domingo, 15 de maio de 2016

Homens-bomba matam ao menos 6 e ferem 18 no Iraque

Soldado iraquiano fazendo a segurança do local dos atentados suicidas em Bagda, no Iraque 04/04/2016
Uma série de ataques suicidas nos arredores de Bagdá matou ao menos seis pessoas e deixou outras 18 feridas, afirmam representantes do governo iraquiano.
Os atentados foram realizados por homens-bomba, atingindo uma área residencial e um complexo do governo.
O chefe da polícia na cidade de Amiriyat Fallujah, o Coronel Ali al-Issawi, afirmou que ao menos 14 homens invadiram o complexo durante o amanhecer. Além de residências, existem diversos prédios do governo na região.
Cinco dos terroristas morreram em confronto com forças de segurança, enquanto outros conseguiram se esconder em prédios, até serem mortos posteriormente. Das vítimas fatais, cinco eram soldados e um era civil, enquanto outros ficaram 18 feridos.
A cidade é localizada há alguns quilômetros ao Sul da Fallujah, principal área controlada pelo Estado Islâmico (EI) na província de Anbar, a cerca de 65 quilômetros de Bagdá.
O EI controla regiões estratégicas no Norte e Oeste do Iraque, incluindo a segunda maior cidade do país, Mossul. O grupo extremista declarou a criação de um califado islâmico nas regiões controladas pelo grupo entre Iraque e Síria.
Forças militares iraquianas, milícias e bombardeios norte-americanos reconquistaram algumas cidades nos últimos meses. O EI, por outro lado, respondeu com ataques distantes ao campo de batalha, numa campanha classificada por oficiais iraquianos como distração após sucessivas derrotas.
Desde quarta-feira, a série de ataques promovidos pelo EI já soma mais de 100 vítimas fatais. 

ONU acusa exército do Congo de apoiar ataques a civis

República Democrática do Congo
Um general congolês recrutou, financiou e armou elementos do grupo Ugandenses Islâmicos para matar civis, enquanto era responsável por uma operação militar que tinha rebeldes como alvo, de acordo com um relatório confidencial do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Um painel de especialistas da ONU que monitora sanções sobre a República Democrática do Congo disse que "tornou-se claro que oficiais da FARDC (exército congolês) estavam envolvidos no recrutamento e suprimento de grupos envolvidos nos assassinatos (de civis)".
Mais de 500 pessoas morreram em uma onda de ataques no leste do Congo desde outubro de 2014, disseram grupos de direitos humanos. O governo congolês colocou a culpa maioria desses ataques nas Forças Democráticas Aliadas (ADF).
O general-brigadeiro Muhindo Akili Mundos era responsável pela ofensiva contra a ADF - chamada de Sukola, ou "limpeza" na língua local Lingala - entre agosto de 2014 e junho de 2015.
"O Grupo sabe de oito indivíduos que foram abordados em 2014 pelo general Mundos para participar nos assassinatos", escreveram os especialistas no relatório, visto pela Reuters.
Três membros da ADF-Mwalika, um braço da ADF, disseram a especialistas que antes de as mortes começarem, Mundos persuadiu elementos do grupo deles a se juntar com outros recrutas.
"De acordo com eles, o general Mundos financiou e equipou esses grupos com armas, munição e uniformes da FARDC. Ele foi ao campo deles várias vezes, em algumas delas usando o uniforme da FARDC e em outras roupas civis", disseram os especialistas.
"Apesar de não ser claro se eles sabiam qual era o objetivo inicialmente, esses três elementos da ADF-Mwalika, foram eventualmente ordenados a matarem civis", disseram.
Mundos disse à Reuters neste sábado que as acusações contra ele são falsas e que o assassinato de civis continuou depois que ele deixou a operação.
O relatório da ONU também contém acusações de ligações entre outros oficiais do exército do Congo e a ADF. O exército congolês e o governo congolês não responderam imediatamente aos pedidos por comentários, neste sábado.
Especialistas da ONU disseram que, enquanto o número de assassinatos diminuiu desde que Mundos foi transferido da operação Sukola, em junho de 2015, "a morte de civis continuou sendo realizada por elementos armados durante 2015 e no começo de 2016".
Em março, Jason Stearns, um ex-coordenador do painel de especialistas da ONU, que agora chefia o Grupo de Pesquisas do Congo, na Universidade de Nova York, acusou soldados congoleses de participaram de pelo menos três ataques letais contra civis. 

9 mil são removidos de casa por causa de incêndio na Espanha

Fogo
Cerca de 9 mil pessoas foram removidas de um grande complexo residencial numa cidade próxima a Madri, na Espanha, por razão de um incêndio de grandes proporções em um depósito de pneus. O incêndio liberou uma fumaça preta e tóxica na atmosfera, que atingiu a cidade de Sesena.
Ambulâncias foram enviadas para auxiliar na remoção daqueles que tinham dificuldades em sair sozinhos.
Autoridades espanholas determinaram que os prédios fossem esvaziados diante do risco de que os apartamentos fossem tomados pela fumaça, mesmo com o avanço dos trabalhos por parte dos bombeiros. O depósito fica a menos de um quilômetro dos prédios.
Cerca de 70% dos pneus já haviam queimado na sexta-feira à noite, mas ainda não há previsão de quando o fogo será extinto, afirma o Ministério do Meio Ambiente.
Não há relatos de vítimas do incêndio, que autoridades acreditam ter sido proposital. A fumaça pode ser avistada de Madri, a mais de 30 quilômetros de distância. Segundo o jornal El País, o depósito concentra mais de 110 mil toneladas de pneus usados. 

Oposição da Guatemala condena afastamento de Dilma

Dilma Rousseff discursa após ser afastada do cargo. Em 12/05
O partido opositor da Guatemala Winaq expressou repúdio neste sábado pela decisão "ilegítima" de afastar Dilma Rousseff como presidente do Brasil, o que a formação descreveu como "um golpe à democracia".
"Constitui um golpe à democracia e aos processos de libertação dos povos da América Latina", manifestou o partido em comunicado, no qual explica que o afastamento de Dilma corresponde a "ações coordenadas" de poderes "fáticos tradicionais e conservadores", nacionais e internacionais, que se uniram contra o povo brasileiro.
Winaq enviou solidariedade a Dilma Rousseff e demonstrou repulsão contra toda forma e decisão "antidemocrática", principalmente contra aquelas que "simulam exercícios democráticos e conseguem debilitar a institucionalidade incipiente dos Estados latino-americanos".
O Senado brasileiro votou na quinta-feira a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que ficará afastada do cargo por 180 dias e substituída pelo vice, Michel Temer, até o próprio Senado decidir se destituirá ou não a petista permanentemente.

Tribunal no Egito condena 152 à prisão por protestos

Manifestantes protestam contra o presidente Abdel Fattah al-Sisi, no Egito, dia 15/04/2016
Um tribunal do Egito sentenciou 152 manifestantes neste sábado a entre dois e cinco anos de prisão cada após eles terem feito protestos contra uma decisão de transferir duas ilhas no Mar Vermelho para a Arábia Saudita, disseram fontes no setor judiciário e a mídia estatal.
Centenas de policiais foram enviados ao centro do Cairo em 25 de abril para reprimir protestos contra a decisão do presidente Abdel Fattah al-Sisi de entregar as ilhas de Tiran e Sanafir.
Mais de 200 pessoas estão sendo processadas devido aos protestos, disseram fontes no setor judiciário.
Dos condenados neste sábado, 101 receberam mandatos de prisão por cinco anos e 51 por dois anos, disseram fontes no judiciário e o jornal estatal al-Ahram.
Os 152 manifestantes foram condenados por descumprir uma lei que proíbe pessoas de se manifestarem sem antes notificar o Ministério Interior, disseram as fontes.
O advogado de defesa, Ahmed Helmy, disse que elas irão recorrer. "Não há evidência de culpa", afirmou ele à Reuters.
Autoridades da Arábia Saudita e do Egito dizem que as ilhas pertenciam ao reino e estavam sob controle do Egito porque Riad pediu ao Cairo em 1950 que as protegesse.

Ato em favor da legalização da maconha lota vão do Masp

Maconha
A Avenida Paulista voltou a ser tomada na tarde de hoje (14) por manifestantes, mas desta vez o tema foi a defesa pela legalização da maconha, ato que ocorre pelo sexto ano seguido.
O tema deste sábado foi “Fogo na Bomba. Paz na Quebrada”. Os ativistas iniciaram, por volta das 16h30, a marcha em direção à Praça Roosevelt, no centro da cidade de São Paulo, depois de uma concentração no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
O trânsito de veículos foi no sentido Paraíso-Consolação, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Três viaturas da Polícia Militar estavam estacionadas em uma das calçadas, mas o acompanhamento policial foi feito à distância sem qualquer incidente até as 17h30.
Muitos participantes usavam camisetas estampadas com o desenho da planta Cannabis sativa de onde se extrai a maconha. Também exibiam faixas e cartazes com dizeres como “Legalização já” ou “Amor, paz e sem guerra e sem forme. Sim a união dos homens”.
Durante a marcha, houve uma pausa na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, onde todos se sentaram no asfalto e, acenderam, simultaneamente, um “baseado”, como os usuários denominam o cigarro feito a base da erva.
Rafael Presto, membro da organização Coletivo Desentorpecendo a Razão, uma das entidades organizadora do ato, disse que a marcha da maconha caminha rumo à conquista de seu propósito de debater a legalização da droga.
“É um começo de debate, de se pensar uma outra política, e o fim da guerra às drogas, que é uma politica fracassada. A própria ONU [Organização das Nações Unidas] já declarou isso, e a marcha está ai para escancarar essa hipocrisia”, afirmou.
Em defesa da causa, Presto afirmou que “dentro de uma escala de todas as drogas, a maconha é quilometricamente, uma droga menos nociva”. Para ele, a lógica de proibir para inibir não tem fundamento e só escamoteia grupos que ganham muito dinheiro em cima desse conceito.
“Mesmo não sendo usuário da erva, eu considero essa uma pauta política fundamental para a gente se engajar”, defendeu o professor de educação, Paulo Augusto Júnior, de 36 anos.
Ele fez questão de estar no ato para apoiar o movimento pela legalização da droga, justificando que o fato de ser favorável a que se tire esse tema da clandestinidade, não significa a intenção de estar se estimulando a disseminação do uso.
Para o professor, a sociedade tem de refletir sobre o que existe por trás da criminalização, envolvendo questões como de saúde pública e da corrupção policial. Além da legalização, ele acha que deveria ser adotada uma campanha educacional voltada para os jovens.
Em meio aos ativistas, durante a concentração no vão-livre do Masp, estavam cerca de 30 pesquisadores de um levantamento do perfil de manifestantes em um trabalho conjunto da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Entre eles, a estudante de filosofia da Unifesp, do campus de Guarulhos, Maria Rita Castro, de 22 anos. Segundo ela, o questionário com 36 perguntas também foi aplicado em outras manifestações como as que ocorreram, recentemente, também na Avenida Paulista, tanto a favor da aprovação quanto contra ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff

paracetamol pode prejudicar a concentração de pacientes

Pílulas de remédio
Poucas semanas depois de um estudo realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá, apontar que o paracetamol – princípio ativo demedicamentos como o Tylenol – pode prejudicar a concentração de pacientes, uma pesquisa conduzida por outro grupo de pesquisadores promete fazer você pensar ainda mais antes de ingerir a substância.
Isso porque cientistas da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, concluíram que a droga também pode comprometer a sua capacidade de sentir empatia pela dor de outras pessoas – seja esta de natureza física ou emocional. Os experimentos foram feitos com mais de 200 estudantes.
Segundo os responsáveis pela pesquisa, a descoberta preocupa pois a aptidão de reconhecer o sofrimento do outro é fundamental em diversos momentos de nossa vida, tanto pessoal, quanto profissional.
A apreensão aumenta por conta da popularidade da substância e a frequência com que seus consumidores a tomam. De acordo com a Associação de Cuidados com a Saúde do Consumidor dos Estados Unidos, o paracetamol é um ingrediente presente em mais de 600 medicamentos.
Experimento
A nova pesquisa, publicada no periódico científico Social Cognitive and Affective Neuroscience, partiu da análise de grupos de controle feita em três etapas. Em um primeiro momento, os voluntários foram intimados a beber um líquido incolor. Enquanto metade deles ingeriu um copo com 1.000 mg de paracetamol, a outra metade tomou um placebo.
Em seguida, todos os participantes tiveram que avaliar o nível de dor sofrido por personagens em vários cenários ficcionais. Em alguns momentos, a dor era física; em outros, emocional.
De forma geral, os voluntários que tomaram o medicamento consideraram a dor dos personagens menos intensa do que aqueles que não haviam ingerido a substância.
Um segundo experimento fez com dois outros grupos ouvissem um ruído bastante incômodo. Em seguida, os participantes deveriam avaliar o desconforto dos outros. Mesmo sentindo na própria pele a intensidade do barulho, aqueles que haviam tomado a substância avaliaram a dor dos colegas como diminuta.
Em um último cenário, os participantes deveriam julgar casos em que outras pessoas passassem por algum tipo de rejeição social. Mais uma vez, aqueles que tomaram o remédio demonstraram níveis de empatia baixos.
Apesar dos resultados reveladores do laboratório, os cientistas não sabem ainda a forma exata como a droga atua em nosso organismo. A hipótese mais plausível é que ela afete uma região do cérebro chamada ínsula anterior, fundamental para a resposta empática.
Assumindo que a empatia é a capacidade de reconhecer a situação do outro mesmo quando estamos em momentos opostos, fica claro por que, sob o efeito de um medicamento analgésico que compromete esta aptidão, a dor de outras pessoas nos pareça menor. Sem a empatia, o quanto menos a pessoa sentir dor, menos identificará a dor do outro.

Estudo revela mais um efeito colateral do paracetamol

Pílulas de remédio
Poucas semanas depois de um estudo realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá, apontar que o paracetamol – princípio ativo demedicamentos como o Tylenol – pode prejudicar a concentração de pacientes, uma pesquisa conduzida por outro grupo de pesquisadores promete fazer você pensar ainda mais antes de ingerir a substância.
Isso porque cientistas da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, concluíram que a droga também pode comprometer a sua capacidade de sentir empatia pela dor de outras pessoas – seja esta de natureza física ou emocional. Os experimentos foram feitos com mais de 200 estudantes.
Segundo os responsáveis pela pesquisa, a descoberta preocupa pois a aptidão de reconhecer o sofrimento do outro é fundamental em diversos momentos de nossa vida, tanto pessoal, quanto profissional.
A apreensão aumenta por conta da popularidade da substância e a frequência com que seus consumidores a tomam. De acordo com a Associação de Cuidados com a Saúde do Consumidor dos Estados Unidos, o paracetamol é um ingrediente presente em mais de 600 medicamentos.
Experimento
A nova pesquisa, publicada no periódico científico Social Cognitive and Affective Neuroscience, partiu da análise de grupos de controle feita em três etapas. Em um primeiro momento, os voluntários foram intimados a beber um líquido incolor. Enquanto metade deles ingeriu um copo com 1.000 mg de paracetamol, a outra metade tomou um placebo.
Em seguida, todos os participantes tiveram que avaliar o nível de dor sofrido por personagens em vários cenários ficcionais. Em alguns momentos, a dor era física; em outros, emocional.
De forma geral, os voluntários que tomaram o medicamento consideraram a dor dos personagens menos intensa do que aqueles que não haviam ingerido a substância.
Um segundo experimento fez com dois outros grupos ouvissem um ruído bastante incômodo. Em seguida, os participantes deveriam avaliar o desconforto dos outros. Mesmo sentindo na própria pele a intensidade do barulho, aqueles que haviam tomado a substância avaliaram a dor dos colegas como diminuta.
Em um último cenário, os participantes deveriam julgar casos em que outras pessoas passassem por algum tipo de rejeição social. Mais uma vez, aqueles que tomaram o remédio demonstraram níveis de empatia baixos.
Apesar dos resultados reveladores do laboratório, os cientistas não sabem ainda a forma exata como a droga atua em nosso organismo. A hipótese mais plausível é que ela afete uma região do cérebro chamada ínsula anterior, fundamental para a resposta empática.
Assumindo que a empatia é a capacidade de reconhecer a situação do outro mesmo quando estamos em momentos opostos, fica claro por que, sob o efeito de um medicamento analgésico que compromete esta aptidão, a dor de outras pessoas nos pareça menor. Sem a empatia, o quanto menos a pessoa sentir dor, menos identificará a dor do outro.

Consumo no Brasil volta aos níveis de 2010

Carrinho de supermercado

Com as famílias endividadas e o fantasma do desemprego rondando aeconomia, o consumo - que já foi o motor de crescimento do país - deve chegar ao fim deste ano no mesmo nível de 2010. Um retrocesso de seis anos, se descontada a inflação. Nesse período, o mercado consumidor brasileiro encolheu R$ 1,6 bilhão, valor que se aproxima, em dólares, do PIB da Argentina.
A expectativa para este ano é que o total de gastos dos brasileiros com produtos e serviços chegue a R$ 3,9 trilhões, segundo projeções da IPC Marketing. "A queda que houve em 2015 e a que é esperada para este ano anulam o crescimento que ocorreu entre 2011 e 2014", diz Marcos Pazzini, responsável pelo estudo e diretor da consultoria.
O consumidor, na prática, já percebeu isso. O carrinho de supermercado não é mais o mesmo, o plano de trocar de carro ou de comprar um imóvel foi adiado, as férias no exterior voltaram a ser uma meta de longo prazo. "Uma das diferenças dessa crise é que, agora, o brasileiro tem uma sensação de perda muito maior", diz Renato Meirelles, do instituto Data Popular.
Por quatro anos consecutivos, de 2011 a 2014, a taxa de crescimento do consumo das famílias superou o desempenho do PIB. No ano passado, pela primeira vez, o consumo caiu 4% e superou a retração do PIB, de 3,8%.
Para 16 de 22 categorias de produtos analisadas, o consumo é ainda mais baixo que o nível de 2010. Entre elas, estão despesas com vestuário, recreação e cultura, mensalidades escolares, alimentação no domicílio e gastos com viagens.
O que aconteceu no setor automotivo é emblemático para entender esse processo de ascensão e queda do consumo, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados.
"O governo não entendeu que a demanda começou a cair e continuou estimulando a capacidade de produção", diz. Hoje, as montadoras estão preparadas para produzir 5 milhões de unidades por ano, mas fazem apenas 2 milhões. No setor, a estimativa é de que se leve uma década para retomar os níveis recordes de venda.
Em quanto tempo o mercado consumidor como um todo vai se recuperar é uma previsão que os economistas ainda não conseguem fazer. "As famílias estão muito endividadas. Primeiro, terão de pagar suas contas para depois voltar a consumir", diz Zeina Latif, economista chefe da XP Investimentos. "Será uma recuperação lenta."
O caminho, dizem os economistas, pode ser mais curto do que se imagina se a equipe do presidente em exercício Michel Temer conseguir, como vem dizendo, retomar a confiança do mercado. "Esse é um fator que não é possível medir, mas pode ser um acelerador", diz Adriano Pitoli, da consultoria Tendências.
Essa, diz ele, é uma forma de subir o abismo de elevador e recuperar parte do mercado consumidor com certa agilidade. Os últimos andares, no entanto, só dá para subir de escada e os degraus não facilitam. "É preciso estabilizar a economia, fazer o ajuste fiscal, reduzir taxa de juros, controlar a inflação, não tem outra saída." 

Suíços discutem renda mínima de US$ 2,5 mil

Bandeira da Suíça

Em 1516, em seu livro ‘Utopia’, o britânico Thomas More relatava uma conversa entre um bispo e um viajante. Ambos debatiam a pena de morte e chegavam à constatação de que ela não estava sendo eficiente para frear a onda de assaltos. Ao examinar eventuais soluções, uma delas foi escolhida como a mais adequada.
"Em vez de infligir punições horríveis, seria muito melhor prover a todos algum meio de subsistência, de tal maneira que ninguém estaria se submetendo à terrível necessidade de se tornar primeiro um ladrão e depois um cadáver", disse More.
De uma forma revolucionária, ele propunha pela primeira vez que uma renda básica fosse criada como forma de garantir que todos tivessem uma forma de sobreviver.
Exatos 500 anos depois, o que era uma utopia ganha sua primeira chance de se tornar uma realidade para todo um país. Ironicamente, será justamente num dos países mais ricos do mundo, com um índice de desemprego de menos de 4% e com as menores taxas de criminalidade do mundo: a Suíça.
No próximo dia 5, os suíços vão às urnas para dizer se aceitam ou não uma proposta para a criação de uma renda básica incondicional, que seria dada do nascimento à morte de todos os cidadãos, independentemente de sua profissão, grau de escolaridade, fortuna acumulada ou história pessoal.
Os proponentes da ideia apontam que esse salário seria a maneira de garantir "uma existência digna e a participação na vida pública", seja qual for a circunstância. Para a entidade Bien (sigla em inglês para Basic Income Earth Network), a proposta pode erradicar a pobreza e acabar com a dependência em sistemas de ajuda social.
LiberdadeA tese é de que, sabendo que contam com uma renda básica, as pessoas teriam a liberdade de escolher suas profissões, agir de forma voluntária para causas sociais, passar por períodos de treinamento e mesmo se concentrar em suas famílias.
O argumento aponta até mesmo para o fato de que a produtividade da economia poderia aumentar, com as pessoas livres para serem criativas, testar ideias e projetos.
"Precisamos de uma renda básica para permitir que cada pessoa seja seu próprio empresário", defende o vice-presidente da Bien, Gabriel Barta.
No texto que vai a votação nacional, o valor da renda não está estabelecido. Mas aqueles que defendem a ideia trabalham com uma projeção de que ela seria estabelecida em cerca de 2,5 mil francos suíços por mês para cada adulto (o equivalente a US$ 2.562, ou a R$ 8.976, pelo câmbio de sexta-feira). Menores de 18 anos ganhariam 625 francos (ou R$ 2.244).
Na prática, quem ganha menos que a base receberia um acréscimo para garantir que tenham uma renda de pelo menos 2,5 mil francos.
Em março, para promover a ideia, o campo do "sim" no referendo distribuiu notas de 10 francos para cada pessoa na estação de trem de Zurique. O objetivo era sensibilizar os eleitores de que não deveriam viver suas vidas baseados em necessidades financeiras.

Líderes da esquerda europeia e latina são mobilizados por PT

Ex-presidente Lula

PT está usando as relações que mantém com partidos de diversos países em sua estratégia para afirmar no exterior que um golpe está em curso no Brasil.
Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se envolveu na tarefa. Em dezembro, ele discursou no congresso do Partido Social Democrata Alemão (SPD), em Berlim, para mais de 300 convidados de 40 partidos políticos de vários países. Recebido por Martin Schulz (SPD), presidente do Parlamento Europeu, Lula disse que o impeachment contra Dilma era "uma vingança de Eduardo Cunha".
Em nota, o SDP, que participa da coalizão de governo de Angela Merkel, afirmou que a "oposição brasileira abusou do instrumento do impeachment" e disse que "isso é um precedente perigoso para a democracia no país".
Anteontem (13), o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Zapatero expressou "preocupação com a situação no Brasil", mas o socialista evitou qualificá-la como golpe. "Esse impeachment levará a uma reflexão na América Latina e abrirá um debate sobre esse processo."
Na quinta-feira, o Partido Socialista chileno divulgou nota na qual se solidarizou com a presidente afastada. O PS é o partido da presidente chilena Michelle Bachelet. Outras lideranças do país declararam apoio a Dilma, como o ex-candidato à presidência Marco Enríquez-Ominami, do Partido Progressista (PP). O ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica também defendeu Dilma.
Europeus. Políticos da esquerda europeia no poder na França e na Itália também apoiaram a petista. O ex-primeiro-ministro da Itália Massimo D’Alema, do Partido Democrático (PD) - o mesmo do chefe de governo, Matteo Renzi - disse à agência Ansa que, contra Dilma, há uma "perseguição política da parte de um grupo de personagens indecentes".
"Dilma tem responsabilidade política, mas o impeachment é um abuso pois não há base jurídica e é um precedente perigoso para o país, que corre o risco de acabar nas mãos de um governo ilegítimo, com pouco crédito internacional."
Deputado e membro da direção do Partido Socialista (PS) francês, Pascal Cherki classificou o impeachment como "golpe de estado". Para Jean-Louis Gagnaire (deputado do PS), Dilma é vítima de uma "coalizão de parlamentares corrompidos".
O PS publicou em seu site um artigo de Maurice Braud, um de seus secretários, acusando a direita brasileira de querer desestabilizar o país.

Empresas da Lava Jato doaram a 12 ministros de Temer

Cerimônia de posse dos ministros de Temer - 12/05/2016

Dinheiro de empresas envolvidas no esquema revelado pela Operação Lava Jato irrigou as campanhas de 12 dos 13 ministros nomeados pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), que se candidataram a algum cargo eletivo em 2014. Os recursos foram repassados de forma legal e declarados à Justiça Eleitoral.
A exceção é Ronaldo Nogueira (Trabalho). Quando concorreu a vaga de deputado federal pelo PTB do Rio Grande do Sul, o agora ministro recebeu R$ 393 mil em doações. Na sua prestação de contas não há registro de empresas citadas na Lava Jato.
Os que declararam doações de empresas que estão na mira da Lava Jato foram José Serra (Relações Exteriores), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Blairo Maggi (Agricultura), Maurício Quintela (Infraestrutura, Portos e Aviação), Raul Jungmann (Defesa), Mendonça Filho (Educação e Cultura), Leonardo Picciani (Esporte), Osmar Terra (Desenvolvimento Agrário), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Bruno Araújo (Cidades) e Ricardo Barros (Saúde).
Deste grupo, o maior beneficiado é Henrique Eduardo Alves (PMDB). Na campanha para governador do Rio Grande do Norte, o então candidato declarou à Justiça Eleitoral ter recebido um total de R$ 7,8 milhões das empresas acusadas ou investigadas pelo envolvimento no esquema de desvios de recursos da Petrobrás.
O valor é 34% dos R$ 23 milhões declarados como doações na prestação de contas de 2014 do peemedebista. As doações foram feitas principalmente pela Odebrecht (R$ 5,5 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 2,1 milhões). Galvão Engenharia (R$ 200 mil) e Andrade Gurierrez (R$ 100 mil) também doaram. Alves foi derrotado por Robinson Faria (PSD) no segundo turno.
PresosGeddel Vieira Lima declarou ter recebido R$ 7,1 milhões em doações eleitorais na campanha de 2014 para o Senado pelo PMDB da Bahia. Deste valor, R$ 2,3 milhões foram repassados por empresas que tiveram seus presidentes presos na Lava Jato - as empreiteiras baianas Odebrecht (R$ 1,7 milhão) e UTC (R$ 75 mil) e o Banco BTG Pactual. Geddel não conseguiu se eleger.
José Serra (PSDB-SP) também ultrapassou a casa dos milhões em doações de empresas citadas na Lava Jato. Na campanha para o Senado, o tucano declarou ter recebido R$ 1,2 milhão da OAS e R$ 856 mil da Andrade Gutierrez. Serra declarou R$ 10 milhões em doações naquele ano.
Tanto os políticos quanto as empresas doadoras argumentam que as doações são legais, previstas na legislação. A Lava Jato, porém, trabalha com a hipótese de que doações declaradas de campanha tenham sido usadas como parte de pagamento de propina em troca de vantagens.
Alves e Geddel, além de Romero Jucá, são alvos de investigações na Lava Jato. O ministro do Turismo é suspeito de receber dinheiro do dono da OAS, Léo Pinheiro, em troca de favores no Legislativo e em tribunais. Em dezembro, sua casa foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal.
Geddel, que passou a ser responsável relacionamento do governo com o Congresso, aparece nas mensagens captadas pela Polícia Federal com Léo Pinheiro em que tratam de interesses da OAS em órgãos do governo, entre eles a Caixa Econômica Federal - da qual o agora ministro era vice-presidente.
"Turma". Ao monitorar as mensagens de Pinheiro, os investigadores da Lava Jato flagraram mensagens em que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), menciona o pagamento de R$ 5 milhões a Temer e reclama de compromissos adiados com a "turma", que incluiria Geddel e Alves.
Os peemedebistas, no entanto, têm alegado que o valor se refere a doação oficial, devidamente registrada, feita pela empreiteira ao partido. Tanto Alves quanto Geddel admitem ter tratado com Pinheiro de questões de interesse dele, mas negam irregularidades no relacionamento com o empreiteiro.
Os nomes de oito ministros de Temer aparecem na chamada "superlista da Odebrecht". A planilha com a indicação de pagamentos feitos pela empreiteira a políticos foi encontrada pela força-tarefa da Operação Lava Jato na casa do ex-presidente de Infraestrutura da empreiteira Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio, em março.
São José Serra, Henrique Eduardo Alves, Raul Jungmann, Mendonça Filho, Osmar Terra, Bruno Araújo e Romero Jucá. A superlista da Odebrecht relaciona um total de 279 políticos ligados a 24 partidos políticos.
Um levantamento feito pelo Estado comparou os valores da planilha com as prestações de contas entregues à Justiça Eleitoral. Em diversos casos os números da planilha eram superiores aos declarados, indicando possível caixa 2. 

Ministério Público investiga salários pagos a Maranhão

Presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, dia 09/05/2016

A suspeita de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), atuou como "professor fantasma" da Universidade do Estadual do Maranhão (Uema) por dois anos, recebendo salários de forma irregular, será alvo de investigação do Ministério Público do Maranhão. O caso também será enviado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Maranhão assumiu interinamente a presidência da Câmara depois que o Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo e do mandato parlamentar.
O governo do presidente em exercício, Michel Temer, trabalha por um alinhamento com a Câmara para aprovar projetos de seu interesse, principalmente uma pauta econômica. No início da semana, o deputado do PP chegou a anular as sessões do impeachment na Casa, mas depois recuou.
Após reportagem publicada pelo Estado na quarta-feira passada, o promotor de Justiça e chefe da assessoria especial da Procuradoria-Geral de Justiça, Reginaldo Júnior Carvalho, disse que vai instaurar inquérito para investigar o caso.
Em fevereiro de 2014, quando cumpria seu segundo mandato como deputado, Maranhão voltou a receber salário mensal da Uema. Reeleito para seu terceiro mandato como parlamentar, o deputado continuou a ser remunerado irregularmente durante todo o ano seguinte.
O presidente interino da Câmara recebeu irregularmente a quantia de R$ 368.140,09, o que equivale a cerca de R$ 16 mil por mês.
Segundo a reitoria da Uema, a paralisação ocorreu quando a administração da universidade fez uma auditoria em sua folha de pagamento no fim do ano passado, e só então percebeu que Waldir Maranhão tinha voltado a receber salário como professor.
Por lei, o parlamentar tinha obrigação de comunicar a universidade e pedir seu afastamento imediato, já que Maranhão é concursado da Uema. Em anos anteriores, ele já tinha feito isso.
A reportagem procurou novamente o deputado, mas ele não quis se manifestar.
"Vamos pedir informações à Uema, para saber qual é essa história de forma oficial, para fazermos o procedimento aqui no Estado. Vamos deflagrar o processo para apurar", disse Reginaldo Júnior Carvalho. "Faremos tudo o que estiver ao alcance do Ministério Público Estadual, a exemplo do que aconteceu em relação ao filho do parlamentar. As medidas serão adotadas com o maior rigor que a lei determina."
Conselho de ÉticaO caso também teve reações no Congresso. O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) disse que vai incluir os dados no processo que foi enviado ao Conselho de Ética da Câmara.
"Isso vai ser incluído em nossa representação feita ao Conselho de Ética. É uma irregularidade grave. Gestos como esse mostra qual é a verdadeira personalidade de quem ainda está à frente da Câmara, mesmo que interinamente", disse.
No início desta semana, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), por meio de seu presidente, Jorge Pavão, exonerou o filho do presidente interino da Câmara. De acordo com o portal da transparência do TCE-MA, Thiago Maranhão estava nomeado como assessor de conselheiro com a simbologia TC-04, o que garantia uma remuneração de R$ 7,5 mil, mas, com os descontos, o valor final ficava em R$ 6,5 mil.
O filho de Waldir Maranhão era lotado no gabinete do ex-presidente do órgão, Edmar Cutrim, histórico aliado da família Sarney. Ocorre que Thiago Maranhão trabalha em hospitais e cursa pós-graduação na cidade de São Paulo (SP).
No caso da Uema, a Procuradoria-Geral de Justiça vai definir o que está sob sua tutela e o que deve ser tratado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que Maranhão possui foro privilegiado. O objetivo é verificar responsabilidades. Com 21 anos de atuação na Uema, o presidente interino da Câmara foi professor, vice-reitor e reitor da universidade.
A Justiça maranhense também está no encalço de Maranhão para que ele pague dívidas de sua campanha de 2010. O parlamentar, conforme revelou o Estado no último fim de semana, tem quatro imóveis penhorados por dar calote em serviços de propaganda contratados em 2010.
Ele desrespeitou um acordo judicial, paralisando pagamentos de uma dívida de R$ 1,3 milhão que contraiu com uma empresa gráfica. Maranhão é alvo de investigações da Operação Lava-Jato, por recebimento de propina e teve as contas de campanha rejeitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

Democratas querem mobilizar hispânicos em estados indecisos

Protesto contra Trump na Califórnia

Quando estão sob ataque, os latinos se mobilizam, dizem líderes da comunidade nos EUA, apontando para o exemplo da Califórnia.
No anos 90, o então governador republicano, Pete Wilson, disputou a reeleição com um forte discurso anti-imigrante, o que levou ao aumento da participação política dos hispânicos e à consolidação do estado como uma das mais sólidas bases de apoio do Partido Democrata no país.
A Califórnia, que deu aos EUA Ronald Reagan, a principal referência ideológica dos republicanos, elegeu presidentes democratas nas últimas seis eleições.
A guinada foi acompanhada da expansão da parcela dos latinos no universo de eleitores, que reagiram à campanha de Wilson e à Proposição 187, que negava acesso a serviços públicos de imigrantes indocumentados. Aprovada pela maioria dos eleitores, a proposta foi declarada inconstitucional posteriormente.
Desde então, o ritmo de expansão do número de hispânicos que votam na Califórnia cresceu a uma velocidade duas vezes superior à da expansão populacional desse grupo. Como resultado, a parcela de latinos entre os cidadãos aptos a votar no estado duplicou e está hoje em 28%.
A expectativa dos democratas é que a retórica anti-imigrante de Trump crie movimentos semelhantes ao da Califórnia em estados que costumam oscilar entre os dois partidos. Estados indecisos, eles serão cruciais no desenlace do enfrentamento entre o candidato republicano e sua provável opositora, Hillary Clinton.
CrucialCom o terceiro maior número de representantes no colégio eleitoral, a Flórida será um dos principais campos de batalha no qual os latinos terão potencial de empurrar o resultado na direção democrata. Os EUA não escolhem seu presidente por voto direto, mas por meio da eleição de representantes em cada Estado para o colégio eleitoral.
No ano 2000, a Flórida definiu a mais polêmica disputa pela Casa Branca da história recente. O republicano George W. Bush venceu o democrata Al Gore no Estado por um diferença de apenas 537 votos.
Com isso, levou todos os 25 representantes que o Estado tinha no colégio eleitoral e venceu a eleição com 271 votos, 1 a mais que os necessários 270. Desde então, o número de representantes da Flórida no colégio eleitoral passou para 29.
Em razão do resultado no Estado, Bush se tornou presidente apesar de ter perdido a eleição popular para Gore por uma diferença de 544 mil votos.
Além de ser criticada pela maioria dos latinos, a proposta de Trump de deportar 11 milhões de pessoas indocumentadas encontra resistência na comunidade empresarial dos Estados Unidos que depende da mão de obra dos imigrantes.
Prejuízo Se implementada, a medida poderia levar a uma contração de 2% do PIB do país, segundo estudo realizado pelo American Action Forum, um centro de pesquisa conservador alinhado com o Partido Republicano. A análise sustenta que haveria escassez de mão de obra em setores que dependem do trabalho imigrante, em especial agricultura, construção e hotelaria.
Estatísticas indicam que 6,8 milhões dos 11 milhões de indocumentados são empregados pelo setor privado dos EUA. Se esse contingente fosse removido, não haveria trabalhadores suficientes para substituí-los, sustenta o estudo. "Esse declínio na força de trabalho por si só reduziria a produção do setor privado entre US$ 381,5 bilhões e US$ 623,2 bilhões."
Seus autores ressaltaram que a retirada do país de 11 milhões de pessoas em um período de dois anos, como propõe Trump, envolveria um custo astronômico para o governo, em razão da expansão dos setores de controle de imigração nos Estados Unidos.
A análise concluiu que regularizar a situação de todos os imigrantes indocumentados levaria 20 anos e custaria aos cofres público algo entre US$ 400 bilhões e US$ 600 bilhões. Ao lado da redução da mão-de-obra, a medida levaria a encolhimento do PIB de US$ 1 trilhão, quase metade do tamanho da economia brasileira.
Para retirar do país os 11 milhões de imigrantes no período proposto por Trump, o governo americano teria que arcar com pelo menos 17,3 mil voos charter e 30,7 mil viagens de ônibus em cada um dos dois anos, ressaltou o estudo. Além disso, teria de elevar de maneira drástica o número de funcionário envolvidos na detenção e deportação de imigrantes.

PCC tem base em todos os estados e em seis países

Homem armado, armas, revolver

Presidente Prudente - O poderio financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) reflete diretamente seu poderio geográfico. À medida que as receitas da organização crescem, expandem-se também seus limites territoriais.
Se em 2013, após três anos e meio de investigações, o Ministério Público Estadual (MPE) concluiu que a facção se espalhava por 22 estados, Distrito Federal, Bolívia e Paraguai, hoje o PCC se faz presente em todas as 27 unidades da federação e já tem bases também na Argentina, no Peru, na Colômbia e na Venezuela.
Segundo o MPE, há evidências nas investigações que mostram contatos diretos de integrantes do PCC com o Exército do Povo Paraguaio (EPP), um grupo terrorista contrário ao governo local, e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
"O foco está no tráfico de drogas e armas com todos os países listados. Começamos a verificar, por exemplo, o uso de fuzis argentinos no Brasil por parte de integrantes do PCC recentemente", conta o promotor Lincoln Gakiya, de Presidente Prudente.
No Brasil, a presença do PCC, além de São Paulo, é mais forte em Mato Grosso do Sul e no Paraná, por causa da fronteira com os países que têm bandos parceiros da facção.
Segundo investigações, aos poucos, o grupo está deixando de lado os intermediários e assumindo a compra direta de drogas. É o caso de Fabiano Alves de Souza, conhecido como Paca e apontado como o único integrante da cúpula em liberdade.
Segundo a polícia, ele vive no Paraguai e envia droga para o Brasil sob encomenda da facção. Paca estava preso no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) até 2014, quando recebeu um habeas corpus da Justiça. Sua prisão preventiva foi decretada pouco depois, mas ele nunca mais foi encontrado.
Segundo o procurador de Justiça Márcio Sérgio Christino, "eles (os integrantes do PCC) conseguem ocupar uma região, um Estado, um país, porque há espaço. Há espaço porque conseguem fornecer drogas. É uma relação comercial", afirma.
Investigações do MPE, de outubro de 2013, além do audacioso plano de execução do governador Geraldo Alckmin (PSDB) - considerado pelos criminosos como o responsável pela "opressão" à população carcerária -, revelaram a existência de uma aliança entre o PCC e o Comando Vermelho (CV), organização do Rio. Em território nacional, essa é a única facção que estabeleceu uma parceria com a facção paulista.
Os bandidos, segundo as investigações, trocavam informações sobre métodos de assaltos e sequestros e também sobre como estabelecer o domínio dentro do sistema prisional. De acordo com Christino, isso não acontece nos demais Estados. "Tudo está baseado no crescimento do tráfico de drogas. No Rio, as facções têm meios e infraestrutura para fornecer e comprar drogas em um ritmo acelerado", explica.
Pelo restante do Brasil, o PCC tem controle garantido sobre o crime organizado. Christino diz que um revendedor de drogas cria vínculo com a facção e, desse modo, ganha projeção dentro da própria estrutura do "partido".
"A facção cresce nos Estados que não têm a mesma estrutura de venda de drogas", diz o procurador. "Nos demais estados, o PCC supre essa falta de estrutura e acaba cooptando os traficantes locais. Por isso, a facção cresce."
Em janeiro de 2015, a polícia e o MPE descobriram contas na China e nos EUA que estariam sendo usadas para lavagem de dinheiro. Entre 2013 e 2014, a suspeita é de que a facção possa ter movimentado R$ 100 milhões - o valor é uma estimativa.
Segundo as investigações, o PCC ainda não está familiarizado com a lavagem de dinheiro por meio de offshores e prefere operar com dinheiro vivo. Para isso, a organização guarda dinheiro em residências (enterrando em quintais, por exemplo) ou usa casas de câmbio para transferir valores para a compra de drogas na Bolívia e no Paraguai.
HistóricoA trajetória de crescimento do PCC vem de longa data: partiu de um presídio e atravessou fronteiras. O bando que hoje domina o crime no Brasil e atua na América do Sul, Europa e África foi fundado por apenas oito presos no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, no Vale do Paraíba, em 31 de agosto de 1993. Idemir Carlos Ambrósio, o Sombra, foi o primeiro líder da facção.
Foi Sombra quem comandou, em fevereiro de 2001, a primeira megarrebelião de São Paulo, quando 29 presídios foram tomados simultaneamente e 16 detentos morreram. Foi assassinado cinco meses depois. Marcola assumiu o mais alto posto do PCC em novembro de 2002, de onde nunca mais saiu.

Ex-agente da CIA afirmou que ajudou na detenção de Mandela

Nelson Mandela

A denúncia de um espião da CIA às autoridades do apartheid na África do Sul em 1962 provocou a detenção de Nelson Mandela e sua posterior prisão por 27 anos, afirma o jornal britânico Sunday Times.
O jornal cita declarações supostamente feitas por Donald Rickard, um ex-vice-cônsul americano em Durban e agente da CIA na época, ao diretor britânico John Irvin, quando este preparava o filme "Mandela's Gun" sobre os meses anteriores à detenção do ícone da luta contra o apartheid.
O filme será exibido esta semana no Festival de Cannes.
Mandela foi libertado em 1990 e se tornou presidente da África do Sul em 1994, com mandato até 1999. Ele morreu em 2013, aos 95 anos, como um símbolo da reconciliação em todo o mundo.
Na reportagem para o Sunday Times, o jornalista James Sandes explica que Irvin pediu que ele investigasse a detenção de Mandela e que o próprio cineasta viajou aos Estados Unidos este ano para entrevistar Rickard.
Durante a entrevista, o ex-vice-cônsul explicou que Mandela foi detido quando viajava entre Durban e Johannesburgo e seu envolvimento.
"Fiquei sabendo quando ele viajaria e como ele viajaria... foi aí que estive envolvido e foi deste modo que Mandela foi detido", afirmou Rickard, de acordo com Sandes.
O ex-diplomata americano também disse que Mandela estava "completamente sob controle da União Soviética".
"Poderia ter incitado uma guerra na África do Sul. Os Estados Unidos teriam que se envolver, contra sua vontade, e as coisas poderiam ter virado um inferno".
"Nós estávamos no limite e aquilo tinha que parar, o que significa que Mandela tinha que ser parado. E eu interrompi", concluiu.
Rickard, que trabalhou para a CIA até 1978, morreu em março, duas semanas depois de falar com Irvin.

As dívidas deixadas pelo falecido ficam para seus herdeiros?

Homem assina testamento

Dúvida do internauta: Meu esposo faleceu recentemente. Nós tínhamos uma empresa, no nome dele, na qual eu também trabalhava, mas não com carteira assinada. Nessa empresa, ele comprou três carros para terceiros e um para nós, sendo que o nosso é quitado e os outros três ainda estão sendo financiados. Ele tinha uma casa no nome dele e deixou dívidas no cartão de crédito e no banco. Eu e minha filha herdamos essas dívidas? Vale lembrar que os únicos bens que temos é uma casa e um carro no nome dele.
Resposta de Alessandro Fonseca e Marcelo Trussardi Paolini*: Esta é uma questão bastante particular, que para ser resolvida, necessita de alguns dados adicionais.
Primeiramente, é necessário entender qual era a situação do casal no momento do falecimento do ex-esposo, ou seja, se vocês estavam separados de fato (não convivendo mais como marido e mulher) ou se já havia ocorrido o divórcio(judicial ou por escritura pública).
Caso não tivesse ocorrido o divórcio, é necessário saber qual era o regime de bens adotado pelo casal para que se possa estabelecer, dentro do patrimônio deixado, o que será entendido como meação (a parte do patrimônio que é de direito da esposa, em razão do casamento), e o que se entenderá como herança (a parte do patrimônio do falecido que efetivamente será transmitida aos herdeiros).
Sendo assim, sabendo-se o que é herança e o que é meação e quantos herdeiros o falecido deixou, será possível analisar o que seria a herança da esposa (se aplicável), e o que seria herança da filha, respectivamente.
Além disso, é importante esclarecer que, antes de realizar a partilha de bens entre a esposa (se aplicável) e os herdeiros, os bens deixados pelo falecido responderão por suas dívidas até o limite de suas forças. Ou seja, se as dívidas ultrapassarem o valor do patrimônio deixado, a insolvência do espólio deverá ser pleiteada judicialmente, e os herdeiros nada receberão.
Porém, se os herdeiros optarem por realizar a partilha dos bens, eles deverão se responsabilizar pelas dívidas deixadas pelo falecido proporcionalmente à parte que lhes couber na herança.
Para exemplificar a resposta, supondo que: (i) o casal ainda estivesse casado no momento do falecimento; (ii) sob o regime da comunhão parcial de bens; (iii) a empresa fosse patrimônio comum do casal, tendo sido constituída na constância do casamento; (iv) a casa e as dívidas estivessem exclusivamente em nome do falecido – e tenham sido adquiridas durante o casamento; a herança seria o valor resultante do abatimento de todas as dívidas do valor total da herança – que seria composta por 50% da empresa e 50% da casa, ainda que a casa estivesse registrada apenas em nome do falecido.
Assim, o valor resultante do abatimento das dívidas seria partilhado entre os herdeiros necessários, que nesse caso, seria somente a sua filha, pois ele não deixou bens particulares que você, como cônjuge, pudesse herdar de forma concorrente com sua filha.
Por fim, é importante ressaltar a diferença entre os bens que estão em nome da empresa e os bens que estão em nome do cônjuge, pois pessoa física e jurídica (empresa), inicialmente, não se misturam.
*Alessandro Amadeu da Fonseca atua em planejamento e estruturação tributária para empresas e pessoas físicas, nos termos da legislação brasileira e tratados internacionais. Dedica-se ao planejamento sucessório, governança corporativa e aconselhamento em questões relativas ao direito tributário, societário e de família.*Marcelo Trussardi Paolini assessora grupos familiares, indivíduos e famílias, para implementação de planejamentos sucessórios e patrimoniais, com partilhas, antecipação de heranças, e destinação de quinhões hereditários. Presta consultoria para adoção de melhores práticas de governança corporativa, mediando disputas, viabilizando cisões e distribuição de poder.

Dilma pode ter oferecido ajuda para Cunha enfrentar o STF

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante sessão da Casa
Desde que foi afastado do cargo de presidente da Câmara, em 5 de maio, Eduardo Cunha manteve-se longe dos holofotes e agora, em sua primeira entrevista à imprensa, revelou que Dilma teria oferecido ajuda para ele enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF).
À  Cunha afirmou que a Dilma teria dito que tinha cinco ministros do Supremo que poderiam ajudá-lo.
“A presidente, no dia em que estive com ela, em 1º setembro, fui para uma audiência que ela convocou para falar de medidas e sei lá o quê. Ela disse que tinha cinco ministros para poder me ajudar... Ela não disse os nomes nem ajudar no quê. Eu simplesmente ignorei”, disse Cunha à Folha de S. Paulo.
Cunha ainda afirmou ao jornal que não se considera o capitão do golpe, como é chamado pela presidente. Segundo ele, a decisão de aceitar o pedido de impeachment foi técnica. 
“Eu tive 53 pedidos de impeachment... Dos 53, eu rejeitei 41, aprovei 1 e ainda deixei 12 que não foram decididos. Se eu fosse capitão do golpe já teria tido impeachment muito tempo atrás. Eu rejeitei o conceito de que o mandato anterior contaminava o atual. Não entrei no mérito da corrupção. Ela promoveu despesas sem autorização do Poder Legislativo. Foi técnico”, afirmou Cunha à Folha de S. Paulo.
Acusações
Eduardo Cunha enfrenta uma série de acusações investigadas pela Operação lava Jato. Embora negue todas as acusações, a procuradoria geral da república (PGR) comprovou que Cunha possui algumas contas bancárias na Suíça.
O peemedebista é suspeito de participar do esquema de corrupção da Petrobras e em diversas delações da Operação Lava Jato teve seu nome citado por presos. 

Incêndio destrói cem casas na favela de Paraisópolis

Paraisópolis, São Paulo

 Um incêndio de grandes proporções destruiu neste sábado, dia 14, pelo menos 100 casas da favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, segundo as primeiras estimativas do Corpo de Bombeiros. Até as 22 horas, não havia informação sobre vítimas, e o trabalho de combate às chamas estava na fase de rescaldo.
O resgate chegou a socorrer um homem, que havia caído de uma laje, em local perto do incêndio, mas em caso não relacionado. Segundo a corporação, o fogo começou por volta das 17 horas, mas em cerca de três horas já estava em fase de controle. A expectativa, porém, era de que os trabalhos continuariam até a manhã deste domingo.
Ao menos 15 viaturas foram enviadas para o local e pelo menos 45 bombeiros trabalharam para combater as chamas. Eles chegaram rapidamente ao local, mas tiveram dificuldade em manobrar os veículos de grande porte dentro das ruas estreitas da comunidade.
Centenas de pessoas acompanharam, de diferentes pontos da favela, o trabalho dos bombeiros. De trás das fitas de isolamento, choravam diante da destruição. "Meu vizinho ficou jogando um balde de água (no fogo), gritando. Mas me deu desespero. Vimos que não ia dar tempo de tirar nada e saímos correndo", conta a dona de casa Fátima de Marco, de 54 anos.
A causa das chamas ainda seriam investigadas. Segundo os moradores, havia pelo menos duas possibilidades. Uns falaram que teria começado em uma lanchonete, outros, que partiu de uma das residências.
A noite de sábado costuma ser a mais agitada da semana em Paraisópolis, quando churrascos, cultos e festas ao som de carros ocorrem em diferentes pontos, simultaneamente.
Embora quase toda as casas atingidas fossem de alvenaria, os moradores contam que o fogo se alastrou rapidamente. Os bombeiros estimaram em 1.000 metros quadrados a área total atingida. A favela é uma das maiores de São Paulo e tem cerca de 100 mil habitantes.
Rápido"Minha avó é um pouco surda e estava no segundo andar. Meu irmão correu e desceu com ela. A gente estava vendo TV quando ouviu o povo gritando. Foi tudo muito rápido", contou o instalador Leandro Araújo Davi, de 32 anos. Os moradores ainda não tinha ideia do estado de seus imóveis quando os bombeiros chegaram.
"Demorou demais, muito mesmo", reclamou. Quando as equipes começaram a trabalhar, os moradores foram orientados a se afastar.

Líder do Brexit diz que UE está no mesmo caminho de Hitler

Londres, no Reino Unido
Boris Johnson, líder na campanha para que a Grã-Bretanha deixe aUnião Europeia no referendo de 23 de junho, disse em entrevista que a UE estava seguindo o caminho de Adolf Hitler e Napoleão ao tentar criar um superestado europeu.
O ex-prefeito de Londres, membro do Partido Conservador do primeiro-ministro David Cameron, disse ao jornal The Sunday Telegraph que falta à UE democracia e uma autoridade unificadora e que, portanto, estava fadada ao fracasso.
"Napoleão, Hitler, várias pessoas tentaram isso, e acabou de forma trágica", disse Johnson na entrevista.
"A UE é uma tentativa de fazer isso através de diferentes métodos. Mas, fundamentalmente, o que falta é o eterno problema, que é o de não haver lealdade à ideia de Europa. Não há uma única autoridade que qualquer um respeite ou entenda. Isso está causando esse vácuo democrático pesado." Enquanto colegas conservadores pró-'Brexit' apoiavam os comentários de Johnson, ele teceu críticas ao lado do "dentro", que defende a permanência na UE.
Hilary Benn, porta voz de assuntos estrangeiros do Partido Trabalhista, de oposição, disse que Johnson perdeu seu senso moral.
"Após o horror da Segunda Guerra Mundial, a UE ajudou a acabar com séculos de conflitos na Europa e que Boris Johnson faça essa comparação ofensivo e desesperado", afirmou Benn em comunicado.
Johnson, que está em primeiro lugar na disputa pela sucessão de Cameron como líder do Partido Conservador, emergiu como uma das vozes mais importantes da campanha pelo "fora" antes da votação de junho.
Cameron, que lidera a campanha do "dentro", argumentou que a filiação da Grã-Bretanha na UE torna o país mais seguro, mais influente e mais próspero. Ele também afirmou que a Grã-Bretanha, que não faz parte da zona do euro, não será arrastada para uma união ainda mais estreita entre os países-membros da União Europeia.

OAB defende saída de ministros investigados na Lava Jato

Michel Temer (PMDB)
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, criticou a nomeação de ministros investigados ou citados na Operação Lava Jatopelo presidente interino, Michel Temer, e disse que poderá avaliar o uso de instrumentos jurídicos para pedir o afastamento de ministros que venham a se tornar réus. 
“Quem é investigado pela Operação Lava Jato não pode ser ministro de Estado, sob o risco de ameaçar a chance que o Brasil tem de trilhar melhores rumos. Faço o alerta de que a nomeação de investigados contraria os anseios da sociedade e não deveria ser feita”, disse Lamachia em nota.
“No futuro, se necessário, a Ordem avaliará o uso dos instrumentos jurídicos cabíveis para requerer o afastamento das funções públicas dos ministros que se tornarem réus. Foi com base nesse entendimento que a OAB pediu o afastamento do deputado Eduardo Cunha e do então senador Delcídio do Amaral”, completou.
Na equipe ministerial de Temer, o único investigado na operação é Romero Jucá (Planejamento), mas outros dois ministros foram citados na Lava Jato: Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Além de Jucá que é senador, os dois últimos passam a ter foro privilegiado e, a partir de agora, podem ser investigados apenas pelo Supremo Tribunal Federal.
No documento, Lamachia observa ainda que o novo governo, alçado ao poder pela via constitucional e não pela via eleitoral, “precisa ser um exemplo ético para poder atender aos anseios da sociedade e validar sua legitimidade”. E acrescenta que a OAB acredita no sucesso do Brasil, por isso, “cobrará que, diferentemente do anunciado, o novo ministério não seja composto por pessoas sobre as quais pesem dúvidas”.
Ainda na nota, Lamachia defende que todos cidadãos têm direito à ampla defesa e ao devido processo legal, mas acredita que a equipe de ministros precisa estar acima de qualquer suspeita.

O Brasil está pronto para a indústria 4.0?

Brasil e industria 4.0

O que é indústria do futuro para você? Esqueça todas as ideias de um ambiente cibernético distante da realidade atual. Em países como Estados Unidos e Alemanha, todas as decisões no chão de fábrica já são tomadas pelas próprias máquinas, a partir de informações fornecidas em tempo real. A quarta revolução industrial já começou e empresas de todo o mundo começam uma corrida contra o tempo para entrar na era da chamada indústria 4.0.
Estamos falando aqui de uma nova lógica de produção que nasceu na Alemanha, em 2011, e deu início ao processo de digitalização da operação industrial. A união do conceito de internet das coisas com a automatização industrial gera inteligência à manufatura e um universo de possibilidades para diferentes fabricantes. Máquinas interconectadas conversam e trocam comandos entre si, armazenam dados na nuvem, identificam defeitos e fazem correções sem precisar de ajuda.
E o Brasil? Em que estágio está nesse movimento? Muitas indústrias brasileiras já automatizaram seus processos, mas ainda não alcançamos a manufatura digital. “A indústria 4.0 é composta por duas vertentes: processos integrados que garantem a produção customizada e produtos inovadores. O Brasil precisa ainda andar muito nesses dois sentidos. Temos poucos setores competitivos em escala global”, afirma o professor Eduardo de Senzi Zancul, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
Algumas indústrias brasileiras saíram na frente, com projetos que podem ser considerados 4.0. Veja o caso da Ambev. Em 2015, a multinacional de bebidas adotou um sistema de automação para melhorar o controle do processo de resfriamento da cerveja e reduzir as variações de temperatura, evitando, assim, o desperdício de energia. A tecnologia já está em oito cervejarias da empresa e a previsão é expandir o uso para outras unidades ao longo deste ano.
Na Volkswagen Brasil, todos os projetos nascem a partir de um modelo digital. Os produtos são simulados em ambiente 3D, o que acelera o processo, garante flexibilidade, otimiza o tempo de produção e ainda abre postos de trabalho altamente qualificados. A Volkswagen tem investido em software, hardware e treinamento para que os funcionários passem a lidar com essa nova realidade. Cinco novas iniciativas nas fábricas brasileiras já permitiram uma economia para a empresa de 93 milhões de reais em dois anos.
“A indústria 4.0 cria uma produção em rede mais precisa, de baixo custo, e permite personalizações em massa com velocidade”, afirma Rosane Prado, diretora da área de digital da consultoria Innovative. As máquinas podem reproduzir diferentes modelos de um produto em sequência, sem qualquer necessidade de parada para reconfiguração.
A intenção é que o consumidor possa escolher um carro de cor diferente, por exemplo. Ainda na linha de montagem, aquele automóvel já teria um dono, pois as máquinas podem receber o pedido e fazer as customizações necessárias. “Tradicionalmente, a produção industrial acontece em lotes muito grandes. Mas, com a digitalização, cada produto é único na linha de produção”, diz Zancul.
Essa é uma realidade possível em países como Alemanha e Estados Unidos, porque existem grandes projetos e iniciativas com participação do governo e da iniciativa privada. Nos Estados Unidos, foi criada a organização sem fins lucrativos Smart Manufacturing Leadership Coalition (coalização para a liderança em indústria inteligente, em tradução livre) para mostrar, com a ajuda de pesquisas, os benefícios da manufatura avançada e facilitar sua adoção.
Investir em inovação e em educação é uma das principais formas de reverter o cenário brasileiro, até mesmo para aumentar a compreensão do que é digitalização. “Já existem instituições, empresas e universidades trabalhando em torno da indústria 4.0. Mas o movimento ainda está disperso. Não temos um grande projeto para agregar esforços e gerar massa crítica de mão de obra, de qualificação e de mercado”, afirma Zancul.
Para competir globalmente, a indústria nacional deve aumentar sua produtividade e sua participação na economia brasileira. “As empresas precisam fazer uma transformação digital tanto em hardware quanto em software para ter uma integração completa de todos os processos”, diz Rosane, da Innovative. Disposição e vontade não faltam, mas o Brasil precisa ousar para dar um salto de desenvolvimento e entrar para valer na nova era da indústria 4.0.

Maduro ordena exercícios militares contra supostos planos

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

 O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste sábado a decisão de iniciar exercícios militares das Forças Armadas venezuelanas (FANB) de modo a preparar o país para "qualquer cenário", após informar sobre possíveis planos de intervenção do exterior.

"Convoquei exercícios militares nacionais das Forças Armadas, no próximo sábado, para nos prepararmos para qualquer cenário porque esta terra é sagrada e devemos fazer com que seja respeitada", disse o chefe de Estado em comício com milhares de apoiadores no centro de Caracas.

O anúncio do líder foi feito um dia após a decisão de decretar um estado de exceção e emergência econômica que lhe daria "o poder suficiente" para, entre outros assuntos, fazer frente a um suposto golpe de Estado contra si e supostos planos do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe de uma intervenção de "exércitos estrangeiros".

Maduro considerou importante que se aumente "a consciência" dos venezuelanos porque, segundo ele, o plano contra seu governo "é perturbar a paz", gerar violência no país "para justificar uma intervenção estrangeira na Venezuela".

"Para alguns, isso soará extremista, mas eu não diria que é extremista", acrescentou.

O líder venezuelano voltou a denunciar Uribe por supostos planos do político colombiano de promover uma "conspiração contra a Venezuela". Maduro afirmou que Uribe participou de uma reunião em Washington na qual supostamente pediu a intervenção no país.

"Isto é uma das coisas mais graves que jamais uma autoridade, um ex-presidente da Colômbia ou da América, tenha dito contra a Venezuela. Pediu uma intervenção armada de um exército estrangeiro nesta terra sagrada", denunciou.

Maduro pediu às autoridades venezuelanas que ativem as ações legais pertinentes contra Uribe, a quem classificou como "um paramilitar, assassino".

"O que Uribe fez constitui um crime internacional. Peço ao Ministério Público, ao Poder Judiciário, que ativemos todas as ações nacionais e internacionais para processar Álvaro Uribe", disse

É preciso muito mais para vencer Boko Haram, diz cúpula

Ataque do Boko Haram causa explosões na cidade de Potiskum

A presença do Boko Haram em torno do lago Chade retrocedeu, mas a comunidade internacional deve fazer muito mais, em termos de ajuda militar e de financiamento - concluíram neste sábado os participantes de uma cúpula internacional sobre Segurança realizada na Nigéria.

"A derrota (do grupo islamita) não passa unicamente por uma solução militar, mas também por uma ação governamental de desenvolvimento para erradicar as causas" da insurreição, de acordo com o comunicado final do evento.

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Realizada em Abuja, a cúpula mostra a cooperação militar regional e o apoio internacional cada vez mais importantes na luta contra o Boko Haram.

Junto aos chefes de Estado dos países vizinhos da Nigéria (Benim, Camarões, Chade e Níger) também participam da cúpula o secretário de Estado adjunto americano, Antony Blinken, o chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond, assim como uma delegação da União Europeia e das comunidades econômicas da região (Cedeao e CEEAC).

Entre os convidados, também estava o presidente francês, François Hollande, único líder não africano presente, que se reuniu com seu homólogo nigeriano, Muhammadu Buhari.

"Os resultados são impressionantes" na luta contra Boko Haram, que "foi reduzido, obrigado a retroceder", mas esse "grupo terrorista continua sendo uma ameaça", alertou o presidente francês.

Em uma declaração unânime adotada na sexta-feira, os 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU expressaram sua "preocupação" com os "vínculos entre o Boko Haram e o EI (Estado Islâmico)" e informaram que as "atividades do Boko Haram continuam comprometendo a paz e a estabilidade no oeste e no centro da África".

O Boko Haram expressou seu apoio ao grupo EI no ano passado, e extremistas nigerianos combatem na conturbada Líbia, ao mesmo tempo em que estabelecem alianças com grupos ligados à rede Al-Qaeda na região do Sahel.

Em sua declaração, o Conselho de Segurança da ONU advertiu que alguns ataques do Boko Haram "poderiam constituir crimes contra a humanidade e crimes de guerra".

O Conselho disse estar "extremamente preocupado com o alarmante alcance da crise humanitária (...) na região da bacia do lago Chade".

Resolver a crise humanitária

Dois anos depois da primeira cúpula em Paris, os temas centrais da reunião deste sábado são "o sucesso das operações militares" que estão sendo realizadas, assim como a "resolução rápida dessa crise humanitária".

Esse conflito já deixou mais de 20.000 mortos desde 2009 e mais de 2,6 milhões de deslocados.

Desde a chegada de Muhammadu Buhari ao poder, há um ano, o Exército multiplicou as vitórias militares contra o Boko Haram. O presidente anunciou, inclusive, que o grupo islamita estava "tecnicamente" derrotado.

Os atentados suicidas continuam, porém, e a selva de Sambisa, no nordeste do país, continua sendo um reduto repleto de rebeldes. Além disso, os fatores que contribuíram para a ascensão do Boko Haram - como pobreza, sentimento de discriminação das populações do norte de maioria muçulmana, entre outros - persistem como elementos de desestabilização da região.

Nesse sentido, a organização independente Internacional Crisis Group alertou, em um relatório divulgado agora em maio, contra as declarações de vitória demasiado prematuras.

O presidente Buhari defende a mobilização de uma força multinacional, que deveria ter sido realizada em julho do ano passado. Apoiada pela União Africana, essa força militar que inclui 8.500 militares procedentes da Nigéria e dos países fronteiriços, está entre os temas importantes abordados na cúpula.

Se essa força for criada, será necessária uma melhor coordenação entre os diferentes componentes nacionais, já que o Boko Haram atua na fronteira com Camarões, Níger e no lago Chade.

Nos governos anteriores, a Nigéria não contou com a cooperação militar internacional, devido às inúmeras acusações de corrupção e de violação dos direitos humanos de seu Exército.

Na semana passada, os Estados Unidos já anunciaram que poderiam vender uma dúzia de aviões militares ao país. A Grã-Bretanha, antiga metrópole na região, forma, por sua vez, unidades de forças especiais no nordeste da Nigéria

Homens são presos jogando celulares para presídio

Prisão

  Polícia Militar prendeu na madrugada deste sábado, 14, dois homens que tentavam arremessar aparelhos celulares com a utilização de linhas de pesca para dentro da penitenciária Antonio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.

Agentes penitenciários já haviam observado o lançamento dos telefones, que eram jogados nas celas através de pequenas janelas. Na madrugada, por volta das 3h, os agentes conseguiram flagrar os dois homens, que foram imobilizados até a chegada da Polícia Militar.

Os dois presos são Everton Victor e Douglas Henrique.

Com a dupla foram apreendidos 17 telefones, 22 chips, 20 baterias e dois rolos de linha de anzol. O flagrante foi registrado na 10.ª Delegacia de Polícia Civil.

A Dutra Ladeira é uma das maiores penitenciárias de Minas Gerais, com 2.114 presos. Conforme a Secretaria de Estado de Defesa Social, depois da prisão dos dois homens a rotina da penitenciária seguiu normalmente.

A população carcerária do Estado é hoje de aproximadamente 70 mil detentos. Do total, cerca de 60 mil estão em unidades da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). O restante está dividido entre celas da Polícia Civil e associações de proteção e assistência ao condenado (Apac's). Dos 70 mil presos, 3,4 mil são mulheres e o restante, homens.

O artigo 349 do Código Penal prevê de três meses a um ano de prisão a quem "ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional".

PMDB: o tamanho do partido que agora comanda o país

Presidente interino do Brasil, Michel Temer, dia 12/05/2016

Com a entrada de Michel Temer na presidência da República, o PMDB, que já respondia pela maior bancada no Congresso Nacional, reforça ainda mais a sua força como principal legenda do país. 

Apesar de sua pujança nas esferas legislativas e nos governos locais, desde a redemocratização, o PMDB só apresentou em duas ocasições candidatos à presidência. Em ambas sofreu duras derrotas. Mesmo assim, somando com Temer, emplacou três filiados no cargo - todos empossados para substituir chefes do Executivo eleitos.

O cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), explica que como a gestão econômica de Sarney (1985-1990) - que assumiu a presidência em substituição a Tancredo Neves - foi um fracasso, a imagem do PMDB foi prejudicada. Vale lembrar que no fim de seu mandato, a inflação chegou a ultrapassar 1620,97% no acumulado de um ano.

“O reflexo veio em 1989, na primeira eleição direta pós-ditadura, quando Ulysses Guimarães foi o candidato do partido e sofreu uma derrota esmagadora”, afirma Pereira. Na época, o político recebeu apenas 4,7% dos votos.

Anos depois, em 1994, a sigla perdeu, mais uma vez, a disputa eleitoral. “A partir deste momento, o PMDB decidiu adotar uma estratégia de ser o coadjuvante em vez do protagonista”, diz Pereira, da FGV. “Desde então, apoiando o partido vencedor das eleições, ele voltou a aumentar a sua bancada no Congresso”.

De acordo com o estudo “Os Ministros da Nova República — Notas para Entender a Democratização do Poder Executivo”, entre os mandatos de Sarney (1985) e Lula (2010), o PMDB foi o partido que mais ocupou pastas ministeriais.

A história se repetiu nos dois mandatos da presidente Dilma Rousseff. No primeiro, o PMDB concentrou 6 ministérios. Já no segundo mandato, até ser afastada do cargo na última semana, a legenda ocupava 7 pastas.

No governo Temer, seis ministérios são ocupados por peemedebistas. Mesmo assim, a equipe do presidente interino é a mais coerente com o Congresso - em termos partidários -  desde a redemocratização, segundo análise da consultoria Pulso Público.

Se Michel Temer fizer um governo bem sucedido, o PMDB deve abandonar sua zona de conforto como coadjuvante e partir para a briga eleitoral de 2018. “Uma vez que a presidência caiu por acidente no colo de Michel Temer, o PMDB será obrigado a trilhar o caminho presidencial”, diz o cientista político Carlos Pereira.

No entanto, vale lembrar que o peemedebista garantiu ao PSDB que não iria buscar a reeleição. Só o tempo revelará as ambições políticos da principal legenda do país.

sábado, 30 de abril de 2016

É hoje Maracás !!! Chalé Dance !!

Alô vocês amigos de Maracás e de cidades vizinhas, frequentem lugares onde a sua segurança está em primeiro lugar, frequentem lugares onde o espaço tem qualidade e o atendimento é de primeira. Hoje o chalé moa lhes oferece música ao vivo, um sensacional show de forró ao vivo e você não pode poder! Com apenas 15 reais você vai curtir hoje no chalé muito forró até gastar a sola do sapato.kkk compareçam e curtam este sábado com qualidade, conforto e um ótimo atendimento. Chalé moa, Maracás-BA.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Chalé Dance Neste Sabado No chalé Moá.



VEM AI O TOP DA REGIÃO SUDOESTE, JULYMAR TEIXEIRA E FORRO EXPRESSO 2 ATRAÇÕES, COM A QUALIDADE CHALE DANCE, DIA 30 DE ABRIL INGRESSOS A VENDA NA FARMÁCIA SUPER POPULAR VALOR 15 REAIS, NÃO PERCA ESSE EVENTO QUE VAI SER TOP.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Maracás Light Dia 07 De Maio em Maracás.




Alô galera de Maracás e Região, dia 07 de Maio tem pra vocês  Maracas Light, as 22 horas na AABB de Maracás, com Fenômeno do Brasil Sem Retoque e Mais Forro Pau Na Mulera e Dio Lopes Compre seu ingresso antecipado pista ou Área Vip 

Realização Maracas Toldos e ND Produções 

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