segunda-feira, 28 de março de 2016

Grécia já enviou à Bélgica cartão USB com mapa de aeroporto

Secretário de Estado dos EUA participa de uma cerimonia no Aeroporto de Bruxelas

 A polícia da Grécia enviou em janeiro de 2015 às autoridades belgas uma memória USB que, entre outras coisas, continha um mapa do aeroporto de Bruxelas, alvo de um atentado semana passada, publicou nesta segunda-feira a imprensa grega.

O dispositivo foi encontrado durante a revista em um apartamento no bairro de Pangrati, em Atenas, onde passou uma temporada Abdelhamid Abaaoud, que seria o coordenador dos atentados de Paris de novembro, e que foi abatido pela polícia francesa dias depois daqueles ataques.

Segundo informações não confirmadas, a polícia grega só soube através da imprensa belga que na memória enviada havia um mapa do aeroporto internacional de Zaventem, em Bruxelas.

Consultado pela Agência Efe, um porta-voz da polícia se limitou a assinalar que, "por princípio as forças de segurança não fazem comentários quando autoridades de outros países realizam uma investigação".

De acordo com matérias nos meios de comunicação baseadas em vazamentos das forças de segurança, a polícia enviou o material diretamente à Bélgica sem analisar seu conteúdo, após receber, em 2 de janeiro de 2015, um alerta das autoridades desse país sobre a existência desse apartamento.

A polícia belga interceptou telefonemas com origem em Atenas para membros de uma célula jihadista na cidade belga de Verviers.

O receptor das chamadas era um dos dois terroristas abatidos em 15 de janeiro nessa cidade belga.

A polícia grega localizou o apartamento em questão em 17 de janeiro e deteve quatro pessoas, três posteriormente liberadas após descartar seu envolvimento no episódio de Verviers e um cidadão argelino que foi extraditado à Bélgica.

Dez dias depois, no entanto, um desses três, que tinha garantido ser sírio, foi reclamado pela Bélgica após perceber que na realidade era um cidadão francês ativo em círculos jihadistas.

A emissora "Skai" apontou que o indivíduo em questão poderia ser Reda Kriket, o francês de 34 anos detido na quinta-feira suspeito de estar planejando um atentado terrorista na França.

Eletrobras contrata banco para vender ativos da Eletrosul

Linhas de transmissão da Eletrobras na Usina de Itaipu

 A estatal Eletrobras contratou o banco Credit Suisse para prestar consultoria em um plano para a venda de ativos de sua subsidiária Eletrosul, que incluem linhas de transmissão de energia e usinas eólicas, afirmaram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do assunto.

Segundo as fontes, que falaram sob a condição de anonimato, a companhia espera levantar cerca de 2 bilhões de reais com a venda total ou parcial dos ativos.

A Eletrosul possui cerca de 1.000 megawatts em usinas eólicas próprias no Rio Grande do Sul, além de 400 megawatts junto a parceiros.

Os ativos à venda incluiriam parte dessas usinas e um lote de linhas de transmissão que a companhia arrematou em leilão, mas ainda não tiveram obras iniciadas.

O objetivo da transação é melhorar o caixa da empresa e dar fôlego para outros projetos prioritários, afirmou uma das fontes.

Procurados, o Credit Suisse, a Eletrobras e a Eletrosul não comentaram o assunto.

Às 13:01, as ações preferenciais da Eletrobras operavam em alta de 1,9 por cento, enquanto as ordinárias caíam 0,7 por cento. O Ibovespa subia 1,99 por cento.

A tarefa, no entanto, pode não ser simples em momento de crise no país e queda na demanda de energia, combinada ainda a uma ampla gama de ativos à venda no setor elétrico do Brasil, especialmente em geração.

Esses desafios podem levar a companhia a trabalhar com a possibilidade de parte dos desinvestimentos não ocorrer neste ano, admitiu a fonte.

"A ideia é vender parte dos parques (eólicos) e parte da linha da transmissão que ainda não foi feita", disse a fonte.

Com a venda de parte da concessão na linha de transmissão, a Eletrosul quer levantar 1,5 bilhão de reais, enquanto o restante viria das eólicas.

Como a linha é bastante longa, cortando o Sul do país, a concessão poderia até ser dividida em lotes menores, visando facilitar a negociação, segundo a fonte.

"É preciso fazer (a venda), bancos já foram consultados, até para a Eletrosul ter fôlego para fazer outros investimentos em geração e transmissão", disse a fonte.

Mas, diante das condições do mercado, não há urgência nas negociações.

"Tem que ver do ponto de visto político e econômico, o mercado não está receptivo nesse momento. Será feito sem pressa e não será de qualquer forma." A fonte afirmou que, com isso, parte das vendas poderia ser feita neste ano e o restante no ano que vem.

"Tem muitos agentes vendendo ativos. Tem muita oferta e quem tem dinheiro pode comprar bem. Como é um dinheiro para investir, a companhia não está com a faca no pescoço", completou.

A própria Eletrobras deverá realizar brevemente o leilão de privatização de uma de suas distribuidoras de energia, a Celg-D, de Goiás, além de ter anunciado planos de vender outras de suas concessionárias de distribuição.

A estatal chegou a apresentar em assembleia no final do ano passado um plano para vender todas suas sete distribuidoras em 2016, mas o governo federal retirou o assunto de pauta, aprovando apenas a operação da Celg-D.

1.500 imigrantes são resgatados no canal da Sicília

Refugiados cruzam riacho procurando rota alternativa para entrar na Macedônia, dia 14/03/2016

  A Guarda Costeira italiana informou nesta segunda-feira que 1.482 imigrantes foram resgatados nas últimas 48 horas quando viajavam em barcaças no canal da Sicília, que divide a costa da Líbia e da Itália.

Hoje foram realizadas seis operações que resgataram 752 pessoas e, em uma delas, uma embarcação romena que colabora no dispositivo europeu Triton salvou 252 imigrantes que estavam em duas lanchas pneumáticas.

Outras duas lanchas pneumáticas com 129 pessoas a bordo foram socorridas pelo barco inglês "Enterprise", do dispositivo EunavforMed, enquanto a embarcação "Aquarius", que pertence à ONG "Sos Mediterranee", resgatou 125, e o resto das pessoas foram salvas por navios da Marinha militar italiana.

As seis operações de hoje se somam às seis de ontem, que socorreram outros 730 imigrantes no canal da Sicília, quando suas embarcações estavam à deriva entre 30 e 50 milhas ao norte do litoral da Líbia, segundo um comunicado.

Todos eles foram transferidos a bordo da embarcação norueguesa "Seim+ Pilot", que chegará nas próximas horas ao porto de Pozzallo, na Sicília.

Veja o caminho que fazem jeans, iPhones e carros pelo mundo

Calça jeans no varal

  "Conectividade, e não soberania, se tornou o princípio organizador da espécie humana", disse o indiano Parag Khanna em sua TED Talk de 2009.

Khanna é analista de relações internacionais e vai lançar em abril o livro "Connectography: Mapping the Future of Global Civilization", a terceira parte de uma trilogia sobre a nova ordem mundial.

Os dois primeiros - "O Segundo Mundo: Como as Potências Emergentes Estão a Redefinir a Concorrência Global no Século XXI" e Como Governar o Mundo - O Caminho para o Novo Renascimento" - foram publicados por aqui pela Intrínseca.

No Twitter, Khanna vem postando alguns mapas que mostram como os fluxos de comércio e as cadeias de valor estão estruturadas em escala global.

Em um deles, os exemplos usados são iPhones da Apple, jeans da Levi's, carros da Toyota, computadores e farmacêuticos. Veja na figura:

Há concentração em alguns pólos: China e sudeste asiático aparecem de forma proeminente como focos de manufatura enquanto Europa e Estados Unidos se destacam como centros de consumo final.

Mas a história não é tão simples. Há carros da Toyota cuja rede não sai do continente americano, por exemplo, além de redistribuição global de produtos finais através de eixos Sul-Sul ou Norte-Norte.

Muito depende do tipo de produto. Um simples pote de Nutella, por exemplo, envolve quase 20 países entre fornecedores, fábricas e escritórios de venda .

Neste processo, pouco dinheiro fica com o trabalhador inicial e a maior parte do valor é criado na ponta, como mostra um estudo recente da Accenture que acompanhou uma camiseta de Bangladesh a Berlim.

Angola condena ativistas por conspiração contra presidente

Jose Eduardo dos Santos, presidente de Angola

 A justiça de Angola condenou nesta segunda-feira 17 ativistas a penas entre dois e oito anos de prisão por conspirarem para atentar contra o presidente do país, José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979.

A pena mais alta, de oito anos e seis meses, foi para Domingos da Cruz, considerado o líder do grupo, e para o rapper luso-angolano Luaty Beirao, que cumprirá pena de 5 anos e seis meses, informou o site "Rede Angola".

O caso se refere a 20 de junho de 2015, quando o grupo de jovens foi detido após participar de uma reunião para discutir política e as preocupações do governo, o que as autoridades angolanas consideraram um ato de "preparação de rebelião e atentado contra o presidente, José Eduardo dos Santos".

Segundo a acusação, o grupo de detidos, de jovens entre 19 e 33 anos, planejavam a rebelião mediante "a colocação de barricadas nas principais ruas da capital e o incêndio de pneus onde há maior afluência de cidadãos estrangeiros".

O rapper Luaty Beirao, de 33 anos, se transformou no símbolo de resistência dos jovens ao fazer uma greve de fome durante 36 dias para protestar contra a prisão preventiva contra ele o os outros ativistas.

A representante do Ministério Público no caso, Isabel Fançony Nicolás, argumentou que não havia sido possível provar que o grupo estaria tentando atentar contra a vida do presidente angolano.

No entanto, segundo a acusação, as conversas mantidas pelos ativistas revelaram que eles estavam planejando atos de rebelião e se preparando para tomar o poder.

Organizações internacionais, como a Anistia Internacional (AI) condenaram o tratamento recebido pelos ativistas e exigiram sua libertação.

Santos governa Angola desde 1979, quando comandava o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), um antigo movimento revolucionário de sinal marxista que lutou contra o domínio português entre 1961 e 1975. No princípio deste mês anunciou que deixará "a atividade política ativa" em 2018.

O líder angolano foi repetidamente criticado por abusos dos direitos humanos no país, que se transformou o segundo maior produtor de petróleo da África, mas onde metade da população vive com menos de 2 euros (R$ 9) por dia.

Criador do Napster quer que você pare de ir ao cinema

Sala de cinema com apenas uma pessoa

 Uma nova proposta criada por Sean Parker, um dos criadores do Napster, tem causado reações diversas em Hollywood. Em linhas gerais, a ideia de Parker permitiria que pessoas assistissem a filmes que estejam chegando ao cinema em suas casas. Seria uma espécie de Netflix de luxo.

O projeto leva o nome de “Screening Room”, sala de projeção, em tradução livre. Parker afirma que sua ideia não tiraria espectadores dos cinemas, uma vez que tem apelo para adultos que já não vão ao cinema de qualquer maneira.

Para poder assistir a um filme no conforto do seu sofá, seria preciso aderir ao programa. O primeiro passo é comprar uma caixa anti-pirataria que custaria 150 dólares. Ela serviria como receptor do filme e teria medidas de segurança para evitar que o filme fosse baixado e disponibilizado na internet.

Depois disso, ainda seria preciso pagar pelo aluguel. O preço divulgado inicialmente é de 50 dólares por filme, que ficaria disponível para ser visto dentro de um período de 48 horas sem limite de repetições. De brinde, o assinante ainda ganharia dois ingressos para assistir ao filme em questão no cinema (o que não faz muito sentido no final das contas).

Sean Parker foi um dos fundadores do Napster e um dos primeiros investidores do Facebook (talvez você se lembre dele sendo interpretado por Justin Timberlake no filme A Rede Social). O empresário sabe, portanto, como revolucionar um mercado. Por conta disso, a ideia atraiu grandes nomes de Hollywood. Entre os investidores da Screening Room estão diretores como Steven Spielberg, Peter Jackson, J. J. Abrams e Ron Howard.

Jackson, diretor dos filmes da saga O Senhor dos Anéis, afirmou que acredita que a ideia permitiria que os filmes alcançassem um público maior. Para ele, os consumidores desse vídeo sob demanda não iriam até um grande complexo de cinemas de qualquer forma.

Alguns, no entanto, se posicionaram contrários à ideia. Dois deles foram o diretor James Cameron e o produtor Jon Landau (parceiros em Titanic e Avatar). “Para nós, do ponto criativo e financeiro, é essencial que filmes sejam oferecidos exclusivamente em cinemas em seu lançamento. Não entendemos por que a indústria poderia querer oferecer ao público um incentivo para pular a melhor forma de se experimentar a arte que trabalhamos tão duro para criar”, afirmou Landau ao noticiário Variety.

Christopher Nolan, diretor da trilogia mais recente de Batman e de filmes como A Origem e Interestelar, se aliou a Landau e Cameron contra a ideia. Outros que também criticaram a ideia são representantes das cadeias de cinema dos Estados Unidos.

A União Internacional de Cinemas, órgão europeu, também afirmou que a ideia é preocupante e que traz "riscos significativos" à indústria.

Nesse cenário, é importante lembrar que o Netflix deu passos contra a exibição exclusiva em salas de cinema. No ano passado, a empresa lançou seu primeiro filme, Beasts Of No Nation, de maneira exclusiva na plataforma de vídeo sob demanda.

China investigará escândalo de mercado negro de vacinas

Vacinas contra gripe

 O governo chinês anunciou nesta segunda-feira a criação de um comitê para investigar a distribuição ilegal de vacinas no mercado negro, descoberto na semana passada e que já rendeu a detenção de mais de 130 pessoas.

O comitê de investigação foi estabelecido pelo Conselho de Estado e é liderado por Bi Jingquan, diretor da Administração de Alimentação e Remédios da China, segundo publica a agência oficial "Xinhua", que acrescenta que a equipe investigadora é formada por membros de vários organismos.

Entre os integrantes do comitê há representantes da Comissão Nacional de Planejamento Familiar, do Ministério da Segurança Pública, do Ministério de Supervisão e do organismo que é dirigido por Bi.

O comitê foi criado depois que as autoridades chinesas anunciaram na semana passada a desarticulação de uma rede que comercializava ilegalmente vacinas desde 2011, e na qual estavam envolvidas pelo menos 30 empresas e 16 centros de vacinação.

Até 130 pessoas foram detidas em relação a este negócio, que era dirigido por uma mãe e sua filha na província oriental de Shandong, também detidas, que compraram as vacinas de maneira legal e ilegal e as vendiam a traficantes e a centros públicos de controle e prevenção de doenças.

As vacinas, avaliadas em 570 milhões de iuanes (US$ 88 milhões), não eram transportadas nas condições necessárias e nem tinham sido refrigeradas adequadamente, por isso que estima-se que podem chegar a causar uma incapacidade ou inclusive a morte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje à China que reforce seus controles, e o representante do organismo nesse país, Bernhard Schwartländer, pediu às autoridades comunistas que corrijam a "fraqueza" no sistema de distribuição de vacinas para o mercado privado.

Embora Schwartländer tenha destacado que o programa de imunização público na China "é um dos melhores do mundo", colocou em evidência o mercado privado, o único que na segunda economia mundial oferece as injeções para prevenir pneumonia, meningite, pneumococo e rotavírus.

Temer se reúne com o PMDB para discutir saída do governo

Michel Temer em fórum econômico em São Paulo 31/08/2015

 O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, passará esta segunda-feira, 28, em Brasília, participando de reuniões internas com membros do partido.

Até às 11 horas de hoje, Temer já tinha se encontrado com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, um dos principais defensores da permanência da sigla no governo Dilma Rousseff.

Nas conversas com peemedebistas, Temer tenta eliminar os focos de resistência ao desembarque do PMDB, que deve ser votado na reunião do diretório nacional da legenda marcada para esta terça-feira, 29. Para o vice-presidente, alcançar a unanimidade na reunião é importante como um sinal de que a sigla está unida em torno dele e de seu eventual governo.

Além de Braga, Temer deve conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tentativa de convencê-lo a apoiar o rompimento imediato. Aliados do senador, contudo, avaliam como "muito difícil" um acerto. Até semana passada, Renan e demais setores da ala governista do PMDB preferiam ver "o governo cair de podre".

Da reunião com Temer, Braga seguiu para o Palácio do Planalto, onde está reunido com a presidente Dilma Rousseff e outros ministros do PMDB.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada no sábado, dia 26, Braga considerou "precipitado" o rompimento imediato do partido com o governo Dilma. Ele defende o adiamento da reunião do diretório nacional do partido.

Partido Comunista de Cuba busca continuidade sem mudanças

Bandeira de Cuba é abaixada na embaixada americana em Havana, dia 18/12/2015

O sétimo Congresso do governante Partido Comunista de Cuba (PCC) analisará em abril a continuidade da atual política de atualização do modelo econômico, descartando grandes mudanças, afirmou nesta segunda-feira a organização.

"O que buscamos é terminar o que foi iniciado, continuar com a execução da vontade popular expressada há cinco anos", disse o jornal Granma, órgão do PCC.

O Granma respondeu assim a cartas de militantes e de outros cubanos que criticavam a ausência de uma consulta popular sobre as principais teses previstas para a reunião, como foi feito antes do Sexto Congresso.

"Chegaram à redação do jornal, por diversas vias, inquietações de militantes do Partido (e também de não militantes) que perguntam por que nesta ocasião não foi previsto um processo de discussão similar ao realizado há cinco anos", afirma.

O sexto Congresso aprovou 300 reformas propostas por seu primeiro secretário, o presidente Raúl Castro, para atualizar um esgotado modelo econômico de cunho soviético em busca de "um socialismo próspero e sustentável".

"O balanço das realizações no quinquênio mostra que 21% das orientações já foram implementadas, enquanto 77% estão neste processo.

Os 2% restantes (cinco orientações) não foram executados por diversas causas", indicou o jornal.

Segundo o Granma, nas estruturas do PCC são analisados seis documentos visando ao Congresso - que será realizado de 16 a 19 de abril - que traçam o caminho do país para os próximos anos, incluindo quando a geração histórica liderada por Fidel e Raúl Castro não estiver mais no cenário político.

Auditores da Receita terão aumento e até bônus

Carro com logo da Receita Federal

 Na contramão do discurso de ajuste fiscal propagado pela equipe econômica para reduzir as despesas obrigatórias e reequilibrar as contas públicas, o governo aceitou dar um reajuste diferenciado para os auditores fiscais da Receita Federal que inclui um "bônus" de eficiência atrelado à meta de arrecadação de impostos e contribuições federais. O acordo foi assinado na última quinta-feira, 24.

Com remuneração variável, o bônus vai beneficiar até mesmo servidores aposentados e já causa preocupação de enfraquecer o discurso do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que apresentou um projeto de limitar o crescimento das despesas do governo para diminuir o endividamento público.

Os termos do acordo, que foi negociado pelo Ministério do Planejamento, a qual o Broadcast - serviço de notícias em tempo real da Agência Estado - teve acesso, prevê inicialmente um bônus fixo mensal de R$ 3 mil entre agosto e dezembro deste ano.

A partir de janeiro de 2017, o benefício salarial passará a ser vinculado às desempenho e metas da produtividade global da Receita.

O nível em razão do tempo de sua permanência no acordo. O acordo também prevê um reajuste da remuneração básica de 21,3% em quatro anos.

Pesou na decisão a pressão feita pelo servidores que intensificaram, nos últimos meses, operação de redução das atividades diárias, o que tem afetado o esforço de arrecadação nesse momento de forte queda do recolhimento dos tributos. A categoria não quis assinar o acordo salarial feito com os demais servidores, no final do ano passado, e insistiu na operação padrão.

Refém

Para uma fonte da área econômica, o governo ficou "refém" dos auditores e acabaram recebendo um adicional para "fazer o que é dever deles".

"Até aposentados estão no pacote. Se o bônus é de eficiência por que aposentados?", disse uma fonte que teme que a medida dispare insatisfação geral em outras categorias do serviço público, que não ficaram satisfeitas com os reajustes recebidos.

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Claudio Damasceno, discorda e defende os termos do acordo pela importância do órgão para o funcionamento do serviço público e do ajuste fiscal, já que é responsável pela arrecadação.

A parcela do bônus para os servidores inativos diminui à medida que o tempo da sua aposentadoria aumenta. Segundo o dirigente sindical, merecem o bônus porque muitos autos de infração demoram anos para serem finalizados e como também os seus efeitos na arrecadação.

A Receita informou que o bônus é um modelo adotado em vários Estados e também já existiu, no passado, no Fisco com outros nomes. Ele terá como fonte os valores arrecadados em multas e leilões de mercadorias, que fazem parte do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf).

A Receita admitiu que o movimento dos auditores-fiscais pode, também, ter contribuído para a queda da arrecadação dos meses recentes. Mas informou não há como mensurar esta contribuição.

Procurado, o Ministério do Planejamento defendeu o acordo e avaliou que não há contradição com o ajuste fiscal. Segundo o Planejamento, o objetivo é incentivar os servidores a melhorarem a produtividade e, consequentemente, a arrecadação.

Não foi informado o custo para as contas públicas do reajuste aprovado.

Como declaro salários atrasados no Imposto de Renda?

Mulher com dúvida

 Dúvida do internauta: A empresa na qual meu marido trabalha atrasou o pagamento de salários em 2015 e, após encerrado o ano, ele ainda tem valores a receber. Contudo, no informe de rendimentos de 2015, a empresa informou à Receita Federal que já pagou tudo o que era devido aos funcionários. Conversei com uma pessoa de um escritório contábil que me informou que devo declarar o valor que a empresa passou para a Receita, mesmo não sendo o certo, e lançar a dívida na declaração. Esse procedimento é correto?

Resposta de Samir Choaib e Helena Rippel Araújo*

Como o Informe de Rendimentos de 2015 fornecido pela empresa de seu marido não está espelhando a situação corretamente, o empregador deverá retificar a declaração feita à Receita Federal, chamada "Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF", bem como o informe de rendimentos, para informar exatamente o que foi pago e o imposto retido, além de mencionar, no campo de observações do informe, a dívida existente. 

É incorreto o procedimento da empresa, pois as regras do Imposto de Renda da Pessoa Física determinam que os rendimentos sejam reconhecidos somente quando forem efetivamente recebidos pelo contribuinte.

Cumpre colocar, no entanto, que, caso a empresa não faça a retificação da DIRF, o seu marido terá de seguir o informe de rendimentos enviado pelo empregador, ainda que incorreto. Caso contrário, haverá o risco de sua declaração ficar retida na malha fina, ou seja, não ser processada e ele ser chamado a prestar esclarecimentos sobre as inconsistências, pois a fonte pagadora e o empregado devem declarar as mesmas informações à Receita.

*Samir Choaib é advogado e economista formado pela Universidade Mackenzie, pós-graduado em direito tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É sócio do escritório Choaib, Paiva e Justo, Advogados Associados, especialista em imposto de renda de pessoas físicas e responsável pela área de planejamento sucessório do escritório. É o atual chairman da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (BACCF), em São Paulo.

*Helena Rippel Araújo é advogada do escritório Choaib, Paiva e Justo e especialista em planejamento sucessório

"Não precisamos que o império nos presenteie", diz Fidel

O ex-presidente cubano Fidel Castro

Havana - O ex-presidente cubano Fidel Castro respondeu nesta segunda-feira à viagem histórica que o presidente do EUA, Barack Obama, fez a Cuba, com uma longa carta recontando a história de agressão dos EUA contra Cuba, dizendo que "não precisamos que o império nos presenteie com nada".

A carta - de 1.500 palavras e divulgada hoje com o título "Irmão Obama" - foi a primeira resposta de Fidel Castro em relação à visita de três dias de Obama na semana passada, em que o presidente norte-americano disse que tinha viajado para a ilha para enterrar a história de hostilidades de guerra fria entre os dois países. O artigo do ex-presidente foi divulgado nesta manhã nos meios de comunicação oficiais de Cuba e nele são apontados diversos assuntos abordados por Obama.

Obama não se encontrou com Fidel Castro, de 89 anos, durante a viagem, mas se reuniu várias vezes com seu irmão Raul Castro, de 84 anos, e atual presidente cubano.

"Não necessitamos que o império nos presenteie com nada. Nossos esforços serão legais e pacíficos porque é nosso compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivem neste planeta", escreveu Raul Castro.

Durante a visita, Obama tentou convencer o povo cubano e o governo de que a tentativa de tentar derrubar o governo comunista durante 50 anos tinha terminado, permitindo que o governo cubano reforme a sua economia e o sistema político mais rapidamente diante da retomada dos laços entre os países.

No entanto, Fidel Castro foi enfático ao presidente dos EUA: "A minha sugestão modesta é que ele reflita e não tente desenvolver teorias sobre a política cubana".

Sobre as declarações de Obama a favor de "esquecer o passado e olhar para o futuro", Fidel Castro aponta que o presidente dos EUA usou "palavras mais açucaradas" e afirma que os cubanos correram "o risco de um ataque do coração" ao escutar Obama falar que os cubanos e norte-americanos são como "amigos, família e vizinhos".

Em seguida, Fidel Castro relembrou a quase meio século de agressões dos EUA contra Cuba, incluindo décadas de embargo comercial contra a ilha, o ataque na Baía dos Porcos em 1961 e a explosão de um avião cubano apoiado por exilados que se refugiaram nos EUA.

O ex-presidente de Cuba termina sua carta com uma posição contrária a de Obama, que afirmou que restabelecer laços econômicos com os EUA será uma bênção para Cuba, cuja economia centrada tem lutado para escapar da dependência excessiva de importações e uma escassez crônica de moeda forte.

"Somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas materiais que necessitamos com o esforço e a inteligência de nosso povo", ressaltou Fidel Castro.

Suspeito de ataques belgas é liberado por falta de provas

Imagem de vídeo no Youtube mostra Faycal Cheffou, autoproclamado jornalista independente, em 2014

A procuradoria federal da Bélgica informou nesta segunda-feira que Fayçal Cheffou foi liberado por falta de provas, após ser acusado de terrorismo e suspeito de ser o terceiro terrorista do aeroporto de Bruxelas.

"Os indícios que tinham conduzido à detenção de Fayçal C. não foram consolidados pela evolução da instrução em curso", afirmou o Ministério Público em comunicado, que explicou que a decisão de colocá-lo em liberdade foi do juiz.

Cheffou foi um dos seis detidos na quinta-feira em Bruxelas, todos suspeitos de estarem ligados aos atentados de terça-feira na capital belga.

Este sábado ele foi acusado por liderar atividades de um grupo terrorista.

A procuradoria federal belga tinha mostrado prudência sobre sua identidade e sua suposta participação nos atentados.

Os meios de comunicação belgas, por outro lado, publicaram que Cheffou poderia ser o terceiro terrorista do atentado no aeroporto de Zaventem, a pessoa que aparece com um gorro negro na imagem feitas pelas câmeras de segurança dos três autores do ataque.

Além disso, garantiram que se trataria de um jornalista independente que trabalhava em Bruxelas.

Das seis pessoas detidas na quinta-feira em conexão com os atentados de Bruxelas, só uma permanece em prisão preventiva, Aboubaker A.

A procuradoria anunciou hoje, por outro lado, o indiciamento de outras três pessoas (Yassine A., Mohammed B. e Aboubaker O.), mas sem esclarecer se têm relação com os atentados de Bruxelas ou de Paris.

Também foram indiciadas outras duas pessoas (Rabah N. e Abderamane A.), acusados de prepararem um atentando na periferia de Paris na semana passada.

Texto atualizado às 12h34.

Petróleo opera em queda em meio a oferta excessiva

6º Engenheiro de petróleo

 Os contratos futuros de petróleo operam com a mesma tendência de queda vista desde a vista na semana passada, em meio a preocupações crescentes sobre o quadro de excesso de oferta mundial.

Analistas dizem que a forte alta de mais de 50% nos preços do barril desde fevereiro não foi acompanhada de melhorias nos fundamentos do mercado.

Boa parte do rali recente foi feito encima da expectativa de que grandes produtores, incluindo a Arábia Saudita e a Rússia, iriam entrar em acordo para congelar a produção aos níveis de janeiro.

A reunião marcada para abril, no entanto, enfrenta crescente ceticismo sobre sua real capacidade de aliviar o quadro de excesso de oferta mundial, atualmente estimado em 1 milhão de barris por dia.

"O petróleo continua sendo produzido em excesso, e um acordo que apenas evite que a produção cresça não irá levar a um equilíbrio do mercado tão cedo", diz em nota o analista da Energy Management, Dominick Chirichella.

A alta recente foi interrompida na última semana após a divulgação do relatório mensal do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos, que relatou um crescimento de 9,4 milhões de barris de petróleo bruto nos estoques do país, o triplo do estimado inicialmente pelo mercado.

Ao mesmo tempo, a produção doméstica se mantém acima dos 9 milhões de barris por dia. Isso acontece a despeito da queda quase constante do número de poços e plataformas em operação. Na sexta-feira, este número caiu 15, segundo a consultoria Baker Hughes, para o menor patamar em sete anos.

Às 12h04 (de Brasília), o petróleo Brent para maio recuava 1,38%, para US$ 39,87 por barril, na ICE, enquanto o barril WTI para o mesmo mês cedia 0,99%, para US$ 39,07, na Nymex.

Atenas usará alto-falantes contra rumores entres refugiados

Refugiada anda entre barracas em acampamento em Atenas, Grécia, dia 26/03/2016

As autoridades gregas vão instalar em breve alto-falantes no campo de refugiados de Idomeni, a fim de evitar a propagação de rumores falsos, tais como a abertura iminente da fronteira greco-macedônia no último domingo, informou um porta-voz do governo.

Giorgos Kyritsis, porta-voz para a coordenação da política de imigração grega, lamentou os "rumores irresponsáveis ​​e a desinformação" que se alastraram "como fogo" entre "pessoas sob pressão e vivendo em condições muito difíceis".

No domingo, centenas de migrantes, incluindo várias famílias e pessoas em cadeiras de rodas, reuniram-se na fronteira após disseminação da informação de que a fronteira seria aberta em breve.

Duas semanas atrás, um episódio semelhante ocorreu, quando centenas de pessoas, seguindo ordens que vieram não se sabe de onde, cruzaram o rio que separa os dois países e, em seguida, foram devolvidos pelo exército macedônio a Idomeni.

Mais cedo, três afegãos - um homem e duas mulheres, uma delas grávida - que haviam saído antes do primeiro grupo, afogaram-se tentando atravessar o rio.

Apesar das tentativas de convencer os migrantes que vegetam no acampamento improvisado para que se instalem em estruturas mais habitáveis, 11.400 pessoas permaneciam nesta segunda de manhã em Idomeni, de acordo com dados oficiais, dos 50.146 migrantes e refugiados registrados na Grécia.

A implementação do acordo UE-Turquia, criticado por organizações humanitárias e as Nações Unidas, visa reduzir o fluxo de migrantes no mar Egeu e no momento parece estar funcionando: 232 pessoas chegaram de barco entre domingo e segunda-feira e, no total, 1.331 na última semana, um número muito pequeno em comparação com as milhares de pessoas que chegavam todos os dias no verão.

Autoridade chinesa diz que Dalai Lama "debocha" do budismo

O Dalai Lama fazendo sinal de paz

Pequim/Dharamsala - O líder espiritual tibetano exilado, Dalai Lama, está "debochando" do budismo tibetano com as insinuações de que pode não reencarnar, ou reencarnar como algo impróprio, e os fiéis não estão acreditando nisso, disse uma autoridade chinesa nesta segunda-feira.

Os comentários foram feitos no momento em que resultados iniciais de uma eleição mostram o líder do governo tibetano no exílio, Lobsang Sangay, a caminho de um segundo mandato, parte de uma estratégia para manter viva uma luta de décadas por maior autonomia para sua terra natal, que é controlada pela China.

Pequim diz que o Dalai Lama, que se exilou na Índia após uma revolta fracassada contra o domínio chinês em 1959, é um separatista violento. Ele nega defender o uso da violência e diz que só quer uma autonomia genuína para o Tibet.

A animosidade entre os dois lados, e sua rivalidade a respeito do controle do budismo tibetano, está no cerne de um debate sobre reencarnação. O budismo tibetano afirma que a alma de um lama antigo reencarna no corpo de uma criança em seguida à sua morte.

A China diz que a tradição deve continuar e que seus líderes comunistas, oficialmente ateus, têm o direito de aprovar o sucessor do Dalai Lama, já que se trata de um direito herdado dos imperadores chineses.

O monge vencedor do Prêmio Nobel da Paz deu a entender que seu título pode terminar com sua morte.

Pequim o acusa de trair e de desrespeitar a religião tibetana ao dizer que pode não haver novas reencarnações.

Escrevendo no jornal estatal Global Times, o presidente do comitê de assuntos étnicos e religiosos do principal organismo de aconselhamento do parlamento da China, Zhu Weiqun, afirmou que o Dalai Lama tem que respeitar a tradição.

"O Dalai Lama continua a proclamar que sua reencarnação é um 'assunto puramente religioso' e algo que só ele pode decidir, mas ele não tem como motivar a admiração dos fiéis", escreveu Zhu, conhecido por sua postura rígida em relação ao Tibet.

"Ele vem proclamando que irá reencarnar como um estrangeiro, como uma abelha, como uma 'menina loira traiçoeira' e até propondo uma reencarnação em vida ou o fim da reencarnação", acrescentou.

"Tudo isso, além de debochar do budismo tibetano, é completamente inútil quando se trata de separá-lo da dificuldade da reencarnação".

Tenzin Taklha, um assessor sênior do Dalai Lama, disse que "de maneira nenhuma" os tibetanos irão aceitar um sucessor indicado pela China.

Premiê iraquiano tem 3 dias para apresentar novo governo

Haider al-Abadi, primeiro ministro do Iraque, em conferência na Alemanha, dia 11/02/2016

 O Parlamento do Iraque deu nesta segunda-feira ao primeiro-ministro, Haider al-Abadi, um prazo de três dias para que ele apresente o novo gabinete ministerial no marco do atual processo de reformas.

"O parlamento é o representante legítimo do povo e ressalta que na próxima quinta-feira é a data definitiva para que o governo apresente o gabinete ministerial, que representa a primeira fase do processo de reformas", ressaltou a Câmara em comunicado oficial.

Nesse sentido, o órgão advertiu que se isso não acontecer, a Assembleia solicitará no início da semana que vem a interpelação de Al-Abadi por atrasar a apresentação do novo gabinete.

Por sua vez, o Parlamento ressaltou que apoia toda iniciativa séria e responsável a favor das reformas, mas que, ao mesmo tempo, adotará as medidas necessárias para proteger as instituições oficiais.

Desta maneira, aludiu ao poderoso clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr e a seus seguidores, que estão acampados há mais de uma semana na Zona Verde de Bagdá para exigir ao governo reformas políticas.

Al-Sadr foi à área com alguns acompanhantes e montou uma tenda de campanha, após ter dado na sexta-feira passada um prazo de 24 horas ao Executivo de Haider al-Abadi antes de reforçar os protestos.

Em discurso ontem perante milhares de manifestantes, o clérigo pediu a seus seguidores para que permaneçam na Zona Verde fortificada, onde se encontram as sedes governamentais e embaixadas estrangeiras, e pediu para que todos mantenham a calma.

Na sexta-feira passada, ele deu um prazo de 24 horas para que Al-Abadi anunciasse reformas "satisfatórias e lógicas" e um governo de tecnocratas. Caso contrário, anunciou que tomaria "outras medidas" e não se limitaria a se manifestar em frente à Zona Verde.

Al-Sadr ameaçou convocar protestos populares contra cada deputado que rejeitar aprovar as propostas reformistas do primeiro-ministro.

Microsoft faz reunião sobre compra do Yahoo, diz fonte

Microsoft

 Executivos da Microsoft estão em negociações iniciais com potenciais investidores do Yahoo sobre contribuições para financiamento da compra da companhia de Internet, afirmou uma fonte familiar com o assunto.

As negociações são preliminares, afirmou a fonte, e a Microsoft está focada em preservar o relacionamento entre as duas empresas. Microsoft e Yahoo têm acordos envolvendo sistemas de busca e publicidade.

Empresas de investimento de risco interessadas no Yahoo contataram a Microsoft, afirmou a fonte. Representantes da Microsoft não comentaram o assunto.

O Yahoo está vendendo seus principais negócios de Internet, que incluem busca, email e sites de notícias.

A empresa pioneira do mercado de buscas na Web têm enfrentado dificuldades para competir com Google e Facebook por anunciantes.

O vice-presidente financeiro do grupo de telecomunicações Verizon, Fran Shammo, afirmou em dezembro que a operadora poderia avaliar os ativos do Yahoo se fizessem sentido para o grupo.

O fundo de hedge Starboard Value agiu na quinta-feira pela retirada de todo o Conselho de Administração do Yahoo, incluindo a presidente-executiva, Marissa Mayer, que tenta há quatro anos recuperar os negócios da empresa.

O interesse da Microsoft no Yahoo acontece quase uma década depois de uma tentativa anterior de compra da empresa.

Em 2008, o então presidente-executivo da Microsoft Steve Ballmer tentou comprar o Yahoo por cerca de 45 bilhões de dólares.

Câmbio em 2016 cai de R$ 4,20 para R$ 4,15, diz Focus

Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro

 As previsões do setor privado para o câmbio sofreram várias revisões para baixo no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 28, pelo Banco Central.

O documento aponta para um dólar no fim deste ano a R$ 4,15 no lugar de R$ 4,20 vista na semana passada e de R$ 4,35 de um mês antes. O câmbio médio de 2016 passou de R$ 4,00 para R$ 3,99 de uma semana para outra - um mês antes, estava em R$ 4,19.

A perspectiva do mercado financeiro para o câmbio de 2017 caiu de R$ 4,30 no boletim Focus para R$ 4,20. Já o câmbio médio do ano que vem saiu de R$ 4,20 para R$ 4,17 de um levantamento para o outro - estava em R$ 4,30 um mês atrás.

O BC tem mantido integralmente a rolagem de leilões de swap cambial, que foram mais expressivos desde de 2013, por meio de ofertas apelidadas de "ração diária".

Também rolou os vencimentos dos leilões de linha que venceriam em fevereiro e anunciou que repetiria esse procedimento em março. Além disso, passou a ofertar leilões de swap reverso e a fazer com mais frequência leilões de linha.

Arqueólogos avaliarão danos causados pelo EI em Palmira

Vista da cidade antiga de Palmira após retomada pelas tropas do governo, Síria, dia 27/03/2016

 

Com a expulsão do grupo Estado Islâmico (EI) da cidade antiga de Palmira um ano após sua ocupação, os arqueólogos precisam avaliar os danos provocados pelos jihadistas em suas históricas ruínas, classificadas como patrimônio mundial da Unesco.

Um dia depois de reconquistar por completo esta cidade estratégica no centro do país, o governo de Bashar al-Assad quer que os especialistas determinem o grau de destruição da parte antiga, embora um jornalista da AFP tenha constatado que boa parte da área segue intacta.

Já a parte residencial, onde antes da guerra viviam 70.000 pessoas, se encontra deserta e fortemente degradada, segundo o correspondente.

Os soldados sírios, as milícias pró-governamentais e os combatentes russos caminhavam com temor entre as ruínas no domingo.

"Estávamos muito assustados com a ideia de entrar na cidadela e ver que tudo estava completamente destruído", disse à AFP um soldado do regime sírio que preferiu não dar seu nome.

Depois de tomar o controle total de Palmira em maio de 2015, o grupo Estado Islâmico provocou uma onda global de indignação ao anunciar sua intenção de destruir os monumentos da cidade antiga.

Os jihadistas destruíram dois dos mais belos templos de Palmira, Bel e Baalshamin, e derrubaram várias torres funerárias da cidadela, antes de converter em poeira o famoso Arco do Triunfo.

Além disso, o EI utilizou o antigo teatro de Palmira como lugar público de execuções, começando pelo homem que havia dirigido durante meio século o serviço de Antiguidades da famosa cidade, Khaled al-Assad, de 82 anos.

O responsável nacional de Antiguidades disse que monumentos e objetos de incalculável valor teriam sobrevivido à campanha de destruição lançada pelo EI.

"Esperávamos o pior. Mas, em geral, se encontra em boas condições", explicava sobre Damasco Maamun Abdulkarim à AFP.

"Poderíamos tê-la perdido. A alegria que sinto é indescritível", acrescentou, afirmando que Palmira "voltará a ser como antes".

"Perda para a ciência"

O historiador especializado no mundo antigo Maurice Sartre teme que o inventário do sítio revele destruições irreversíveis.

"Todos os túmulos que não exploramos e que agora foram totalmente saqueados são uma perda para a ciência para sempre", lamentou o especialista em uma conversa com a AFP.

No entanto, "não se pode esquecer que apenas 15% ou 20% de Palmira foram escavados, ali ainda há muito a descobrir", lembrou.

Conhecida como "a pérola do deserto", Palmira tem mais de 2.000 anos de antiguidade e entre suas famosas ruínas havia 1.000 colunas, muitas estátuas e uma magnífica necrópole.

A cidade, situada ao norte de Damasco, costumava atrair todos os anos 150.000 turistas de todo o mundo, antes que a guerra também devastasse o setor turístico na Síria e, em geral, a economia do país.

A tomada de Palmira representa uma vitória estratégica e simbólica, uma das mais importantes do regime diante do EI desde que em setembro a Rússia interveio na guerra em defesa de seu aliado Bashar al-Assad.

Depois de recuperar esta cidade, o exército sírio anunciou que a utilizará como base para outras operações contra os jihadistas, incluindo a reconquista de seus redutos de Raqa e Deir Ezzor, mais a leste.

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