terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Carnaval é coquetel explosivo para espalhar zika, alertam infectologistas

por bbc brasil
https://www.magazinevoce.com.br/magazinehabanospoint/l/saldao-de-natal/2166539/

A passagem de milhares de turistas por capitais com tradicionais carnavais de rua em Estados com alto número de casos de bebês nascidos com microcefalia e suspeita de ligação com o zika vírus pode representar um "coquetel explosivo" e ajudar a espalhar ainda mais a doença pelo país, alerta a coordenadora de virologia clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei. Até o momento há 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em 21 Estados.
Para os especialistas, o Carnaval reúne fatores de risco preocupantes para o aumento da transmissão do zika, num momento em que a epidemia ainda se encontra em curva de ascensão no Brasil.
O alerta se soma a um comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, escritório regional nas Américas da Organização Mundial da Saúde), que nesta segunda-feira relatou aumento de casos da síndrome de Guillain Barré em países com epidemias de zika. Em julho de 2015, 42 pessoas foram confirmadas com a doença, que causa problemas neurológicos, na Bahia.
O "coquetel explosivo" do Carnaval inclui, segundo os infectologistas, as grandes aglomerações de pessoas, em geral com poucas roupas e mais vulneráveis às picadas do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika), possibilidade de chuvas, maior quantidade de lixo nas ruas e por consequência mais chance de potenciais criadouros do mosquito.
Isso se soma ao maior numero de relações sexuais sem proteção e risco de gestações indesejadas justamente nos locais de maior incidência do vírus relacionado à má formação fetal, dentre outras consequências ainda pouco conhecidas.
Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, dos 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em todo o país, 1.236 estão em Pernambuco, primeiro Estado a identificar o aumento do problema, onde foi decretado o estado de emergência desde novembro. Em segundo está a Paraíba, com 569 casos, e em terceiro a Bahia, com 450 ocorrências. O Rio de Janeiro fica em 9º lugar, com 122 casos.

Alerta, riscos e 'coquetel explosivo'

Nancy Bellei, coordenadora de virologia clínica da SBI, cita a preocupação com a transmissão sexual devido a um estudo de 2011 que teria documentado como um cientista americano vindo do Senegal, que passava por um surto de zika, teria transmitido a doença para a mulher, nos Estados Unidos, através do sêmen.

Ainda precisamos de mais estudos sobre a relevância epidemiológica dessa forma de transmissão, mas até pouco tempo também não sabíamos da ligação entre o zika e a microcefalia. É uma doença nova, sobre a qual ainda não se sabe muito. Não precisamos esperar para nos protegermos. Não se pode descartar a chance de termos até um aumento de casos de zika após o Carnaval justamente pelo contato sexual disse: Nancy
Nancy explica que o potencial de propagação do zika devido ao Carnaval também depende da existência do mosquito nos locais de origem dos turistas.
Se a pessoa vai para uma capital com grande Carnaval de rua, é picada e infectada pelo zika e volta para sua cidade mas lá não há o mosquito, ela vai adoecer, se tratar, e tudo bem. Agora, se o local de origem tiver o Aedes, o mosquito pode picar essa pessoa, receber o vírus e introduzir a doença num local até então livre dela", explica.
Segundo a especialista, o Aedes é encontrado em todos os Estados, mas a região Sul estaria menos vulnerável, por ter clima mais frio e tradicionalmente apresentar menor incidência do mosquito.
A pesquisadora Elaine Miranda, professora da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, concorda que o alerta é oportuno e diz que, dadas as características de massa de um evento como o Carnaval, quando a capacidade de resposta das unidades de saúde tende a ser superada, é crucial que as cidades estejam preparadas para receber milhares de foliões em meio a uma epidemia em curso.
"Medidas de controle já vêm sendo implementadas em todas as capitais referidas. No entanto, a complexidade do controle do mosquito e consequentemente da transmissão do vírus vai muito além de medidas pontuais e pensadas para eventos de massa, tais como o Carnaval", avalia.
A virologista Nancy Bellei, da SBI, diz que é primordial que se faça um alerta muito claro. "Eu acho um erro ignorar estes riscos e não fazer um grande alerta. O Brasil tem essa cultura, de que se você fala a verdade está disseminando o pânico. Em outros países é diferente", diz.
Para ela, é importante deixar claro que as pessoas estão viajando para uma área de alta infestação de Aedes aegypti, e que se voltarem para casa com febre sem nenhum outro sintoma de infecção precisam procurar atendimento médico para serem investigadas para dengue, chikunguya ou zika.
Precaução e recomendações
Na visão das especialistas é importante que as pessoas tentem se proteger e tomem medidas de precaução durante o Carnaval. Elas também cobram medidas do Ministério da Saúde e das prefeituras de grandes capitais acostumadas a receber milhares de turistas.
"Práticas educativas e de alertas para os foliões são tão bem-vindas como são estas mesmas práticas para a população em geral. Sem dúvida todos devem ser orientados a agir em seu próprio benefício suscitando assim, uma mudança de comportamento e consequente redução da vulnerabilidade", diz Elaine Miranda, da Escola Nacional de Saúde Pública.
Para os foliões, as principais recomendações são colaborar no controle do mosquito, evitando deixar água parada, além do uso de preservativos nas relações sexuais. O uso de repelentes pode ajudar, desde que o produto seja reaplicado conforme as orientações do fabricante. Usar calça e camisas compridas também pode ajudar, diminuindo a área exposta ao mosquito - algo difícil de ser colocado em prática em meio às altas temperaturas dos blocos de rua.
Quanto às prefeituras, as especialistas recomendam ações intensificadas de controle do mosquito, além de uma preparação das unidades de saúde pública e cartilhas informativas, alertando sobre riscos e a necessidade de se proteger, além das orientações de procurar atendimento médico o mais rápido possível em caso de febre sem indicações claras de outras infecções.
O Ministério da Saúde diz que tem fortalecido a capacidade de atendimento e articulação do SUS em cidades que recebem grande influxo de turistas e que o país está habituado a sediar eventos de massa com sucesso, tais como a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo.

Em nota, o ministério também destacou o site www.saude.gov.br/viajante, no ar desde maio de 2013, onde há dicas de prevenção e cuidados durante viagens para brasileiros e estrangeiros nos idiomas português, inglês, espanhol e francês.

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As razões por trás da epidemia de obesidade no país mais gordo do mundo




Condiderada 'carne de segunda', fralda de carneiro é um dos vilões da mesa em Tonga
Condiderada 'carne de segunda', fralda de carneiro é um dos vilões da mesa em Tonga
Foto: (BBC / BBCBrasil.com
Com uma expressão consternada no rosto, Papiloa Bloomfield Foliaki, de 82 anos, quase pula da cadeira para mostrar algo que, segundo ela, ajudaria a entender o atual panorama da saúde do país.
Ela volta para a sala de seu pequeno hotel em Nuku'alofa, a capital de Tonga, com um grande modelo de um barco de madeira nas mãos.
"Nós, tonganeses, remamos em barcos como esse por milhas e milhas. E costumávamos usar os barcos velhos como casas".
Em seguida, Papiloa franze a testa. "Mas ninguém quer mais construir casas como essas porque preferem o que vem do Ocidente, pois acham que é melhor. O estilo de vida tonganês é associado à pobreza", explica.
"O mesmo acontece com a nossa comida", acrescenta.
A dieta tradicional em Tonga consiste em peixe, legumes e verduras e cocos, como se pode esperar de uma ilha repleta de palmeiras no meio do Pacífico.
Mas em algum momento na metade do século 20, sobras de carne começaram a chegar às ilhas do Pacífico ─ incluindo rabo de peru dos Estados Unidos e fralda de costela de carneiro da Nova Zelândia.
Essas peças de carne eram baratas e tornaram-se imensamente populares.
"As pessoas pensam que tudo que é importado é melhor", diz Foliaki, uma enfermeira, ativista e parlamentar aposentada que agora trabalha no ramo da hotelaria, apesar de ser uma das poucas tonganenses com mais de 80 anos.



Obesidade atinge 34% da população de Tonga
Obesidade atinge 34% da população de Tonga
Foto: (BBC / BBCBrasil.com
"Há casos de pescadores que pescam o peixe e depois vão aos mercados comprar fralda de carneiro. As pessoas não sabem o que faz bem ou mal à saúde", acrescenta.
Em 1973, 7% da população de Tonga sofriam doenças não transmissíveis ─ uma frase que virou sinônimo de diabetes no país.
Em 2004, a taxa era de 18%. Agora, é de 34%, segundo o Ministério da Saúde de Tonga. Especialistas acreditam, contudo, que a taxa poderia ser de 40%.
"Há toda uma geração em Tonga que foi criada comendo fralda de carne de carneiro", diz Sunia Soakai, do departamento de saúde da Secretaria da Comunidade do Pacífico.
"Fralda de carneiro são peças descartadas de cordeiro que não são próprios para consumo na Nova Zelândia. Eles foram capazes de despejar este material sobre os países do Pacífico."

'Churrasco grego'




Outrora presença constante na mesa dos tonganeses, peixe foi substituído por fralda de carneiro
Outrora presença constante na mesa dos tonganeses, peixe foi substituído por fralda de carneiro
Foto: (BBC / BBCBrasil.com
Pescadores tonganeses ainda caçam peixes à lança, principalmente à noite, retornando antes do amanhecer.
Clientes ansiosos pelos melhores produtos esperam por eles no cais. Ou vão mais tarde ao pequeno mercado de peixe que funciona no estacionamento do porto.
Peixes caçados à lança não são baratos e apenas barcos estrangeiros usam o arrasto ─ um tipo de técnica que permite maior captura de animais marinhos de uma única vez. No entanto, tudo é exportado.
Alguns peixes capturados manualmente também têm como destino o exterior ─ o Havaí é um dos principais compradores.
Mas mesmo no mercado de peixes, algumas barracas chamam atenção. Elas vendem frango e carneiro, ambos assados.



Latas de carne em conserva chegam a até 2,7 quilos
Latas de carne em conserva chegam a até 2,7 quilos
Foto: (BBC / BBCBrasil.com
Nos espetos giratórios feitos de fralda de carneiro, a gordura se desprende e exala um odor pungente. A peça de carne lembra o famoso "churrasco grego".
Segundo Soakai, é comum que um tonganês coma, em média, 1 kg de fralda de carne de carneiro em uma única refeição. Ele mesmo ingeria tamanha quantidade de comida no passado.
"Com o passar dos anos, engordei bastante. Cheguei a pesar 170 kg", relembra ele.
Atualmente com 100 kg, Soakai diz ter decidido mudar o estilo de vida por três razões.
"Tenho um filho de cinco anos", diz ele. "Se eu continuasse a levar a vida que levava, meu filho certamente ficaria órfão. Em segundo lugar, trabalho no setor de saúde, o que colocava em xeque minha credibilidade como profissional. E o terceiro, porque fui diagnosticado com diabetes."
Alguns cientistas acreditam que o problema de Tonga se deve em parte à genética ─ como habitantes das ilhas do Pacífico tiveram de sobreviver longos períodos sem comida, seus corpos são programados para acumular gordura.

'Sinônimo de beleza'




"Ser gordo aqui é sinônimo de beleza", diz Tirou Havea, presidente do Fórum da Sociedade Civil de Tonga.
"Ser gordo aqui é sinônimo de beleza", diz Tirou Havea, presidente do Fórum da Sociedade Civil de Tonga.
Foto: (BBC / BBCBrasil.com
"Ser gordo aqui é sinônimo de beleza", diz Tirou Havea, presidente do Fórum da Sociedade Civil de Tonga.
Peso e status caminham juntas há muito tempo. O ex-rei de Tonga Tupou 4º, que morreu em 2006, detém até hoje o recorde do Guinness de monarca mais pesado ─ ele tinha 200 kg.
A magreza está, assim, associada tradicionalmente a uma posição inferior na hierarquia social.
"Precisamos entender que se você é magro não está necessariamente passando fome", diz Havea.
Antes de morrer, Tupou 4º perdeu um pouco de peso e foi fotografado fazendo exercício, em uma tentativa de estimular a população a ter uma alimentação saudável



"Comer bem, em Tonga, significa comer muito", diz o reverendo Ma'afu Palu, presidente do Conselho de Saúde de Tonga
"Comer bem, em Tonga, significa comer muito", diz o reverendo Ma'afu Palu, presidente do Conselho de Saúde de Tonga
Foto: (BBC / BBCBrasil.com
Em Tonga, há também uma festividade que, aos olhos dos estrangeiros, se assemelha a uma competição por quem come mais em menos tempo.
"Comer bem, em Tonga, significa comer muito", diz o reverendo Ma'afu Palu, presidente do Conselho de Saúde de Tonga que trouxe para si a missão de promover hábitos saudáveis de alimentação.
Ele está entre os muitos que criticam líderes religiosos locais por não dar bom exemplo aos fiéis. Reverendos são símbolos de autoridade em Tonga, uma sociedade profundamente religiosa. Segundo Palu, 85% deles são obesos, em parte graças às festividades regulares de que participam.
Mas a epidemia de obesidade não se deve apenas às fraldas de carneiro ou rabos de peru. Toneladas de carne enlatada são consumidas todos os anos ─ há latas de até 2,7 quilos.
Isso sem falar nos refrigerantes.

Fast-food

"Em Tonga, estamos tentando copiar tudo o que vem de fora", diz Lepaola Vaea, secretária-adjunta da Receita Federal de Tonga.
"Assistíamos a filmes e propagandas de TV e todo mundo estava bebendo refrigerante americano. Pensávamos: 'Uau, adoraríamos poder beber refrigerantes, mas somos pobres e só bebemos água'. Agora, os americanos estão bebendo água e nós estamos bebendo refrigerantes".
Em 2008, Vaea tentou, sem sucesso, aumentar o imposto sobre a venda de fralda de carneiro, como fez o vizinho Fiji.
"Houve um grande clamor público e desistimos da medida", disse ela. "É um vício", completa.
Diante de tal cenário, Tonga, que tem apenas 100 mil habitantes, sofre para mudar os hábitos alimentares.
A expectativa de vida, que girava em torno de 75 anos, caiu para 64.
Diante das filas intermináveis, uma médica do Centro Nacional de Diabetes desabafou à reportagem. "Me sinto como se estivesse me afogando".
Do hospital, a reportagem da BBC foi visitar uma família mórmon em que todos ─ marido, duas esposas e três filhas ─ têm diabetes.
Uma das meninas ficou doente aos 14 anos e por quase quatro anos uma ferida em sua perna não cicatrizou. Ela teve de amputar a perna, e este ano recebeu uma prótese da igreja que frequenta.
Apesar dos esforços do governo para tornar as pessoas mais conscientes dos riscos de diabetes e obesidade, ainda há um longo caminho a percorrer. Muitos dos habitantes da ilha ainda não parecem estar mudando seu estilo de vida ou dieta.
Reduzir o número de casos de diabetes vai levar gerações, dizem especialistas, e as coisas devem piorar antes de melhorar. 

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Fabricantes vão ao ataque para desovar estoque

 

A Caixa Econômica Federal anunciou na última semana, o 8º Salão Auto Caixa, que será realizado entre os dias 18 e 20 de junho em parceria com a Anfavea (fabricantes), a Fenabrave (concessionárias) e o Banco Pan. O evento deverá contar com a participação de aproximadamente mil concessionárias.
É mais uma das ações que o setor está realizando com o objetivo de minimizar a queda de vendas, que está em 20,6% até maio. O Festival do Consorciado Contemplado, que incentiva o dono da carta de crédito a comprar, não apresentou até agora resultados significativos. Individualmente, Chevrolet, Peugeot e Nissan, entre outras, colocaram campanhas nas ruas para atrair clientes, conforme você vai ver mais adiante.
O Salão Auto Caixa oferece condições especiais de financiamento para pessoas físicas, sendo que, dependendo do perfil do comprador, ele poderá parcelar o pagamento do valor do total do carro, portanto sem pagar nada de entrada.
Cada comprador terá o seu perfil analisado e diante disto receberá as condições especiais de compra. O evento também irá oferecer condições especiais para pessoas jurídicas e frotistas. A expectativa é que com o Salão Auto Caixa (que é realizado pela oitava vez) sejam vendidos cerca de 33 mil carros, com faturamento de mais de R$ 1 bilhão.
“O Salão surge em um momento importante para o mercado, pois, além da queda de vendas, o setor sofre com restrições na hora de aprovar o financiamento”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção.
A Chevrolet colocou na mídia esta semana uma ação agressiva para atrair o consumidor. A campanha “Milagre” oferece condições especiais para a compra, com o cliente escolhendo o valor da entrada e o número de parcelas. Para atenuar a falta de confiança do consumidor, a marca vai absorver quatro parcelas do financiamento caso o devedor seja demitido do emprego durante a vigência do contrato, num limite de R$ 1,5 mil por parcela.
A Peugeot, por sua vez, convida o consumidor a fazer um teste com o 208, confiando que, após a experiência, ele efetive a compra. Se a opção for a compra de um carro da concorrência, a Peugeot paga a quantia de R$ 500 ao consumidor.
E a Nissan inicia a campanha onde pagará 100% da tabela Fipe no carro usado dado como parte de pagamento na compra de um March ou um Versa, além de propostas como parcelamento em três anos “sem juros”.


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Descubra mitos e verdades sobre a barriga pós-parto

Luana Piovani causou furor na internet depois de exibir sua barriga pós-parto. A foto, que mostrava um visual chapado, na verdade enganava um pouquinho pelo ângulo. Em razão dos comentários da mídia, a artista logo se retratou e publicou outra imagem, mostrando que, de fato, ainda carregava um pouco dos sinais da gravidez no abdômen.
O caso gerou debate sobre a pressão estética que as mães de recém-nascidos passam para voltar a ter a silhueta que exibiam antes da gestação. Luana fez questão de comentar em suas redes sociais que já tinha perdido bastante peso depois do nascimento dos gêmeos Ben e Liz, mas que continuava com flacidez, uma cicatriz aparente e umbigo largo.
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Depois da polêmica, Luana Piovani postou foto mostrando os efeitos ainda visíveis da gravidez. Foto: Instagram, Reprodução

Mitos e verdades da barriga pós-parto

O assunto costuma ser uma preocupação para as novas mamães. Mas entender como funciona e o que pode ser feito para acelerar o processo de volta à forma auxilia na busca pelos resultados. O principal mito é que barriga nunca vai voltar ao que era antes.
Mas isso não depende apenas do momento pós-parto. Cuidar da pele e do peso durante a gravidez são indispensáveis para ficar em forma depois que o bebê nascer. No caso das estrias, é difícil a a eliminação completa. Isso não significa que, com cuidado e tratamento, elas não possam clarear e ficar praticamente imperceptíveis.
O segredo é que tudo exige paciência. Afinal, seu corpo passou por mudanças profundas e a recuperação completa pode ser lenta. Resta esperar e, enquanto isso, ajudar no processo. O importante é não ficar paranoica com o peso.

Dicas para lidar com a barriga pós-parto

É preciso ter em mente que vários fatores influenciam a velocidade em que seu corpo vai se recompor depois da gestação. Sua genética, por exemplo, é uma delas. Além disso, o peso adquirido na gravidez, a alimentação, os hábitos de amamentação e a facilidade de praticar exercícios conforme a recomendação médica também estão envolvidos.
As atividades físicas fazem parte do processo de perda da barriguinha. Um estudo publicado pela World Academy of Science, Engineering and Technology verificou que as mamães que começaram a fazer alguns abdominais depois de seis semanas após o parto fortaleceram a musculatura local e reduziram as medidas na região.
Mas antes de voltar para a academia ou para os exercícios de alto impacto, converse com seu médico sobre o que é adequado. Mulheres que tiveram parto normal poderão voltar a ativa muito mais cedo do que as que passaram por cirurgia.
A alimentação também é importante, mas nada de dietas radicais. Afinal você precisa de muitas vitaminas e nutrientes para alimentar o seu corpo e o do bebê, que precisa ser amamentado. A orientação de um nutricionista é muito bem-vinda para não errar na escolha.

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Técnica de radiestesia ajuda a atrair energia positiva


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Qualquer coisa que aumenta o sentimento de bem-estar é uma energia positiva. Há coisas óbvias, como aquilo que você come ou estar rodeado de amigos que deixam você feliz.
A lógica a seguir é simples: a quanto mais vibrações boas você estiver exposta durante o dia, mais saudável e feliz se sentirá. é que algumas técnicas também são capazes de ajudar nessa tarefa – é o caso da radiestesia, por exemplo.

Método pode ajudar a atrair boas energias

A radiestesia é o estudo dos raios e radiação que são emanados da matéria, tanto animada quanto inanimada. Para quem é seguidor da crença, esses elementos podem ser medidos através de instrumentos como os pêndulos, por exemplo.
Historicamente, essa técnica era utilizada para encontrar água, metais, objetos e minerais escondidos abaixo da terra. O problema, pelo menos para os mais céticos, é que vários estudos já colocaram as técnicas à prova e nenhum deles conseguiu sucesso.
Uma das pesquisas foi feita pela Sociedade para Investigação Científica de Paraciências da Alemanha, ainda em 1990. Os pesquisadores selecionaram 30 pessoas com supostas habilidades em radiestesia e enterraram canos cerca de 50 centímetros abaixo da terra.
O objetivo era identificar por quais deles a água poderia passar e ser controlada. Aqueles que tivessem êxito ganhariam um prêmio de US$ 10 mil, mas nenhum dos voluntários conseguiu.
Mas, independente dos resultados, há quem acredite que a radiestesia também é capaz de atrair boas energias. Os seguidores dessa técnica acreditam que ela oferece condições para identificar fluxos ruins e fluxos positivos de energia.

Como atrair energia positiva em sua vida

Há várias formas de atrair positividade em sua vida – e nem precisa ser um especialista em cheio de técnicas. Com algumas simples mudanças de hábitos, é possível mudar todo o campo de vibração que gravita no seu entorno. Veja algumas delas:
  • Meditação
Evite começar o dia com pensamentos e emoções dispersas. Sente-se numa posição relaxada e confortável e feche os olhos enquanto respira, a fim de sentir sua presença ou consciência no meio de emoções e pensamentos.
  • Bondade e generosidade
Dar ou doar para os outros sem esperar receber nada em troca é capaz de mudar sua perspectiva de pensar. Além disso, atos de bondade atraem energia positiva.
  • Gratidão
Tire algum tempo para apreciar as coisas boas em sua vida e expresse gratidão. Faça uma lista abrangente de tudo a que você é grato no dia a dia, incluindo aumento de vitalidade e boa saúde.
  • Orgânicos
Os alimentos vibram em frequências diferentes. Quando eles são cobertos com pesticidas e produtos químicos, normalmente deixam sua vibração mais baixa. Por isso, uma boa alternativa para atrair energia positiva é comer alimentos orgânicos de boa qualidade.
  • Organização
O ambiente tem um impacto muito grande sobre humor e sentimentos ao longo do dia. Quando as coisas estão num estado de desordem, há reflexos negativos. Logo, você deve garantir que seu espaço esteja sempre limpo e organizado, para mostrar que você aprecia e valoriza o que tem.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Por que os brasileiros preferem os médicos cubanos?



Das vaias à ovação: médicos cubanos ganham a preferência dos brasileiros. Entenda o que justifica a fama, os elogios e a grande procura de pacientes brasileiros por profissionais cubanos.

médicos cubanos brasil
 
 
Na unidade de Saúde da Família de Cajazeiras XI, manhã da última segunda-feira de agosto. Uma escada estreita leva ao pouco iluminado 1º andar, onde está um dos cômodos mais procurados no local: o consultório de número 5. A porta branca da sala, fechada até 2013, é aberta, desde então, muitas vezes ao dia. Observa-se, porém, um intervalo de tempo significativo entre um girar de maçaneta e outro. Neste ínterim de abre-fecha-abre-fecha, com quase nenhuma variação, a cena se repete: após a saída de um paciente, um homem pardo e de meia idade surge, sorridente, de prontuário na mão, para um sonoro anúncio de quem é que será o próximo a entrar. O nome de quem anuncia está em uma placa fixada na frente da porta: “Dr. Rafael – Médico”
A fila, do lado de fora da sala, é grande. À espera está a vendedora Eurides Silva, de 26 anos, que soube da boa fama do médico e resolveu tentar uma consulta com ele. Queria falar do seu problema na tireoide. Como não havia marcado previamente, esperou todos terminarem para ir pedir um atendimento extra a Rafael. E conseguiu. O médico parecia não se importar com os poucos minutos que faltavam para a hora do almoço. Com o mesmo sorriso, abriu a porta para Eurides e para, pelo menos, mais três outras pessoas que, certamente, não arredariam dali sem conseguir falar com ele. “Normalmente, eu tenho que ‘brecar’ e pedir às pessoas pra voltar depois”, afirma Elzanete Mangueira, gerente da unidade de saúde.
Elza, como é mais conhecida, não diz com um tom autoritário. A intromissão nos atendimentos do médico é cordial e é uma maneira de tentar poupá-lo de uma excessiva carga de trabalho, até porque, na unidade, há mais outros três médicos. “Aqui, temos uma cota para determinados atendimentos. Dr. Rafael, por exemplo, deveria atender por dia 14 pacientes e mais três ou quatro emergências, mas, se deixar, ele atende muito mais. Ele não atende pela agenda, mas pela necessidade do paciente. Ele não quer deixar voltar, mas a gente sabe que isso nem sempre é possível porque é humanamente impossível um médico atender a 20 ou 30 pessoas em um dia. Se deixar, ele atende”, completa a gerente.
O que justifica a fama e a grande procura pelo médico não são os atendimentos extras, mas o que acontece lá dentro da sala, quando a porta se fecha. Com a cadeira do paciente posta ao lado da mesa, Rafael cria um clima favorável à proximidade e à intimidade com quem o procura. Durante a consulta, ouve mais do que fala. Quer saber dos pacientes como é a alimentação, qual o histórico médico da família, qual o modo de vida que leva. Pega na mão, toca o rosto, examina minuciosamente. Na vez de Eurides, pegou um bloco de papel e uma caneta e desenhou a glândula da tireoide para mostrar à vendedora. Ele queria que ela entendesse o funcionamento do sistema endócrino e como o problema na tireoide se desenvolveu. Eurides entendeu direitinho e saiu encantada. “Os outros [médicos] nunca fizeram como ele”, declarou.
Dr. Rafael, de sobrenome Villa, é cubano. Chegou ao Brasil em 2013, junto à primeira turma que partiu de Cuba para a missão de integrar a etapa inicial do programa ‘Mais Médicos’, do Governo Federal brasileiro. A iniciativa surgiu diante do grande déficit de profissionais de medicina no país, com o objetivo de ampliar emergencialmente o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente nos rincões do Brasil, e investir na formação de novos profissionais. Naquele período, o Ministério da Saúde (MS) revelou que faltavam 54 mil médicos no Brasil. A média era de 1,8 profissionais para cada grupo de mil habitantes. Para efeitos comparativos, a média da Inglaterra era de 2,7 para mil, segundo o MS.
A recepção não foi boa. Rafael e os conterrâneos chegaram sob vaias e protestos, principalmente vindos de colegas, médicos brasileiros. Um dos episódios mais tensos aconteceu na chegada a Fortaleza (CE), quando um grupo dos profissionais locais chamou os cubanos de ‘escravos’ e ‘traidores’. Em Salvador (BA), onde Rafael desembarcou, a recepção foi calorosa, houve até um grupo de apoio, mas as notícias do que acontecia em outras cidades chegavam aos ouvidos de todos. “Foi algo muito ruim. Somos tão médicos como eles e não viemos aqui para tomar postos de trabalho. Viemos ajudar a todos, em função da precariedade da saúde brasileira, que está muito necessitada”, contou o cubano, ao lembrar da chegada.
A necessidade a que Rafael se refere era real na Unidade de Saúde da Família de Cajazeiras XI, localizada em uma das áreas mais carentes da capital baiana. Cajazeiras XI é um dos setores do bairro de Cajazeiras, que possui dimensões de uma cidade e é, por isso, considerado o maior conjunto habitacional da América Latina (AL). Em 2010, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) contou 60 mil habitantes – 100 mil quando se considera os 40 mil moradores dos setores de Fazenda Grande, que, quase sempre, são incluídos no conjunto de Cajazeiras. Pela grande população e pela distância do Centro de Salvador, a impressão que se tem é que a localidade possui uma vida independente em relação ao município. Era esquecida, dizem os moradores, ao lembrar que, até 2013, não existia médico nas unidades de saúde.
A cerca de 70km dali, uma outra comunidade tem uma história parecida para contar. São Sebastião do Passé é um município da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Lá, vivem 45 mil pessoas, segundo a última contagem do IBGE. Antes do ‘Mais Médicos’, a Unidade de Saúde da Família Péricles Rodrigues, na sede, funcionava sem atendimento médico. A mudança só aconteceu com a chegada de quatro médicos cubanos, enviados ao município para suprir a carência. São três homens e uma mulher. A única mulher do grupo é Yadira Giraudy, uma negra de cabelos ondulados e sorriso fácil, escalada para o trabalho da sede. Na comunidade, que é menor do que o bairro de Cajazeiras, a médica se tornou, ao longo desses dois anos, uma rainha.
Quem faz acreditar no título de majestade são os pacientes, que se derretem ao falar da médica cubana. Uma delas é Dona Maria Ionice Cerqueira, aposentada de 61 anos. Fez questão de falar à reportagem sobre a ‘doutora’, para quem não economiza nos elogios, mesmo recebendo ‘broncas’ dela, de vez em quando. É que Dona Maria Ionice às vezes descuida dos muitos problemas que possui: doença de chagas, osteoporose, colesterol alto, diabetes e quase-cegueira. “Sou acompanhada por ela e toda terça-feira eu estou aqui. Ela é muito boa, se preocupa muito com os pacientes. Além de examinar, ela escuta. Por causa do meu problema nas vistas, ela não deixa eu vir sozinha e nem quer que eu fique na rua sozinha. Só a preocupação dela…”, conta a aposentada, que teve a última frase interrompida pela própria emoção. Os depoimentos positivos sobre a médica se repetem na fila da unidade de saúde.
Mas o início não foi fácil para Yadira e Rafael. Além da tentativa de parte dos médicos brasileiros de criar uma imagem negativa dos profissionais estrangeiros junto à sociedade, os cubanos esbarraram, também, no português, pois a língua oficial de Cuba é o espanhol. “Quando cheguei, ninguém entendia nada. Tinha que falar muito devagar e muitos queixavam de que não entendiam a médica, mas, pouco a pouco, fui ganhando a confiança deles e melhorou muito. Hoje, me sinto muito bem com eles”, conta, aliviada, Yadira. No caso de Rafael, muitas vezes ele chegou a chamar os enfermeiros para que pudessem auxiliar na comunicação. Como português e espanhol são línguas parecidas, os dois médicos logo conseguiram desenvolver o ‘portunhol’ e os percalços com os diálogos diminuíram radicalmente.
Superadas as dificuldades iniciais, Yadira tratou de apresentar à população e à equipe da unidade de saúde algumas das características da medicina cubana que poria em prática: prevenção, humanismo e acompanhamento do paciente. De todas, a última surpreendeu mais. Duas das primeiras perguntas que a enfermeira brasileira Maria Juliete de Oliveira ouviu da médica foram: “Como são as visitas? Vamos fazer para todos os pacientes?” De queixo caído, a enfermeira tentou explicar que existiriam dificuldades pela grande quantidade de pacientes. Mas com a facilidade de estar e morar em uma comunidade menor – Rafael mora em um bairro diferente do que trabalha -, a médica insistiu e passou a fazer visitas às casas para conhecer e orientar os hábitos dos moradores, principalmente em relação à alimentação. Não dá para fazer visitar toda a comunidade, mas ela vai a todos aos grupos considerados prioritários pela equipe.
 
“Nós estamos vivendo, no país, um quadro em que se verifica que as condições de trabalho dos profissionais de saúde estão piores. Estamos com problemas diversos”, defendeu o presidente do Sindmed-BA. Durante as visitas às unidades de saúde, a reclamação identificada pela reportagem em relação às condições dos locais foi sobre o irregular recebimento de medicamentos. Yadira, por exemplo, contou que em São Sebastião do Passé chega a faltar remédios para doenças crônicas [como hipertensão e diabetes], em alguns períodos. A médica alerta para os riscos que a irregularidade causa porque o uso dos medicamentos não pode ser interrompido e grande parte dos pacientes, segundo ela, não pode comprar.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que “a maior parte dos medicamentos destinados ao tratamento de hipertensão de diabetes é de responsabilidade do próprio município. A Secretaria Municipal de Saúde é quem faz a aquisição”. A Secretaria de Saúde de São Sebastião do Passé foi contatada, mas, até o fechamento da reportagem, não apresentou um posicionamento. Sobre as críticas do presidente do Sindmed, a Sesab não se posicionou.https://www.magazinevoce.com.br/magazinehabanospoint/

Preferência nacional

As histórias de Rafael e Yadira, marcadas pela transformação das vaias iniciais em ovações, na Bahia, não são as únicas. Pelo menos é o que revelou uma recente pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre a relação dos brasileiros com os profissionais do ‘Mais Médicos’, em que os cubanos são a grande maioria (são 11.429 dos 14.462 médicos participantes do programa). Feito em 700 municípios, entre novembro e dezembro do ano passado, o levantamento ouviu 14 mil pessoas, que deram, na média, a nota 9 ao atendimento oferecido pelos cubanos nas unidades públicas de saúde (55% dos entrevistados deram a nota 10). Outros 87% elogiaram a atenção e a qualidade do atendimento; 77% garantiram que tiveram uma boa comunicação com os profissionais estrangeiros.
Na Bahia, são cerca de 1.363 médicos em atuação pelo programa federal. Um relatório inédito da Secretaria Estadual de Saúde, a Sesab, apontou uma relação entre o aumento do número de médicos no estado, através do ‘Mais Médicos’, e uma melhora significativa dos índices de qualidade de vida dos baianos. Segundo o documento, de 2013 para 2014, houve uma redução da taxa de mortalidade infantil (de 16,35% para 15,39), de internações motivadas por condições relativas à atenção básica (de 42,02% para 40,90%), por Acidente Vascular Cerebral, o AVC, em pacientes de 30 a 59 anos (de 6,93% para 5,29%) e por diabetes e suas complicações (de 7,0% para 6,0%). Houve, ainda, um amento do número de bebês nascidos vivos de mães que fizeram sete ou mais consultas de pré-natal, durante a gravidez (de 46,97% para 50,83%).
Os profissionais do ‘Mais Médicos’ estão, segundo o MS, em 4058 dos 5570 municípios brasileiros, o que representa uma cobertura de 73% do território nacional. Entre os locais de atuação, estão 34 distritos indígenas. A estimativa é de que, hoje, 134 milhões de pessoas estejam sendo atendidas por médicos do programa. A presença de médicos fixos nas comunidades é estratégica, segundo o Ministério, porque, como a atenção básica é a porta de entrada dos que procuram atendimento médico, 80% dos casos que chegam às unidades são resolvidos no próprio local, sem que seja preciso o deslocamento e sem que haja a superlotação de unidades de atendimentos mais complexos.
“Antes [do ‘Mais Médicos’], não tínhamos a possibilidade de garantir a cerca de 63 milhões de brasileiros o acesso à atenção primária na saúde. Com o Mais Médicos, que conta com a cooperação da OPAs [Organização Pan-Americana da Saúde], nós temos efetivamente garantido a cada brasileiro o direito de uma atenção primária qualificada. Por meio do Programa, conseguimos levar profissionais onde vivem as pessoas com maior vulnerabilidade, nas periferias das grandes cidades brasileiras, nos quilombolas, assentamentos rurais, aldeias indígenas, na floresta amazônica, onde os brasileiros precisam de médicos”, disse o ministro Arthur Chioro, através da página do Ministério da Saúde na internet.
As principais vozes contrárias ao programa ‘Mais Médicos’ são das entidades que representam a classe médica. Desde 2013, elas têm defendido que a iniciativa não iria resolver o profundo problema da saúde no Brasil. Na Bahia, o presidente do Sindicato dos Médicos (Sindmed), Francisco Magalhães, foi procurado para comentar a pesquisa divulgada pela UFMG. Magalhães disse que estava sendo informado da pesquisa pela reportagem, mas que, mesmo sem um conhecimento prévio, refutava a metodologia e os resultados obtidos pelo levantamento da Universidade mineira.

 Universidade de Havana, em Cuba

Missões cubanas


Os cubanos chamam as emissões de médicos para outros países de missões. A cônsul de Cuba no Nordeste do Brasil, Laura Pujol, explica que a iniciativa é antiga e consegue traduzir o espírito da ilha localizada na América Central. “Não é uma questão recente, mas algo que se estende na História. Desde os anos de 1960 nós enviamos para onde precisa da nossa ajuda solidária. Isso tem a ver com princípios e com a formação que nós temos, de entender que a solidariedade é uma pedra fundamental de nossa cultura. Para nós, não é dar o que sobra, mas compartilhar o que se tem”, afirmou a cônsul. Mais de 128 países já receberam médicos de Cuba e, atualmente, há mais de 68 mil médicos prestando serviços pelo mundo. Além do Brasil, outros países que receberam grandes missões cubanas foram Afeganistão, Venezuela e diversos países do continente africano, segundo o consulado. Antes de virem para o Brasil, Rafael e Yadira participaram de outras missões. Os dois estiveram na Venezuela e em Honduras.
O Consulado Regional de Cuba está instalado em Salvador e realiza um trabalho de acompanhamento das condições de vida e trabalho dos médicos em toda a região Nordeste do Brasil. De acordo com Laura, são feitas de 15 a 20 visitas por mês aos municípios pelos próprios cônsules – além dela, há mais dois. Como a demanda é grande e a equipe não consegue estar em todas as localidades, o consulado resolveu promover, além das visitas, encontros dos médicos que atuam nas mesmas regiões. Nas ocasiões, que são celebrações com elementos da cultura cubana, os cônsules aproveitam para fazer os levantamentos sobre a vida nos municípios. “Queremos que eles sintam que o nosso governo está preocupado e está ali para qualquer situação que eles precisarem”, explicou Laura.
Para viabilizar o ‘Mais Médicos’, o Governo federal conta com parcerias dos estados e municípios. Ao município, cabe garantir a permanência dos médicos instalados nas comunidades, oferecendo, por exemplo, moradia, alimentação e transporte. Durante as entrevistas, Rafael e Yadira não reclamaram das condições oferecidas pelas prefeituras, mas foi possível observar que elas poderiam ser melhores. Maria Juliete, a enfermeira da unidade São Sebastião do Passé, contou que Yadira já reclamou de ter que dividir uma pequena casa com os outros três médicos conterrâneos. A casa alugada para Rafael pela Prefeitura de Salvador fica em Itapuã, um bairro distante de onde ele trabalha. Ele mora com a esposa, Gaya, também médica de Cuba, que trabalha na mesma unidade – e, assim como ele, é bastante concorrida. O casal vai e volta de ônibus, enfrentando engarrafamentos no trajeto, que chega a ser feito em até 1 hora. Se morassem na própria Cajazeiras XI, a qualidade de vida, certamente, seria outra.
A permanência dos médicos estrangeiros no programa é, em média, de três anos. Como já estão no Brasil desde o início, há mais de dois anos, a partida já está se aproximando. Rafael e Yadira, embora se sintam bem acolhidos, não veem a hora de matar a saudade da família que ficou em Cuba – ambos possuem filhos. A equipe de saúde das unidades em que eles trabalham preveem que a falta será grande, proporcional ao legado que os cubanos deixarão. As equipes garantem que vão seguir com os ensinamentos recebidos, principalmente os relacionados à prevenção. Difícil será, certamente, a partida dos médicos para as comunidades. Quando questionados sobre isso, os pacientes preferem nem pensar. Foram cativados e esse pode ter sido o grande erro dos cubanos durante a missão. Como ensina a história do ‘Pequeno Príncipe’, mundialmente conhecida: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

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domingo, 17 de janeiro de 2016

EUA impõem novas sanções ao Irã

Departamento de Tesouro dos Estados Unidos, em Washington DC

Um dia após revogar sanções relacionadas ao programa nuclear do país, EUA impõem restrições ligadas a programa de mísseis balísticos.

Um total de 11 entidades e indivíduos, incluindo seis cidadãos iranianos e um chinês, foram sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por causa de seu envolvimento no teste de mísseis terra-terra Emad (Pillar), realizado pelo Irã em novembro, violando uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Segundo comunicado do Departamento do Tesouro, as sanções incluem a proibição de qualquer transação financeira e o congelamento de bens e propriedades nos Estados Unidos.
“Os Estados Unidos irão vigorosamente aplicar sanções contra atividades iranianas fora do Plano de Ação Conjunto — inclusive aquelas relacionadas ao apoio iraniano ao terrorismo, à desestabilização ragional, aos abusos de direitos humanos e ao programa de mísseis balísticos”, declara Adam J. Szubin, da Secretaria para Terrorismo e Inteligência Financeira dos EUA.
Em novembro, veículos de imprensa noticiaram que o Irã testou um míssil terra-terra Emad (Pillar) em novembro, violando uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.
No sábado, os EUA revogaram as sanções relacionadas ao programa nuclear iraniano após a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) verificar o cumprimento do acordo nuclear firmado em julho do ano passado.


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