quinta-feira, 19 de maio de 2016

Grécia descarta que haja sobreviventes da queda do avião

Avião da Egyptair
O Comitê de Investigação de Acidentes da Aviação Civil da Grécia descartou nesta quinta-feira que haja sobreviventes da queda do avião da EgyptAir e desmentiu que os destroços achados a entre 200 e 230 milhas náuticas ao sul de Creta pertençam à aeronave.
O diretor desse comitê, Azanasios Binis, disse à Agência Efe que "não há esperanças de encontrar ninguém vivo" e afirmou que "os destroços achados não são do avião de Egyptair".
"Gostaria que tivéssemos encontrados os destroços porque isso nos permitiria localizar o avião e suas caixas-pretas, o que nos levaria a estabelecer as causas" da queda do Airbus, acrescentou.
O voo MS 804 da EgyptAir que fazia a rota Paris-Cairo e no qual viajavam 66 pessoas, entre passageiros e tripulação, caiu hoje no mar 130 milhas ao sudeste da ilha grega de Kárpatos, sem que por enquanto se conheçam as causas.

Novo dia de protestos contra reforma trabalhista na França

Protesto na França contra reforma trabalhista
Diante de um governo inflexível, os opositores da reforma trabalhista na França convocaram novas greves e manifestações nesta quinta-feira, em uma atmosfera de tensão marcada pela violência contra a polícia no dia anterior.
O primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, pediu "sanções implacáveis" contra os manifestantes que incendiaram uma viatura da polícia na quarta-feira em Paris e pressionou os sindicatos, chamados a "se questionar sobre a pertinência" de algumas manifestações.
O chefe do governo também declarou que está pronto para remover à força os bloqueios dos portos, aeroportos e refinarias.
"Não teria ocoriddo nenhuma manifestação e, portanto, nenhum vandalismo se não existisse o projeto de lei", respondeu Jean-Claude Mailly, líder do sindicato Força Operária (FO).
O FO e outros sindicatos de trabalhadores e estudantes continuam exigindo a "retirada" do projeto de lei, que consideram demasiado liberal. O presidente François Hollande excluiu na terça-feira a possibilidade de desistir desta reforma, aprovada à força na semana passada sem o voto do Parlamento.
O chefe de Estado, cuja popularidade está no seu nível mais baixo a menos de um ano das eleições presidenciais, espera que este projeto desbloqueie o mercado de trabalho em um país com um desemprego galopante, girando em torno de 10%.
Desde o início do movimento, cerca de 1.400 pessoas foram detidas e mais de 800 seguem sob custódia. Segundo as autoridades, 19 pessoas da extrema-esquerda foram presas em flagrante nesta quinta-feira de manhã em Rennes (oeste) por vandalismo.
Em Paris, a polícia emitiu novas proibições individuais de manifestação antes de um protesto programado para a tarde.
Cinco suspeitos, incluindo três alvos desse tipo de proibição, estão sob custódia na capital, um dia depois do ataque a uma viatura da polícia. Os dois agentes que ocupavam o veículo precisaram sair às pressas.
O incidente ocorreu durante uma contra-manifestação proibida, à margem de um protesto de policiais que denunciavam o clima de ódio aos agentes da segurança.
A mobilização contra a reforma trabalhista, que fez com que dezenas de milhares de pessoas saíssem às ruas nos últimos dois meses, ganhou força nesta semana com greves de caminhoneiros e do setor ferroviário.
Zonas industriais, refinarias de petróleo e depósitos: bloqueios de pontos estratégicos foram feitos nesta quinta-feira perto de Marselha (sul), Le Havre (noroeste), bem como em Rennes e Nantes (oeste).
No sudoeste, o acesso ao aeroporto de Toulouse também foi fechado. O tráfego ferroviário foi interrompido em nível nacional, no segundo dia de greve ferroviária. Uma convocação para a greve dos controladores de tráfego aéreo afetava ligeiramente o serviço.
"O acesso aos portos, aos centros econômicos e aeroportos deve ser possível e não podemos tolerar esses bloqueios", declarou Manuel Valls.
A violência das últimas semanas alimenta uma polêmica sobre a manutenção da ordem por parte do governo, acusado de laxismo pela oposição de direita e extrema-direita ou suspeito por alguns da esquerda de querer desacreditar o movimento social.
Neste contexto tenso, o Parlamento estendeu pela terceira vez o estado de emergência declarado após os ataques jihadistas de 13 de novembro em Paris (130 mortes). O estado de emergência estará em vigor até o final de julho para garantir a segurança da Euro-2016 e do Tour de France.

7 truques úteis do WhatsApp que talvez você não conheça

Whatsapp
Dá para acreditar que o WhatsApp está em nossas vidas há apenas cinco anos? Às vezes é difícil lembrar de como era a vida sem ele, numa época longínqua em que a gente usava os telefones para... falar! Agora é difícil encontrar alguém no Brasil que não use esse aplicativo para trocar mensagens, mandar nudes fotos, receber notícias e até - por que não? -  falar.
Para aproveitar o app ao máximo, separamos sete dicas de ouro, que talvez você ainda não conheça. Tome nota:
1. Você pode favoritar mensagens para acha-las mais facilmente
Você está lá no grupo que marcou uma festa para o fim de semana, e sabe que alguém mandou o endereço de onde vai ser a balada, mas faz uns 4 dias e 653 mensagens já foram enviadas depois dessa... que barra. Se você usar o recurso de favoritar, fica fácil achar essas mensagens importantes.
Para favoritar é fácil: pressione seu dedo em cima da mensagem até aparecer um menu. Daí você clica na estrelinha que fica do lado esquerdo, e pronto.
Para ler as mensagens favoritas, vá em Ajustes e depois em Mensagens Marcadas. Pronto!
2. Desativar o "visto pela última vez" e o sinalzinho de lido
Se você cansou de ser cobrada porque leu uma mensagem e não respondeu, ou se não quer que saibam quando foi a última vez que você ficou online, é fácil. Vá em Ajustes > Conta > Privacidade e lá escolha "Visto por Último - Ninguém" e desative o recibo de leitura.
A única desvantagem é que você também não vai mais ver essas informações dos seus contatos. Privacidade para todos!
3. Ver dia e hora em que suas mensagens foram lidas
Agora, se você é fã dos dois tiquezinhos azuis e vai deixá-los bem onde estão, sabia que dá para descobrir a data e hora exatas que sua mensagem foi lida? Basta deslizar seu dedo sobre a mensagem para a esquerda. Vai abrir um menu com data e hora que a mensagem foi entregue e lida.
4. Descobrir exatamente onde as pessoas estão
Quem nunca ficou com o telefone na mão tentando achar onde os amigos estavam durante o carnaval, ou procurando um bar loucamente? Chega de "É depois da casinha amarela! Aqui em frente ao carro azul!". Basta pedir que eles te enviem a localização, e você recebe um mapinha. Fácil, né?
Para mandar sua localização, basta clicar na setinha que fica do lado esquerdo na conversa, e escolher "Compartilhar localização". Veja se o mapa está correto e clique em "Envie sua localização".
5. Toques diferentes para diferentes conversas
Cada uma das suas conversas pode ter um alerta diferente, assim você sabe ~quem incomoda~ antes mesmo de olhar o celular. É assim: entre na conversa, clique no nome da pessoa ou do grupo e vá em "Notificações".
Lá você pode escolher um som para quando recebe mensagens, e outro para quando a pessoa te liga.
6. Economizar seu plano de dados
Sim. Chega de ficar baixando vídeos pelo WhatsApp com seu 3G ou 4G e ver o limite chegando cedo demais. Vá em Ajustes > Uso de Dados e escolha as coisas que você só quer que sejam baixadas quando estiver conectado no Wi-Fi. Imagens, áudio, vídeos, documentos.
Você pode também reduzir o uso de dados nas ligações.  
7. Você pode usar negrito, itálico e riscar palavras
Se você quer chamar a atenção para algo na sua mensagem, não precisa mais ESCREVER GRITANDO. Pode usar os mesmos recursos que a gente usa em textos normais: negrito, itálico e riscar palavras.
É fácil. Se quiser usar negrito, coloque a palavra (ou a frase) entre asteriscos. Então *esse trecho* sairia em negrito no Chat. O itálico _é assim com dois underscore, ou underline_, e o riscado ~é assim entre dois til~.

Google cria concorrente do WhatsApp com recursos exclusivos

Aplicativo Google Allo
Durante sua conferência anual Google I/O, o Google apresentou hoje um aplicativo de mensagens concorrente do WhatsApp chamado Allo. Ele conta com recursos inteligentes e mistura características de apps como Snapchat e SwiftKey. Fora isso, ele traz a possibilidade de dar entonação para as conversas, com o objetivo de melhorar a experiência de uso e evitar ruídos de comunicação.
O aplicativo será lançado até setembro e terá versões para smartphones com sistemas Android e iOS.
Dentro do Allo, será possível realizar pesquisas no Google, além de tudo que você pode fazer hoje no WhatsApp: mandar arquivos, mensagens de voz, emojis e mensagens de texto comuns. Você poderá fazer consultas sobre placares de jogos, realizar reservas em restaurantes e basicamente tudo que faz no Google hoje. A empresa, porém, não informou se o Allo terá suporte para ligações via internet.
Além disso, há inteligência artificial no app. Quando você recebe uma foto de um bebê, ele sugere uma resposta como “Que fofo!”. O Google reconhece as fotos graças ao serviço Google Photos, que foi lançado no ano passado e não tinha limite de espaço de armazenamento. No entanto, todas as imagens foram usadas para treinar o algoritmo de inteligência artificial da empresa.
Divulgação/Google
App Google Allo
Allo: app de mensagens terá Google embutido
As sugestões de respostas também contarão com emojis, porque um emoji “pode valer mil palavras”, brincou um executivo do Google durante a apresentação no I/O.
Ao estilo Snapchat, o Allo terá um modo privado que não registra histórico da troca de mensagens. 
Por fim, para dar aos usuários uma maneira de tornar menos frequentes os ruídos de comunicação, o Allo tem uma barra lateral que permite aumentar ou diminuir o tamanho do texto rapidamente, como mostra este gif.

Duo

Além do Allo, o Google anunciou o app chamado Duo. Ele é voltado para videochamadas via internet entre duas pessoas. 
O Duo aposta em uma interface simples e o Google acredita que, com ele, os usuários irão redescobrir a mágica das videochamadas. O app também chega até setembro deste ano, para Android e iOS. 
Confira o vídeo de divulgação do Duo a seguir.

Resistência a antibióticos pode matar 10 milhões até 2050

Antibióticos
Dez milhões de pessoas poderão morrer até 2050 devido ao aumento da resistência aos antibióticos, revela um estudo publicado nesta quinta-feira, que pede medidas urgentes para se enfrentar o problema.
Encomendado pelo governo britânico, o estudo 'Review on Antimicrobial Resistance' adverte para a existência de bactérias que estão se tornando imunes aos medicamentos atuais, o que pode transformar doenças de fácil tratamento na atualidade em enfermidades fatais.
"É preciso considerar (a resistência aos antibióticos) como uma ameaça econômica e à segurança, e deve figurar entre as prioridades dos chefes de Estado", disse Jim O'Neill, economista que dirigiu o estudo.
Segundo o relatório, o problema pode ser enfrentado com a redução do uso de antibióticos na criação em granjas, na prescrição sistemática para pacientes e por meio de campanhas informativas.
O trabalho também propõe o desenvolvimento de novos antibióticos por meio de um programa de financiamento mundial.
O custo destas medidas é avaliado em 40 bilhões de dólares, destaca o estudo, advertindo que "já não há desculpas para a falta de ação diante do que sabemos".
Jim O'Neill recorda que um milhão de pessoas já morreram em consequência da resistência aos antibióticos desde meados de 2014, quando o relatório começou a ser elaborado.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) já advertiu para o risco do retorno da época em que "milhões de pessoas morriam em pandemias, antes da descoberta dos atuais remédios".

Palmas exagera nos ônibus e o contribuinte vai pagar a conta

Avenida em Palmas
Considerado uma alternativa de transporte público relativamente barata de implantar, o BRT (do inglês Bus Rapid Transit), ou corredor de ônibus, está virando moda no Brasil.
Metrópoles como Curitiba e Recife já adotam o sistema e há outros 59 projetos em andamento no país. Alguns são controversos, como o de Palmas, no Tocantins. Se depender da prefeitura, em breve os 270 mil moradores da cidade terão à disposição um BRT capaz de levar por hora 90 mil passageiros — um terço da população da cidade.
Esse é o número de pessoas que usam hoje o transporte público em Palmas o dia inteiro. Orçado em 500 milhões de reais, metade com recursos da União, o projeto prevê uma nova pista no canteiro central da principal avenida da cidade, a Teotônio Segurado, que tem oito faixas.
“Nunca vi engarrafamento por lá”, diz a procuradora Renata Baptista, do Ministério Público Federal, autora de um pedido para barrar o uso de verbas federais na obra. “O superdimensionamento é claro.”
Em maio, a Justiça Federal acatou o pedido. A prefeitura afirma que vai recorrer da decisão. Se o projeto sair do papel, uma coisa é certa: em Palmas, vai ser difícil alguém reclamar de ônibus lotado.

10 gafes financeiras que farão você se arrepender no futuro

Mulher se arrepende
 Para evitar que o velho ditado “ah, se arrependimento matasse” passe pelos seus pensamentos com uma frequência maior do que você gostaria, EXAME.com consultou alguns educadores financeiros para listar o que você não deve fazer com o seu dinheiro de jeito nenhum.
São gafes comuns do dia a dia, como gastar por impulso ou ser forçado a se lembrar de um namoro que acabou pelas prestações de um presente que você comprou quando ainda acreditava que o relacionamento tinha futuro.
Veja esses e outros erros que podem te poupar de alguns aborrecimentos lá na frente:
1. Comprar produtos supérfluos por impulso
Você é daqueles que gastam todo o dinheiro que sobra do salário em compras supérfluas? Investe até na máquina de fazer sorvete e depois se arrepende? Esse é um comportamento normal, como explica o consultor Roberto Navarro, fundador do Instituto Coaching Financeiro. “O dinheiro é emocional. São as nossas emoções que determinam as nossas ações”, explica.
É só organizar um pouco o orçamento, no entanto, para que esse deslize seja evitado mais facilmente. Separe os gastos em dois grupos, como sugere Navarro: um para as despesas obrigatórias e outro para as descartáveis e depois faça uma subdivisão, classificando os gastos como fixos ou eventuais.
Em seguida, avalie quais gastos descartáveis podem ser cortados, mas sem radicalizar. “Faça pequenos cortes, vá aos poucos”, sugere Navarro. A partir disso, você saberá quanto tem para gastar com os produtos supérfluos que quiser.
2. Entrar em um financiamento na emoção
Encontrar uma proposta que parece imperdível e achar que o sonho da casa própria pode ser realizado em um piscar de olhos. Essa é uma gafe comum, que também costuma acontecer com o financiamento de carros. Esses podem ser os gastos mais altos da sua vida, por isso não dá pra encarar a dívida sem planejamento e perceber só lá na frente que as prestações não cabem no seu bolso.
“Precisamos saber o preço dos nossos sonhos. Pagar a parcela do carro ou da casa não pode ser um grande sacrifício”, diz Navarro, do Instituto Coaching Financeiro. Ele sugere que as parcelas dos financiamentos não comprometam mais de 20% da renda mensal, e que as prestações do imóvel não se arrastem por mais de 15 anos. “O mercado financia em até 30 anos, mas esse tempo é uma vida inteira”, diz.
Navarro também recomenda dar a maior entrada possível. Para isso, o dinheiro deve ser investido em uma aplicação financeira de renda fixa, que não ofereça altos riscos ao investidor, e que renda acima da inflação.
3. Não ter ideia de quanto você gasta
Se existisse uma regra fundamental das finanças pessoais, seria esta: gaste menos do que você ganha. Mas, para isso, é essencial saber exatamente quanto você ganha e gasta, como orienta o educador financeiro Everton Lopes. É preciso fazer essa conta todo mês, de forma contínua, com a ajuda de planilhas ou aplicativos (confira algumas opções ao final da matéria).
Só assim você saberá se existe alguma folga no seu orçamento ou se é melhor segurar um pouco a onda. “Se o produto que eu preciso está na promoção e cabe no orçamento, por que não comprar? Desde que não seja para ostentar”, diz Lopes.
4. Perder o controle das parcelas
Nem sempre parcelar é um erro (veja quando pode ser bom), desde que você inclua as prestações no planejamento financeiro e tenha certeza de que conseguirá arcar com elas. Parcelar pode ser vantajoso, por exemplo, quando não for oferecido um desconto no pagamento à vista, como explica Navarro, do Instituto Coaching Financeiro.
A fatura do cartão de crédito não pode ser uma surpresa, diz o educador financeiro José Vignoli, do SPC Brasil. “Quem diz ‘nossa, como minha fatura veio alta’ mostra que não tem controle nenhum sobre seus gastos. Só dá para parcelar tendo plena consciência de que a conta do cartão virá alta”, diz.
5. Não acreditar no poder do dinheiro acumulado com o tempo
O que fazer com o salário que sobrou? Não gaste tudo. Tente investir, mesmo que seja pouco. “As pessoas precisam ter em mente que o dinheiro rende com o tempo. Não importa se guardam pouco ou muito, importa ter o hábito de poupar”, explica Vignoli, do SPC Brasil.
Uma boa dica para criar o hábito de investir é começar aplicando 1% do seu salário no primeiro mês, 2% no segundo, 3% no terceiro e assim por diante.
6. Acreditar que é o cara no mercado financeiro
Tem sempre um vizinho ou um tio que acha que conhece tudo sobre as rentabilidades e os riscos das aplicações financeiras, mas cuidado. “Há sempre alguém para dizer que um investimento é a salvação da sua vida, mas tenha certeza de que não é”, diz Vignoli, do SPC Brasil.
Procure estudar as aplicações antes de investir e peça ajuda a um consultor financeiro de fora do banco, se precisar. Vale lembrar um ditado bastante repetido no mercado financeiro: "Não existe almoço grátis". Por isso, se um investimento parecer bom demais para ser verdade, desconfie.
7. Tratar sua aposentadoria como um primo distante
Pensar na aposentadoria só quando ela chega pode ser bem perigoso, já que a essa altura a tarefa de acumular uma poupança capaz de manter sua qualidade de vida, de forma independente, pode se revelar impossível.
Vignoli, do SPC Brasil, orienta não desprezar a aposentadoria pelo INSS. “Há um bombardeio de informações que indicam que o sistema está quebrado, mas esse dinheiro hoje pode significar a salvação da lavoura lá na frente”, diz (veja quanto você deve ganhar com a aposentadoria pelo INSS).
Contribua todos os meses com o INSS, sem falhar, mesmo que seja como autônomo, com base em um salário mínimo, e guarde os comprovantes.Especialistas também recomendam investir em outras aplicações para garantir um futuro tranquilo, como a previdência privada e outros investimentos que superam a inflação, como o título público Tesouro IPCA.
Vignoli, do SPC Brasil, orienta se informar bem sobre o regime tributário escolhido na previdência privada, que pode comprometer bastante a renda investida dependendo do prazo de resgate do dinheiro. Também é importante comparar taxas de carregamento e de administração entre os bancos.
8. Não falar de dinheiro em casa
Em casa, falar de dinheiro precisa ser tão normal quanto tomar café. Esse assunto precisa estar no cotidiano e toda a família deve ser envolvida, inclusive os filhos. “Em momentos de dificuldade financeira, não adianta o pai e a mãe se sacrificarem e os filhos continuarem vivendo como se nada estivesse acontecendo. Busque envolvê-los nos sonhos e nas despesas”, sugere Vignoli, do SPC Brasil.
O educador financeiro recomenda que, ao iniciar a vida profissional, os filhos participem do pagamento das despesas na casa. “Se tem que pagar a conta da água, por exemplo, o banho começa a ser mais curto”, diz.
9. Achar que seguro é bobagem
É na hora da necessidade que vem o arrependimento de não ter adquirido uma apólice de seguro. “Muita gente não faz seguro e não tem nenhuma reserva financeira para qualquer eventualidade”, alerta Vignoli, do SPC Brasil. Ele destaca que, proporcionalmente ao preço dos estragos, seguros de casa e de vida, menos conhecidos do que o de carro, são baratos.

Pesquisa situa Trump à frente de Hillary em eleições nos EUA

Os dois destaques da "Super Terça" para cada partido, Donald Trump e Hillary Clinton, dia 01/03/2016
Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela rede de televisão "Fox News" coloca o republicano Donald Trump três pontos acima da democrata Hillary Clinton, caso ambos se enfrentem nas eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.
De acordo com a pesquisa, Trump, que é o virtual indicado do Partido Republicano por ter ficado sem adversários nas eleições primárias, tem 45% de apoio, enquanto Hillary, favorita para a nomeação do Partido Democrata, tem 42%.
Esta é uma diferença significativa em relação à mesma pesquisa do mês passado, na qual Hillary obteve 48% de apoio, contra 41% de Trump, que ainda disputava a indicação do partido com Ted Cruz e John Kasich.
Por sexos, a ex-secretária de Estado ganha entre as mulheres (50% contra 36% de Trump), enquanto o magnata nova-iorquino se impõe entre os homens (55% a 33%) e tem uma vantagem notável de 37 pontos entre os brancos de classe trabalhadora e sem ensino superior (61% para Trump e 24% para Hillary).
Trump ganha em geral entre os brancos (55% a 31%), inclusive entre as mulheres brancas (47% a 38%), enquanto a ex-primeira-dama é a principal escolha entre negros (90% a 7%) e latinos (62% a 23%).
A pesquisa também mostrou que se o senador Bernie Sanders fosse o indicado do Partido Democrata, algo que seria extremamente difícil devido ao número de delegados somados por Hillary até o momento nas primárias, venceria Trump com facilidade, com uma vantagem de quatro pontos percentuais (46% para Sanders e 42% para o bilionário).
Quanto à avaliação dos candidatos, tanto Trump como Hillary têm alto índice de rejeição, já que os eleitores acreditam que ambos carecem de honestidade, empatia e valores morais, e que diriam qualquer coisa para ganhar as eleições.
Entre os entrevistados pela pesquisa, 66% acreditam que Hillary Clinton não é honesta, um número que cai para 57% no caso de Donald Trump.
A pesquisa da emissora "Fox News" foi realizada através de entrevistas por telefone com 1.021 eleitores registrados em todo o país entre os dias 14 e 17 de maio, e apresenta margem de erro de três pontos percentuais.

Índia assume prostituição involuntária como trabalho forçado

Prostituição 

O governo da Índia decidiu reconhecer como trabalhos forçados a prostituição involuntária e a mendicidade controlada por máfias, quadruplicar as ajudas a vítimas e reduzir a duração de seus julgamentos a um máximo de um mês, com uma reforma de seu Plano para a Reabilitação de Trabalhadores Forçados.
A nova versão do plano contempla ajudas de cerca de US$ 4.500 para casos "extremos de privação e marginalização" como os transexuais e as mulheres e crianças vítimas de exploração sexual, segundo a notificação divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, à qual a Agência Efe teve acesso.
Apesar de ter abolido os trabalhos forçados com uma lei específica em 1976, a Índia é o país com maior incidência de emprego infantil, com 50 milhões de crianças trabalhadoras, segundo estimativas da ONG do vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Kailash Satyarthi, Bachpan Bachao Andolan (BBA, Movimento para Salvar a Infância).
Os homens adultos vítimas de trabalhos forçados receberão a partir de agora quase 80% a mais, US$ 1.500 frente aos US$ 300 contemplados no plano anterior, enquanto a quantia se eleva a cerca de US$ 3.000 para mulheres e crianças.
O departamento assegurou ontem à noite em comunicado que pretende aumentar a dotação orçamentária do plano de US$ 750.000 anuais a mais de US$ 7 milhões.
O novo programa garante, além disso, que os julgamentos das vítimas não durarão mais de um mês, um processo que até agora se estendia até uma década, detalhou à Efe o diretor de projetos da BBA, Rakesh Senger.
O ativista destacou que, sob o novo plano, serão reconhecidos como trabalhos forçados todos os tipos de "exploração" e qualificou sua aprovação como "muito frutífera", após seis meses de pressões ao Executivo por parte de sua organização para alcançá-lo. 

Marcelo Calero é confirmado como novo secretário da Cultura



Marcelo Calero, novo secretário nacional de Cultura, dia 18/05/2016 O Palácio do Planalto confirmou nesta quarta-feira, 18, por meio da assessoria do presidente em exercício, Michel Temer, o nome do secretário municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero, como o novo secretário nacional de Cultura, pasta que será subordinada ao Ministério da Educação.Ele é secretário do prefeito Eduardo Paes, do PMDB, mesmo partido de Temer.
Advogado e diplomata, Calero tem 33 anos e foi presidente do Comitê Rio450, que concentrou as comemorações dos 450 anos da cidade do Rio, em 2015.
Nos últimos dias, ele chegou a participar de um encontro da área da Cultura em que se pedia a permanência do MinC como ministério independente.
Marcelo Calero assumiu em janeiro de 2015 a secretaria carioca, na vaga deixada pelo jornalista Sérgio Sá Leitão. Curiosamente, o nome de Sá Leitão também foi aventado nos últimos dias para a Secretaria Nacional de Cultura.
Em sua gestão, Calero intensificou o processo de descentralização e democratização do acesso à cultura no Rio.
Calero está na Prefeitura desde 2013, quando ingressou como coordenador-adjunto de relações internacionais e do cerimonial.
Naquele mesmo ano passaria a coordenar a preparação da cidade para a festa dos 450 anos do Rio. Em sua passagem, o secretário sempre foi prestigiado pelo prefeito, que o elogia nas cerimônias públicas.
Ele vinha se envolvendo na preparação da cidade para os Jogos Olímpicos.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

José Serra anuncia novas diretrizes para política externa

Novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, dia 18/05/2016
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, anunciou hoje (18) as dez diretrizes que nortearão os novos rumos da política externa brasileira.
Entre os principais pontos estão o fortalecimento de parcerias bilaterais com Argentina, por "semelhanças políticas e econômicas", e a intensificação das relações com países asiáticos China e Índia.
Serra destacou que a pasta atuará com outros ministérios, como Defesa, Planejamento e Fazenda para reverter o quadro que considerou "penúria de recursos" no Itamaraty.
"Quero retirar o Itamaraty gradativamente da penúria de recursos em que foi deixado pela irresponsabilidade fiscal que dominou a economia brasileira nesta última década", disse.
“Nossa política externa será regida pelos valores do Estado e da nação, não de um governo, jamais de um partido”, completou.
O ministro informou ainda que atuará para reduzir o chamado “Custo Brasil”, que, segundo ele, impõe acréscimo de 25% em mercadorias e produtos com os custos de tributação do país.
Temas como meio ambiente, direitos humanos e proteção do território brasileiro no combate ao contrabando de armas e mercadorias e o tráfico de drogas também fazem parte das diretrizes apresentadas por Serra.
“Vou trabalhar muito, apresentar e receber idéias, tomar iniciativas e delegar responsabilidades, cobrar resultados e promover negociações efetivas, bem como ter presença marcante. Longe de cumprir um calendário de visitas inócuas para cumprir tabelas”, acrescentou.
José Serra substituiu Mauro Vieira, diplomata de carreira e com 43 anos de atuação no Itamaraty. O ex-ministro ocupou o cargo por 17 meses.

Ministro do Turismo volta a defender jogos de azar

Presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), durante votação do projeto que anula o decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social, com diversas instâncias para que a sociedade influencie as políticas públicas
O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, voltou a defender a legalização dos jogos de azar como forma de ampliar a arrecadação tributária e gerar empregos no país.
Ao participar, hoje (18), da abertura da feira turística Destination Brazil Travel Mart, que ocorre em Porto de Galinhas (PE), Alves citou a regularização dos jogos como uma das prioridades de sua pasta, junto com a organização da Olimpíada e a criação de áreas especiais de interesse turístico -  como locais com crédito facilitado e licenciamento diferenciado.
"Temos de ter coragem para enfrentar de forma séria, profissional e republicana a legalização dos jogos. Atualmente, as pessoas jogam de forma clandestina, sem gerar qualquer arrecadação para o país", declarou o ministro, pontuando que essa é sua opinião pessoal - e que pretende levá-la para ser debatida por toda a equipe de governo.
Alves comandou o Ministério do Turismo durante o governo da presidenta afastada Dilma Rousseff, ficando à frente da pasta entre 16 abril de 2015 e 28 março de 2016, quando deixou o cargo após seu partido, o PMDB, do presidente interino Michel Temer, decidir deixar a base de apoio do governo federal e entregar todos os cargos que detinha no governo federal.
Com o afastamento de Dilma por até 180 dias para se defender do processo de impeachment que está sendo analisado pelo Senado e a consequente posse de Temer, Alves voltou ao ministério na semana passada.
Durante sua primeira passagem pelo cargo, Alves já havia defendido a regularização dos jogos de azar, tendo, inclusive, elaborado uma proposta de lei com base na legislação de países como Inglaterra, Espanha, Portugal, Argentina e Uruguai.
Apesar de o ministro e alguns parlamentares defenderem a regularização, o Ministério Público Federal (MPF) é contra a iniciativa.
Em audiência na Câmara dos Deputados, em março, o secretário de Relações Institucionais, procurador da República Peterson de Paula, sustentou que a experiência aponta que os jogos de azar, geralmente, são explorados por grupos ligados à lavagem de dinheiro, à evasão de divisas, à sonegação de impostos e à corrupção.
“A exploração dos jogos acontece hoje de maneira ilícita no Brasil. Nós temos uma indústria que vive na clandestinidade e que está envolvida com várias atividades criminosas”, afirmou o procurador, alegando que faltam estudos comparativos com outros países que já adotam a experiência e que a estrutura dos órgãos de controle e fiscalização brasileiros é insuficiente para que os estados fiscalizem o funcionamento dos bingos e cassinos que seriam abertos com uma possível regulamentação.
Durante a abertura da feira, Alves também destacou a importância do turismo ser incluído na pauta estratégica nacional, a exemplo do que foi feito em outros países, como Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Portugal. Para Alves, o turismo é uma importante "plataforma de desenvolvimento" nacional.

Denúncias de abuso contra crianças chegam a quase 50 por dia

Abuso sexual, Violência sexual, Crianças
Mais de 17,5 mil crianças e adolescentes podem ter sido vítimas de violência sexual no Brasil em 2015, quase 50 por dia durante um ano inteiro.
Os números são relativos às denúncias feitas ao Disque-Denúncia Nacional, Disque 100, e foram divulgados hoje (18), Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
As denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Disque 100 foram apenas uma parcela das 80.437 registradas em 2015 contra essas faixas etárias.
Negligência e violência psicológica são outras violações registradas. As meninas são as maiores vítimas, com 54% dos casos denunciados.
A faixa etária mais atingida é a de 4 a 11 anos, com 40%. Meninas e meninos negros/pardos somam 57,5% dos atingidos.
No Rio de Janeiro, os dados do Núcleo de Violência Doméstica (NVD), do Disque-Denúncia, indicam redução de 30% nas denúncias sobre esses assuntos, 558 sobre abuso sexual e 574 sobre exploração sexual.
Em 2014, ocorreram 810 denúncias de abuso sexual e 801 de exploração sexual. Apesar da redução, o número de casos de exploração sexual infantil em relação ao de abuso registrou aumento de quase 3%.
Para a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), a população precisa estar alerta ao problema, que é preocupante.
“Temos de participar das ações direcionadas a esse grave problema, mobilizando os vários setores da sociedade e proteger nossas crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. É um problema grave, que precisa ser enfrentado de forma sistemática, trazendo maior visibilidade”, comentou a vice-presidente da Soperj, Anna Tereza Soares de Moura.
“Vale ressaltar que esses números são apenas a ponta de um iceberg, já que existe um muro de silêncio em torno desses casos de violência contra criança e adolescente, dificultando ainda mais a compreensão da magnitude real do problema”, acrescentou Anna Tereza.
No Rio de Janeiro, nos quatro primeiros meses de 2016, o NVD registrou 77 denúncias sobre abuso, sendo 97 sobre exploração sexual.
Assim como em anos anteriores, a zona oeste foi a região com maior volume de denúncias, sobretudo os bairros de Campo Grande, Realengo, Padre Miguel, Santa Cruz, Bangu, Jacarepaguá.Como denunciar?
Para denunciar qualquer caso de violência sexual infantil, é necessário procurar o Conselho Tutelar, delegacias especializadas, autoridades policiais ou ligar para o Disque-Denúncia Nacional, o Disque 100, vinculado à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
No Rio de Janeiro, também estão disponíveis os telefones 2253 1177 (capital) ou 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local). As informações são monitoradas e têm encaminhamento diferenciado às autoridades.
O serviço funciona de segunda à sábado, das 7h às 23h30, e têm parceria com Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) e conselhos tutelares, enviando as denúncias e solicitando providências.A Data
No dia 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. Seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado. Os agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos.
A data ficou instituída como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a partir da partir da aprovação da Lei Federal 9.970/2000.

Você é MEI? Veja como entregar a declaração do Simples

Mulher feliz cercada por papéis e contas
 Vai até o dia 31 de maio o prazo para todos os Microempreendedores Individuais entregarem a Declaração Anual Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI).
O Sebrae-SP ressalta que o documento é obrigatório para que a empresa continue prestando serviços sem restrições. Na declaração, o empreendedor informa suas operações comerciais do ano anterior.
O prazo de envio da DASN pela internet inicia-se em janeiro e encerra-se no último dia do mês de maio do ano seguinte ao trabalhado. Atualmente, o Brasil tem cerca de 6 milhões de MEIs registrados, sendo 1,5 milhão apenas no Estado de São Paulo.
A declaração pode ser feita e enviada sem qualquer dificuldade via internet, seguindo as orientações disponíveis no próprio site.
Quem perder o prazo está sujeito a multa de 50 reais. O valor cai para 25 reais caso o MEI procure regularizar sua situação antes de ser notificado pela Receita Federal. É importante lembrar que a DASN não tem relação com a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física, que deve ser entregue até o dia 29 de abril.
Mesmo quem estiver inadimplente com o recolhimento mensal de tributos precisa entregar a declaração anual e regularizar a sua situação antes de completar um ano de débito. Após 12 meses sem realizar o pagamento do imposto mensal e sem entregar a Declaração Anual, o registro da empresa é cancelado.
Com isso, o empreendedor corre o risco de perder todos os benefícios previdenciários assegurados ao MEI, como auxílio-doença, licença-maternidade, pensão por morte e aposentadoria, assim como ficar impossibilitado de emitir nota fiscal.
“A figura do MEI tem se mostrado uma grande saída para a formalização de pequenos empreendedores. No primeiro trimestre, foram quase 300 mil em todo Brasil, sendo perto de 100 mil no estado de São Paulo. Junto com a formalização vem alguns deveres, como a prestação de contas, sob o risco de perder seus benefícios e o direito a uma Certidão Negativa de Débito, que lhe permite negociar com empresas maiores”, diz Paulo Skaf, presidente do Sebrae-SP.
Ele ressalta que os mais de cem pontos de atendimento do Sebrae-SP no estado de São Paulo estão preparados para tirar todas as dúvidas dos empreendedores sobre a declaração.
Quem pode ser MEI:
- Empresário com faturamento de até 60 mil reais/ano em atividades como costureira, pintor, cabeleireira, manicure, pipoqueiro, entre outras;
- Não é sócio nem titular ou administrador de outra empresa;
- Tem apenas um empregado contratado, que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
Os MEIs que estiverem com dúvidas podem encontrar todas as informações por meio do portal do Sebrae-SP ou no telefone 0800 570 0800.
Vídeo com o passo a passo para a declaração:

Por corrupção, balanço da Cemig não sai nos EUA e ações caem

Cemig (CMIG4)
Além da Eletrobras (ELET3), outra companhia brasileira que enfrenta problemas nos Estados Unidos é a Cemig (CMIG4).
As ações da empresa despencaram nesta quarta-feira (18), após a companhia ter anunciado que não entregou à SEC (órgão regulador do mercado americano) seu balanço de 2015 dentro do prazo estipulado.
Em comunicado, a Cemig afirmou que as informações não foram entregues por não terem ainda sido finalizadas as investigações de corrupção na Norte Energia, consórcio responsável pela hidrelétrica de Belo Monte.
A companhia já havia informado que atrasaria o envio do "Formulário 20-F", mas agora disse "ser necessário aguardar a conclusão das investigações na Norte Energia" para poder arquivar o ducumento.
As ações preferenciais da Cemig despencaram 7,07% na Bovespa hoje, para R$ 5,52 cada uma, menor valor desde o começo do ano passado. Foi a maior perda entre todos os 59 papéis do Ibovespa, que fechou em baixa de 0,55%.
Apenas nesta semana, a Cemig acumula queda de 11,7% na Bolsa brasileira. No mês, a desvalorização já chega a 15,1%. Nos EUA, os ADRs (recibos de ações negociados no mercado americano) da companhia cederam 7,30% nesta quarta.
Corrupção
Também por corrupção, a Eletrobras deixou de entregar seu balanço de 2014 à SEC, e seus ADRs foram suspensos pela NYSE, Bolsa de Nova York, que iniciou também o processo de deslistagem dos papéis.
O prazo que a companhia tinha para apresentar o documento foi estendido por três vezes, e se esgotava hoje. 
Segundo a Eletrobras, as informações não foram entregues por causa de investigações internas de corrupção, que estão sendo feitas pelo escritório Hogan Lovells.
A divulgação do balanço de 2015 da estatal também está atrasada, mas a NYSE citou em nota oficial que apenas o documento de 2014 pesou em sua decisão.
O governo, maior acionista da empresa, pretende apresentar os recursos cabíveis e disse que continuará trabalhando para finalizar os "Formulários 20-F" que estão atrasados.

Dilma é notificada pelo STF para explicar uso de "golpe"

Foto mostra Dilma Rousseff saindo de um carro, em foto de arquivo

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (18) que a presidente afastada Dilma Rousseff seja notificada sobre interpelação judicial proposta por deputados que questionam o fato de a presidente classificar o processo de impeachment de “golpe de estado”.
No despacho, a ministra concedeu prazo de dez dias para que Dilma se manifeste a respeito.
Na ação, assinada pelos deputados Júlio Lopes (PP-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Pauderney Avelino (DEM-AM), Rubens Bueno (PPS-PR), Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), os deputados argumentam que a acusação de Dilma é algo de “gravidade ímpar, sobretudo, ao se levar em consideração a recente história nacional e as possibilidades de ruptura que declarações desse tipo podem trazer à sociedade brasileira”.
Na interpelação, os deputados apresentam uma série de discursos proferidos por Dilma em que ela classifica o processo de impeachment contra ela de “golpe”.
“Ao comportar-se da maneira como vem fazendo, a senhora presidente da República deixa toda a nação em dúvida, recomendando, portanto, a presente interpelação, a fim de que possa explicar qual a natureza, os motivos e os agentes desse suposto 'golpe'”, dizem os deputados na ação.
Eles pedem ainda que Dilma explique, entre outros pontos, quais atos compõem o golpe denunciado por ela, quem são os responsáveis, quais instituições atentam contra seu mandato e quais as medidas que ela pretende tomar, na condição de Chefe de Governo e Chefe de Estado, para resguardar a República.

Dilma já é quase uma cidadã comum

Presidente afastada Dilma Rousseff no Palácio do Planalto

Deixa de fazer parte do linguajar político do momento, por desaparecimento de propósito prático, a expressão “não vai ter golpe”, uma das mais utilizadas pelo sistema de comunicação e propaganda do governo desde o início do processo de impeachment da presidente da República.
O que passou a vigorar no mundo das realidades, desde a manhã do dia 12 de maio, é que não vai ter Dilma. Os 5 quilômetros que separam o Palácio do Planalto, onde governava oficialmente o Brasil, e o Palácio da Alvorada, onde não está claro o que poderá fazer de útil até seu julgamento final pelo Senado, formam um trajeto que não oferece a opção de volta.
Decorridos no máximo 180 dias, a presidente ora afastada estará apta a retomar sua existência como cidadã comum. Sua ­influência na vida pública brasileira, a partir de então, estará limitada ao título de eleitor e ao direito de acrescentar um voto à soma final da apuração a ser computada nas próximas eleições municipais, como é o caso para a grande maioria de todos nós.
Uma das maneiras mais seguras de perder tempo, daqui para a frente, será prestar atenção no que Dilma vai dizer enquanto sua situação legal não ficar tecnicamente definida. A observação se justifica porque Dilma permanecerá na mídia escrita, falada, televisada e digitalizada na tela dos celulares, computadores e onde mais for possível que seu nome apareça.
Qualquer pessoa menos atenta, dessa forma, pode ficar com a impressão de que a presidente afastada continua desempenhando um papel importante nos rumos da nação — se está presente todo santo dia nos meios de comunicação, seus movimentos devem ter alguma relevância, não é mesmo? Não, não é — o que torna perfeitamente dispensável o trabalho de ouvi-la.
Dilma, para todos os efeitos práticos, não é mais presidente; é apenas afastada. Já há um bom tempo, na verdade, ela só tem existido na mídia — se a imprensa não falasse dela, nada de notável iria mudar.
No momento de sua saída, não tinha um ministério, não tomava nenhuma decisão, não assinava nenhum documento relevante; chegou perto da perfeição, nessa inércia surrealista, ao nomear­ e exonerar o ex-presidente Lula do cargo de ministro da Casa Civil sem que ele tivesse conseguido dar nem mesmo 1 hora corrida de expediente. Assim continuará até o fim de seu estágio no Alvorada.
É perfeitamente previsível, na presente situação, que apareçam notícias, análises e comentários sobre o “ministério paralelo” que, segundo anunciam alguns assessores, vai acompanhá-la em seu novo local de atividades. Mas o que se pode esperar de uma coisa dessas?
Se Dilma não produzia o mínimo resultado com os ministros constantes do Diário Oficial, que diabo vai fazer de concreto com esses ministros paralelos, cuja capacidade de decidir é 100% nula? Há também a promessa de viagens internacionais em que Dilma faria denúncias contra o “golpe” — e, com isso, deixaria o governo Michel Temer numa situação delicadíssima perante a comunidade das nações.
O que não se sabe é quais são os chefes de Estado, de partidos e de organismos mundiais, em carne e osso, que vão recebê-la em tais viagens. Que decisões podem tomar em relação ao Brasil? Vão retirar os embaixadores ou promover um boicote econômico? Vão juntar-se a Dilma para entrar com um processo contra Temer no Tribunal Internacional de Haia?
Tudo isso só vai existir, é claro, nas páginas e nos programas dos meios de comunicação; no plenário do Senado Federal, onde estão os votos para o único julgamento que interessa, o efeito será zero. (Não conta ponto, nessa ofensiva estratégica, ser recebida pelos presidentes de Venezuela, Bolívia e outros do mesmo gênero.)
Estão abertos os cálculos para determinar por quanto tempo, ainda, Dilma terá algum interesse real para Lula, o PT e quem está hoje indignado com sua partida. A vida segue.

Como a White Martins fez da inovação um dever de todos

Fábrica da White Martins no Rio de Janeiro
 Na fabricante de gases industriais White Martins, inovação sempre foi assunto para engenheiros. Tradicionalmente, os especialistas da empresa mantiveram relacionamento estreito com universidades e com organizações como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo para inovar.
Em 2010, porém, os executivos da companhia decidiram que era preciso ir além e fazer com que a cultura de inovação permeasse todas as áreas da empresa — e não ficasse limitada aos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de novos produtos. Para isso, foi criada uma diretoria dedicada exclusivamente ao tema — e uma plataforma digital de registro de ideias, acessível a todos os 4 000 funcionários.
“Precisávamos fortalecer a máxima de que qualquer um, independentemente do nível hierárquico e da formação, pode colaborar para transformar o negócio, desde o laboratório de produtos até o chão de fábrica”, afirma William Macedo, gerente de desenvolvimento de negócios e tecnologia da White Martins.
De lá para cá, 376 ideias foram recebidas — 40% delas já foram aplicadas e 15% estão em desenvolvimento. Em conjunto, elas geraram uma economia equivalente a 7% dos custos totais da empresa. Veja o passo a passo da transformação.

1. Liderança

Em 2010, foi criada uma diretoria específica para disseminar o tema da inovação pela empresa. Um profissional da área de eficiência operacional foi alocado para comandar o time, que hoje conta com 30 pessoas — a maioria oriunda da gerência de produtividade.

2. Ideias

No ano seguinte, a empresa desenvolveu uma plataforma digital para receber sugestões. Batizada de N-Ideias e acessível a todos os funcionários pela intranet, ela recebe cerca de 70 ideias por ano. A viabilidade de cada uma delas é analisada em até duas semanas.

3. Capacitação 

Cinco diretores e 65 gerentes passaram por treinamentos presenciais sobre como incorporar a inovação à rotina dos negócios — e outras 3 500 pessoas realizaram um treinamento virtual, que desde 2012 se tornou obrigatório para os novos funcionários.

4. Projetos

Para ajudar a nova diretoria, formou-se um comitê de inovação. Com 17 pessoas de áreas como RH e operações, o grupo avalia as ideias recebidas e encaminha as factíveis à equipe de inovação, que as transforma em projetos a ser executados pelas áreas de origem.

Resultados

O esforço já proporcionou uma redução de 7% nos custos totais da White Martins. Boa parte dos ganhos veio das seguintes iniciativas: a empresa obteve uma economia de 2 milhões de litros de diesel só em 2015 — volume capaz de abastecer 600 caminhões durante 14 dias.
Também poupou o consumo de 14 milhões de litros de água em 2015, que poderiam suprir as necessidades de uma fábrica por 24 dias, e o sistema de isolamento térmico dos tanques dos caminhões tornou-se 30% mais eficiente, evitando a evaporação dos gases no transporte.

Motoristas de ônibus prometem novo ato amanhã

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista fazem paralisação contra o aumento de 2,31% oferecido pelas empresas. A categoria reivindica aumento de 5%, dia 18/05/2016
Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista fazem paralisação contra o aumento de 2,31% oferecido pelas empresas. A categoria reivindica aumento de 5%, dia 18/05/2016
 Motoristas e cobradores de ônibus fecharam por duas horas todos os 29 terminais de ônibus na capital paulista na manhã desta quarta-feira, 18.
O ato pegou diversos passageiros de surpresa e, segundo a Prefeitura, cerca de 1,5 milhão de pessoas foram atingidas pela paralisação. A categoria promete nova manifestação nesta quinta-feira, 19, caso não haja acordo com o sindicato patronal.
Os trabalhadores reivindicam aumento real de 5% no salário, reajuste do tíquete refeição de R$ 19 para R$ 25 e participação nos lucros de R$ 2 mil - o dobro do valor pago no ano passado.
A pauta também inclui convênio odontológico gratuito, seguro de vida e auxílio funerário. Já a proposta das empresas de transportes foi de reajuste salarial de 2,31%, abaixo da inflação, e do tíquete refeição.
O presidente do Sindicato dos Motoristas e Funcionários do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), Valdevan Noventa, afirmou que está previsto novo ato nesta quinta-feira, 19, das 14h às 16h.
A categoria também fará assembleia na próxima sexta-feira, 20, às 16h, para decidir se entra em greve a partir da próxima semana.
"Caso não haja acordo, com certeza a população vai ser a mais prejudicada", disse.
Paralisação
Em campanha salarial, os motoristas estacionaram os ônibus, bloquearam os terminais e cruzaram os braços das 10h ao meio-dia.
"Essa manifestação é justamente para chamar atenção dos responsáveis que administram a cidade e o transporte", afirmou Noventa, presente no Terminal Parque D. Pedro II, na região central.
O porteiro Yul Paulino, de 53 anos, chegou ao terminal dez minutos antes da paralisação, mas não conseguiu embarcar. M
orador de Cidade Tiradentes, na zona leste, ele costuma gastar cerca de três horas para chegar a Santo Amaro, na zona sul, onde trabalha.
"Eu não sabia que ia ter paralisação", disse. "É uma palhaçada: se quer negociar, que vá para a mesa de reunião. No fim, eles têm direito de parar a cidade e a gente tem direito de ficar parado", reclamou.
Com a filha de oito meses no colo, a comerciante Beatriz Correia, de 19 anos, era mais uma que estava desavisada sobre o ato.
"Minha filha tinha consulta no médico hoje, não podia faltar, mas precisei mandar uma mensagem para o trabalho, avisando que ia atrasar", disse. Aos 68 anos e operada do fêmur, a doméstica Gelza Souza também foi pega desprevenida após sair de uma consulta médica.
"Resolveram parar logo em dia de chuva. Prejudica, mas a gente também precisa entender que é bom para eles. Sem o motorista, ninguém anda na cidade", disse.
A professora Manuela Barbosa, de 56 anos, precisou aguardar mais de uma hora no Terminal Bandeira, também no centro, para pegar um ônibus para casa.
"Sou a favor de protesto, mas desde que comunique à população para todo mundo se organizar", disse. "A gente sai de casa e fica sem saber o que fazer com os terminais bloqueados", afirmou.
Moradora da zona norte, a assistente jurídica Jennifer Santos, de 27 anos, também se queixou da falta de aviso. "Se eu soubesse da paralisação, tinha ficado em casa."
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) classificou a manifestação de motoristas e cobradores como "desnecessária".
Segundo a SPUrbanuss, a reposição salarial de 2,31% foi a "proposta possível", "diante de um quadro de recessão econômica, aumento dos insumos do transporte público e queda da demanda de passageiros".
De acordo com a nota, as negociações ainda não foram encerradas.
Sanções
"Nós temos acompanhado (a negociação) dia e noite, para que a SPUrbanuss e o sindicato dos trabalhadores entre em acordo, pedindo bom senso", afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, em entrevista à Rádio Estadão.
"A Prefeitura tem pagado em dia suas obrigações contratuais com esses concessionários. Mesmo (a paralisação) sendo pontual, fora do horário de pico, acaba causando um transtorno muito grande."
De acordo com Tatto, uma exigência contratual para as empresas de ônibus é que o serviço não seja paralisado.
"Dependendo da situação, podemos acionar tanto o Ministério Público do Trabalho como a Justiça do Trabalho, e eventualmente (aplicar) algumas sanções contratuais."
Em nota, a Prefeitura afirma que o impasse se trata de uma relação "privada entre empresários e empregados", mas que acompanha a questão de perto por ser um ser um serviço essencial.
Segundo a gestão Fernando Haddad (PT), os subsídios para o sistema de transporte é superior a R$ 2 bilhões neste ano e cerca de 4,5 milhões de pessoas usam o sistema por dia.

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