apenas o sistema de autorização para oferta de serviços no setor.
Para ele, é necessário um equilíbrio entre as empresas de modo a ter uma universalização em todos os serviços, não só em soluções fixas.
Além disso, Abreu afirmou que é preciso pensar em maneiras para expandir a rede também com recursos de incentivos e analisar mudanças no ambiente de frequência. "Mas daqui para frente ainda tem muito para ser discutido", acrescentou.
Protestos contra presidente têm mais de 100 detidos no Egito

Pelo menos 120 pessoas foram detidas nesta sexta-feira em manifestações em todo o Egito contra a decisão tomada pelo presidente do país, Abdul Fatah al Sisi, de ceder à Arábia Saudita duas ilhas no Mar Vermelho, informaram à Agência Efe fontes de segurança.
As detenções foram efetuadas em nove províncias egípcias, embora a maioria tenha acontecido no Cairo, onde milhares de pessoas se manifestaram nos maiores protestos contra o governo de Al Sisi nos últimos meses.
O maior deles aconteceu às portas do Sindicato de Jornalistas Egípcios, no centro da cidade, onde se reuniram mais de mil ativistas laicos e esquerdistas e membros de partidos ou grupos opositores.
As forças de segurança permitiram que os manifestantes permanecessem junto ao sindicato durante várias horas, cercados por um cordão policial, mas quando se preparavam dissolver o protesto, a polícia interveio.
Fontes de segurança disseram à Efe que as forças de segurança empregaram abundante material antidistúrbios e detiveram vários dos manifestantes nas ruas próximas ao sindicato.
Além disso, ao longo do dia, a polícia dispersou passeatas em vários pontos do Cairo e na cidade mediterrânea de Alexandria, onde também empregou material antidistúrbios para isso.
Os protestos foram convocados por cidadãos e ativistas que se mobilizaram através do Facebook e foram acompanhados por grupos opositores, como o Movimento 6 de Abril e os Socialistas Revolucionários, além da Irmandade Muçulmana, atualmente ilegalizada.
Os manifestantes cantaram palavras de ordem contra Al Sisi, que chegou ao poder após o golpe de Estado de 3 de julho de 2013 que derrubou o então presidente egípcio, o islamita Mohammed Mursi, e pediram sua saída, além de repetir os lemas da revolução egípcia de 2011, que acabou com o regime de Hosni Mubarak após 30 anos no poder.
Esta é a primeira vez que Al Sisi, que segundo os analistas fez do patriotismo seu principal trunfo político, é criticado e atacado por muito diversos e amplos setores da sociedade, após a decisão de "devolver" à Arábia Saudita duas estratégicas ilhas consideradas egípcias até o momento.
Segundo o governo de Al Sisi, as ilhas de Tirán e Sanafir só estavam sob a tutela do Egito, mas pertencem à Arábia Saudita, enquanto muitos cidadãos, políticos e ativistas reivindicam a plena soberania sobre ambos territórios.
Governo propõe salário mínimo de R$ 946 para o próximo ano

O salário mínimo no próximo ano deve chegar a R$ 946, valor que consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, a ser enviado hoje (15) pelo governo ao Congresso Nacional.
Pela proposta, o salário mínimo terá aumento de 7,5% a partir de 1º de janeiro.
Desde 2011, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de dois anos antes. A fórmula valerá até 2019.
Pela proposta, o salário mínimo passará para R$ 1.002,70 em 2018 e R$ 1.067,40 em 2019. Os reajustes também seguem a fórmula estabelecida em lei.
Equipe econômica prevê crescimento de 1% do PIB em 2017
Depois de encerrar o segundo ano consecutivo em recessão, a economia brasileira deverá crescer 1% em 2017, de acordo com as previsões do governo.
A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado hoje (15) ao Congresso.
Embora os números sejam divulgados pelo Ministério do Planejamento, as estimativas são da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A proposta da LDO prevê crescimento de 2,9% para 2018 e de 3,2% para 2019.
Os números estão diferentes das previsões das instituições financeiras. Segundo a última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com economistas de mercado divulgada pelo Banco Central, as instituições estimam crescimento de 0,3% em 2017.
A proposta da LDO também atualizou as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como inflação oficial.
O Ministério da Fazenda prevê que o índice encerrará 2017 em 6%, abaixo do teto da meta, de 6,5%. A equipe econômica projeta IPCA de 5,4% em 2018 e de 5% em 2019. Segundo o Boletim Focus, as instituições financeiras projetam inflação de 5,7% para 2017.
Os parâmetros para 2016 não foram alterados. No fim de março, a SPE tinha projetado contração de 3,05% na economia neste ano IPCA de 7,44%.
As previsões para este ano constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses com estimativas para a economia e que orienta a execução do Orçamento.
Em relação ao PIB, as estimativas oficiais estão mais otimistas que as das instituições financeiras, que preveem retração de 3,77% do PIB em 2016. Para o IPCA, a projeção do Boletim Focus está em 7,2% neste ano.
Depois de encerrar o segundo ano consecutivo em recessão, a economia brasileira deverá crescer 1% em 2017, de acordo com as previsões do governo.
A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado hoje (15) ao Congresso.
Embora os números sejam divulgados pelo Ministério do Planejamento, as estimativas são da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A proposta da LDO prevê crescimento de 2,9% para 2018 e de 3,2% para 2019.
Os números estão diferentes das previsões das instituições financeiras. Segundo a última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com economistas de mercado divulgada pelo Banco Central, as instituições estimam crescimento de 0,3% em 2017.
A proposta da LDO também atualizou as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como inflação oficial.
O Ministério da Fazenda prevê que o índice encerrará 2017 em 6%, abaixo do teto da meta, de 6,5%. A equipe econômica projeta IPCA de 5,4% em 2018 e de 5% em 2019. Segundo o Boletim Focus, as instituições financeiras projetam inflação de 5,7% para 2017.
Os parâmetros para 2016 não foram alterados. No fim de março, a SPE tinha projetado contração de 3,05% na economia neste ano IPCA de 7,44%.
As previsões para este ano constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses com estimativas para a economia e que orienta a execução do Orçamento.
Em relação ao PIB, as estimativas oficiais estão mais otimistas que as das instituições financeiras, que preveem retração de 3,77% do PIB em 2016. Para o IPCA, a projeção do Boletim Focus está em 7,2% neste ano.
O que acontece com Dilma se a Câmara aprovar o impeachment?

Os próximos dias serão longos tanto para os apoiadores de Dilma Rousseff quanto para sua oposição. É que neste final de semana, a Câmara dos Deputados estará totalmente voltada para a votação que deve mudar o rumo da presidente no poder.
O desafio da base e da oposição é convencer os parlamentares que até agora não assumiram uma posição sobre o impeachment de Dilma.
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Caso 342 dos 513 deputados votem a favor do afastamento da presidente, o processo é encaminhado ao Senado – responsável por julgar se Dilma cometeu ou não crimes de responsabilidade.
Enquanto o cenário ainda é de dúvida, entenda melhor o que pode acontecer com a presidente nos próximos dias.
Se a Câmara aprovar o impeachment, Dilma é afastada?
Não. Se o pedido for aprovado por dois terços dos deputados, o processo seguirá para o Senado dias após a votação (possivelmente, entre 18 e 19 de abril) e uma comissão será formada para avaliá-lo. Só o Senado pode processar e julgar um presidente da República.
É preciso avaliar de novo?
Sim. O trabalho no Senado é diferente do que já foi feito, uma vez que a comissão da Câmara só avalia a admissibilidade, ou seja, se o processo tem condições ou não de seguir. A comissão do Senado deve se reunir entre os dias 21 de abril e 02 de maio. O parecer final é encaminhado ao plenário para uma nova votação. O processo só deve continuar se 41 dos 81 senadores (maioria simples) concordarem com ele.
E se o Senado aceitar o pedido?
A presidente é afastada por um período de 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assume o cargo. Dilma recebe um prazo de 20 dias para apresentar nova defesa.
Dilma deve deixar o Palácio da Alvorada?
Não. Como explica Flávio de Leão Bastos Pereira, professor de Direito Constitucional do Mackenzie, a presidente não é obrigada a deixar a residência oficial durante o período que não exerce a presidência. Durante o afastamento, no entanto, ela recebe apenas metade de seu salário (que atualmente é de R$ 30.934,00).
E por quanto tempo o Senado pode julgar a presidente?
Os senadores dispõem de 180 dias para julgar se Dilma é responsável pelos crimes de responsabilidade apontados no processo. Se eles decidirem usar todo o tempo, o processo termina em outubro deste ano.
Como funciona a votação final?
A sessão é presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. O impeachment é aprovado se dois terços dos senadores (54 dos 81) votarem a favor. Se Dilma for condenada, perde o mandato e se torna inelegível por oito anos. Se for absolvida, volta automaticamente ao cargo e recebe o valor que deixou de receber enquanto estava afastada.
Abin confirma ameaças do Estado Islâmico ao Brasil

Um integrante da organização terrorista Daesh (nome árabe do grupo que se autointitula Estado Islâmico) postou em sua conta pessoal no Twitter uma ameaça ao Brasil.
A mensagem “Brasil, vocês são nosso próximo alvo” foi postada em novembro do ano passado, logo após os atentados que deixaram 129 mortos e dezenas de feridos, na França, mas só nessa quarta-feira (13) a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou a autenticidade do perfil e da mensagem.
Embora alguns poucos sites tenham divulgado a existência da mensagem já à época, como o da rádio francesa Tendance Ouest, no Brasil o assunto só foi tornado público ontem (13), após o diretor do Departamento de Contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, confirmar as suspeitas.
Ao proferir palestra na Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa, em São Paulo, Sallaberry falou sobre as estratégias do Daesh para recrutar seguidores e ordenar atentados pelas redes sociais.
O diretor da agência de inteligência também tratou das possíveis ameaças terroristas aos Jogos Olímpicos Rio 2016 e dos riscos aos quais o Brasil está exposto atualmente.
Sallaberry não só revelou que a agência de inteligência já tinha confirmado a autenticidade da ameaça divulgada pelo francês Maxime Hauchard, como também informou que a probabilidade de o Brasil ser alvo de ataques terroristas elevou-se nos últimos meses, por causa dos eventos ocorridos em outros países e do aumento do número de brasileiros que têm aderido à ideologia do Daesh.
A reportagem não obteve detalhes sobre ligações entre brasileiros e o grupo terrorista.
Segundo o diretor de Contraterrorismo da Abin, a agência tem adotado ações para evitar possíveis ataques terroristas, como o intercâmbio de informações com serviços estrangeiros, a capacitação de profissionais de setores estratégicos e trabalhos com órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência, em especial com os eixos de segurança pública e defesa.
Conhecido como "o carrasco", o francês Maxime Hauchard é suspeito de ser um dos terroristas que aparecem em vídeos que exibem a decapitação de pessoas sequestradas ou feitas prisioneiras pelo Daesh, sobretudo soldados sírios.
Os sites que primeiro divulgaram a informação, logo após a mensagem ter sido postada, observaram que o usuário havia criado o perfil pouco tempo antes dos ataques à França. Atualmente, a conta está desativada.
Governo diz que luta "com últimas forças" contra impeachment

O governo admite que está no limite, “lutando com suas últimas forças”, para tentar segurar votos suficientes e impedir a aprovação da abertura de processo de impeachment no próximo domingo, mas fontes palacianas admitem que a situação nunca foi tão difícil.
“Estamos segurando cada voto à unha”, disse uma das fontes. A avaliação é que a posição do governo piorou nos últimos dias não apenas pela defecção de partidos com que se estava negociando, como o PP e PSD, mas porque as “ameaças e promessas do outro lado” e a tentativa de criar um clima de “já ganhou” foram mais eficazes que as ações do Planalto.
“Virou um estica e puxa. Cada um que sai do Planalto é imediatamente procurado com ameaças ou promessas no mercado futuro”, afirmou a fonte.
A avaliação é que o governo vive o momento mais dramático, especialmente pelo pouco tempo para tentar segurar ou virar votos, mas ainda tenta vender que possui o suficiente para barrar o processo na Câmara.
Na manhã desta quinta-feira, em um rápido café da manhã com líderes governistas, o tom foi o de ir à luta em uma ofensiva final. Em uma fala de cinco minutos, Dilma pediu o “máximo empenho” para “vencer a batalha”, elogiou a “coragem” de quem está apoiando o governo e afirmou que vai “lutar nas ruas, na Justiça e no Parlamento” pelo seu mandato, mesmo que seja derrotada no domingo na Câmara.
Nos próximos dias, a própria presidente fará uma última ofensiva para angariar votos, falando diretamente com deputados e tentando injetar ânimo na militância.
Dilma irá pessoalmente, no sábado, acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visitar o acampamento organizado por movimentos sociais --especialmente o Movimento dos Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Nacional dos Estudantes (UNE)-- em um ginásio de esportes em Brasília, à espera da manifestação organizada para domingo.
Ainda nesta quinta-feira, Dilma recebeu os governadores do Piauí, Wellington Dias, da Bahia, Rui Costa, do Ceará, Camilo Santana --os três petistas-- e da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), que prometeram buscar votos em suas bancadas contra o impeachment. Coutinho, apesar de seu partido ter fechado questão a favor da saída da presidente, disse a Dilma que conversaria com sua bancada ainda na tentativa de virar alguns votos.
O governo espera uma decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mandado de segurança impetrado pela Advocacia Geral da União (AGU) pedindo a nulidade de procedimentos adotados pela Câmara na tramitação do impeachment para então analisar outras ações.
Se não obtiver uma vitória agora no Supremo, poderá questionar também o mérito do pedido de impeachment dependendo do resultado da votação no plenário da Câmara.
PRONUNCIAMENTO
Dilma deverá fazer um pronunciamento no domingo, seja qual for o resultado da votação na Câmara. A intenção não é usar cadeia de rádio e tevê, mas convocar a imprensa para uma declaração. Apesar de ter dito a jornalistas, em conversa na quarta-feira, que se perder a votação é “carta fora do baralho”, a presidente pretende, como disse a parlamentares, continuar lutando pelo mandato mesmo com uma derrota no plenário da Câmara, seja tentando virar o jogo no Senado, seja apelando para o Supremo Tribunal Federal
Terremoto no Japão mata ao menos 9, mas sem danos em usinas

Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o sul do Japão nesta quinta-feira, provocando desabamentos de alguns edifícios, matando pelo menos nove pessoas e ferindo centenas, de acordo com a mídia local, mas a agência nuclear do país descartou problemas nas usinas.
O tremor ocorreu 11 quilômetros ao leste da cidade de Kumamoto, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que inicialmente estimou sua magnitude em 6,2 e depois a revisou para baixo.
Não houve alerta de tsunami, mas uma pessoa foi morta após ser esmagada por um prédio que desabou, e outra morreu em incêndio decorrente do tremor. Pelo menos 400 pessoas foram tratadas em hospitais locais, relatou a rede pública NHK.
"Pretendemos fazer de tudo para controlar a situação", disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aos repórteres.
A mídia japonesa divulgou imagens de moradores, muitos enrolados em cobertores, aguardando em estacionamentos e outras áreas abertas por medo de mais desabamentos.
A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão disse que não foram registradas irregularidades nas três usinas nucleares na ilha de Kyushu, no sul, e em Shikoku, no arredores.
Alguns trens de alta velocidade deixaram de circular por cautela.
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