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terça-feira, 29 de março de 2016
Governo leva ao STF manifestação em favor da posse de Lula

A Presidência da República entregou hoje (29) ao Supremo Tribunal Federal manifestação sobre uma das ações levadas à Corte pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil.
O documento tem duas análises: uma da Advocacia-Geral da União (AGU) e outra da Casa Civil.
A análise da AGU traz que o ato da nomeação de Lula não violou o princípio do juiz natural, como alegado pela legenda.
Na ação, o PSB pede que, mesmo com a nomeação, os processos sobre Lula permaneçam na 13ª Vara Federal de Curitiba, com o juiz Sérgio Moro.
Para a AGU, é “equivocada” a ideia de que a nomeação do ex-presidente como ministro seria para que houvesse um favorecimento.
“Tal conclusão, quanto a um efeito secundário do ato impugnado, adota pressuposto de que o Supremo seria leniente, menos capaz ou eficaz do que qualquer juízo inferior no processamento e julgamento das ações penais originárias, o que não é o caso."
A AGU diz ainda que o STF tem “se mostrado rigoroso, célere, prudente e independente” em ações que envolvem pessoas com foro especial por prerrogativa de função.
Sobre a alegação de que a nomeação do ex-presidente teria o objetivo de fazer com que Lula passasse a ter foro, a AGU disse que o PSB não aponta “a origem da certeza quanto à motivação da Chefe do Poder Executivo ao praticar o ato de nomeação” e que esta argumentação “se baseia apenas em meras suposições e afirmações desamparadas de um conteúdo probatório lícito mínimo”, diz o texto.
A AGU alega também que a nomeação de ministro é ato de competência da presidenta e que uma “intromissão” do poder judiciário representaria “afronta ao princípio da separação dos poderes”.
A AGU alega ainda que o ex-presidente Lula tem os requisitos para ocupar o cargo.
A análise feita Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil também rebate as alegações do partido. No documento, a Casa Civil lembra que o PSB cita a conversa gravada entre a presidenta e o ex-presidente, em que falam sobre o termo de posse de Lula.
Segundo o documento, não há ilegalidade no diálogo.
“Ora, com a devida vênia, o conteúdo do diálogo nada tem de ilegal ou desabonador de sua conduta.
Em verdade, se refere com exclusividade a trâmites burocráticos relativos à prática do ato de posse, competência inarredável e circunscrita ao exercício regular da competência sob a responsabilidade da Excelentíssima Senhora Presidenta da República”.
A Casa Civil alega que o ex-presidente está em pleno gozo de seus direito políticos.
“Estando o ato de nomeação dentro da esfera de competência discricionária da Excelentíssima Senhora Presidente da República para a nomeação e, concomitantemente, estando o Ministro Luiz Inácio Lula da Silva no pleno gozo de seus direitos políticos, não há que se impor limitações que a Constituição Federal ou a lei não o fazem, e a eventual intromissão do Poder Judiciário nesta seara representa afronta cabal de separação dos poderes”, diz o texto.
O documento diz que a pose do ex-presidente tem o objetivo de auxiliar o governo em um momento de crise.
“Remarca-se ainda que o país vive circunstancial crise econômica e política, que amplia a complexidade da condução do Governo. Tal situação demanda a tomada de medidas imediatas para auxiliar na superação de desafios apresentados. A nomeação e posse do Ministro Luiz Inácio Lula da Silva se insere neste contexto de busca de alternativas para a interlocução de Governo, dado que o Ministro é um reconhecido articulador político com larguíssima experiência e que tem como uma de suas mais fortes características a liderança e a facilidade de diálogo com o Congresso Nacional e demais instituições.”
Mercado pressiona projeto de perfuração no país, diz Moody's

Os baixos preços do petróleo e a menor demanda por serviços de perfuração vão continuar a colocar sob pressão o perfil de crédito de projetos de sondas de perfuração em mar do Brasil nos próximos três a cinco anos, afirmou nesta terça-feira a agência de classificação de risco Moody´s em um relatório.
A agência ressaltou que grande parte da redução dos investimentos anunciada pela Petrobras no início deste ano vai afetar as atividades de exploração e produção, impactando perfuradores que têm significativo risco de mudanças contratuais e uma grande quantidade de dívida.
Em janeiro, a Petrobras anunciou a redução do seu plano de investimentos de 2015-2019 para 98,4 bilhões de dólares, queda de 32 bilhões ante a projeção inicial.
"Como a Petrobras continua a cortar suas despesas operacionais e de capital, há um aumento do risco de que os navios de perfuração tenham o seu contrato rescindido", afirmou a Moody´s.
Há também, na avaliação da Moody´s, um risco ainda mais elevado de que a Petrobras possa tentar renegociar algumas condições de contratos com navios que tenham taxas diárias muito mais elevadas do que o nível atual do mercado.
Na semana passada, a petroleira concluiu a renegociação do contrato de uma sonda em operação na área gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, com a Seadrill.
Golf 1.4 TSI é nacional mais potente e menos refinado

A chegada do Golf mais básico afetou a vida do modelo equipado com o excelente motor 1.4 TSI. Para compor o catálogo dos 1.6, a Volks tirou de linha o 1.4 Comfortline – só o Highline será oferecido.
Além disso, para simplificar a produção nacional (e viabilizar a configuração de entrada), foi necessário trocar a suspensão traseira independente pelo eixo de torção.
Por fim, o câmbio automatizado DSG de sete marchas foi substituído pelo Tiptronic automático convencional (conversor de torque) de seis velocidades.
“Fizemos uma adequação de acordo com as exigências de nossos clientes”, diz José Loureiro, gerente da VW.
Na prática, a perda de refinamento mecânico é sentida principalmente para quem já tinha como referência o câmbio DSG.
Com o Tiptronic, as respostas se assemelham à de outras transmissões automáticas convencionais, com uma certo retardo na hora de acelerar, logo seguido pela subida de giro repentina e a atuação do conversor de torque.
Para manter uma aceleração linear, sem trancos, é preciso mais sensibilidade e paciência na hora de pisar no acelerador - fazem falta a naturalidade e a rapidez da transmissão de dupla embreagem.
Em relação à suspensão, a diferença só é sentida em trechos de curva de alta velocidade em asfalto irregular, onde a arquitetura multilink garante um melhor contato das rodas com a superfície, transmitindo maior confiança.
Para a maior parte das situações, porém, não há uma grande diferença perceptível. Ao rodar, mesmo com o eixo de torção, o Golf continua exibindo solidez e estabilidade exemplares.
Apesar dos downgrades técnicos, a lista de equipamentos da versão Highline continua farta.
Estão inclusos de série sete airbags, ar-condicionado digital, volante multifuncional, lanternas de led, sensores de chuva e luminosidade, ABS com EBD, controles de tração e estabilidade, bloqueio eletrônico do diferencial, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, alerta de pressão dos pneus, piloto automático, sistema ISOFIX para fixação de cadeirinhas infantis, sistema de infotainment com tela de 6,5 polegadas e sistema start-stop (na configuração automática).
A versão manual da configuração 1.4 Flex usa um câmbio de seis relações (no 1.6 são apenas cinco, por questões de marketing).
Outra mudança é o aumento da potência de 140 cv para 150 cv (com etanol ou gasolina), por conta da adoção da tecnologia flex.
Para beber álcool, apesar dos 10 cv a mais, o Golf piorou no 0 a 100 km/h: em nossas medições, sempre feitas com gasolina, o 1.4 a gasolina fez a prova em 9 s ante 9,5 s do flex.
Mas o consumo melhorou: 12,3 km/l (urbano) e 15,9 (estrada), usando gasolina. O anterior fez 11,7 km/l e 15,6 km/l nos mesmos ciclos.
Com câmbio manual, o Golf 1.4 TSI Flex agora parte de R$ 92.290, enquanto o automático sai por R$ 97.690, criando um espaço de quase 20 mil reais para o modelo Comfortline com motor 1.6 MSI.
Seu principal concorrente continua a ser o Ford Focus, cuja versão Titanium 2.0 custa a partir de R$ 95.290 (com câmbio Powershit).
| TESTE DE PISTA | |
|---|---|
| ACELERAÇÃO | |
| de 0 a 100 km/h | 9,5 s |
| de 0 a 1.000 m | 30,7 s - 169,5 km/h |
| RETOMADAS | |
| de 40 a 80 km/h (em D) | 4 s |
| de 60 a 100 km/h (em D) | 5,2 s |
| de 80 a 120 km/h (em D) | 6,7 s |
| FRENAGENS | |
| 60 / 80 / 120 km/h a 0 | 14,7 / 26,6 / 62,3 m |
| CONSUMO | |
| Urbano | 12,3 km/l |
| Rodoviário | 15,9 km/l |
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Preço: | R$ 97.690 (automático) |
| Motor: | flex, diant., transv., turbo, 4 cil., 1.395 cm3; 16V, 150 cv a 4.500 rpm, 25,5 mkgf a 1.500 rpm |
| Câmbio: | aut., seis marchas, tração dianteira |
| Suspensão: | McPherson (diant.) / eixo de torção (tras.) |
| Freios: | disco vent. (diant.) / disco (tras.) |
| Direção: | elétrica |
| Dimensões: | comp., 425,5 cm; larg., 179,9 cm; entre-eixos, 263,8 cm; tanque, 51 l |
Aécio diz que saída do PMDB "fecha caixão" do governo

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta terça-feira que o desembarque do PMDB do governo da presidente Dilma Rousseff fecha o caixão da gestão da petista, e afirmou que os tucanos estão dispostos a colaborar em um eventual governo liderado pelo vice-presidente Michel Temer.
Dilma é alvo de um pedido de abertura de processo de impeachment que tramita em comissão especial na Câmara dos Deputados, e o rompimento do PMDB com o governo, que deve ser oficializado nesta terça, complica as chances de o governo ter os votos necessários para barrar o impedimento.
"O governo Dilma acabou. A saída do PMDB fecha a tampa de um caixão de um governo moribundo que não tem mais condições mínimas para sinalizar o que todos nós queremos, a retomada do crescimento, a geração de empregos, a melhoria dos indicadores sociais", disse o tucano em entrevista a correspondentes estrangeiros.
“A saída do PMDB levará com ele outras forças partidárias que ainda sustentavam o governo", acrescentou.
Aécio disse ter se reunido com Temer e oferecido ao vice, que também preside o PMDB, apoio em um governo de transição, que assumiria o país em caso de impeachment de Dilma. O tucano garantiu que não condicionou o apoio a cargos, alegando que ocupar ministérios em um eventual governo Temer "não é prioridade para o PSDB".
"A nossa primeira aliança deve ser em torno de um programa mínimo e emergencial", disse. "Nós estaremos dispostos a construir um ambiente adequado para que essa agenda emergencial possa ser colocada em curso."
O PMDB reunirá nesta tarde seu diretório nacional e deve decidir por aclamação pelo rompimento do partido, o maior da base aliada, com o governo da presidente Dilma Rousseff.
Vendas em supermercados caem 1,61% em fevereiro

As vendas do setor supermercadista tiveram queda de 1,61% em fevereiro na comparação com janeiro deste ano e alta de 2,92% em relação a fevereiro de 2015, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, as vendas caíram 0,36%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em valores nominais, as vendas tiveram queda de 0,73% em fevereiro, comparadas às de janeiro, e alta de 13,64% com relação a fevereiro de 2015. No acumulado do ano, houve crescimento de 10,22%.
“Janeiro veio com um número negativo forte, mas fevereiro já apresenta um número melhor com relação ao ano passado. Mostra certa recuperação porque, apesar de muitos indicadores ruins, nosso varejo tem apresentado um número melhor do que vinha tendo. Sempre levando em consideração que em fevereiro tivemos carnaval e o ano bissexto, com um dia a mais no mês”, disse o presidente do Conselho Consultivo da Abras, Sussumu Honda.
A cesta de produtos Abrasmercado – que analisa 35 produtos de largo consumo – teve alta de 0,88%, passando de R$ 452,22 em janeiro para R$ 456,22 em fevereiro.
Entre os produtos com as maiores altas estão: ovo (9,46%), a farinha de mandioca (7,31%), arroz (6,69%) e feijão (4,87%). As maiores quedas ficaram com tomate (-14,39%) e pernil (-4,73%).
“Houve influências pontuais em alguns produtos. Em janeiro e fevereiro, choveu muito em algumas regiões. O preço do arroz aumentou porque choveu no Rio Grande do Sul no momento da colheita e isso diminuiu a oferta”, disse o diretor de Relacionamento da GK, empresa que faz a pesquisa, Marco Aurélio.
A maior alta de preços foi registrada na Região Norte (4,18%).
No Sul, o aumento foi de 0,39%, seguido do Nordeste, com 0,28%, e do Sudeste, com 0,11%. No Centro-Oeste, houve queda de 0,93%.
Maioria das pessoas apoia proibição de "Internet paralela"
Sete em cada dez pessoas disseram que a "Internet paralela", refúgio de criminosos e ativistas que temem a vigilância governamental, deveria ser desligada, de acordo com uma pesquisa global da Ipsos divulgada nesta terça-feira.
As conclusões da pesquisa realizada com pelo menos 1.000 pessoas em cada um de 24 países avaliados acontece em um momento em que legisladores e empresas de tecnologia discutem se a privacidade digital deve ser limitada para ajudar reguladores e agentes da lei a combaterem mais facilmente hackers e outras ameaças digitais.
A porção de pessoas que respondeu concordando fortemente ou concordando parcialmente que esta Internet paralela deveria ser fechada variou entre 61 e 85 por cento, com maior suporte na Indonésia, Índia, Egito e México e menor na Suécia, Coreia do Sul e Quênia.
Segundo os pesquisadores, esta Internet paralela é uma área da Internet acessada somente via navegadores especiais que garantem anonimato, em que o conteúdo é escondido e os dados são tipicamente criptografados.
A questão apresentada na pesquisa apontou que o anonimato da Internet paralela pode proteger jornalistas, ativistas dos direitos humanos, dissidentes e informantes, mas também esconde redes de abuso infantil e mercados ilegais de vendas de armas e narcóticos.
"O público claramente quer que os agentes da lei tenham as ferramentas para fazer seu trabalho. Mas se você inverte o assunto e diz que eles deveriam ter acesso a seus dados, eles tendem a sentir de maneira diferente", disse Fen Osler Hampson, diretor do programa de políticas e segurança global do Centro Internacional para Inovação de Governança (Cigi, na sigla em inglês), que comissionou a pesquisa do Ipsos.
Oposição reúne mídia internacional para defender impeachment

Líderes de oposição no Congresso se reuniram na manhã desta terça-feira, 29, com jornalistas da imprensa internacional para argumentar em favor da legalidade do processo de impeachment que está atualmente em curso contra Dilma Rousseff.
O objetivo é rebater entrevistas concedidas pela presidente na semana passada.
"Viemos enfrentar a narrativa do PT e da própria presidente da República de que o Brasil está prestes a sofrer um golpe. Reunimos a imprensa internacional para dizer que no Brasil se respeita a Constituição", afirmou o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG).
Além do PSDB, participaram do encontro parlamentares do PPS, PSC, DEM e PSB.
Segundo jornalistas que estiveram na reunião, os partidos também foram questionados sobre participarem de um possível novo governo, coordenado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, que também preside o PMDB, um dos partidos envolvidos no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
Argumentos
Na tentativa de rebater a presidente Dilma, que concedeu entrevista na semana passada, alegando que o processo em curso é um golpe, os interlocutores defenderam a legalidade do impeachment com o argumento de que o processo é previsto na Constituição e que a condução do rito foi determinada pela Suprema Corte.
"Não existe um golpe quando se cumpre a Constituição, quando o Supremo Tribunal Federal determina o rito a ser seguido, quando os parlamentares eleitos pela população brasileira é que definirão o que vai acontecer com o País", afirmou Aécio a jornalistas brasileiros após o encontro.
A oposição, entretanto, não respondeu precisamente aos argumentos governistas. Nos últimos dias, tanto Dilma Rousseff quanto o ex-presidente Lula concederam entrevistas à imprensa internacional criticando o processo de impeachment com base no mérito e não na possibilidade de que o processo seja aberto conforme previsto na Constituição.
O processo de impeachment que tramita no Congresso leva em consideração as pedaladas fiscais que foram cometidas em 2014 e 2015.
Governistas argumentam que o processo não poderia ser aberto, uma vez que o Congresso ainda não julgou as contas governamentais de 2014 e o Tribunal de Contas da União (TCU) também não deliberou sobre as contas de 2015.
Na comissão especial do impeachment na Câmara, o deputado Assis Carvalho (PT-PI) apresentou uma questão de ordem pedindo a suspensão do processo por esta razão.
"Estão desesperados para encontrar um crime que não existe", disse Carvalho. Nesta manhã, ao abrir a sessão, o presidente da comissão Rogério Rosso (PSD-DF) negou a questão de ordem. O petista afirmou que vai recorrer.
Ártico tem mínima recorde de gelo no inverno — e isso é ruim

O manto de gelo no mar do Ártico atingiu o seu limite máximo para o ano no dia 24 de março — 14,52 milhões de quilômetros quadrados. Achou muito? Pois essa é a menor cobertura já registrada por satélite, em quatro décadas, para o período de inverno na região.
A informação é do Centro Nacional de Neve e Gelo da Universidade do Colorado (NSIDC) e da NASA. Esse novo recorde superou a mínima histórica do inverno passado, de 14,54 milhões de quilômetros quadrados, e isso não é nada bom.
O declínio do gelo do mar tem acelerado nas duas últimas décadas, e está associado ao clima mais quente na região, que é afetado tanto pelas mudanças climáticas quanto por variabilidades temporais de curto prazo.
"O Ártico está em crise. Ano após ano, ele entra em um novo estado, e é difícil ver que efeito isso pode ter sobre o hemisfério norte ao longo do tempo", disse Ted Scambos, cientista-chefe do NSIDC, em comunicado.
Para se ter uma ideia da intensidade das mudanças, as 13 menores extensões máximas já registradas por satélites ocorreram nos últimos 13 anos.
Esta curta animação abaixo mostra o ciclo de congelamento no mar do Ártico a partir da extensão mínima do último verão até o dia 24 de março, quando a superfície gelada atingiu sua máxima extensão para o inverno:
Segundo a NASA, o nova mínima histórica para o inverno resulta, em parte, das temperaturas recordes de dezembro, janeiro e fevereiro em todo o mundo e também no Ártico.
“O calor atmosférico contribuiu para isso, com temperaturas do ar até 10 graus acima da média em algumas partes do Ártico”, disse Walt Meier, cientista marinho da NASA.
"Mas os padrões de vento na região durante os meses de janeiro e fevereiro também foram desfavoráveis, eles trouxeram ar quente e impediram a expansão da cobertura de gelo", acrescentou.
Contudo, alerta o cientista, o que provavelmente irá desempenhar um papel maior na evolução futura das extensões máximas do Ártico é o aquecimento das águas do oceano.
A extensão do gelo do mar do Ártico desempenha um papel crítico no sistema climático do Planeta. Fisicamente, sua superfície branca reflete até 80 por cento da luz solar recebida durante os longos dias de verão no hemisfério norte, exercendo uma influência de resfriamento sobre o clima.
Além disso, os ursos polares, morsas, baleias e outros animais dependem do gelo marinho para sobreviver.
Menos gelo também significa mais transporte pelo Ártico e exploração (principalmente de petróleo), com grandes implicações para a economia mundial e a segurança climática.
Queda da economia leva à redução de empréstimos dos bancos
O encolhimento da economia levou a uma queda no saldo do crédito ofertado pelos bancos a empresas e famílias.
Em fevereiro, pelo segundo mês consecutivo, o saldo das operações de crédito recuou e fechou o período em R$ 3,184 trilhões.
Em relação a janeiro, houve redução de 0,5%. O saldo do mês correspondeu a 53,6% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), queda de 0,4 ponto percentual em relação a janeiro.
As informações foram divulgadas hoje (29) pelo Banco Central (BC).
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, afirmou que no inicio do ano é comum haver menor expansão do crédito, porque atividade econômica é normalmente mais fraca. Mas, atualmente, a retração da economia leva à queda do crédito.
Projeções
Para o ano, o BC revisou a projeção de crescimento do saldo das operações de crédito de 7% para 5%.
No caso do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros, a projeção de expansão passou de 5% para 2%.
A estimativa para o crescimento do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) foi alterada de 9% para 7%.
Em relação ao PIB, o crédito deve corresponder a 54%, abaixo da projeção anterior de 55%. No ano passado, essa relação ficou em 54,5%.
Os bancos públicos devem apresentar expansão do saldo dos seus empréstimos de 9%. A projeção anterior era 8%. Já os bancos privados nacionais devem ter queda de 1%. A projeção anterior era de crescimento de 2%.
De acordo com as estimativas do BC, o saldo do crédito dos bancos privados estrangeiros vai crescer 4%, estimativa cortada pela metade em relação à divulgada em dezembro (8%).
Famílias
De acordo com o Banco Central, o recuo no crédito para as famílias foi influenciado, em fevereiro, pela redução nos gastos com cartão de crédito à vista.
Em janeiro, comparado ao mês anterior, houve recuo 3,4% no saldo dessa modalidade. “Fevereiro é um mês de ajuste, depois das férias. Tem pagamento de impostos, material escolar.
Com isso, há uma contenção de despesas de consumo. O número de dias úteis a menos também influencia nessa sazonalidade”, disse Maciel.
O chefe do Departamento Econômico do BC também destacou a queda no saldo dos empréstimos para a compra de veículos, que foi de 1,6% de janeiro para fevereiro deste ano.
“A aquisição de veículos continua caindo de forma significativa. O ciclo de atividade impacta a renda. Mais do que isso, é uma modalidade que requer comprometimento de renda futura, por período importante, e aí os indicadores de confiança pesam. Em períodos de maior incerteza, há maior restrição por parte das pessoas em comprometer renda futura”, acrescentou.
No total, o saldo do crédito livre para as famílias recuou 0,3%, em fevereiro.
Maciel também destacou a desaceleração do crédito imobiliário (uma das modalidades do crédito direcionado). Em fevereiro deste ano, o saldo dessa modalidade cresceu 0,5% em relação a janeiro.
No mesmo período do ano passado, a expansão ficou em 1%. “É natural que, após crescimento expressivo [em anos anteriores], se tenha taxas de expansão menores. Mas teve elevação de taxas de juros do financiamento imobiliário. Isso tende a refletir também na evolução da carteira”, acrescentou.
Empresas
O crédito livre para as empresas também recuou no mês passado: 1%. A principal modalidade desse tipo de crédito, o capital de giro, recuou 1,3%.
Maciel disse que o capital de giro com prazo inferior a 365 dias, concedido principalmente a pequenas e médias empresas, caiu 2,2%.“Isso reflete um encolhimento do crédito para esses segmentos.
Há maior cautela na concessão diante desse quadro de incertezas e as próprias empresas têm maior cautela no comprometimento de receita futura”, disse.
Os dados do BC também mostram recuo no saldo dos empréstimos às empresas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que caiu 1%, no mês.
Segundo Tulio Maciel, o motivo para a retração é a elevação dos juros, a redução dos investimentos devido à conjuntura econômica e a menor demanda. Para ele, essa redução ainda está se intensificando.
Inadimplência
A inadimplência, quando são considerados os atrasos superiores a 90 dias, do crédito livre para as famílias ficou estável em 6,2%, em fevereiro em relação a janeiro.
Para Tulio Maciel, os bancos estão mais seletivos na concessão de crédito e as famílias estão preocupadas com a gestão financeira e com maior cautela.
No caso das pessoas jurídicas, Maciel destacou que há uma tendência de aumento da inadimplência associada, principalmente, a pequenas e médias empresas.
Para Maciel, a evolução “gradual” da inadimplência tem o aspecto positivo de fazer com que os bancos se preparem antecipadamente, aumentando as provisões (recursos reservados para casos de inadimplência).
Em fevereiro, a inadimplência das empresas no caso do crédito livre ficou estável em 4,7%, em relação a janeiro. No caso específico do capital de giro, houve aumento da inadimplência em 0,2 ponto percentual, com a taxa em 5%.
Ataques russos na Síria são mais letais que os da coalizão

Os bombardeios aéreos russos na Síria foram muito mais mortíferos que os da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, aponta um relatório do grupo de monitoramento Airwars divulgado nesta terça-feira.
Segundo o Airwars, uma ONG baseada em Londres que trabalha com base em informações disponíveis publicamente sobre os bombardeios, os aviões russos mataram provavelmente "entre 1.096 e 1.448 civis" entre outubro e dezembro de 2015, em 192 ataques realizados apenas na Síria.
Em comparação, os bombardeios da coalizão internacional provocaram provavelmente a morte de 1.044 pessoas no Iraque e na Síria desde o início da campanha contra o grupo Estado Islâmico (EI) em agosto de 2014, afirma.
No período outubro-dezembro do ano passado, a coalizão teria matado entre 178 e 223 civis no Iraque e na Síria, seis vezes menos que os russos apenas na Síria, destaca a ONG.
Aliada chave do governo sírio de Bashar al-Assad, a Rússia negou que tome como alvo civis e sustentou que só ataca o EI e outros grupos terroristas contrários ao regime.
Os ocidentais e os grupos contrários a Assad a acusam, pelo contrário, de concentrar seus bombardeios nos grupos rebeldes opositores sírios e em "infraestruturas civis", como uma usina de tratamento de água, padarias, depósitos de alimentos e comboios de ajuda humanitária, denuncia a Airwars.
Os ataques russos diminuíram consideravelmente desde a entrada em vigor de um cessar-fogo entre o governo de Assad e os rebeldes. Moscou repatriou parte de sua frota aérea, embora conserve na Síria algumas aeronaves que continuam realizando ataques ao EI, não envolvido na trégua.
Mais de 270.000 pessoas morreram no total desde o início do conflito na Síria, em 2011, e milhares foram deslocadas pelos combates.
A coalizão dirigida pelos Estados Unidos admitiu ter matado apenas 21 civis desde o início de sua campanha aérea, mas várias investigações em andamento aumentarão certamente este saldo.
EUA aciona Volkswagen na justiça por propaganda enganosa

Os Estados Unidos entraram com uma ação nesta terça-feira contra a Volkswagen por enganar os consumidores ao promover carros a diesel supostamente "limpos", mas que, na verdade, tinham dispositivos fraudulentos sobre a quantidade de gases poluentes emitidos.
A Comissão Federal de Comércio disse que solicitou à corte uma indenização aos que compraram veículos VW e Audi com esse sistema de 2008 ao final de 2015.
A Comissão também pediu que a justiça proíba a VW voltar a utilizar esse tipo de dispositivo.
Novo incidente no Capitólio evacua prédio e para trânsito
Dois pacotes encontrados nesta terça-feira no Capitólio em Washington, sede do Legislativo dos Estados Unidos, obrigaram a polícia a evacuar um grupo de turistas e a cortar o trânsito, informou à Agência Efe um porta-voz das forças de segurança do Congresso.
O incidente aconteceu depois que ontem um homem armado entrou no Centro de Visitantes do Congresso, sacou uma pistola e semeou o caos ao apontar para um dos agentes que estavam conduzindo os visitantes enquanto estes passavam pelos detectores de metais.
Diante desta situação, um agente disparou contra o intruso, que já foi operado em um hospital da capital americana e se encontra detido.
O Centro de Visitantes do Congresso fechou ontem devido ao caos provocado pelos disparos, mas hoje voltou a abrir em seu horário habitual, de 08h15 às 16h30.
Pouco depois de abrir suas portas, a polícia do Capitólio encontrou um pacote que aparentemente não pertencia a ninguém e, por precaução, decidiu afastar um grupo de turistas que esperava fora do Centro de Visitantes do Congresso.
Um segundo pacote foi achado na praça próxima ao edifício Thomas Jefferson da Biblioteca do Congresso, acrescentou em comunicado a polícia do Capitólio.
A atividade policial provocou cortes de trânsito durante 45 minutos nas ruas próximas ao Capitólio, segundo informaram em sua conta no Twitter as forças de segurança do Senado.
As forças de segurança do Legislativo estão agora investigando a origem e características destes pacotes, dos quais não ofereceram mais detalhes.
O Congresso se encontra em período de recesso pelas festividades de Páscoa e não voltará à atividade legislativa regular até meados do próximo mês, mas muitos escritórios dos congressistas continuam seu trabalho e parte dos edifícios está aberta aos turistas.
99Taxis e Shell surpreendem pessoas na noite paulistana

Para reforçar sua mais recente campanha sobre o Shell V-Power Nitro+, a Raízen, licenciada da marca no Brasil, criou uma ação de co-marketing com o aplicativo 99Taxis que, por sua vez, divulga o lançamento da categoria de luxo 99TOP.
Com a assinatura da VML, a nova agência full digital da marca, a ação de live marketing protagonizada pelo Mustang 1965 surpreendeu usuários do app no último final de semana.
Alguns frequentadores de um bar na Zona Sul de São Paulo que chamaram um táxi através do 99TOP foram abordados pelo modelo icônico, o mesmo exibido no filme da campanha.
As reações espontâneas dos clientes ao verem o carro foram captadas e integraram a estratégia digital, que contemplou um vídeo nas plataformas digitais da Raízen e da 99.
"A ação de co-branding abordou os clientes de um jeito lúdico e transformou a volta para casa em mais uma fonte de entretenimento, o que intensifica o engajamento", afirma Fernando Taralli, presidente da VML, que acrescenta que agora os usuários do app 99 que pedirem um 99TOP terão a dúvida: "Será que virá o Mustang 1965 do comercial da Shell V-Power Nitro+?.
Eduardo Cunha pode renunciar para salvar mandato

O agravamento da crise política faz crescer rumores sobre a renúncia de outro agente político além da presidente da República, Dilma Rousseff.
É cada vez mais recorrente a tese de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode abrir mão do cargo para salvar o mandato de deputado. A cassação é a pena máxima que o Conselho de Ética pode lhe conferir, quando o arrastado processo chegar ao fim.
Réu na Lava Jato, Cunha continua negando com veemência a possibilidade de renunciar. "Óbvio que não. Menor possibilidade. Chance zero" afirmou o presidente da Câmara nesta manhã, quando questionado sobre um eventual plano de renúncia.
Se é para uma eventual cassação ou afastamento por força do Supremo Tribunal Federal (STF) ou mesmo porque sua temporada à frente da Casa termina no início do próximo ano, é fato que a sucessão de Eduardo Cunha é pauta nas conversas de bastidores.
O cargo, inclusive, entra nas negociações de apoio ao eventual governo do atual vice-presidente da República, Michel Temer, que assume o comando do País caso Dilma seja defenestrada no processo de impeachment que corre na Câmara.
Deputados que articulam o impeachment de Dilma defendem que o próximo presidente da Câmara seja do grupo conhecido como "centrão", que envolve partidos como PP, PR, PSD e PDT, legendas que, inclusive, tendem a deixar o governo Dilma após a oficialização do rompimento do PMDB, na tarde de hoje.
A reportagem mostrou na última sexta-feira que o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), atual presidente da comissão do impeachment, é um dos cotados a assumir a vaga.
Rosso circula bem por todos os grupos do Parlamento, característica que interessa a Temer, que, se seguido o script, terá que fazer um governo de coalizão, administrando muitos partidos e interesses.
Aliados de Cunha dizem que ele tem apreço pelo nome de Rosso, assim como tem pelo nome de Jovair Arantes (PTB-GO), atual relator da comissão de impeachment.
A escolha de Rosso e Jovair para comandar o colegiado que discute a admissibilidade do processo de impedimento da petista foi feita, inclusive, em reunião comandada por Cunha, em sua residência oficial, na noite anterior à eleição que os confirmou nos cargos
O iPhone SE é bom mesmo? Veja as opiniões dos críticos

O iPhone SE, o novo smartphone da Apple com tela de quatro polegadas, chega ao mercado norte-americano nesta semana. Além do preço relativamente baixo para um dispositivo da empresa – o valor varia de 399 dólares (16 GB) e 499 dólares (64 GB) – o iPhone SE surpreendeu os críticos devido à sua configuração de ponta.
Segundo o site CNET, o novo iPhone “embala quase todas as funcionalidades interessantes (processador, ótima câmera, Apple Pay, Siri sempre alerta) do iPhone 6s em um telefone menor e mais acessível de quatro polegadas”.
O tamanho do iPhone SE também foi o foco do site Mashable, que chamou o dispositivo de “um dos produtos mais interessantes a serem lançados neste ano”. No entanto, ele faz uma ressalva: o iPhone SE, na realidade, não é um smartphone novo.
Essa pontuação feita pelo Mashable está relacionada com o fato de que o aparelho tem um design praticamente igual ao do iPhone 5s e sua configuração interna é extremamente similar ao do iPhone 6s.
Desse modo, “o iPhone SE não é um produto inovador. É tecnologia de hoje no corpo do telefone de ontem”, resume o site The Verge. Veja agora o que os especialistas desses portais acharam de cada uma das especificidades do novo iPhone.
Design do 5s
O iPhone SE tem um visual igual ao do iPhone 5s. Ele tem o mesmo tamanho de tela (quatro polegadas com resolução de 1136 x 640), as mesmas bordas chanfradas e o mesmo posicionamento dos botões.
Lauren Goode, repórter do The Verge que testou o novo smartphone, disse em sua análise que carregou o SE e o 5s no bolso por alguns dias e pegou o iPhone antigo por engano diversas vezes.
Uma das únicas diferenças físicas é que o iPhone SE pode ser adquirido na cor rosa (ou rosé gold, como a Apple gosta). Além desse modelo, o aparelho também vem nas cores cinza, dourado e prata. Outra mudança no visual foi que as bordas são foscas e, não, brilhantes como as do 5s.
O design antigo ainda carrega outra característica que irá deixar muitos usuários felizes: ele será compatível com todos os acessórios dos iPhones 5 ou 5s.
Configurações do 6s
O iPhone SE tem um chip A9 (o mesmo do iPhone 6s) e 2 GB de RAM. “Os aplicativos e páginas da web abrem rapidamente. Não há qualquer problema em alternar apps e os jogos de alta performance funcionam muito bem”, resume Christina Warren, repórter do Mashable.
Outra configuração dos dispositivos recentes que foram implementadas no iPhone SE é o suporte para Wi-Fi de alta velocidade e internet móvel de bandas mais rápidas. Além disso, ele já vem com o iOS atualizado para a versão 9.3.
O iPhone SE também tem leitor de biometria digital no botão de home e tem tecnologia NFC para o uso do Apple Pay. No entanto, uma das características mais interessantes do 6s não veio com o novo dispositivo: o 3D Touch – tecnologia que possibilita que o smartphone responda de várias maneiras dependendo da pressão do toque do usuário.
Justin Sullivan/Getty Images
Câmera traseira potente
A câmera traseira do SE tem 12 megapixels e tira fotos tão vibrantes quanto o smartphone topo de linha da Apple, segundo o Mashable. Uma função que foi lançada com o 6s e continua no SE é o Live Photos, uma ferramenta que captura alguns segundos de vídeo antes e depois da fotografia ser tirada.
Também é possível fazer vídeos com resolução 4K. Apesar de a qualidade das imagens ser impecável, a gravação de vídeos em 4K consome muito espaço de armazenamento do smartphone. Por isso, essa característica não deve agradar muitos usuários – principalmente, por que o iPhone SE vem apenas em dois modelos: um com 16 GB de armazenamento e outro com 64 GB.
A câmera dianteira, no entanto, vem com apenas 1,2 megapixels, o que pode prejudicar a qualidade das selfies. Porém, vale apontar que a câmera tem flash de retina, uma função que aumenta o brilho da tela para que as fotos saiam mais iluminadas.
Boa bateria
Devido ao processador A9 e o software iOS 9.3, o iPhone SE tem uma bateria que dura mais tempo do que a do 5s, segundo testes feitos pelo Mashable. A bateria do novo dispositivo tem uma performance melhor em comparação com a do iPhone 6s.
De acordo com Lauren Goode do The Verge, a bateria do SE tem 50% a mais de duração do que a do iPhone 5s. “Até agora, o iPhone SE durou muito além de um dia de trabalho completo”, afirma.
O iPhone SE começa a ser vendido nos EUA por 399 dólares, na versão de 16 GB, e 499 dólares com 64 GB. Ainda não há previsão de quando e por quanto os novos modelos serão vendidos no Brasil.
8 ferramentas do Google para pequenos empreendedores
Recebemos aqui na redação um convite para um evento do Google. A única informação no convite era que iríamos descobrir como o Google ajuda o negócio dos empreendedores e PMEs do Brasil a brilhar.
Na semana passada chegamos por volta das 18h na Feira Qualquer Coisa, na Praça Benedito Calixto e nos surpreendemos com um happy hour em um formato super descontraído no estilo mercado de pulgas, local onde diversos vendedores se reúnem para comercializar bens antigos, usados e outras mercadorias, inclusive de fabricação artesanal. Os empreendedores, dos mais diversos setores, tinham cada um sua “barraquinha” onde estavam expondo seus produtos.
Conhecemos 16 empresas de pequeno e médio porte que iam desde brigadeiro até e-commerce especializado em kimono, mas todos os negócios tinham um denominador comum: investimentos nas ferramentas de negócios do Google, como AdWords, AdSense e Apps for Work.
Durante o evento, além dos produtos pagos, foram apresentadas as soluções gratuitas do Google para as empresas, como o Google Meu Negócio e o Google Analytics. A ocasião ainda marcou o lançamento no Brasil da versão em português do aplicativo Primer, com lições básicas de marketing voltado para o público que deseja aprender mais sobre esta disciplina mas não tem tempo para estudá-la de forma mais aprofundada.
“Em um momento de uma profunda crise econômica como esta, é crucial que o pequeno empresário saiba que pode contar com o Google no que for preciso para prosperar”, afirma Luciano Santos, diretor de PMEs do Google Brasil.
Conheça as soluções do Google para os Negócios das PMEs:
AdWords: Ferramenta para criação de anúncios que são exibidos nos resultados da busca do Google. A empresa escolhe os termos de pesquisa que exibirão seu anúncio e um orçamento diário. Se as palavras que as pessoas digitarem no Google corresponderem a suas palavras-chave, seu anúncio pode ser exibido acima dos resultados de pesquisa.
AdSense: Forma gratuita e simples de ganhar dinheiro veiculando anúncios em seu website. Os anúncios são revisados para garantir que sejam de alta qualidade e relevantes para seu conteúdo ou público-alvo, mesmo quando visualizados em smartphones e tablets.
Google Meu Negócio: Cadastro gratuito oferecido pelo Google às empresas que querem divulgar suas informações de contato, como website, endereço físico, telefone e horário de funcionamento. Os dados são exibidos na Pesquisa do Google, no Google Maps e no Google+.
Apps for Work: Pacote das ferramentas do Google voltado para as empresas, como e-mail profissional, armazenamento de arquivos on-line, agendas compartilhadas e reuniões por vídeo, entre outros. Baseado na nuvem, o pacote de Apps for Work permite a conexão de qualquer lugar e com qualquer dispositivo.
Primer: Aplicativo para smartphones que ensina de forma rápida os mais variados conceitos de marketing. Possui atividades interativas para que os conceitos sejam absorvidos de forma mais fácil.
True View: Anúncios em vídeo TrueView oferecem aos usuários escolha e controle sobre qual anúncio eles desejam assistir e quando. Os anunciantes pagam somente quando o usuário optar por assistir a seu anúncio.
Analytics: Para quem quer aumentar as vendas ou encontrar mais visitantes, o Google Analytics oferece coleta de dados e gestão de forma única e precisa que pode ser personalizado de acordo com suas necessidades.
Agências Parceiras: Criado em novembro de 2013, o Programa de Parceiros busca ter uma relação mais próxima com pequenas e médias agências de publicidade, oferecendo treinamentos, campanhas de incentivos, ofertas promocionais e um apoio exclusivo às agências e freelancers.
Empreendedores + Google
Durante o evento conheci diversos empreendedores com histórias e produtos fantásticos e a cada barraquinha que eu passava ficava com a sensação de “Como não pensei nisso antes?”. Confira abaixo a lista das empresas que estavam expondo seus produtos e entenda como cada uma delas utiliza os produtos do Google.
alavadeira.com – Oferece o serviço de roupas lavadas e passadas para toda a grande São Paulo de acordo com o plano de assinatura que o cliente escolher.
aLavadeira.com + Google: “Hoje o Google é uma das principais ferramentas de marketing utilizadas para obter novos assinantes. A empresa utiliza a plataforma Adwords para anunciar a todas as pessoas que buscam por serviços de lavanderia e serviços domésticos”, conta Gilson Gonçalves, um dos fundadores.
BistroBox – Pelo site as pessoas se inscrevem, pagam uma mensalidade e todo mês recebem uma caixa com cinco produtos. A ideia é que as pessoas possam criar refeições diferentes e conhecer novos sabores.
BistroBox + Google: “Usando o Google é que a grande maioria dos nossos clientes chegam até nós, seja pelas buscas orgânicas ou pelas campanhas que fazemos no AdWords. O Google Analytics é a base da maioria das nossas decisões, com ele analisamos o comportamento de nossos clientes e mudamos o site ou estratégias de marketing digital”, diz Gabriel, um dos fundadores da Bistro.
Espaço Nobre Evento – Surgiu da oportunidade que sua fundadora encontrou ao procurar locais de festas para o seu casamento e tinha poucas opções à disposição. Atualmente, a empresa conta com dois endereços para festas.
Espaço Nobre + Google: Segundo a fundadora Carina, estar na internet é um fator especial para o sucesso: “Começamos a perceber que a maioria dos clientes conhecia nosso espaço através da internet. Por essa razão, com o passar dos anos fomos direcionando nossa verba de publicidade para a internet. Hoje, a empresa direcionou a sua verba de anúncios toda para a internet, abandonando publicações do ramo. Atualmente, cerca de 80% dos nossos clientes conheceram o Espaço Nobre pela internet”.
Hand Talk – Aplicativo homônimo que realiza tradução digital e automática para Língua de Sinais, utilizada pela comunidade surda.
Hand Talk + Google: “As soluções de trabalho e anúncios oferecidos pelo Google permitem que a gente consiga otimizar nosso tempo de trabalho e realizar campanhas que alcancem direto o público-alvo, sem perder escala.”, explica Ronaldo Tenório, CEO da empresa.
Iná – Escritório de arquitetura fundado em 2011 pelos paulistas Julio Beraldo e Marcos Mendes que tem como um dos destaques a repaginação de apartamentos antigos.
Iná + Google: “A plataforma de anúncios do Google é muito democrática e fácil de usar: podemos alterar o orçamento quando quisermos e nos focarmos no perfil de público que desejarmos”, explica Julio.
Leiturinha – Clube de assinaturas de livros infantis. A ideia da plataforma surgiu da percepção de que faltava no mercado um serviço que levasse livros de qualidade e adequados a faixa etária das crianças, direto para suas casas.
Leiturinha + Google: “O Google assiste como plataforma empresarial através do Google Apps. O Google Analytics é uma ferramenta essencial na produção de insights para a nossa landing page; e por fim, o Google Adwords é imprescindível na divulgação da nossa marca e na captação de clientes”, diz Rodolfo Reis, um dos fundadores.
Loggi – Plataforma que utiliza motoboys numa rede logística rápida e confiável.
Loggi + Google: “O Google ajuda a Loggi em vários sentidos. Tanto na produtividade e organização com e-mail, Hangout, Calendar e Drive como em ads e Analytics. Para garantir serviço de qualidade e preço baixo nós empregamos algoritmos avançados de roteamento e geolocalização. Sem o Google Maps isso não seria possível”, diz Arthur, um dos fundadores.
Meu Kimono – E-commerce paulistano especializado na venda de kimonos.
Meu Kimono + Google: “Desde o início, o Google foi fundamental para aumentar a visibilidade da nossa empresa. Por conta disso, estamos otimizando as campanhas para termos melhores resultados com menores custos”, diz Diego Shimohirao. A empresa vê a crise como uma oportunidade para renegociar contratos (e assim reduzir custos). “Também buscamos usar o marketing digital de forma mais assertiva e inteligente. Esse conjunto tem feito o nosso faturamento aumentar a cada mês”, afirma.
Nina Bruni – E-commerce de joias fundado em 2012 e com vendas exclusivamente pela web.
Nina Bruni + Google: “O Google tem sido uma ferramenta muito importante para a divulgação da Nina Bruni e é fonte de uma parte significativa do faturamento da empresa. Com o AdWords, conseguimos divulgar as linhas que tem maior poder de conversão assim como linhas novas que queremos testar, sempre de forma muito específica e direcionada.”
Parafuzo – Empresa 100% on-line que conecta pessoas físicas e jurídicas com profissionais de limpeza.
Parafuzo + Google: “A plataforma do Google é ideal para uma empresa como a nossa, que faz marketing 100% online e que precisa de flexibilidade e automação na criação de campanhas. Conseguimos criar centenas de campanhas distintas de forma automatizada, otimizando assim o retorno sobre o investimento e alcance do público-alvo. Sem isso, não teríamos conseguido expandir nosso negócio para 10 cidades em 2 anos e levar atendimento de qualidade aos mais de 50 mil clientes da Parafuzo. Daqui pra frente, pretendemos ampliar ainda mais a parceria com o Google em busca de mais 10X de crescimento, rumo aos 500 mil clientes”, diz Felipe Brasileiro, CMO da Parafuzo.
PetiteBox – Clube on-line de assinaturas de produtos voltados para a gestação e os primeiros anos de vida da criança.
PetiteBox + Google: “Como somos uma empresa 100% online, é difícil dissociar o Google de nossa rotina diária. Usamos diversos produtos da empresa: fazemos anúncios através de AdWords, acompanhamos o desempenho do nosso site pelo Analytics e no dia a dia usamos todas as ferramentas do Google Apps for Work.”, explica Ivy Assis.
Ponto de Brigadeiro – Em 2011 Rafael Aurichi viu a oportunidade de ter um negócio próprio com a popularização dos brigadeiros gourmet.
Ponto de Brigadeiro + Google: “O Adwords sempre foi a nossa principal ferramenta para conquistar novos clientes, desde o início quando o valor que tínhamos para divulgação era realmente muito pouco”, diz Rodrigo. “Foi justamente essa possibilidade de começar a anunciar com um orçamento pequeno que nos permitiu aos poucos ir conquistando novos clientes e gradativamente aumentando nossas vendas”.
Tress Cabelos – E-commerce de perucas de fibras sintéticas aberto em fevereiro de 2015 pela relações públicas Letícia Korndorfer.
Tress + Google: Desde o começo, o Google foi fundamental para o crescimento da empresa. “As ferramentas de busca do Google fazem com que o potencial cliente vá ao lugar certo, aumentando o interesse pela marca. Hoje, 66% do tráfego da Tress Cabelos é por conta do Google”, diz Letícia.
Webfoco – Empresa de marketing digital fundada em 2008 com o objetivo de fornecer atendimento personalizado a pequenas e médias empresas para aumentar suas vendas on-line.
Webfoco + Google: “Somos uma agência parceira do Google. Com os treinamentos que realizamos, eventos que participamos e indicações, conseguimos ajudar nossos clientes a crescer e, consequentemente, crescemos juntos.”
Zee-Dog – Marca de acessórios para cachorros e gatos (coleiras, guias, brinquedos e outros itens) fundada em 2012.
Zee-Dog + Google: De acordo com Igor Nabhan, Diretor de Marketing da Zee-Dog, as ferramentas de trabalho do Google a suas soluções de publicidade são essenciais para garantir o crescimento e produtividade da empresa: “A gente brinca que o Google é sócio da empresa; que participa das reuniões e influencia nas nossas decisões. Tudo que desenvolvemos, procuramos fazer de acordo com as recomendações desse “sócio”. Nosso principal canal é o e-commerce, então não poderia ser diferente. Além disso, as ferramentas atreladas ao Google permitem que tenhamos uma equipe mais enxuta e altamente eficiente”.
Zoo – Plataforma de negócios de comércio eletrônico com sede em São Paulo, detentora das marcas Girafa, Bee Fitness e Ovelha Negra.
Zoo + Google: “O Google é um dos principais parceiros ao longo da história do Zoo. Temos total suporte dos estrategistas de conta e do atendimento telefônico para revisar ou ajustar nossas metas. Esse acompanhamento é o grande diferencial para o nosso crescimento.”, explica Paolo Rocha, gerente de Marketing da Zoo.
Sabe aquele evento que você não gostaria que acabasse? Pois é, foi essa sensação que senti com o Goole PMEs, poderia ficar por lá muito mais horas conversando com os empreendedores e trocando experiências.
E você? utiliza algum produto do Google na sua startup? Conte pra gente nos comentários.
Utah, nos EUA, obrigará anestesia em abortos após 20ª semana

Utah se tornou o primeiro estado dos EUA a aprovar uma lei que obriga a aplicação de anestesia às mães que se submetem a abortos voluntários após certo tempo de gravidez, informou a imprensa local nesta terça-feira.
O governador de Utah, o republicano Gary Herbert, assinou na segunda-feira a lei, que determina que os médicos anestesiem as mulheres que optarem pelo aborto a partir da 20ª semana de gravidez.
A medida se baseia na premissa de que, após esse período, o feto pode sentir dor durante o procedimento. Anteriormente, a lei em Utah dava às mulheres liberdade para decidir se queriam ou não anestesia.
A norma foi idealizada pelo senador republicano Curt Bramble, que, a princípio, queria proibir os abortos depois da 20ª semana de gestação, mas mudou de posicionamento ao ser advertido que essa iniciativa poderia ser inconstitucional.
"O governador é firmemente a favor da vida. Ele acredita que é preciso minimizar a dor que pode ser causada à criança não nascida", comentou o porta-voz do governador, Jon Cox.
No entanto, alguns médicos alertam que o requerimento de anestesia para interromper uma gestação de 20 semanas pode aumentar o risco para a saúde da mulher com uma sedação desnecessária para proteger um feto de uma dor que pode não ser sentida.
A promulgação da lei chega em meio ao ressurgimento do debate sobre os direitos reprodutivos das mulheres nos Estados Unidos, enquanto a Suprema Corte avalia uma polêmica lei do Texas que provocou o fechamento de dezenas de clínicas de aborto.
A Suprema Corte deve se pronunciar sobre a lei do Texas que, com o argumento de proteger a saúde das mulheres, exige que as clínicas cumpram com os padrões cirúrgicos de um pequeno hospital, o que provocou o fechamento de dezenas de centros especializados.
Os juízes do tribunal bloquearam no início deste mês a aplicação de uma lei da Louisiana que, segundo os grupos defensores do direito ao aborto, também teria provocado o fechamento de quase todas as clínicas de aborto desse estado.
Dilma perdeu legitimidade para conduzir mudanças, diz CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse nesta terça-feira, 29, que a presidente da República, Dilma Rousseff, perdeu a "legitimidade" para conduzir as reformas que o país precisa para sair da crise.
"Francamente, o governo está perdendo muito a legitimidade para dar continuidade às mudanças que o país deseja e até hoje não foram realizadas", afirmou Andrade.
Segundo ele, nem todas as federações se manifestaram claramente a favor do impeachment da presidente, mas todas são a favor de uma "solução rápida, democrática e dentro do Estado de direito".
"O problema nosso hoje é essa sangria ficar ainda três meses, quatro meses, seis meses. A economia acabou. As empresas estão fechando", afirmou. Ele disse que hoje recebeu a informação do fechamento da fábrica da Souza Cruz, no Rio Grande do Sul.
"A posição da CNI é que não dá para continuar com o país da forma que nós estamos, com problemas éticos, falta de credibilidade, falta de legitimidade", afirmou.
Andrade diz que a CNI vai respeitar as decisões que forem tomadas pelo Congresso e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A preocupação da confederação, segundo o presidente, é com o dia seguinte ao impeachment, se ele de fato ocorrer.
"Temos que construir projetos e propostas para o país sair da crise. Vamos ter que construir com quem estiver no poder", afirmou.
"Se o próximo governo não tomar medidas drásticas e duras, vamos continuar do mesmo jeito", disse ao defender, entre outras, as reformas da Previdência, administrativa e trabalhista.
"Se quem entrar não tiver a coragem suficiente de fazer as reformas, não vai adiantar. Se a presidente continuar e não fizer as reformas, vamos continuar sangrando e o país quebrando", previu.
O presidente da CNI disse que a confederação apoiou a maior parte das propostas do documento "Uma Ponte para o Futuro", lançado no fim de 2015, com as medidas propostas pelo PMDB para a retomada do crescimento econômico.
"Mas quem entrar vai ter coragem de colocar todas essas medidas em prática? Tem que ter. Estamos numa situação que o país é um caos completo: desânimo, descrédito, ninguém acredita em mais nada", afirmou
ONU reassentará 10% dos 4,8 mi de refugiados sírios até 2018

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira que pretende reassentar mais de 450 mil refugiados sírios, cerca de um décimo daqueles atualmente em países vizinhos, até o fim de 2018, mas admitiu que precisa superar o temor generalizado e a manipulação política.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) está exortando nações de todo o mundo a receber sírios para reassentamento, por razões humanitárias para reunificação familiar, tratamento médico ou bolsas de estudo para a conclusão do ensino.
Mais de 4,8 milhões de refugiados sírios fugiram para Turquia, Líbano, Jordânia e Egito para escapar de uma guerra que já matou mais de 250 mil pessoas desde 2011 e deixou 13,5 milhões de pessoas precisando de ajuda dentro da Síria.
Estima-se que outras 500 mil fugiram para a Europa, especialmente para a Alemanha, desde o início de 2015.
A população síria pré-guerra era de cerca de 22 milhões de habitantes.
Uma conferência ministerial marcada para quarta-feira irá "se concentrar na necessidade de gerar um aumento substancial de reassentamentos e outras respostas a seu drama", disse o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, à imprensa. "Estimamos que 10 por cento dos 4,8 milhões de refugiados entram na categoria de altamente vulneráveis. Isso significa que bem mais de 450 mil vagas serão necessárias antes do final de 2018."
Google lança serviço de telefonia fixa via fibra nos EUA
A unidade de internet de alta velocidade da Alphabet, Google Fiber, está lançando um serviço de telefonia fixa via fibra nos Estados Unidos, o Fiber Phone, disse a empresa em seu blog nesta terça-feira.
O serviço deve permitir ligações locais e nacionais ilimitadas nos Estados Unidos, por 10 dólares mensais, enquanto adota as mesmas taxas para chamadas internacionais que o Google Voice.
A empresa disse que vai desenvolver de início os serviços somente para algumas áreas dos EUA.
Google leva imagens em realidade virtual para sites e apps

O Google vai permitir que você veja imagens ou vídeos em realidade virtual em sites e em aplicativos tanto para smartphones com sistema Android quanto para iPhones.
Vídeos em realidade virtual podem ser vistos com óculos de realidade virtual, como o Oculus Rift ou o CardBoard, do Google – este último é um produto de baixo custo que usa smartphones como tela. Com imagens bem próximas aos olhos, a ideia é reproduzir a experiência de estar no local do vídeo ou da foto capturada em 360º.
A nova iniciativa do Google é voltada primeiramente para desenvolvedores que trabalham com a web ou com aplicativos. Chamada VR view, ela permite que esses criadores de conteúdos possam incorporar em suas obras digitais as imagens em realidade virtual de maneira fácil, de acordo com o Google.
Para a web, a empresa informa que a novidade se trata de uma forma de incorporar os arquivos com um código iframe. O Google torna hoje essa tecnologia open-source e o código dela pode ser encontrado no repositório online Github.
Divulgação/Google
VR view: solução do Google para Imagens em realidade virtual leva conteúdos em 360º a sites e apps
Para apps, o Google oferece a partir de hoje um kit de desenvolvimento para que seja possível criar conteúdos em realidade virtual também para dispositivos com sistema iOS. Antes, somente podia-se criar para os aparelhos que tivessem sistema Android.
Com o VR view, o Google tenta modernizar a forma de visualizar informações na internet. "Para áreas como viagens, imobiliárias, notícias e entretenimento, esperamos que os VR views incorporáveis sejam uma forma simples e fácil de compartilhar a sua história e construir experiências visuais imersivas e engajadoras que os seus usuários amem", escreveu Nathan Martz, gerente de produtos no Google, no blog oficial da empresa.
Os internautas ainda devem esperar algum tempo até que possam ver o que os desenvolvedores fizeram com essa nova ferramenta de realidade virtual do Google.
Para manter ritmo no Brasil, PayPal avança "offline"
A norte-americana PayPal está acelerando a atuação para além das operações online no Brasil e para manter o ritmo de crescimento de dois dígitos, apesar da forte contração econômica que tem ofuscado o setor de meios eletrônicos de pagamentos no país.
A processadora de pagamentos online vai anunciar nesta semana pelo menos duas iniciativas nesse sentido.
Uma delas permite que clientes do serviço abasteçam seus carros sem ter que passar um cartão de débito ou de crédito num POS, a chamada "maquininha" de pagamento.
Sem revelar o nome da empresa com a qual fechou a parceria, a diretora da vendas do PayPal para o Brasil, Paula Paschoal, disse que a iniciativa envolverá cerca de 5,4 mil postos de combustíveis no país.
A outra inicia no Brasil o One Touch, serviço que permite aos usuários da PayPal pagar uma compra sem terem de fornecer novamente suas informações de compra em aplicativos ou sites que têm parceria com a empresa.
"Estamos tentando otimizar a vida do cliente fora do ambiente online", disse Paula à Reuters.
A ideia é reproduzir o modelo adotado no aplicativo de chamada de táxis 99Taxis, no qual o usuário precisa informar apenas uma vez o login e senha.
Depois, cada corrida é paga digitando somente os três primeiros dígitos do CPF.
O PayPal expandiu em agosto o serviço One Touch para 13 mercados na Europa e na Austrália, simplificando as compras online para consumidores e vendedores, após já tê-lo lançado nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido.
Segundo a executiva, as iniciativas visam a elevar o que o mercado de meios de pagamento chama de taxa de conversão, que mede por exemplo o percentual de visitantes de uma loja online que efetivamente executa uma compra, que no Brasil é de cerca de 2 por cento, abaixo dos níveis internacionais.
Empresas de meios de pagamento no país vêm buscando formas para lidar com a desaceleração no consumo, na esteira da recessão no país.
Segundo a Abecs, entidade que representa o setor, as compras pagas com cartões de débito e de crédito no Brasil movimentaram 1,05 trilhão de reais em 2015, avanço de 9 por cento sobre o ano anterior, abaixo da inflação e o menor crescimento em vários anos.
Este cenário também tem provocado aumento da competição das empresas do setor por uma fatia maior do bolo da remuneração dos agentes que participam das diferentes etapas de uma compra eletrônica, incluindo bancos, bandeiras e adquirentes.
Embora não seja uma competidora direta das adquirentes, como Cielo e Rede, do Itaú Unibanco, a PayPal coordena a remuneração dos agentes quando o pagamento de uma compra é feita por meio dela.
A companhia pode, por exemplo, acertar o pagamento da compra diretamente com o lojista, o que pode envolver interesses de demais agentes que também têm ganhos financeiros nas negociações de prazos para repasse de pagamentos a lojistas.
Segundo Paula, a PayPal conseguiu no ano passado manter um crescimento de receita de dois dígitos, ritmo que deve ser mantido em 2016. No Brasil, cerca de 90 mil empresas e profissionais liberais aceitam pagamento via PayPal. A executiva disse que 2,7 milhões de usuários no país são clientes ativos da companhia, cujas operações na América Latina são lideradas a partir do escritório em São Paulo.
Batalha da Apple sobre encriptação nos EUA ainda está viva

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelará nas próximas duas semanas se manterá a tentativa de fazer com que a Apple ajude a acessar um iPhone em meio a um caso ligado a drogas no Brooklyn, segundo um documento judicial.
O Departamento de Justiça retirou nesta semana uma solicitação similar na Califórnia, afirmando que conseguiu desbloquear um iPhone usado por um dos atiradores envolvidos em um tumulto em San Bernardino em dezembro sem a ajuda da Apple.
Procuradores não afirmaram se a técnica funcionaria para outros iPhones apreendidos, incluindo o aparelho em questão no Brooklyn. Autoridades no país afirmaram que encontraram dispositivos da Apple que não conseguem acessar.
A disputa legal entre o governo norte-americano e a Apple tem sido um teste de alto nível sobre se autoridades ligadas à aplicação da lei devem ter acesso a dados encriptados de telefones.
A Apple, apoiada pela maior parte do setor de tecnologia, diz que qualquer coisa que ajude autoridades a driblar recursos de segurança prejudicará a segurança dos usuários.
Autoridades do governo afirmam que todos os tipos de investigações criminais serão prejudicadas sem dados dos telefones.
Grampo mostra Lula como interlocutor do PMDB no pré-sal

Os grampos da Operação Lava Jato que monitoraram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com autorização da Justiça mostram que, mesmo fora do governo, ele foi um dos principais interlocutores de caciques do PMDB, que nesta terça-feira, 29, desembarcam da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff.
Em conversa gravada da entre Lula e o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, no final de fevereiro, os dois discutem os bastidores da aprovação pelo Senado do projeto que acabou com a participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo nos campos do pré-sal - uma das derrotas do governo Dilma no Congresso.
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Proposta pelo senador José Serra (PSDB-SP) - arquirrival dos petistas - o projeto foi aprovado no dia 24, com texto substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB-RR), após acordo entre o PSDB e parte da bancada peemedebista.
"A orientação que ela (presidente Dilma Rousseff) passou: só não pode dar o Serra", afirma Wagner, para Lula, em conversa após a aprovação do projeto pelo Senado.
Lula então conta que esteve reunido com a bancada governista do PMDB e tratou do assunto. "Deixa eu te falar uma coisa de bom senso, vai ficar entre eu e você essa porra. Logo que foi a primeira votação do José Serra, você está lembrado? Eu estava em um almoço, Jucá, Renan (Calheiros, presidente do Senado), (José) Sarney, (Edison) Lobão, eu. Quando me disseram que o Renan ia votar a posição do Serra, eu falei na mesa 'o Renan, pelo amor de Deus, o PMDB não pode embarcar nessa porra. O PMDB pode até flexibilizar mas garantindo que a decisão seja da Petrobras".
Para Lula, "no fundo, no fundo, um pouco dos que eles fizeram foi isso" ao aprovar o projeto, com o substitutivo de Jucá.
Briga
Ao saber de Lula que ele havia se encontrado com a cúpula congressista do PMDB, Wagner fala: "Presidente ainda bem que você tocou no ponto, porque o Renan publicamente estava trabalhando para essa posição que ficou saindo. Então a gente ia ficar no isolamento, porque o Lindbergh acha que ia ganhar."
Wagner diz que defendeu Dilma, afirmando que ela não mudou de posição. O diálogo gravado entre os dois petistas ocorre no domingo, 28 de fevereiro, após a festa de aniversário dos 36 anos do PT, no Rio, em que Lula fez discurso aos partidários.
O ministro da Casa Civil começa a conversa dizendo que tinha uma reunião marcada com senadores e que não queria desmarcar por conta da votação do projeto da Petrobras.
"A festa foi boa. Acho que não tinha aquele mal humor que a imprensa falava contra a Dilma, sabe. Eu falei ó 'tem problemas? Tem. O partido não é obrigado a acatar tudo que o governo faz, o governo não é obrigado a atender tudo que o partido quer. Mas temos que ter em conta que a Dilma é nossa presidenta. E ela sabe que somos o exército dela', afirma Lula.
O ex-presidente brincou com Wagner: "É que nem a mãe da gente, faz comida a gente não gosta, mas come".
Lula demonstrou desacordo com o enfrentamento travado pelo governo no Congresso pela aprovação do projeto - o Senado aprovou por 40 votos favoráveis, 26 contrários e duas abstenções, o texto substitutivo, alterando as regras de exploração de petróleo do pré-sal.
A proposta retira da Petrobras a exclusividade das atividades no pré-sal e acaba com a obrigação de a estatal a participar com pelo menos 30% dos investimentos em todos os consórcios de exploração dos campos.
Lula relatou, também, conversa com lideranças sindicais, que tinham ato público marcado contra o governo Dilma. "Vamos imaginar que a medida provisória do Serra era o bode. Tirou o bode da sala e colou uma coisa mais razoável, que é garantir que a Petrobras tenha preferência, mas que pode ser negociado montando uma boa diretoria da Petrobras, um bom conselho nacional de política energética", afirma Lula.
Para o ex-presidente, "ficará também muito ruim se a Petrobras mantém a titularidade e não tem dinheiro para fazer nada".
"Acho que Dilma poderia conversar com a nossa base, criando uma comissão especial para tentar fazer um acordo estratégico com os chineses em cima do pré-sal em cima desses 30%. Tentando dar para os caras um discurso que coloca, como fala, um capilé, uma rota de fuga."
Grupo dono da Friboi lança banco 100% digital

O multicampeão olímpico Usain Bolt apareceu no domingo, 27, durante o intervalo do Fantástico, na Rede Globo, dizendo que, enquanto todos diziam que aerodinamicamente era impossível ele ser o corredor mais rápido do mundo, ele pegou o que lhe ensinaram e reinventou a forma de correr.
Fez do seu jeito, como diz o slogan que agora acompanha o Banco Original que pertence ao grupo J&F, mesmo dono da Friboi.
E o jeito encontrado pelo banco foi investir R$ 600 milhões ao longo dos últimos três anos em uma plataforma totalmente digital para chegar ao varejo.
Abrir conta, tomar crédito, fazer transferências, todos os tipos de serviços financeiros serão oferecidos digitalmente para os clientes do banco. Tudo, menos os saques, claro, mas que poderão ser feitos em qualquer caixa eletrônico da rede 24 horas.
Com isso, o banco digital, idealizado pelo ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se lança no concorrido mercado bancário de varejo. A meta é alcançar 100 mil clientes de alta renda no primeiro ano e dois milhões em uma década.
Plataforma
Foram três anos de desenvolvimento até o banco finalmente ser lançado. Meirelles, que é presidente do conselho consultivo da J&F, diz que era possível ter lançado a plataforma antes, mas ela não abrigaria a possibilidade de o cliente fazer tudo pelo celular, até mesmo a abertura de conta, sem necessitar que um gerente tivesse de colher a assinatura do cliente, por exemplo.
"Procuramos em todo o mundo modelos que pudessem servir como base, mas, para atender à legislação brasileira, tivemos de desenvolver a nossa própria plataforma."
Por questões de segurança, para evitar crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, o Banco Central faz uma série de exigências aos bancos quando cadastram seus clientes.
Para tornar o processo digital condizente com essas normas, o Original exige que, ao fazer o cadastro, o cliente envie diversas fotos para reconhecimento, além da documentação e de uma assinatura que pode ser feita digitalmente. "Vamos usar até as mídias sociais para fazer o reconhecimento", diz Meirelles.
O executivo foi o responsável por montar toda a equipe do banco e já tinha no banco digital um projeto pessoal.
Para o especialista, Antonio Bernardo, presidente da consultoria Roland Berger no Brasil, esse prazo de três anos entre o anúncio do banco e o seu lançamento, no entanto, pode ser um desafio a mais.
"Hoje, não é mais uma grande vantagem competitiva ser o primeiro (banco digital), porque existem 400 empresas tecnológicas desenvolvendo produtos financeiros", diz Bernardo.
"Qualquer dessas empresas pode ser absorvida por um grande banco, que terá a seu favor a grande base de clientes que já possui, enquanto o Original começa do zero."
Demora
O banco do grupo J&F surgiu primeiro como banco JBS, em 2008. Três anos depois, o grupo adquiriu o banco Matone, que estava em dificuldades, e, para isso, tomou emprestado mais de R$ 1 bilhão do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Mas até hoje, segundo fontes próximas ao fundo, o banco não conseguiu ter o tamanho que planejava quando fez a aquisição do Matone e se tornou o Banco Original.
Uma das ideias originalmente pensadas era comprar ou promover fusão com bancos de médio porte, mas nenhum negócio foi efetivamente fechado. Segundo Meirelles, esta não é ainda uma possibilidade descartada. "Mas não temos grande interesse em aquisições", diz.
De acordo com fontes do mercado ouvidas pela reportagem, o próprio Meirelles estaria interessado, na verdade, em ter o controle do banco.
Questionado, ele disse que "no momento não (há negociações nesse sentido). O que não significa que não posso tomar qualquer decisão (de aquisição) no futuro".
Depois de patinar por alguns anos, em 2015 o banco deu um salto de 68% no tamanho de sua carteira de crédito, saindo de R$ 2,7 bilhões e chegando a R$ 4,56 bilhões.
Cerca de R$ 1 bilhão, entretanto, foi resultado de compra de recebíveis que eram detidos por empresas do grupo J&F. O lucro da instituição foi de R$ 110 milhões no ano passado.
Justiça aceita denúncia de cartel de trens no governo Serra

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra sete executivos acusados de cartel e fraude à licitação de 2009, durante o governo José Serra (PSDB) em São Paulo, para a criação de uma Parceria Público Privada (PPP) no setor metroferroviário paulista.
A parceria, no valor total de R$ 1,8 bilhão, contempla a aquisição de 288 carros novos para a frota da linha 8 - Diamante da CPTM, além da responsabilidade de realizar por 20 anos a manutenção preventiva, corretiva e revisão geral da frota.
Para a juíza Roseane Cristina de Aguiar Almeida, da 28ª Vara Criminal da capital, responsável pelo caso, há indícios de que os cinco executivos da Alstom e dois da CAF denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec) do Ministério Público de São Paulo cometeram crimes.
Diante disso, a magistrada aceitou a 8ª denúncia contra empresários acusados de participar do cartel em São Paulo e deu o prazo de dez dias para que os réus respondam às acusações e indiquem testemunhas.
A denúncia tem por base as investigações do Ministério Público de São Paulo e o acordo de leniência da multinacional alemã Siemens com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2013.
Nesta licitação, apenas o Consórcio Paulista, formado pelas empresas CAF - Brasil Indústria e Comércio S.A., CAF S.A. - Construcciones Y Auxiliar de Ferrocarriles S.A. e ICF - Inversiones en Concesiones Ferroviarias S.A.,ofereceu proposta para assumir a PPP e foi a vencedora do certame.
Ainda assim, segundo a denúncia, houve crime financeiro e crime contra a administração pública, pois executivos da Alstom, CAF, Bombardier, Siemens, MGE, Mitsui e Tejofran teriam discutido estratégias para dividir o certame e até fazer parcerias.
Na acusação são listadas dez trocas de e-mails entre executivos da Alstom com referência às reuniões com representantes de outras empresas e também com a indicação de que eles não chegaram a um "acordo global" sobre como seria dividido o contrato entre as empresas.
'Competição sem competidores'
Diante disso, a denúncia aponta que a CAF já sabia que as outras empresas não iriam apresentar proposta para a licitação, o que configurou uma "competição sem competidores".
"Exatamente pelo teor das conversas (a CAF) teve a certeza da não participação de outras empresas na 'concorrência' e ofereceu o preço que bem entendeu - seguramente muito acima daquele que resultaria de ambiente competitivo, já que não encontraria qualquer resistência", assinala a denúncia.
Chamou a atenção do Gedec o fato de que o preço oferecido pelo consórcio formado pela CAF ser apenas 0,0099% abaixo do valor de referência estabelecido pela CPTM na licitação.
Além disso, dentre as trocas de e-mails que indicam as tratativas entre empresas concorrentes, uma mensagem de Cesar Ponce de Leon, de 19 de setembro de 2009, mostra a preocupação do grupo em explicar para a CPTM o porquê de apenas uma oferta, caso todas as empresas decidissem dividir o projeto.
"A solução de se juntarem todos, tem para mim o problema de que teremos que explicar ao cliente que só haverá uma oferta (pode-se justificar pelo problema de capital, dos prazos de entrega etc.). Além do mais, se os trens novos são para nós e para a CAF, acho difícil que Bombardier e Siemens o aceitem. A segunda solução (CAF e nós, + MGE mais financeiro) me parece mais viável", afirmou o executivo para seus colegas de empresa.
Em seguida, ele ainda sugere que não haveria competição se uma das empresas não participasse. "Mas haverá competição, a não ser que a Siemens 'jogue a toalha"".
Apesar de indicar a participação de executivos de outras empresas na denúncia, o Ministério Público afirma que não encontrou provas suficientes para enquadrá-los nos crimes.
Aditivo
Além da licitação com proposta única e dos e-mails indicando a estratégia conjunta das empresas, chamou a atenção do Ministério Público o fato de o governo do Estado de São Paulo ter assinado, já em fevereiro de 2015 no segundo mandato do governo Geraldo Alckmin, um aditivo de R$ 13,3 milhões, "praticamente equivalente àquele valor da diferença entre o valor de referência (da CPTM e o valor proposta (da CAF)".
A justificativa do aditivo era a instalação de equipamentos de bordo de Controle de Tráfego Automático em 36 novos trens fornecidos, o que não estava previsto no contrato inicial.
Apesar da referência, a denúncia não acusa nenhum funcionário público, nem as estatais e nem o governo de São Paulo, de irregularidades.
Na ocasião da denúncia, a Alstom e a CAF informaram que estão colaborando com as autoridades brasileiras.
Este gráfico mostra o que Dilma perde com saída do PMDB
Por aclamação, o PMDB oficializou hoje o fim da aliança com o governo de Dilma Rousseff.
A partir de agora, “ninguém está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do partido”, arrematou o senador Romero Jucá, vice-presidente da legenda na reunião que sacramentou a decisão.
Até o momento, apenas o peemedebista Henrique Eduardo Alves, que chefiava o Ministério do Turismo, entregou sua carta demissão.
Ainda faltam outras seis pastas e 600 cargos ocupados por membros do partido. Eles devem abdicar imediatamente dos postos – do contrário, devem deixar o partido.
Além do desfalque na equipe ministerial, a presidente Dilma perde um valioso recurso em tempos de crise política: apoio parlamentar. O PMDB responde hoje pela maior bancada no Congresso Nacional.
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