quinta-feira, 21 de abril de 2016

Lei da Uber deve abrir vagas para 12 mil carros

App uber

A gestão Fernando Haddad (PT) estuda liberar até 12 mil carros para transporte individual de passageiros nas ruas de São Paulo. Segundo estimativas da gestão Fernando Haddad (PT), essas 'licenças' para uso legal do viário urbano serão divididas entre condutores da Uber e demais aplicativos e taxistas. A meta é alcançar 50 mil veículos no serviço e, a médio prazo, reduzir o porcentual de viagens por carro particular.

Segundo Ciro Biderman, diretor da SP Negócios, é possível que metade dessas licenças seja dada aos taxistas, por meio de alvarás permanentes. A categoria tem oferecido resistência ao projeto de lei em desenvolvimento pela gestão Haddad e pelo vereador José Police Neto (PSD) para regulamentar os aplicativos. O sorteio de novos alvarás seria, portanto, uma forma de apaziguar os ânimos.

Outra forma de valorizar os 38 mil taxistas da cidade é assegurar que veículos da Uber e demais aplicativos não obtenham aval para rodar por faixas exclusivas e corredores de ônibus. Essa vantagem, dizem os taxistas, é a única que sobrou.

Biderman afirma que a regra não vai mudar. "Os taxistas estão hoje no pior dos mundos. Sem regulação, a Uber está operando sem limites. Alguns taxistas, aos poucos, estão entendendo isso. É normal a resistência no começo, a história diz isso", afirma. Ele defende o modelo de venda de créditos para uso do viário. Pela proposta, só poderão atuar na capital empresas que se cadastrarem e pagarem por quilômetro rodado.

A gestão Haddad afirma que essa regulação pretendida por meio de lei possibilita à cidade organizar e controlar melhor o tráfego de veículos, especialmente nos horários de pico. Se aprovada, a ideia é incentivar o transporte individual em regiões periféricas, fora do pico e com veículos que levem mais de um passageiro. Nesses casos, o crédito será mais barato.

Leilão

Biderman afirma que a ideia de vender créditos por leilão foi descartada pela Prefeitura. A proposta agora é cobrar pelo uso do viário depois de realizadas as viagens. "Vamos calcular quantos quilômetros foram usados no dia seguinte e emitir um boleto com prazo de três dias para pagamento."

A nova regra deve fazer com que as viagens de Uber fiquem mais caras em São Paulo. O porcentual, no entanto, vai variar de acordo com a margem de lucro determinada pela empresa. Se aceitar cobrar menos do motorista, reduzindo assim seu lucro, o aumento pode ser pequeno. Hoje, andar de Uber pode custar até metade do preço cobrado pelos táxis.

Com a lei em vigor, a Prefeitura espera aumentar a competitividade entre as empresas. Se a Câmara aprovar a proposta de regulamentação dos aplicativos - são necessários votos favoráveis de 28 dos 55 vereadores -, a expectativa é de que outra multinacional americana, a Lyft, passe a operar no Município.

 

Denúncia contra dono do Safra é aceita

Joseph Safra

  A Justiça Federal aceitou denúncia contra o dono do Grupo Safra, Joseph Yacoub Safra, e mais cinco pessoas por suposto envolvimento em esquema de "compra" de decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - espécie de tribunal que avalia débitos de contribuintes com a Receita Federal. Eles passam agora à condição de réus e responderão a ação penal que discute sua participação em crimes de corrupção e falsidade ideológica.

Em decisão assinada no dia 14, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara em Brasília, justificou que a denúncia atende aos requisitos legais, descrevendo de modo claro e objetivo os fatos imputados a cada acusado, "não se tratando de hipótese de indeferimento da peça".

"Está demonstrada a plausibilidade das alegações contidas na denúncia em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por criminosos e as descrições das condutas em correspondência aos documentos constantes inquérito policial, havendo prova da materialidade e indícios da autoria delitiva", escreveu.

Segundo na lista dos homens mais ricos do Brasil, publicada pela revista Forbes, o dono do Safra pediu para ser excluído da ação por "ausência de justa causa". Contudo, o magistrado entendeu que este não é o momento adequado para análise de resposta à acusação e, sim, após o recebimento da denúncia, quando a defesa do empresário poderá apresentar os argumentos que entender pertinentes.

O juiz determinou a notificação dos réus para apresentarem alegações e documentos, além de indicar testemunhas.

Conforme a denúncia da Procuradoria da República no Distrito Federal, Lutero Fernandes do Nascimento e Eduardo Cerqueira Leite, servidores da Receita, e dois ex-funcionários do Fisco, Jorge Victor Rodrigues e Jeferson Ribeiro Salazar, teriam pedido propina de R$ 15,3 milhões para conseguir decisões favoráveis com os conselheiros do Carf.

A JS Administração de Recursos - sociedade empresarial do Grupo Safra - tinha três processos em curso no órgão, pelos quais questionava a cobrança de R$ 1,8 bilhão em tributos. O suposto pagamento de suborno teria sido negociado por João Inácio Puga, diretor da JS.

Os procuradores sustentam que, embora não tenha tratado diretamente com os "intermediários" do esquema, Safra tinha conhecimento das irregularidades. Eles argumentam que em pelo menos três conversas, interceptadas com autorização da Justiça, fica claro que Puga se reportava ao superior.

Além disso, alegam os procuradores, os processos em andamento envolvem valores que representam mais de 40% do capital do grupo, estimado em R$ 4,3 bilhões. "Um mero diretor não poderia, como realmente não o fez, tomar as decisões que envolviam dívidas correspondentes a 41,26% do capital social."

Outro lado. Em nota enviada ao Estado, a JS informou serem infundadas as suspeitas levantadas pelo Ministério Público Federal. A empresa sustentou que "nenhum" de seus representantes "ofereceu vantagem para qualquer funcionário público". "A JS não recebeu nenhum tipo de benefício no Carf. Portanto, não há justa causa para o processo", acrescentou. O advogado de Lutero, Délio Lins e Silva, disse que seu cliente não participou de irregularidade e que, oportunamente, sua defesa será apresentada nos autos.

Renato Vieira, que representa Eduardo Cerqueira, afirmou que as alegações não são verdadeiras e que o provará ao longo do processo. A defesa de Salazar não retornou o contato do Estado. Em outra ocasião, os advogados dele "refutaram" a acusação de que teria participado de qualquer oferta ou pagamento de propina. Jorge Victor não foi localizado.

1 em 5 cidades tem casos graves de H1N1

Enfermeira prepara vacina contra gripe H1N1, dia 20/11/2009

 Pelo menos 121 das 645 cidades paulistas já registraram casos graves de H1N1, segundo boletim divulgado ontem pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo com detalhes sobre o perfil das vítimas da gripe. O documento revela ainda que metade dos 91 mortos pela doença neste ano viviam na capital ou nas cidades da região metropolitana.

O Estado é o mais afetado pelo surto antecipado de gripe que atinge o País. De janeiro até 12 de abril, o Brasil já registrou 1.012 casos graves de H1N1, chamados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro que exige internação do paciente. Desse total, 715 (70%) pacientes foram infectados em território paulista. São Paulo também responde pelo maior número de mortes: 59% de um total de 153 registradas em todos os Estados brasileiros.

O boletim da secretaria estadual mostra que grande parte dos casos e mortes está concentrada em duas regiões do Estado: Grande São Paulo e noroeste paulista. O balanço não traz o número de vítimas por município, mas é possível ver pelo mapa apresentado no informe que a maioria dos óbitos no interior aconteceu na região de São José do Rio Preto.

O diagnóstico fez com que a secretaria antecipasse a campanha de vacinação contra a gripe nessas regiões. A imunização foi iniciada no fim de março em 67 municípios da área de Rio Preto e no dia 4 de abril na capital e na Grande São Paulo, onde 47 pessoas já morreram.

No interior, novas mortes possivelmente associadas ao H1N1 são registradas todos os dias. Somente ontem, foram notificados sete óbitos suspeitos pela doença. Dois deles foram registrados em Americana, região de Campinas.

A cidade já tem um óbito confirmado pelo vírus e investiga outros dois, ocorridos anteriormente. Em Indaiatuba, na mesma região, a morte suspeita é de um idoso de 81 anos, que tinha doenças crônicas. É a primeira vítima por H1N1 na cidade, que investiga 16 casos suspeitos da doença.

Também foram notificadas como suspeitas da gripe as mortes de duas mulheres, de 34 e 69 anos, em Araras. A prefeitura enviou amostras ao Instituto Adolfo Lutz para confirmar a infecção pelo vírus. Outro caso suspeito foi registrado em Mococa - a vítima, do sexo masculino, apresentou quadro de pneumonia aguda. Um homem de 51 anos morreu com suspeita de infecção pela gripe em São Carlos. O resultado do exame sai em 30 dias.

Perfil

Em todo o Estado, a faixa etária com o maior número de casos de SRAG por H1N1 foi a de 25 a 44 anos, segundo o boletim. Entre os mortos pela doença, a faixa de idade mais acometida foi a de 45 a 59 anos.

Cerca de 71% dos mortos tinham alguma doença crônica e 54% eram mulheres. As doenças mais presentes entre as vítimas eram diabete, problemas cardíacos e obesidade. Três gestantes morreram, além de uma mulher que havia dado à luz há menos de 45 dias. Todos esses grupos, assim como idosos e crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, são considerados mais vulneráveis para as complicações da doença e podem vacinar-se gratuitamente na rede pública.

Pelo menos 80% dos mortos chegaram a tomar o antiviral Tamiflu, mas o início do tratamento ocorreu, em média, cinco dias depois dos primeiros sintomas - o recomendado é que isso ocorra em até 48 horas.

BCE mantém taxa de juros em 0% para impulsionar inflação

Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt, dia 5/04/2011

 O Banco Central Europeu (BCE) informou nesta quinta-feira que decidiu manter sua taxa básica de juros em 0%, para impulsionar a inflação.

Além disso o BCE também decidiu não alterar a taxa de juros da facilidade marginal de crédito, à qual empresta o dinheiro a um dia, em 0,25%.

Também manteve a taxa de juros para os depósitos dos bancos a um dia em -0,40%.

O BCE disse que já começou a ampliar as compras de dívida pública e privada da região do euro até uma quantidade mensal de 80 bilhões de euros mensais.

Agora o BCE se centra "na implementação das medidas adicionais de política monetária aprovadas em março", acrescentou a entidade monetária.

O presidente do BCE, Mario Draghi, dará detalhes das deliberações do conselho de governo em entrevista coletiva em Frankfurt a partir das 12h30 GMT.

"Por um lado, é possível que Draghi reafirme que as taxas de juros podem cair mais caso seja necessário e, por outro lado, que reconheça que a queda das taxas não é ilimitada", consideram os analistas da UniCredit.

Também não preveem que a reunião do Conselho do BCE vá ter hoje um grande impacto na cotação do euro em relação ao dólar.

Morador de Cabrobó, em PE, leva R$ 92,3 milhões da Mega-Sena

Apostador preenchendo um bilhete da Mega-Sena

 Um único apostador, morador de Cabrobó, no interior de Pernambuco, levou a bolada de R$ 92,3 milhões acumulada da Mega-Sena.

As dezenas sorteadas na noite de ontem, quarta-feira, dia 20, foram 01, 10, 25, 43, 50 e 56.

Por ter final zero, o concurso 1810 ainda concedeu um adicional de 22% do total do prêmio ao ganhador – o mesmo acontece a cada final cinco.

Para ter uma ideia do quanto ele teve sorte, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário com uma aposta simples, com seis dezenas e preço de R$ 3,50, e sozinho é de 1 em 50.063.860.

Segundo a Caixa Econômica Federal, se o valor do prêmio for aplicado na poupança rendimento será de mais de R$ 646.000 por mês. Também é o suficiente para comprar uma frota de 600 carros de luxo.

Além do novo milionário, o concurso contou com 266 apostas ganhadoras na quina, cada uma levou R$ 22.369,76. A quadra teve 14.324 vencedores e cada uma levou R$ 593,44.

A estimativa de prêmio deste sábado, dia 23, é de R$ 2,5 milhões.

Opep volta a discutir congelamento da produção de petróleo

Poço de petróleo

 A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode voltar a conversar sobre congelar a produção de petróleo na próxima reunião de junho, disse o secretário-geral da Opep, Abdallah Salem el-Badri, nesta quinta-feira.

Ele enfatizou que a Opep "continua viva" como uma força no mercado de petróleo e que as discussões sobre o limite na produção mundial serão um tópico de debate no dia 2 de junho, quando os ministros de energia das 13 nações membros do grupo se reunirão em Viena.

Badri contou que Gabão, um país do oeste africano, solicitou sua entrada na Opep. Com uma produção de 240 mil barris de petróleo por dia, Gabão pode tornar-se o menor país admitido na entidade.

Para Badri, a relação oferta e demanda de petróleo deve se estabilizar em 2017. Fonte: Dow Jones Newswires.

Capa da Economist tem Cristo Redentor pedindo socorro

Capa The Economist 23/04/16

Após a mais famosa estátua do Rio de Janeiro simbolizar a decolagem e depois a derrocada do Brasil, agora é a vez de o Cristo Redentor pedir socorro na capa da nova edição da revista The Economist. A publicação britânica traz a imagem do Cristo segurando um cartaz com a inscrição "SOS".

Em editorial, a revista diz que a presidente Dilma Rousseff tem responsabilidade sobre o fracasso econômico, mas que os que trabalham para tirá-la do cargo "são, em muitos aspectos, piores" e cita Eduardo Cunha como exemplo. "No curto prazo, o impeachment não vai resolver isso". Por isso, a revista defende novas eleições gerais.

O editorial diz que "Dilma Rousseff levou o País para baixo, mas toda a classe política também". "O fracasso não foi feito apenas pela senhora Rousseff. Toda a classe política tem levado o País para baixo através de uma combinação de negligência e corrupção. Os líderes do Brasil não ganharão o respeito de volta de seus cidadãos ou superarão os problemas econômicos a não ser que haja uma limpeza completa".

A revista diz que Dilma tem responsabilidade sobre a situação porque houve incompetência do atual governo na condução da economia, o Partido dos Trabalhadores se envolveu no esquema de corrupção da Petrobras e a presidente tentou proteger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das investigações. As acusações contra a presidente, porém, são relativizadas quando comparadas com as existentes contra os nomes que lideram o processo de impeachment.

"O que é alarmante é que aqueles que estão trabalhando para o seu afastamento são, em muitos aspectos, piores", cita o editorial que lembra que o vice-presidente Michel Temer é filiado ao PMDB. "O PMDB também está perdidamente comprometido. Um dos seus líderes é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que presidiu o espetáculo do impeachment de seis horas no domingo. Ele é acusado pelo Tribunal Superior Federal de aceitar suborno da Petrobras", diz a revista.

Para a Economist, "não há maneiras rápidas" de resolver a situação. As raízes dos problemas políticos viriam, segundo a revista, da economia baseada no trabalho escravo do século XIX, a ditadura do século XX e o sistema eleitoral em vigor. "No curto prazo, impeachment não vai consertar isso", diz a revista.

O editorial diz que a acusação da manipulação contábil de Dilma parece "tão pequena que apenas um punhado de deputados se preocupou em mencionar isso em seus dez segundos" na votação. A revista avalia que, se Dilma for deposta por uma razão técnica, "o senhor Temer vai lutar para ser visto como um presidente legítimo pela grande maioria dos brasileiros que ainda apoiam a senhora Rousseff".

Por isso, a revista defende que uma maneira de contornar a situação seria a realização de novas eleições que elegeriam um presidente com apoio popular para executar reformas. "Os eleitores também merecem uma chance de se livrar de todo o Congresso infestado de corrupção. Apenas novos líderes e novos legisladores podem realizar as reformas fundamentais que o Brasil necessita", diz a revista.

A revista reconhece, porém, que o caminho para novas eleições não é fácil no Congresso. "Assim, há uma boa chance de que o Brasil ser condenado à confusão sob a atual geração de políticos desacreditados. Os eleitores não devem se esquecer deste momento. Porque, no fim, eles terão a chance de ir às urnas - e devem usá-la para votar em algo melhor".

 

Dilma viaja para EUA e Temer fica como presidente interino

Dilma Rousseff viaja para os Estados Unidos. Em 21/04/16

  Na manhã desta quinta-feira, 21, a presidente Dilma Rousseff viajou para os Estados Unidos, onde vai assinar o Acordo de Paris sobre o clima, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Será a primeira vez que o vice-presidente Michel Temer assume a presidência da República interinamente, desde a votação favorável ao impeachment da presidente no Congresso Nacional. 

Às 6h, Dilma pedalou no entorno do Alvorada e embarcou em por volta das 9h, acompanhada por um grupo de 40 mulheres, que foram prestar apoio à presidente.

Assessores do Planalto afirmam que Dilma aproveitará o discurso na ONU, previsto para às 9h40 desta sexta-feira, no horário de Brasília, para "denunciar o golpe".

Ela também deve conceder duas entrevistas à mídia estrangeira, em Nova York.

Enquanto isso...

Temer, que tem sido chamado de “traidor” por aliados de Dilma, permaneceu em São Paulo em vez de ir para Brasília.

Nesta manhã, manifestantes do movimento Levante Popular da Juventude fizeram um ato em frente à casa dele, no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

Carregando cartazes com imagens de Temer, instrumentos musicais, coreografias e gritos de “Não vai ter golpe”, os manifestantes protestaram entre as 08h e as 09h da manhã.

Juiz Moro é único brasileiro na lista de influentes da Time

O juiz Sergio Moro

O juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, foi eleito pela revista americana Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, ao lado de líderes com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o CEO da Apple, Tim Cook, e a cantora Adele.

O magistrado é o único brasileiro mencionado neste ano. Em 2015, a revista havia incluído na lista o empresário Jorge Paulo Lemann e o surfista Gabriel Medina. Em 2014 também não havia nenhum brasileiro, mas foram citados os presidentes do Chile, Michelle Bachelet, e da Venezuela, Nicolás Maduro, e o então presidente uruguaio Pepe Mujica. Em 2013 foram eleitos o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e o chef de cozinha Alex Atala.

 

Instituto Vladimir Herzog pede punição de Bolsonaro

O deputado Jair Bolsonaro

 O Instituto Vladimir Herzog afirmou nesta quarta-feira, 20, em nota, que os deputados federais devem expulsar de seu convívio Jair Bolsonaro (PSC-RJ). No domingo, 17, o parlamentar, durante votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara, exaltou a ditadura militar e a memória do coronel reformado Carlos Brilhante Ustra, morto no ano passado e que foi chefe do Doi-Codi de São Paulo, um dos mais sangrentos centros de tortura do regime militar.

"Aos deputados federais - todos eles, de todos os partidos, seja qual for o lado em que estiveram na votação do último domingo - incumbe expulsar de seu convívio, imediatamente, uma figura abjeta como essa, que faz a apologia do crime covarde que é a tortura", afirmou o Instituto.

Ustra comandou o Doi-codi entre 1971 e 1974. Nos últimos anos, procuradores da República em São Paulo vinham tentando processá-lo por tortura e morte de vários militantes que foram encarcerados nas dependências daquela unidade militar do antigo II Exército em São Paulo. Há sete anos, Ustra é declarado torturador pela Justiça, após decisão do TJ de São Paulo.

Durante a votação do impeachment, Bolsonaro disse. "Perderam em' 1964, perderam agora em 2016. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim."

Na nota, a entidade manifestou sua indignação contra essa abominável pregação.

"Nossa Constituição é plena de razões explícitas, desde seus Princípios Fundamentais, para se impedir que Jair Bolsonaro continue a ofender e envergonhar o Brasil com sua apologia à tortura por agentes do Estado e incitação ao crime, em plena Câmara dos Deputados - pelo que deveria inclusive ser responsabilizado criminalmente", sustentou o Instituto.

Desde domingo, parte da sociedade e diversas entidades têm se manifestado contra as declarações de Jair Bolsonaro.

O procurador-geral da República Rodrigo Janot vai investigar o deputado. A iniciativa da Procuradoria-Geral da República foi divulgada nesta quarta-feira, 20 e é uma resposta as 17.853 manifestações da população questionando a conduta do parlamentar recebidas pela Procuradoria nos últimos dias.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil informou também na quarta-feira que repudia de forma veemente as declarações do deputado. A nota do Conselho é subscrita pelo presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, e pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, Everaldo Bezerra Patriota.

"Não é aceitável que figuras públicas, no exercício de um poder delegado pelo povo, se utilizem da imunidade parlamentar para fazer esse tipo de manifestação num claro desrespeito aos direitos humanos e ao Estado Democrático de Direito", afirmou o Conselho da maior entidade da advocacia do País.

Na terça-feira, 19, o presidente da seccional da OAB no Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz, afirmou que a Seccional recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, se necessário, à Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, para pedir a cassação do mandato de Jair Bolsonaro. 

A íntegra da nota

Nossa Constituição é plena de razões explícitas, desde seus Princípios Fundamentais, para se impedir que Jair Bolsonaro continue a ofender e envergonhar o Brasil com sua apologia à tortura por agentes do Estado e incitação ao crime, em plena Câmara dos Deputados - pelo que deveria inclusive ser responsabilizado criminalmente.

Falta de decoro parlamentar é o mínimo que se lhe pode imputar, como explicita o artigo 55, item II: "Perderá o mandato o deputado ou senador cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar".

Aos deputados federais - todos eles, de todos os partidos, seja qual for o lado em que estiveram na votação do último domingo - incumbe expulsar de seu convívio, imediatamente, uma figura abjeta como essa, que faz a apologia do crime covarde que é a tortura.

O Instituto Vladimir Herzog, pela decisão unânime de seus conselheiros, manifesta sua indignação contra essa abominável pregação pelo mais vil aspecto de qualquer ditadura, já por si execrável. Conclamamos todos os cidadãos que, como nós, exaltam a democracia como valor fundamental a pressionarem os deputados federais, o STF - guardião da Constituição - todos, enfim, a livrar nosso Congresso dessa figura ignóbil que se jacta publicamente de ser criminosa

OAS diz que credores assumirão participação na Invepar

Logo OAS

A OAS, grupo de engenharia em recuperação judicial que é investigado pela operação Lava Jato, informou nesta quinta-feira que seus credores assumirão a participação da empresa na Invepar, de 24,48 por cento.

Segundo a OAS, foi encerrado em 20 de abril o prazo de 30 dias para que Petros, Previ e Funcef -- outros sócios da Invepar-- exercessem o direito de preferência pelas ações.

"Os fundos de pensão sócios da OAS na Invepar optaram por não exercer tal direito", disse o grupo de engenharia.

"As ações da OAS serão transferidas para a SPE Credores, organização societária a ser criada para assumir o controle da participação da fatia detida na Invepar. O prazo para essa transferência, conforme prevê o plano de recuperação, se encerra no próximo 31 de maio", disse a OAS. A Invepar atua no segmento de infraestrutura em transportes no Brasil e no exterior. Entre outros ativos, a empresa tem participação no aeroporto de Guarulhos (SP) e no metrô do Rio de Janeiro.

Desabamento de ciclovia deixa pelo menos 2 mortos no Rio

Ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro

 Um trecho da ciclovia Tim Maia, que liga dos bairros de São Conrado e Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, desabou na manhã desta quinta-feira, deixando, pelo menos dois mortos, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros da cidade.

Inaugurada em 17 de janeiro deste ano e considerada uma obra de infraestrutura visando os Jogos Olímpicos, a ciclovia margeia a Avenida Niemeyer. A pista suspensa está a 50 metros de altura do mar, e acima de um paredão de pedras.

De acordo com as primeiras informações, cinco pessoas estavam passando no trecho que caiu. Duas delas, a princípio dois homens, morreram, e três outras ficaram feridas. As equipe de resgate, no entanto, ainda investiga a existência de um desaparecido.

A nova ciclovia tem 3,9 quilômetros de extensão e custou R$ 45 milhões. Uma extensão, de São Conrado até a Barra da Tijuca ainda seria construído.

Líder do MST-MG prevê invasões em caso de impeachmen

Manifestação do MST

 O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em Minas Gerais vai invadir fazendas e interromper tráfego de rodovias em todo o Brasil caso o impeachment de Dilma Rousseff (PT) seja aprovado no Senado e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assuma o mandato.

A informação é do coordenador MST em Minas, Enio Bohmenberger, que esteve nesta quinta-feira, 21, em Ouro Preto para acompanhar a entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto.

Segundo o líder do movimento, em Minas Gerais já foram escolhidas as fazendas que serão invadidas em caso de impeachment. Bohmenberger não acredita, porém, que a saída da presidente do governo já esteja consolidada. "Tudo vai depender da movimentação que acontecer nas ruas", afirmou. Integrantes do MST foram colocados na maior parte das cerca de 500 cadeiras reservadas à população para acompanhar a entrega da medalha em Ouro Preto. O ex-presidente do Uruguai José Mujica foi o orador da cerimônia.

Cerimônia

Depois de anunciar, em 2015, a reabertura da Praça Tiradentes para moradores e turistas na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), voltou este ano a restringir o acesso à área. Nesta quinta, até mesmo quem tentava passar pela praça para chegar a pousadas e residências era abordado por policiais militares e orientado a desviar da região. O acesso era feito somente com credenciais.

Cerca de 500 cadeiras foram colocadas para quem quisesse acompanhar a cerimônia a partir de uma área também com acesso controlado pela Polícia Militar. Durante as gestões de Aécio Neves (PSDB) e Antônio Anastasia (PSDB), sistema semelhante foi adotado para a cerimônia.

No ano passado, o governador Pimentel foi vaiado principalmente por professores que protestavam por aumento de salário. Morador de Ouro Preto há 18 anos, o artesão Agostinho Ferreiro da Silva, 49 anos, reclamou do esquema adotado por Pimentel e seus antecessores. "Atrapalha muito. Fica tudo parado até o fim da tarde", disse. Agostinho trabalha em uma feira próxima à praça. "Acho que fazem isso por medo de manifestações", diz o artesão.

Pimentel vem sendo alvo de protestos em Belo Horizonte desde que começou a ser investigado pela Polícia Federal dentro da Operação Acrônimo, deflagrada por suspeita de que o governador tenha recebido vantagens indevidas durante a campanha eleitoral de 2014.

Monarquia britânica tem valor estimado de US$ 84 bi

Família real no aniversário da rainha Elizabeth 

O valor estimado da monarquia britânica é de cerca de 84 bilhões de dólares, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira, no mesmo dia em que a rainha Elizabeth celebrou seu 90º aniversário.

A consultoria Brand Finance estima uma cifra total de 58,4 bilhões de libras, valor que inclui 21 bilhões de libras de ativos tangíveis, como o tesouro da Coleção Real e propriedades privadas, e 37,4 bilhões de libras de ativos intangíveis, ou seja, a contribuição de longo prazo da monarquia para a economia britânica.

De acordo com o estudo, a família real contribui com mais de um bilhão de libras para a economia britânica, agregando valor a áreas como turismo e negócios.

"(A família real) é como uma campanha de relações públicas gigante para o Reino Unido", disse o presidente-executivo da Brand Finance, David Haigh, à Reuters.

 

Ícone musical de gerações, cantor Prince morre aos 57 anos

Prince

 Um dos músicos mais emblemáticos da história da música, o cantor Prince foi encontrado morto hoje em sua casa e estúdio, no estado norte-americano de Minnesota.

Ele tinha 57 anos e a causa da morte ainda não foi confirmada.

Prince foi hospitalizado em 15 de abril, depois de seu jato particular ter de fazer um pouso de emergência em Moline, Illinois.

No dia seguinte, garantiu aos fãs que se tratava apenas de uma forte gripe forte e que já estava bem.

O músico viveu toda sua vida em Minneapolis e iniciou sua carreira com o álbum For You, lançado em 1978.

Mas ele tornou-se um fenômeno mundial nos anos 1980, com "Purple Rain" (1984), frequentemente considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Constante desafio

Nascido como Prince Rogers Nelson, ele mudou seu nome para um impronunciável "símbolo de amor", nos anos 90, e escreveu "escravo" em sua bochecha, para protestar contra as condições contratuais do selo Warner.

Considerava a tecnologia on-line um caminho de maior liberdade artística aos artistas.

Ao longo de sua carreira mais de 35 anos, ele lançou 39 álbuns e nunca parou de criar.

Desde setembro de 2014, ele lançou quatro novos registros completos com a sua mais recente banda, 3rd Eye Girl, experimentando misturas de rock psicodélico e funk intergaláctico.

Em shows recentes, feitos em Paisley Park e Austrália, se apresentou apenas com um piano. Desejar desafios era sua marca registrada.

Em março, ele havia anunciado que faria uma biografia. A editora, Random House, havia dito que a obra seria "uma viagem não convencional e poética" através da vida e da música do artista.

Resta aos fãs esperar pela estreia de Prince em histórias musicalizadas por letras impressas no papel.

Depois de vários dias em São Paulo,Temer volta a Brasília

O vice-presidente Michel Temer em evento em São Paulo

Por questões de segurança, o presidente em exercício, Michel Temer, volta hoje (21), no final da tarde, para Brasília. Temer está em sua residência, em São Paulo, desde o início da semana, mas, orientado pelo serviço de segurança da Presidência, decidiu retornar para a capital federal.

Um dos motivos é que a casa de Temer, em São Paulo, está localizada em um bairro residencial, no Alto de Pinheiros, e a presença do presidente em exercício, rodeada de jornalistas, atrapalha a tranquilidade da vizinhança.

Segundo um dos assessores de Temer, ele deve seguir para o Palácio do Jaburu, onde deve permanecer até a volta da presidenta Dilma Rousseff, que viajou hoje para os Estados Unidos. O assessor não confirmou se a decisão de Temer voltar para Brasília tenha sido motivada por um protesto que ocorreu hoje, logo cedo, em frente à sua casa em São Paulo. 

Pela manhã, por volta das 8h, cerca de 80 manifestantes do movimento Levante Popular da Juventude fizeram um ato, que eles chamam de “escracho, na frente da residência de Temer”.

O grupo pichou a rua com a mensagem “QG [quartel general] do Golpe”, espalhou cartazes pelo chão com imagens da Constituição e da foto de Temer com a mensagem “Temer golpista” e falsas notas de 1 dólar, com a imagem do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Durante o ato, eles gritaram “não vai ter golpe”. O ato durou cerca de uma hora.

Após os manifestantes terem deixado o local, a Polícia Militar chegou e começou a instalar cercas em frente à casa de Temer para isolar a residência. Equipes da limpeza pública da prefeitura de São Paulo também estiveram no local a fim de recolher os papeis que foram trazidos pelos manifestantes e lavar a rua, onde havia pichação.

A presença de Temer atraiu vários curiosos, alguns vizinhos, vez por outra, paravam ao lado das dezenas de jornalistas para tirar fotos. Houve também os quem passavam pelo local gritando palavras de apoio ou contra Temer.

Durante a manhã, Temer recebeu a uma única visita, a de Moreira Franco, ex-ministro da Aviação Civil. Ele chegou por volta das 10h15.

Protesto

e acordo com Larissa Sampaio, uma das integrantes do movimento Levante Popular da Juventude, o ato hoje foi para chamar a atenção para o que eles consideram de golpe contra a presidenta da República, Dilma Rousseff. O protesto, segundo ela, deve se repetir contra os políticos que o movimento entende como “articuladores do golpe”. “Estamos convocando a juventude a escrachar esses golpistas. Hoje, no Ceará, vai ter um [ato] e, até o dia 27 de abril, todos esses deputados e articuladores [do golpe] tomem cuidado porque sabemos onde eles estão e vamos escrachá-los”.

 

América Latina enterra 'receita de repressão' contra drogas

O presidente colombiano Juan Manuel Santos na ONU em 21/04/16

Os presidentes dos três grandes produtores de cocaína da América Latina - Colômbia, Peru e Bolívia - uniram suas vozes nesta quinta na ONU para enterrar de uma vez a "receita da repressão" na luta contra as drogas e para promover uma abordagem baseada na saúde e na cooperação internacional.

O colombiano Juan Manuel Santos, o peruano Ollanta Humala e o boliviano Evo Morales discursaram no encerramento da sessão especial da Assembleia Geral da ONU sobre o problema mundial das drogas, aberta na terça-feira em Nova York.

Santos denunciou o fracasso da chamada "guerra contra as drogas" lançada pelos Estados Unidos na década de 1970 para pôr fim ao tráfico, defendendo que é hora de rever o tratamento, agora, com uma abordagem humana. Ele condenou a "receita baseada na repressão".

A Colômbia foi um dos países que impulsionaram a sessão, junto com México e Guatemala.

Segundo o presidente colombiano, o documento aprovado pela ONU é um "passo na direção correta", que se aproxima de uma visão "mais global", embora "não seja suficiente".

Ainda de acordo com Santos, a sessão especial da ONU marca um "processo irreversível de transformação da política de drogas".

Antes dele, Ollanta Humala pediu que se enfrente o problema do ponto de vista de uma "responsabilidade compartilhada" entre países produtores e consumidores, como os Estados Unidos.

"O Peru está fazendo seu trabalho" e reduziu a área de cultivo de cocaína para narcotráfico de 63 mil hectares há cinco anos, para atuais 33 mil, informou.

Humala defendeu o "uso milenar da folha de coca", pediu "respeito" pelos povos que utilizam-na com fins medicinais, ou para se alimentar, e destacou a importância de "se levar a presença do Estado" para zonas de cultivo.

Ele se referiu ainda à reconversão dos cultivos, citando o exemplo do desenvolvimento do cacau no Peru, hoje em dia "oitavo produtor mundial", graças ao cultivo em zonas antes dedicadas à coca.

Já o boliviano Evo Morales pediu "ações concretas" para liberar a região "do problema da droga como pretexto de dominação".

"É preciso acabar com o intervencionismo", afirmou o presidente boliviano, que também pediu um novo olhar para esse tema.

No encontro, Morales mostrou uma folha de coca, a qual disse usar em sua forma natural por se tratar de um "alimento saudável" e "medicinal".

A sessão especial da Assembleia Geral da ONU sobre as drogas foi aberta na terça-feira (19), com a aprovação de um documento que busca estabelecer uma nova abordagem de saúde compartilhada por vários países da América Latina.

Apesar dos avanços, muitos países, entre eles Brasil e Costa Rica, manifestaram sua decepção com a ausência de uma moratória à pena de morte. Outros, como Uruguai e Jamaica, criticaram que não se tenha incluído algum tipo de menção à descriminalização da posse de determinadas substâncias.

Para Temer, chamar impeachment de golpe prejudica o Brasil

O vice-presidente Michel Temer

O presidente em exercício do Brasil, Michel Temer (PMDB-SP), criticou a caracterização do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff como um golpe. À agência de notícias Dow Jones, ele declarou que está pronto para assumir o governo caso o impeachment vença também no Senado. O peemedebista afirmou também que tem "na cabeça" nomes para seu eventual gabinete.

Temer, que assumiu como presidente em exercício durante viagem de Dilma a Nova York, nesta quinta-feira, 21, afirmou que os procedimentos do impeachment estão em linha com a Constituição do Brasil e que falar sobre golpe de Estado prejudica a imagem do País no exterior.

 Vou retornar ao meu posto assim que ela voltar", disse durante a entrevista. O retorno de Dilma está previsto para domingo, 24. "Cada passo do impeachment está de acordo com a Constituição", acrescentou. "Como isso poderia ser chamado de golpe?"

A agência destaca que as falas de Temer vêm em um momento histórico de "profunda crise", com recessão econômica e tensão política. Um porta-voz do Planalto disse que o governo não iria comentar as declarações de Temer. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Mujica diz que em momentos de dor é preciso eleger 'culpado'

O presidente do Uruguai, Jose Mujica

 O ex-presidente do Uruguai José Mujica afirmou nesta quinta-feira que, em momentos de dor, como a atual crise econômica, "é preciso eleger um emissário para encontrar a culpa".

Questionado em entrevista depois da cerimônia se o que está em curso no País é ou não um golpe, como tem classificado o governo, Mujica respondeu: "No meu país há um ditado: 'Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem".

Segundo Mujica, a crise pela qual passa o Brasil está acontecendo em todo o mundo. "O capitalismo tem momentos de alta e baixa. O Brasil está no ponto mais baixo", justificou. Mujica foi o orador do 21 de Abril, data da entrega da Medalha da Inconfidência, a mais alta homenagem do governo de Minas Gerais.

O ex-presidente do Uruguai recebeu o mais alto grau da medalha, o Grande Colar. Durante a cerimônia, ao acessar o palanque de autoridades ao lado do governador Fernando Pimentel (PT), Mujica recebeu uma bandeira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que levou cerca de 3 mil integrantes a Ouro Preto.

Secretário e prefeito se reunirão com consórcio de ciclovia

Ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro 

O secretário-executivo de Coordenação de Governo do Rio e pré-candidato à Prefeitura, Pedro Paulo, afirmou que haverá uma reunião nesta sexta-feira, 22, com o consórcio Contemat-Concrejato, responsável pela obra da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, zona sul do Rio.

Ao menos duas pessoas morreram na manhã desta quinta no desabamento de um trecho da ciclovia, inaugurada em 17 de janeiro deste ano. Uma mulher de 40 anos estaria desaparecida.

É inadmissível o acidente. Vou até as últimas consequências para apurar", afirmou. Além de Pedro Paulo, participam do encontro amanhã o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB-RJ), o secretário de Transportes, Rafael Picciani, e o secretário de Obras, Alexandre Pinto da Silva.

Segundo o secretário de Governo, Paes chegou hoje à Grécia, para a cerimônia de transporte da tocha olímpica, mas decidiu voltar ao Rio assim que soube do acidente.

A ciclovia está interditada e não há previsão para ser reaberta, o que só ocorrerá quando forem descartados riscos de novos desabamentos.

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