quarta-feira, 18 de maio de 2016

Diplomacia brasileira dá guinada após afastamento de Dilma

José Serra
Chega de ideologia, vamos fazer negócios: foi assim que o novo ministro das Relações ExterioresJosé Serra, apresentou a nova política externa brasileira, com a promessa de deixar para trás o que chamou de "desacertos" da esquerda no passado.
"A diplomacia voltará a refletir de modo transparente e intransigente os legítimos valores da sociedade brasileira e os interesses de sua economia, a serviço do Brasil como um todo e não mais das conveniências e preferências ideológicas de um partido político e de seus aliados no exterior", disse o ministro recém-empossado.
Senador e ex-candidato à Presidência pelo PSDB, derrotado por Lula e Dilma, Serra apresentou nesta quarta-feira as novas diretrizes da política externa do governo Temer, que privilegiará parceiros tradicionais do Brasil, como os Estados Unidos, a Europa e a Argentina, sem descartar a China, principal sócio comercial do país.
O novo chanceler foi nomeado quase uma semana depois de Dilma ter sido afastada da Presidência para enfrentar um julgamento de impeachment, acusada de manipulação de contas públicas, e Temer assumir interinamente até o fim do processo, que pode durar seis meses.
Se o Senado considerar Dilma culpada e destituí-la definitivamente do cargo, Temer completará o mandato até 2018.
A opção por um político, e não por um diplomata de carreira, dá ao ministério das Relações Exteriores a força e o protagonismo que teve poucas vezes nos cinco anos do governo de Dilma Rousseff, afirmam analistas.
"Tenho e terei, como sempre em minha vida pública, os olhos voltados para o futuro e não para os desacertos do passado", disparou Serra, personalidade de destaque do novo gabinete.
Primeiros dardos
O primeiro teste veio com a reação dos governos de Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, que consideraram o processo de impeachment contra Dilma um "golpe de Estado". Serra não hesitou em desqualificar suas "falsidades". Fez o mesmo ao repudiar as declarações do secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper.
"Estaremos atentos à defesa da democracia, das liberdades e dos direitos humanos em qualquer país, em qualquer regime político", afirmou.
Uma fonte próxima ao gabinete do ministro disse à AFP que a tensão com este bloco conhecido como "bolivariano" começou a diminuir e que as relações tendem a se normalizar.
El Salvador, por exemplo, que chegou inclusive a afirmar que não reconheceria o novo governo, posteriormente voltou atrás em sua decisão quando Serra lembrou os acordos comerciais que estavam em risco.
O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, anunciou que consultaria a Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a legalidade do impeachment.
Em nota oficial publicada nesta quarta-feira, a entidade, com sede em Washington, expressou sua "profunda preocupação" com as medidas anunciadas pelo governo, as quais considerou "um retrocesso" em matéria de defesa e promoção de direitos fundamentais.
Serra não reagiu, mas em seu discurso reforçou a todo momento que o impeachment cumpriu com as normas legais.
O Itamaraty também trabalha para explicar a legitimidade do processo de impeachment no exterior, depois que na sequência do afastamento de Dilma foram enviados documentos a delegações diplomáticas denunciando "o golpe".
Bilateralismo
A guinada será dada no protagonismo que as Relações Exteriores terão na administração Temer, que pode inclusive aumentar o orçamento da pasta, que não estava entre as prioridades de Dilma.
Um diplomata de carreira que pediu para ter a identidade preservada explicou à AFP que "a direita se instalou ao fim do governo Lula". "Depois do ministro Celso Amorim houve um processo progressivo de conservadorismo que agora celebra" o afastamento de Dilma, criticou.
O foco da política externa será o mundo desenvolvido, sobretudo porque Serra terá agora o controle da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que até então dependia do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O governo Temer buscará selar acordos comerciais sem restrições e apostará na bilateralidade onde o multilateralismo não frutifique.
"O multilateralismo que não aconteceu prejudicou o bilateralismo que aconteceu em todo o mundo. Quase todo mundo investiu nessa multiplicação, menos nós. Precisamos e vamos vencer esse atraso e recuperar oportunidades perdidas", disse Serra.
O novo chanceler ressaltou a importância da relação com a vizinha Argentina, "com a qual passamos a compartilhar referências semelhantes para a reorganização da política e da economia".
A Argentina teve uma mudança de tom político no ano passado com a chegada à Presidência de Maurício Macri, de orientação liberal, em substituição a Cristina Kirchner, defensora de uma economia com forte presença estatal.
Serra, que falou em "corrigir" o Mercosul, tem previsto viajar na segunda-feira para Buenos Aires para se reunir com a contraparte Susana Malcorra.

Conta de luz vai cair a partir de julho

Energia elétrica: conta de luz
A conta de luz vai cair a partir de julho. De R$ 190 milhões a R$ 200 milhões serão economizados porque será acionado um número mínimo de usinas térmicas, que produzem energia a um preço mais elevado do que as hidrelétricas.
Com a recuperação dos reservatórios e a queda do consumo, será possível abrir mão das térmicas e o preço de venda da eletricidade volta a ser o principal critério de definição das usinas que devem ser interligadas à rede nacional de transmissão.
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, os consumidores serão beneficiados nas datas de revisão tarifária das suas distribuidoras de energia. Cada uma das distribuidoras tem uma data no ano em que definem com a agência reguladora a tarifa de energia a ser paga pelo consumidor nos 12 meses seguintes. Nesse processo, é considerado o custo da tarifa que pagam às usinas geradoras. Quanto menos térmicas forem acionadas, menor o valor do megawatt-hora e a conta de luz.
A Eletropaulo, distribuidora de São Paulo, revisará a tarifa em julho e já deve considerar no cálculo a queda do custo da energia. A Light, do Rio, passará pelo mesmo processo em novembro.
Mas o consumidor só deve perceber a retração da conta, de fato, no ano que vem, segundo Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo ele, somente após um período mais longo de preços de venda de eletricidade mais baixos a redução tem efeito sobre o custo das distribuidoras e a conta de luz.
Barata assumiu o ONS na última terça-feira, 17, depois de deixar o Ministério de Minas e Energia. Na primeira reunião que coordenará, para definir as usinas que serão acionadas para cobrir a demanda de eletricidade em junho, vai indicar a retomada do método que prioriza o critério preço, conhecido no setor como "despacho por ordem de mérito".
"Muitas vezes, por uma questão de responsabilidade, o ONS ignora o que indica o modelo (de preço) e despacha um número maior de térmicas", disse ele. O cenário atual, porém, permite abandonar essa prática. O operador já vem optando, gradativamente, por acionar cada vez mais hidrelétricas, o que permitiu reduzir a tarifa de energia e chegar à bandeira verde da conta de luz.
Ainda assim, o número de térmicas interligadas ao sistema é superior ao ideal. Ao todo, 7,5 mil megawatts (MW) de capacidade térmica estão sendo acionados mensalmente pelo operador. A perspectiva, a partir de agora, é limitar o volume a 3,5 mil MW, quase à metade.
Meio ambiente
Presente ao 13º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), no Rio, Barata defendeu a redução do prazo de licenciamento de projetos de transmissão de energia.
O prazo total de instalação de uma linha é de 60 meses, a maior parte consumida na fase de licenciamento, segundo ele.
Com isso, há um descolamento entre os prazos de instalação de usinas geradoras de energia e da rede de transmissão utilizada para escoar a eletricidade produzida.

Consulta sobre eleições sai do ar devido volume de acessos

Plenário do Senado durante sessão desta quarta-feira. 11/05/2016
A consulta pública aberta no portal do Senado Federal para verificar a opinião das pessoas sobre a realização de novas eleições presidenciais saiu do ar devido ao grande volume de acessos.
De acordo com a equipe técnica do site, o portal não foi capaz de suportar a quantidade de acessos, mas o site já trabalha para colocar a pesquisa no ar novamente. A maioria dos participantes da enquete é a favor de novas eleições.
O portal do Senado abriu uma consulta pública sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que antecipa as eleições presidenciais para outubro deste ano, juntamente com as eleições municipais. A consulta pública é uma prática recorrente do portal e-Cidadania e é feita com todos os projetos que passam a tramitar na Casa. A enquete é feita até que o projeto seja votado no plenário. Por volta das 15h, aproximadamente 40 mil pessoas já haviam opinado sobre o projeto. Entre esses, 34 mil eram favoráveis à proposta e 6 mil eram contrários.
De acordo com a equipe do e-Cidadania, 40 mil votos em apenas um dia de avaliação é uma média muito alta, mas que não é um recorde. Alguns projetos com apelo popular, relacionado a questões como direitos humanos, costumam ter muitos acessos também.
A assessoria técnica do portal informou ainda que a consulta pública não tem valor de referendo, ou seja, os senadores não são obrigados a seguir a orientação do resultado da enquete. Por outro lado, a consulta pública serve como uma forma de a população demonstrar o seu interesse e pressionar o Legislativo. "É uma espécie de escuta para ver se o Senado se sintoniza com a vontade da população de mudar os rumos da administração. Funciona como uma pressão popular e muitos senadores disseram que iam esperar a opinião das pessoas para se posicionarem", disse o senador Walter Pinheiro (sem partido - BA), um dos criadores da PEC.
O projeto de antecipação das eleições foi criado por senadores que se dizem independentes em relação ao impeachment e acreditam que a melhor forma de o Poder Executivo reaver a credibilidade é por meio de novas eleições. Além de Pinheiro, a PEC foi proposta pelos senadores João Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-AP) e Cristovam Buarque (PPS-DF), entre outros.
A proposta tramita no momento no Senado e vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o plenário. Para ser promulgada, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos no Senado e na Câmara dos Deputados. Diferentemente de outros projetos, ela não precisa passar pela sanção presidencial.

Senador propõe que maioridade seja decidida caso a caso

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) apresentou nesta quarta-feira, 18, seu relatório sobre a redução da maioridade penal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Ele modificou a proposta que veio da Câmara dos Deputados e sugeriu que o promotor peça ao juiz que o adolescente entre 16 e 18 anos possa ou não ser julgado como adulto, de acordo com cada caso específico.
Os demais senadores do colegiado pediram vistas do relatório e a comissão deve retomar a discussão do parecer de Ferraço em 31 de maio.
No projeto que veio da Câmara, os deputados reduziram de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Nesta primeira proposta, a redução valeria para qualquer adolescente.
Já na proposta de Ferraço, um juiz que atue nas áreas de infância e adolescência deveria assumir o caso para decidir como será o julgamento no caso específico. Em sua decisão, o juiz deve levar em conta a "capacidade do agente de compreender o caráter criminoso de sua conduta", usando como critérios o histórico familiar, social, cultural e econômico do adolescente, além de seus antecedentes de infrações.
A decisão do juiz deve ser atestada por um laudo técnico, enquanto o advogado de defesa do adolescente também teria o direito de apresentar outro laudo técnico em sua defesa.
O texto também é mais restritivo quanto à quantidade de crimes em que poderia ser aplicada a redução penal. Ferraço listou quais crimes poderiam ser considerados. Já na proposta que veio da Câmara, é usada apenas a expressão "crime hediondo". Desta forma, caso novos crimes fossem incluídos na lei de crimes hediondos, a possibilidade de condenação de menores também se alargaria.
Condenação
De acordo com a proposta, caso o adolescente venha a ser condenado, ele deve ser alocado em um estabelecimento penal diferente dos presídios para maiores de 18 anos.
Após ser votado na CCJ do Senado, o projeto precisa passar pela análise do plenário em dois turnos. Para ser aprovado, são necessários pelo menos 49 votos. Caso o relatório de Ferraço seja aprovado pelo Senado, devido às alterações, a proposta teria que voltar para a Câmara. Se o Senado, entretanto, optar por manter o texto original da Câmara, a redução da maioridade penal dependeria apenas da promulgação do Congresso Nacional para entrar em vigor.

10 cursos universitários que são (quase) inacreditáveis

Alguns visitantes se vestiram de zumbis durante a Gamescom
Estar em uma universidade é ter a chance de conquistar educação rigorosa e se preparar para a carreira que escolheu. No entanto, todas aquelas leituras e listas de leitura, por mais úteis que sejam, podem acabar se tornando entediantes… Pensando nisso, muitas instituições estão tentando atrair a atenção de estudantes com alguns cursos estranhos, e divertidíssimos.
Será que elas estão indo longe demais? Você gostaria de se especializar em zumbis, magos e super-heróis, ou você acha que o reino da fantasia deveria ficar longe das salas de aula? Confira abaixo uma lista dos 10 cursos universitários que existem… mas parecem imaginários:
#1 Literatura Fantástica – Harry Potter
Instituição: Ohio State University
O curso é focado na história do mundo mágico criado por Harry Potter e ensina, com isso, trouxas (ou não-bruxos) sobre técnicas literárias e herança cultural dos romances de ficção. Os estudantes devem ler todos os sete livros da série, bem como artigos e outros materiais sobre o gênero fantástico.
#2 Vampiros na Literatura e no Cinema
Instituição: University of Wisconsin-Madison
Livros como Crepúsculo e séries como “True Blood” e “Vampire Diaries” tornaram estas criaturas extremamente populares – e agora elas alcançaram até mesmo a educação superior. O curso, porém, não é tão assustador quanto parece – e não envolve nada relacionado a amostras sanguíneas ou pesquisa em laboratório. O professor Tomislav Longinovic, responsável pelo módulo, alega que a ideia é destruir a percepção cultural negativa que se tem sobre a Europa Oriental ao analisar folclore, literatura e filmes da região, e particularmente a imagem dos vampiros nelas.
#3 Línguas Inventadas: Klingon e Além
Instituição: University of Texas-Austin
Entusiastas da ficção científica podem comemorar: Klingon, ou a linguagem usada pela raça alienígena no universo de Jornada nas Estrelas (Star Trek), que já foi objeto de discussão e pesquisa pro muito tempo, agora também se tornou um curso da Universidade de Texas. Muitos clamam serem efetivamente fluentes, e passaram anos aprendendo-a (como o personagem Sheldon, da série Big Bang Theory). O curso, porém, não visa ensinar os estudantes a falarem a língua, mas utiliza linguagens inventadas como uma ferramenta para discutir ideias sobre teoria linguística, especialmente a respeito da interação entre linguagem e sociedade.
#4 ‘Sessão da tarde’; Família e Papéis Sociais 
Instituição: University of Wisconsin-Madison
A tradução do nome da disciplina não é literal, mas traduz exatamente o tipo de conteúdo televisivo que é estudado neste programa da Universidade de Wisconsin. Com o nome “Daytime Serials: Family and Social Roles”, o módulo foca em séries de televisão populares exibidas durante o dia (especialmente nas ‘novelas’ americanas, ou soap-operas) e as usam como estudos de caso para investigar como homens e mulheres são caracterizados em ambientes de família ou de trabalho. São feitas análises dos temas e personagens nestes programas diurnos e comparações com os programas exibidos em horário nobre.
#5 A Alegria do Lixo
Instituição: Santa Clara University
A professore Virginia Matzek é responsável por este curso, e ela afirma que ele é bastante popular na universidade de Santa Clara. Para as aulas, ela pede aos alunos que investiguem o lixo como se eles fossem arqueologistas descobrindo histórias ocultas – e, com isto, ensina aos alunos ciência nua e crua usando lixo e desperdício como foco. A ideia principal é mostrar que as sociedades lidam com o seu lixo da mesma forma que elas lidam com o meio-ambiente.
#6 A Ciência dos Super-Heróis
Instituição: University of California, Irvine
“A Ciência dos Super-Heróis” é, na verdade, um jeito novo e criativo de ensinar… física! Trata-se de forma de transformar assuntos complexos mais atraentes e acessíveis. Neste curso, estudantes aprendem sobre princípios reais da física usando os superpoderes dos seus heróis favoritos, como Homem Aranha, Super-homem e Mulher Maravilha.
#7 A História do Porco na América
Instituição: Xavier University in Cincinnati
Este módulo foca na história dos porcos através do tempo, a forma como são retratados na literatura e percepção social. Se você está interessado em descobrir diversos fatos interessantes sobre este animal – como por exemplo os conflitos entre colonos britânicos e índios causados pela posse destes animais – então este é o curso exato para você.
#8 Zumbis na Mídia
Instituição: Columbia College Chicago e Universidade de Baltimore
Estas duas universidades que possuem o curso “Zumbis na Mídia Popular” estudam a presença destas criaturas na cultura popular, além de explorar como elas influenciaram o vodu no Haiti, filmes e videogames. Assustador, sim, mas de certa forma fascinante.
#9 Lições de Lost: Um Estudo de Caso
Instituição: Vanderbilt University
Lost foi sem dúvidas uma das séries mais populares já produzidas – tanto que a Universidade de Vanderbild decidiu dedicar um curso inteiro a ela. O professor John M. Sloop ensina cultura popular e afirma que Lost é um estudo de caso perfeito, devido à variedade de personagens, aos temas que opõem religião e ciência e roteiro intrincado. Os estudantes assistem a episódios da série e discutem em seguida.
#10 Pornô Virtual e Sociedade
Instituição: University of New York at Buffalo
Este curso examina o papel da pornografia no desenvolvimento da internet e como ela afeta a sociedade. O professor, Alexander Halavais, explica que o objetivo não é valorizar nem criticar o pornô, mas discutir a interação entre pornografia e tecnologia. Aviso: o curso não inclui a exibição de nenhum filme adulto nem nada do tipo.

Clubes de assinatura apostam em curadoria para expandir

GoBox-Nativa3
A conveniência de receber periodicamente produtos e novidades em casa, com a curadoria de empresas especializadas, está rendendo. Nos Estados Unidos, os clubes de assinatura movimentaram U$ 5 bilhões em 2014 e desde então crescem a taxas de 200% ao ano.
Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a estimativa é que os clubes de assinatura nacionais, operados por cerca de 700 empresas, tenham um faturamento de R$ 690 milhões em 2016, um crescimento de 15% em relação ao ano passado – e isso no ano em que o Brasil enfrenta a pior recessão dos últimos tempos.
Produtos de beleza, fraldas, cuecas, alimentos sem glúten, frutas frescas e cortadas, ração para cães e gatos e até produtos eróticos – aparentemente dá para organizar boa parte da vida esperando as caixinhas chegarem na porta de casa. Para Maurício Salvador, presidente da ABComm, o crescimento dos clubes mostra que o consumidor brasileiro amadureceu e hoje não tem mais receio de comprar produtos de beleza, saúde, moda e alimentos pela internet.
A bem da verdade, a ideia de receber produtos pelo correio não é nova – vem desde o momento em que começamos a receber revistas e jornais em casa. De acordo com Salvador, o modelo de assinatura existe desde meados de 2002. Mas, no Brasil, a moda pegou mesmo a partir de 2010. Um dos pioneiros foi o ClubeW, criado pelo e-commerce de vinhos Wine, que entrega uma seleção de vinhos todo mês na casa dos associados.
Para as caixinhas de hoje, o princípio é o mesmo das revistas em casa – as possibilidades é que aumentaram. Inclusive, este foi o raciocínio que motivou a entrada do Grupo Abril neste seara, com a criação do GoBoxplataforma de clubes de assinatura. Segundo o presidente do grupo, Walter Longo, a expectativa é de que o novo canal de vendas alcance 200 mil assinaturas e tenha um faturamento de aproximadamente R$ 250 milhões em três anos.
A expectativa tem precedentes: o ClubeW, por exemplo, é hoje o maior clube de vinhos da América Latina, com mais de 100 mil sócios. O faturamento das assinaturas – os participantes podem escolher entre cinco planos diferentes – já corresponde a cerca de 45% do faturamento total da empresa.
Necessidade e hobby
A característica comum a todos os clubes é a recorrência, ou seja, ofertar uma seleção de produtos que os associados queiram receber periodicamente. Mas é preciso dividir os clubes em dois grandes grupos: os que nascem de uma necessidade e os que são ligados a um hobby.
O primeiro grupo entrega produtos de uso contínuo a bons preços.A Rabixo, por exemplo, entrega um verdadeiro kit de sobrevivência ao homem que deseja receber, de tempos em tempos, lâminas de barbear, cuecas e meias. A Massau, por sua vez, entrega snacks saudáveis toda semana na casa ou no trabalho do associado.
No universo dos hobbies o céu é o limite. Os clientes buscam produtos diferenciados e, muitas vezes, pagam para receber uma surpresa todo mês. A Bistrobox entrega produtos gourmet e inclui receitas e cards explicativos de como consumir cada alimento. A TAG Experiências Literárias conta com a curadoria de escritores para selecionar um livro e embalá-lo junto um objeto surpresa e uma revista sobre a obra. O Nerd ao Cubo oferece produtos colecionáveis do universo geek.
Em geral, os clubes podem ser o complemento de uma loja virtual, mas também podem ter vida própria. Graças à previsibilidade da demanda e da receita, o negócio pode ter basicamente o tamanho que o dono quiser. Existem clubes grandes, como a Glambox, que entrega produtos de beleza para mais de 20 mil assinantes e faturou, em 2015, cerca de R$ 15 milhões. E há espaço também para pequenos (mas rentáveis) empreendedores, como o Grão Gourmet, que seleciona diferentes tipos de café para levar a seus 200 associados.
Nos Estados Unidos, onde o modelo é mais disseminado, existem até pequenos clubes com apenas algumas dezenas de associados. De qualquer forma, sejam grandes ou pequenos, a chave do sucesso está na fidelização do cliente baseada na curadoria qualificada dos produtos e na exclusividade.
“A percepção de valor do consumidor é clara, ele sabe quando um produto é de qualidade duvidosa”, avisa Salvador. Segundo ele, um dos maiores problemas é a entrega de má qualidade. Às vezes, o clube começa entregando bons produtos nos primeiros meses e, depois, diminui a qualidade para aumentar a margem de lucro. A entrega no prazo também é essencial. Aí, a dificuldade passa a ser logística, especialmente em relação aos altos valores de frete e a inacessibilidade de algumas localidades no Brasil.
Diante da explosão de possiblidades, será que chegamos ao ponto de saturação do modelo? Para o presidente da ABComm ainda há muito espaço para crescer: “Em média, quatro milhões de brasileiros compram pela primeira vez na internet a cada ano. Quanto mais amadurecido o mercado de e-commerce brasileiro, mais aptos esses consumidores estão para participar dos clubes”, afirma.

Temer falou com Meirelles para liberar pagamentos a Cultura

Vice-presidente da República, Michel Temer, durante reunião em Brasília
Depois de protestos de artistas e trabalhadores por conta da fusão doMinistério da Cultura com o da Educação, o presidente em exercício, Michel Temer, divulgou um áudio para dizer que atendeu a um clamor da sociedade ao reduzir o número de pastas e que conversou com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para garantir o pagamento de débitos atrasados.
"Há um débito, o setor da cultura brasileira, no ministério da Cultura, que está em torno de R$ 220 milhões a R$ 230 milhões. Eu acabei de falar com ministro Meirelles para que nós possamos fazer o pagamento desses valores atrasados", afirmou, ressaltando que a medida é uma forma de "prestigiar a cultura brasileira".
Temer disse ainda que esse é apenas "um dos débitos existentes com o passado". "Esses débitos serão saldados, portanto, prestigiando a cultura brasileira", reforçou.
O presidente em exercício, que divulgou o áudio logo após a coletiva do ministro Mendonça Filho e do recém-anunciado Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero, disse ainda que "seguramente no orçamento do ano que vem vamos aumentar o valor destinado à cultura, tamanha a importância deste setor". "Não é o fato de ser ou não ser ministério que reduz a atividade da cultura no país", completou.
Temer iniciou sua fala destacando que durante muito tempo o clamor popular pedia a redução de ministérios e que agiu como resposta a essa pressão. "A exigência para redução, para racionalização do serviços, foi fruto de uma pressão da sociedade", disse. "Nós reduzimos ministérios sem eliminá-los. Na verdade o que fizemos foi uma racionalização de trabalhos e atividades", completou.
A integração da Cultura, destacou Temer, já existiu no passado. "Tanto que quando se fala em Ministério da Educação hoje se fala em MEC, que é ministério da Educação e Cultura", disse. "Quando trouxemos a cultura para a área de educação não foi para reduzir a atividade cultural no Brasil, pelo contrário até, haverá uma potencialização da cultura brasileira", afirmou.
Segundo o presidente em exercício, a cultura brasileira "será prestigiada". Ele citou a Lei Rouanet e afirmou que ela será incentivada. "A lei Rouanet continua com os mesmos atributos, vamos até incentivar a sua aplicação", disse.

Tesla planeja oferta de US$2 bi para acelerar lançamento

Tesla
Tesla Motors disse que deve oferecer 2 bilhões de dólares em ações para ajudar a financiar o lançamento acelerado de seu novo sedã elétrico Model 3.
O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, surpreendeu investidores no mês passado com a sua decisão de acelerar a introdução do Model 3, o menor e mais barato carro construído pela Tesla, e expandir a capacidade de produção da fábrica em Fremont, Califórnia.
A Tesla disse que adiantaria em dois anos o plano de impulsionar a produção na fábrica em Fremont para 500 mil em 2018, ante 50 mil em 2015.
A maior parte do aumento da produção viria do Model 3, que atraiu quase 400 mil reservas antecipadas após Musk revelar o carro em 31 de março.

MP pode cassar direitos políticos de Waldir Maranhão

Presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão faz pronunciamento na sala de reuniões da presidência da Casa, dia 09/05/2016
O Ministério Público do Maranhão vai propor a suspensão dos direitos políticos do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), por conta do recebimento ilegal de salários como professor da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).
A decisão faz parte de um inquérito civil público instaurado pelo MP, para apurar irregularidades da atuação de Maranhão como "professor fantasma" da universidade. O caso foi revelado na semana passada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
No período de fevereiro de 2014 a dezembro de 2015, Waldir Maranhão recebeu indevidamente a quantia de R$ 368 mil, o equivalente a R$ 16 mil por mês.
Por lei, ele não poderia ter recebido nenhum pagamento, já que exercia cargo como parlamentar. Maranhão, no entanto, não fez qualquer comunicação sobre o assunto aos órgãos responsáveis, e continuou a receber os recursos.
Agora, os promotores investigam se mais alguém está envolvido na fraude dentro da Uema.
A ação civil pública vai exigir não só o ressarcimento do valor recebido, como também a aplicação da Lei 8.429, da improbidade administrativa, que prevê as sanções jurídicas, civis e administrativas, que é a suspensão dos direitos políticos, conforme informou o promotor João Leonardo Leal.
A decisão do MP em investigar o caso foi publicada pelo Estado no domingo passado. A atuação de Waldir Maranhão como "professor fantasma" da Uema também foi levada à Comissão de Ética da Câmara.
Por meio de sua assessoria, Waldir Maranhão relatou que houve um "equívoco da Uema" e assim percebido o ocorrido, ele apresentou a solicitação para suspensão dos pagamentos e que a mesma foi entregue assim que foi eleito ao cargo na Câmara Federal.
A assessoria do deputado também disse que Waldir Maranhão já solicitou à direção da Uema, os cálculos e a forma de repasse dos valores a serem restituídos.
Não é o que diz o reitor da Uema, Gustavo Pereira da Costa.
À reportagem, Costa disse que os pagamentos irregulares só pararam de ser feitos em dezembro de 2015 porque a universidade, ao fazer uma auditoria interna em sua folha de pagamento, verificou que Waldir Maranhão tinha passado a fazer parte dos professores ativos, de forma irregular.
"Imediatamente, pedimos que o nome dele fosse retirado", declarou.
Ao contrário do que afirma a assessoria de Waldir Maranhão, a reitoria da Uema declarou ainda que não foi feito nenhum pedido, pelo parlamentar, de retirada de seu nome da folha, tampouco pagamento dos valores recebidos.
Filho
Além de investigar a atuação do parlamentar, o Ministério Público também abriu inquérito contra seu filho, Thiago Augusto Azevedo Maranhão Cardoso, por ter recebido de forma indevida salários do Tribunal de Contas do Maranhão.
Thiago Maranhão também está sendo investigado por receber salário do TCE enquanto atuava como médico em outros estados e fazia residência no Rio de Janeiro.
Segundo o Ministério Público, o filho de Waldir Maranhão recebeu o salário de R$ 7.500 por mês sem trabalhar durante três anos, de 2013 a 2016.
Ele foi exonerado apenas em maio deste ano depois que o caso se tornou público. O médico Thiago Maranhão não se pronunciou sobre o assunto.
A Justiça do Maranhão decretou na terça-feira (17), o bloqueio parcial de bens do médico Thiago Augusto Azevedo Maranhão como forma de garantir a devolução do dinheiro pago indevidamente ao filho do presidente em exercício da Câmara dos Deputados.
Na sentença consta ainda a restrição de transferência no Detran-MA e expedição de oficio aos cartórios de registro de imóveis avisando sobre a decisão.
"Eu determinei a indisponibilidade dos bens até R$ 235 mil, que foi o valor que ele teria recebido sem trabalhar seguindo uma norma de preferência. Inicialmente dinheiro nas contas, se tiver. Se não, veículos ou então imóveis. Mas resguardar o patrimônio suficiente para que o dinheiro público seja recuperado" destacou o juiz Douglas de Melo Martins, titular da vara de Interesses Difusos.

Maior campo de refugiados do mundo fechará suas portas

Vista aérea de Dadaab
Nesta semana, a comunidade internacional recebeu com apreensão a notícia de que o governo do Quênia irá encerrar a recepção de refugiados e fechar as operações dos campos situados no país, tornando incerto o futuro de mais de 600 mil pessoas registradas em seu território nessas condições.
Em nota divulgada nas redes sociais, o Quênia declarou estar ciente dos desafios que o mundo enfrenta hoje com a questão da migração forçada e a crise de refugiados, ambas situações decorrentes de guerras, intempéries climáticas e fome.
Contudo, por conta do cenário de insegurança e das ameaças de grupos terroristas como o Al Shabaab, que está baseado na Somália, mas vem ampliando as suas operações, o governo decidiu por “reconsiderar a questão de receber refugiados e o processo de repatriação”.
O comunicado não deixa claro quando, afinal, começará a barrar a entrada dessas pessoas e iniciará o processo de fechamento dos campos. Mas anunciou que as atividades do Departamento de Refugiados do país já se encerraram.
E um dos locais que serão afetados por essa determinação é Dadaab, o maior campo de refugiados do planeta.

Dabaab

Em 1991, o mundo observava com atenção os desdobramentos de uma sangrenta guerra civil que até hoje devasta a Somália. Como resultado, milhares de somalis buscavam refúgio no vizinho Quênia, mais especificamente na região de Garissa, que está localizada a cerca de 400 quilômetros da capital Nairóbi.
Nascia o Dadaab, um campo improvisado, cujas operações deveriam ter funcionado apenas por alguns meses, mas que segue de pé. Com o tempo, o local se tornou a maior cidade de Garissa e hoje é abrigo de 330 mil refugiados, em sua maioria somalis, como mostram números da operação queniana da ACNUR, órgão da ONU dedicado à questão dos refugiados.
Segundo o Dadaab Stories, iniciativa da FilmAid International, organização não governamental baseada nos Estados Unidos, o campo conta com cinco campos menores e hoje há ao menos 8 mil crianças “netas” de Dadaab. Representam as gerações de pessoas que enxergam o campo como seus lares, suas pátrias.

Críticas

Para a Anistia Internacional, a decisão do governo queniano foi classificada como “descuidada” e alertou que poderá causar o retorno involuntário de milhares de refugiados para seus países de origem. Países esses que ainda enfrentam situações de instabilidade, colocando em risco a vida dessas pessoas que já vivem em vulnerabilidade.
A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras também se manifestou contra a posição do governo do Quênia. Em comunicado, a ONG pediu que tal decisão seja reconsiderada e apelou para que as organizações que atuam nos campos espalhados pelo país não cessem suas atividades.
O vídeo abaixo, em inglês e com legendas apenas em inglês, foi produzido pelo Dadaab Stories e mostra cenas da vida no maior campo de refugiados do mundo, pelas lentes daqueles que ainda vivem no local. Confira.

Lei Rouanet não pode ser demonizada, afirma Calero

Presidente interino Michel Temer acompanhado pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (E), e pelo Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero
Após ser anunciado como secretário nacional de Cultura, o diplomata de carreira Marcelo Calero defendeu o diálogo para lidar com as críticas que o governo tem recebido pela fusão dos ministérios da Cultura com a de Educação.
Ele também disse que as ocupações de prédios públicos em protesto contra a fusão podem ocorrer desde que não prejudiquem as atividades dos órgãos.
O novo secretário afirmou ainda que a Lei Rouanet não pode ser demonizada.
Em entrevista a jornalistas depois de ser apresentado pelo ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, o secretário fez um discurso de valorização dos servidores, que têm criticado a incorporação do ministério da Cultura ao da Educação.
Diálogo
Desde o início da semana, diversas sedes do extinto Ministério da Cultura têm sido ocupadas pelo país por integrantes do setor cultural em manifestação contra a fusão.
Marcelo Calero prometeu abrir um "diálogo franco" para aprimorar a gestão da cultura no país.
Ele elogiou as manifestações de artistas como "sinal vivo" da democracia e disse que a melhor maneira de responder às críticas é mostrando resultados. 
"Mas é claro, a gente dialoga com quem quer dialogar conosco, e nós procuraremos todos, sem dúvida alguma", afirmou.
De acordo com o novo secretário de Cultura, é "bonito" ver edifícios, como o Palácio Capanema, ocupados, mas afirmou que os trabalhos nesses locais não podem ser prejudicados.
"Hoje o senador Cristovam (Buarque, PPS-DF) deu uma entrevista muito lúcida a respeito de ocupação nas escolas. Ele dizia que são movimentos legítimos, que não podem ser aparelhados. Acho que essa é a grande pedra de toque que a gente tem aqui em relação a esse movimento. Claro que a gente não pode que isso se faça em detrimento de atividades regulares desses órgãos. Mas acho que o caminho é reforçar canais de diálogo e a democracia, sempre", disse.
Lei Rouanet

Maduro ameaça decretar estado de "comoção interna" no país

Manifestantes contra o governo entram em confronto com a polícia na Venezuela, dia 18/05/2016
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu nesta quarta-feira que já tem pronto um decreto de "comoção interna" para o caso de atos de violência dos "golpistas", como parte do estado de exceção que vigora no país.
"É um recurso que tenho como chefe de Estado caso na Venezuela ocorram atos golpistas violentos, e não duvidarei em adotá-lo, se necessário, para lutar pela paz e pela segurança deste país (...). Espero que não seja preciso, mas estarei pronto", afirmou Maduro em um ato em Guanta, no estado Anzoátegui.
Maduro não precisou em sua declaração o alcance do decreto de "comoção interna", mas a medida implica em restrição de liberdade, após o estado de emergência econômica e de exceção declarado na sexta-feira passada.
Segundo a Constituição, o estado de comoção interna pode ser decretado pelo presidente "em caso de conflito interno ou externo, que coloque seriamente em risco a segurança da Nação", com prazo máximo de 180 dias.
Maduro, contra quem a oposição promove um referendo revogatório de mandato, afirma que a oposição tem como estratégia provocar a violência e propagar a ideia de que a Venezuela enfrenta uma "crise humanitária" para justificar uma intervenção dos Estados Unidos.
A advertência de Maduro ocorre após protestos convocados pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) em cerca de 20 cidades, que terminaram com ao menos 17 detidos, segundo seus organizadores.

EUA limitam serviços consulares na Venezuela

Manifestantes contra o governo entram em confronto com a polícia na Venezuela, dia 18/05/2016
 Os Estados Unidos estão limitando os serviços consulares na Venezuela devido à falta de pessoal na sua embaixada, resultado da recusa do país sul-americano de garantir vistos para funcionários, disse a embaixada em Caracas.
A partir desta quarta-feira, a embaixada não vai mais receber os que pedem pela primeira vez vistos para negócios ou turismo, segundo um comunicado no seu site.
"O Ministério do Exterior da Venezuela tem se recusado por muitos meses a dar vistos para o pessoal da embaixada dos EUA, resultando em falta de funcionários em toda a embaixada e também impedindo a visita de técnicos para a manutenção, melhorias e consertos no sistema consular de computadores”, afirmou o comunicado.
A Venezuela tem tido uma relação conturbada e frequentemente difícil com os Estados Unidos desde que Hugo Chávez, o líder de esquerda já morto, assumiu o poder em 1999.
A embaixada dos EUA limitou serviços consulares de maneira similar em 2014, citando a expulsão de três funcionários e atrasos para aprovar vistos para o novo pessoal. O serviços seriam mais tarde retomados.
Os laços diplomáticos sofreram um novo período de baixa depois que Washington impôs sanções contra importantes autoridades venezuelanas e declarou o país uma ameaça à segurança nacional no ano passado.

Câmara do Rio suspende trabalho da CPI dos Jogos Olímpicos

Mascotes das Olimpíadas de 2016
A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro decidiu nessa terça-feira (17) suspender a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Olimpíadas.
A maioria dos parlamentares aceitou requerimento para aguardar ação judicial que questiona a proporcionalidade dos membros da comissão.
De acordo com o presidente da Casa, Jorge Felippe, o preenchimento das vagas da CPI observa a proporcionalidade partidária entre as lideranças.
Em nota, a Câmara informou que o plenário decidiu aguardar a decisão do Judiciário sobre o tema, ao considerar o risco das reuniões e atividades da CPI serem invalidadas.
Para o autor do requerimento de criação da CPI, vereador Jefferson Moura (Rede), a votação do requerimento do vereador Jimmy Pereira (PRTB) foi uma manobra política para impedir as investigações dos contratos das obras olímpicas no Rio de Janeiro.
“Nesse momento, como a Operação Lava Jato vem demonstrando que há uma relação entre empreiteiras e o pagamento de propinas e uma grande quantidade de recursos para o PMDB, a base do governo impede. O próprio prefeito Eduardo Paes orientou que eles não participassem da CPI, não assinassem, fez de tudo para impedir a CPI. Eles estão dando esse golpe político para impedir a investigação, impedir a transparência”, afirmou Moura.
Oposição
Segundo ele, o presidente da Câmara contrariou a ordem judicial que determinou a instalação da CPI, expedida em abril. “Ele está cometendo uma ilegalidade.
A mando do prefeito Eduardo Paes ,suspendeu os trabalhos de investigação no dia em que a CPI recebeu os documentos do Parque Olímpico. Isso é um verdadeiro absurdo. Não foi coincidência.”
Conforme Jefferson Moura, a oposição solicitará à Justiça a anulação da sessão da Câmara que suspendeu as investigações.
Em nota, o vereador Jimmy Pereira destacou que é favorável à investigação, mas informou que a ação para suspender a CPI foi motivada pela indecisão judicial a respeito, já que ainda há questionamento sobre a comissão.
“Preocupado com essa indecisão jurídica, submeti ao plenário uma questão de ordem quanto a suspensão da CPI das Olimpíadas, para que os trabalhos da comissão não sejam prejudicados caso a Justiça altere a composição e, após a decisão, os mesmos possam ocorrer normalmente. Por 25 votos a três, os vereadores decidiram suspender os trabalhos até que ocorra a manifestação do Judiciário”, conclui o vereador.

Vaivém de declarações atrapalha governo Temer

Presidente interino do Brasil, Michel Temer, dia 18/05/2016
Na primeira reunião ministerial de seu governo, o presidente interino Michel Temer pediu aos ministros que evitassem declarações polêmicas e falar sobre áreas que não fosse as suas. O aviso não adiantou.
O governo mal começou e cinco ministros tiveram que desdizer suas próprias declarações ou emudecer sobre temas com enorme potencial de causar mais problemas que ajudar o governo.
Dentro do Planalto, a avaliação é que, vindos do Congresso em sua maioria, os ministros ainda não têm o termômetro do impacto que causam suas declarações, agora como pessoas com potencial real de fazer mudanças, disse uma fonte.
Em um governo que ainda briga para garantir sua legitimidade, no entanto, o impacto das declarações é ainda maior.
Logo de cara, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, falaram de reforma da Previdência com idade mínima para a aposentadoria --isso antes mesmo de as supostas negociações com as centrais sindicais começarem, o que rendeu uma reação dura dos sindicalistas.
Depois disso, os ministros passaram a dizer que tudo seria negociado.
A primeira retratação pública veio do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.
Em entrevista, afirmou que o governo poderia indicar o procurador-geral da República sem levar em conta a lísta tríplice da categoria, já que a Constituição não prevê a mesma. Rapidamente foi desautorizado por Temer.
Também em entrevista, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou ser necessário rever o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS). A retratação, desta vez, veio do próprio ministro.
Já Mendonça Filho, ministro da Educação, disse que apoiaria a cobrança de mensalidade em cursos de pós-graduação das universidades federais, e depois garantiu que as universidades públicas continuarão gratuitas.
Enquanto isso, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, afirmou que pessoalmente era contra a recriação da CPMF, num momento em que Meirelles fala nessa possibilidade.
Um dos principais discursos da presidente afastada Dilma Rousseff é de que Temer não tem legitimidade e que o programa que tentaria implantar, mais conservador, não foi o escolhido pelos eleitores, mas sim foi rejeitado nas urnas.
Objetivamente, várias medidas contidas no programa Ponte para o Futuro, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, são bastante diferentes do que defendia o PT, como alguma flexibilização em questões trabalhistas e uma reforma mais dura na Previdência.
Ainda que oficialmente esse não seja o programa do novo governo, ele funciona, no mínimo, como referência.
As declarações dos ministros ajudam a alimentar as alegações da presidente afastada e, principalmente, fazem com que o governo fique na defensiva, tendo que se explicar seguidamente, avalia outra fonte palaciana.
Em entrevista na terça-feira, Geddel Vieira Lima reconheceu que algumas declarações de ministros “estavam sendo transmitidas para a sociedade de maneira errada”, mas pediu “paciência”.
“Estamos no governo há dois dias úteis e nos cobram como se estivéssemos há anos”, disse, reagindo ainda com ironia aos questionamentos sobre as declarações desencontradas dos ministros.
“Estou sendo incapaz de transmitir a vocês com competência aquilo que vocês me perguntam.”
O argumento de Geddel, no entanto, pode ser questionado. Ainda que vários ministros sejam estreantes, outros tantos, como o próprio titular da Secretaria de Governo, já estiveram no primeiro escalão, alguns deles no governo da própria presidente afastada Dilma Rousseff.

Moro confisca sede da empresa e casa da mãe de Dirceu

jose dirceu
O juiz federal Sérgio Moro decretou o confisco do imóvel onde funcionou a empresa de consultoria do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), a JD Assessoria, e também da casa localizada no município de Passa Quatro, em Minas, onde reside a mãe do petista.
Moro ainda confiscou R$ 46,4 milhões - depositados em euros em contas do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, réu na mesma ação contra Dirceu -, "valor mínimo necessário para indenização dos danos decorrentes dos crimes, a serem pagos à estatal, o que corresponde ao montante pago em propina à Diretoria de Serviços e Engenharia".
Segundo o juiz, esse montante foi incluído como custo das obras no contrato e suportado pela Petrobras.
A decisão foi tomada na mesma sentença em que Moro condenou Dirceu a 23 anos e três meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Lava Jato.
O ex-ministro e aliados teriam recebido propina de R$ 15 milhões do esquema instalado na Petrobras entre 2004 e 2014. Os pagamentos foram realizados para a JD Assessoria que emitia notas de serviços supostamente fictícios.
A JD ficava em um endereço caro de São Paulo, na Avenida República do Líbano, Ibirapuera. A empresa fechou as portas depois do estouro da Lava Jato.
"Calculada em quinze milhões de reais a propina recebida pelo grupo político de José Dirceu de Oliveira Soares, ficam os bens deste sujeitos ao confisco criminal como produto do crime ou bem de valor equivalente", ordenou o juiz da Lava Jato.
De acordo com a sentença os bens congelados "constituem diretamente produto do crime ou foram adquiridos com esses valores".
Além da antiga sede da JD Assessoria - "adquirida em parte com valores provenientes do crime" - e da residência situada no município mineiro de Passa Quatro, habitado pela mãe de Dirceu, o juiz da Lava Jato mandou confiscar um imóvel em nome da TGS Consultoria, "mas de propriedade de fato do ex-ministro", no caso uma chácara, Gleba N, Parque do Vale da Santa Fé, em Vinhedo (SP) que recebeu reformas e benfeitorias "com valores provenientes do crime".
Também caiu na malha da Lava Jato imóvel em nome de Camila Ramos de Oliveira e Silva, filha de Dirceu, que foi vendido simuladamente com transferência de recursos provenientes do crime à Jamp Engenheiros, na Rua Assungui, bairro da Saúde em São Paulo.
A Jamp pertence ao lobista Milton Pascowitch que foi preso com o ex-ministro, em agosto de 2015, mas acabou fechando acordo de delação premiada e foi solto.
Inicialmente, R$ 103.777,40 foram bloqueados em contas de Dirceu.
"Quanto ao imóvel em nome de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de Dirceu, na Rua Estado de Israel, Saúde, São Paulo, que recebeu reformas e benfeitorias com valores provenientes do crime, fica o confisco prejudicado pois consta que foi transferido a terceiro antes do sequestro", destacou o juiz.
Sérgio Moro incluiu em sua decisão "o confisco de até o montante total de R$ 46,412 milhões dos saldos sequestrados nas contas em nome da offshore Milzart Overseas e da offshore Pamore Assets, constituída também no Panamá, no Banco Julius Baer, no Principado de Monaco, com saldo de cerca de 20.56 milhões de euros, e que pertencem de fato ao condenado Renato de Souza Duque".
O ex-diretor da Petrobras pegou 10 anos de prisão, nesta ação, por corrupção.
"Observo que há indícios de que essas contas receberam propinas também decorrentes de outros contratos da Petrobras, estando sujeitos os saldos à decretação de confisco em outras ações penais, o que significa que, apesar do
elevado valor, não necessariamente será o confisco ora decretado suficiente para restituir à vítima o produto dos crimes que constituem objeto deste feito", assinalou o juiz.
Além da Jamp Engenheiros, a empreiteira Engevix Engenharia também teria abastecido a JD Assessoria.
Para Moro, "é certo que os crimes também afetaram a lisura das licitações, impondo à Petrobras um prejuízo nos contratos com a Engevix Engenharia ainda não dimensionado, já que, por exemplo, com concorrência real, os valores dos contratos poderiam ficar mais próximos à estimativa de preço e não cerca de até 16% mais caros".

Dilma confirma presença em ato contra impeachment em BH

A presidente Dilma Rousseff manda beijo durante reunião, Brasília, dia 07/04/2016
A presidente afastada, Dilma Rousseff, confirmou nesta quarta-feira, 18, presença em um ato que será promovido por blogueiros contra o impeachment em Belo Horizonte, na sexta-feira, 20.
Será a primeira aparição pública da presidente afastada desde que ela deixou o Palácio do Planalto na quinta-feira, 12. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja presença era esperada, desistiu de ir ao ato em Belo Horizonte.
Dilma passou o dia no Palácio da Alvorada onde se reuniu com os ex-ministros Ricardo Berzoini, Giles Azevedo, Juca Ferreira, Tereza Campello, Jaques Wagner e José Eduardo Cardozo.
No final da tarde, a presidente afastada concedeu uma entrevista ao canal de TV Russia Today, um dos mais populares da Rússia.
Na terça-feira, Dilma falou ao jornalista norte-americano Glen Greenwald, autor das primeiras reportagens sobre o esquema mundial de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), que atualmente mantém o site de notícias The Intercept.
Greenwald tem sido um ferrenho crítico do impeachment de Dilma, assim como o Russia Today. Na terça-feira, o canal russo destacava em sua página na internet reportagem apontando três supostos indícios de que os EUA estariam por trás do impeachment da brasileira.

Novo presidente do Banco Central vê panorama sombrio

Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú Unibanco
O novo presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, chega ao cargo com uma visão sóbria a respeito da maior economia da América Latina.
Como economista-chefe do maior banco do Brasil por valor de mercado, o Itaú Unibanco, Goldfajn previa uma contração econômica de 4 por cento, superior aos 3,7 por cento da mediana das projeções de 41 economistas participantes de uma pesquisa da Bloomberg.
Agora que comandará o BC, nomeação pendente de confirmação pelo Congresso, ele terá que usar as ferramentas disponíveis para provar que estava errado em relação ao PIB e tentar recuperar a economia, mantendo ao mesmo tempo a inflação sob controle e reduzindo as taxas de juros, hoje no nível mais alto em uma década.
O economista de 50 anos, com doutorado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), foi nomeado nesta terça-feira pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, outro recém-chegado, no momento em que o presidente interino, Michel Temer, completa as indicações para o gabinete.
Em relatórios escritos nas últimas semanas para o Itaú, Goldfajn disse que a aprovação dos ajustes buscados por Meirelles será difícil e que a melhora da confiança não evitará uma “queda acentuada” da economia este ano.
Isto poderá ajudar a diminuir a pressão sobre a inflação. Goldfajn, que nos últimos dois anos foi o segundo analista mais preciso nas projeções para os preços ao consumidor, prevê que a inflação cairá para 6,9 por cento em 2016, pouco abaixo da estimativa média da última pesquisa do BC.
“Ele é realmente uma escolha acertada, especialmente considerando a preocupação de Temer com o desemprego, o que apontaria para taxas de juros mais baixas”, disse Marco Maciel, economista da Bloomberg Intelligence que estudou com Goldfajn na universidade, no Rio de Janeiro.
Goldfajn, que nasceu em Israel, é casado e tem três filhos, tem passagem anterior pelo BC como membro do conselho, entre 2000 e 2003. No MIT, ele escreveu uma tese de doutorado sob a supervisão do vice-presidente do Fed, Stanley Fischer. Trabalhou anteriormente também no Fundo Monetário Internacional e na Gávea Investimentos, de Armínio Fraga.
Times dos sonhos
“Um dos grandes problemas do atual banco central é que ele perdeu um pouquinho a batalha da comunicação, não foi capaz de comunicar sua visão. E isso foi minando a crença do mercado de que ele efetivamente perseguia a meta, o centro da meta,” disse Amaury Bier, CEO da Gávea. “Já com ilan, ele tem uma reputação que evitará que esse tipo de situação se repita. Não consigo ver um nome melhor para a posição.”
Goldfajn se junta a uma equipe econômica chamada de “time dos sonhos” em uma nota divulgada na terça-feira pelo Goldman Sachs. A equipe é liderada por Meirelles, que deixou claro sua intenção de agir agressivamente para cortar gastos com o objetivo de aumentar a confiança do investidor. Otimismo com a nova administração tem impulsionado ativos brasileiros esse ano, com o Ibovespa e o real entre os ativos com melhor desempenho em comparação com seus principais pares.
Goldfajn colocou a alta em um contexto mais pragmático.
“Não é o momento de sancionar euforias no mercado.

Venda de diamante azul por US$57,6 mi bate novo recorde

Diamante azul vendido pela Christie's em Genebra. 12/5/2016
O "Oppenheimer Blue", um diamante grande e raro, foi vendido por 56,8 milhões de francos suíços (57,6 milhões de dólares) num leilão nesta quarta-feira, estabelecendo um recorde mundial para pedras preciosas, depois de uma dramática disputa lance a lance, afirmou a Christie’s em Genebra.
"É a joia mais cara já vendida num leilão", afirmou Alexandra Kindermann, porta-voz da Christie’s à Reuters.
O recorde anterior era do “Blue Moon Diamond” (diamante lua azul), vendido pela rival Sotheby’s por 48,6 milhões de dólares em novembro passado.
O novo dono, de Hong Kong, rebatizou a pedra de “Blue Moon Josephine” (lua azul de Josephine).
O Oppenheimer, o maior diamante azul já oferecido num leilão, é uma pedra retangular, de 14,62 quilates, que pertencia a sir Philip Oppenheimer, que controlava a Diamond Syndicate, em Londres.
A sua pré-venda era estimada entre 38 milhões e 45 milhões de dólares. O salão do leilão em Genebra, lotado, aplaudiu quando Rahul Kadakia, o chefe internacional de joalheria da Christie’s, bateu o martelo depois que dois concorrentes, ambos por telefone, encerraram uma batalha de lances que durou 20 minutos. A identidade do comprador não foi imediatamente divulgada.
O leilão abriu com 30 milhões de francos suíços pelo diamante azul, o principal lote da venda semestral. Em meio a longas pausas entre as ofertas telefônicas, Kadakia dizia: “Essas pedras aparecem uma vez na vida. Nós temos que esperar.”

DIA 11 DE JUNHO NO CHALÉ MOÁ



SE PROGRAMA AI GALERA PORQUE DIA 11 NA VIRADA PRO DIA 12 ACONTECERA UMA GRANDE FESTA NO CHALE DANCE.

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