O Windows 10
chegou com promessas de um futuro melhor e, além das mudanças na
interface e no desempenho do produto, a Microsoft caprichou no
aplicativo mais usado: o navegador.
Pois é, como você já
deve saber, o novo sistema deixa de lado o Internet Explorer e oferece
um novo programa chamado Edge. O ícone ainda lembra o antecessor, mas a
funcionalidade foi aprimorada visando conquistar o consumidor novamente.
Mas
será que este é o melhor navegador para o sistema? Como de costume, nós
resolvemos fazer uma série de testes para conferir na prática qual
aplicativo é mais competente no dia a dia. Para esta análise, nós
rodamos testes com o Google Chrome, o Microsoft Edge, o Mozilla Firefox e
o Opera — que são os quatro principais softwares do gênero para o
Windows.
Máquina de testes
- Sistema: Windows 10
- Processador: Intel Core i7-3689Y com clock de 1,5 GHz
- Memória: 8 GB DDR3
- Armazenamento: SSD de 240 GB
- Resolução: 1366x768 pixels
Softwares utilizados
- Google Chrome 44
- Microsoft Edge 20
- Mozilla Firefox 40
- Opera 31
Execução dos testes
Para
saber qual navegador oferece a melhor experiência, nós selecionamos
alguns pontos a serem analisados. Entre as características verificadas,
temos a inicialização, o carregamento de páginas, o consumo de memória
RAM, o desempenho em games online, a performance em benchmarks e o
gerenciamento de downloads.
Em outros carnavais, nós costumávamos
fazer uma análise que começava pela instalação, mas resolvemos cortar
essa parte neste comparativo, já que o tamanho do instalador não muda
nada no dia a dia. Os instaladores trazem gerenciadores que baixam os
arquivos durante a instalação — exceto o Edge, que já vem no sistema —,
então não convém levar isso em conta.
Na tentativa de deixar o
artigo ainda mais completo, nós acrescentamos itens que não são
mensuráveis, mas que podem ser importantes quando pensamos na interação e
experiência geral com os softwares. Neste comparativo, vamos falar
sobre a interface (incluindo a adaptação dos programas às telas
sensíveis ao toque) e segurança.
Inicialização
Nós sabemos
que a inicialização do navegador depende de uma série de fatores, mas o
hardware ajuda muito nesse quesito. Como nossa máquina tem uma
configuração robusta, todos os navegadores apresentaram o mesmo tempo de
inicialização. Não notamos atraso entre o clique e a aparição do
aplicativo na tela. Em apenas um segundo já é possível navegar.
Dessa
forma, exclusivamente para este teste, nós resolvemos fazer um teste
com uma máquina mais simples, com processador inferior, menor quantidade
de memória RAM e um disco rígido (algo mais comum em computadores
modestos). A configuração utilizada foi a seguinte:
- Sistema: Windows 10
- Processador: Intel Core i5-4210U com clock de 1,7 GHz
- Memória: 4 GB DDR3
- Armazenamento: HD de 500 GB (5.400 RPM)
- Resolução: 1366x768 pixels

Como
você pode observar no gráfico acima, o navegador que abre com maior
velocidade é o Microsoft Edge. A diferença é brutal se comparado aos
concorrentes. Ele está pronto para uso na metade do tempo que o Opera
leva para processar suas configurações iniciais.
O Mozilla Firefox
não faz feio, demorando um pouco mais que o Opera para estar pronto
para utilização. A surpresa é ver que o Google Chrome foi o que mais
demorou, chegando a quase 9 segundos para carregar a página padrão.
Vale
ressaltar que nós executamos os testes três vezes em cada navegador,
obtendo tempos diferentes e fazendo uma média. Os programas foram
executados de forma isolada e uma reinicialização foi efetuada antes de
rodar os testes novamente.
De qualquer forma, esperar 3 segundos
para usar o Edge ou 8 segundos para trabalhar com o Chrome não é algo
que faça grande diferença no dia a dia. É importante comentar ainda que a
segunda inicialização (após fechá-lo e abrir novamente) de cada
software leva apenas 1 segundo!

Além
do tempo de inicialização, nós efetuamos uma verificação para conferir a
quantidade de memória RAM utilizada por cada aplicativo. Novamente,
quem levou a melhor foi o Microsoft Edge, seguido pelo Opera, Chrome e
Firefox.
Carregamento de páginas
Com a correria do dia a
dia, ninguém quer ficar esperando muito tempo para poder navegar em seus
sites favoritos. Para averiguar a capacidade dos navegadores em
diferentes situações, nós testamos seis sites, na tentativa de
identificar possíveis variações de velocidades entre os navegadores e
evitar problemas com oscilações de rede. Os sites testados foram os
seguintes:
- UTFPR
- UFPR
- USP
- tribuna diaria
- youtube
- Baixaki
Observação:
os testes foram rodados depois que o navegador estava totalmente
carregado e a finalização de cada teste se deu quando os aplicativos não
apresentavam mais ícones ou status de carregamento (seja na barra de
endereço, título da página, cursor do mouse ou outro elemento dos
programas com tal finalidade).

Acredite
se quiser, o Microsoft Edge se mostrou extremamente veloz em todos os
testes, perdendo apenas no carregamento do site da USP por uma fração de
segundo para o Firefox. Em muitos casos, o novo navegador do Windows
alcançou resultados surpreendentes, deixando os demais comendo poeira.
O
navegador da Mozilla também não fez feio, ficando na frente dos demais
em quase todas as verificações. O Opera ficou com a terceira posição,
marcando bons resultados em boa parte das análises. O Google Chrome foi o
último colocando. Ele quase empatou com o Opera em alguns testes, mas
deixou a desejar em muitas situações.
Consumo de memória RAM
Uma
das coisas que mais incomodam as pessoas atualmente é o consumo
excessivo de memória RAM dos navegadores. Aplicativos que outrora eram
elogiados, hoje mostram sérios problemas para conter sua voracidade no
consumo de recursos.
Nós rodamos dois testes para mensurar o
desempenho dos navegadores. O primeiro foi para verificar o impacto na
memória durante a primeira inicialização. O segundo teste foi para
conferir o consumo de recursos com 10 abas abertas simultaneamente. Os
valores foram obtidos no Gerenciador de Tarefas do Windows. Os sites
carregados foram os seguintes:

Como
você pode conferir nos gráficos acima, o navegador mais leve no
primeiro boot é o Microsoft Edge. Ele é seguido de perto pelo Opera,
Chrome e Firefox. A diferença entre o primeiro e o último colocado nesta
verificação não é tão discrepante, então não podemos dizer que é um
absurdo o consumo de memória do programa da Mozilla.
Entretanto,
quando partimos para o carregamento de vários sites, o quadro quase que
se inverte totalmente. O Firefox que era o último colocado consegue a
primeira posição, poupando o computador e consumindo menos de 500 MB de
memória RAM. O Opera fica em segundo lugar e também se destaca por ficar
próximo dos 750 MB de memória.
O Firefox é ideal para computadores modestos, já que economiza memória RAM e carrega sites com rapidez
Infelizmente,
o tão adorado Google Chrome é um verdadeiro problema para os
computadores mais modestos, já que ele ultrapassou o consumo de 1 GB de
memória RAM. E o mais impressionante é ver que o Edge não consegue se
comportar quando tem muita coisa aberta, chegando a quase 1.400 MB de
memória.
Desempenho gráfico
Como os navegadores estão
demonstrando um passo claro em direção à tecnologia HTML5 e praticamente
abandonando o flash, decidimos realizar um teste de desempenho em jogos
com um benchmark capaz de testar os softwares de forma idêntica. O site
utilizado foi o Peacekeeper, que foi desativado, mas ainda tem a opção
para realização do teste.

De
acordo com os resultados obtidos, o Opera é o melhor produto disparado
para jogar games na web e trabalhar com gráficos tridimensionais,
seguido pelo Edge e o Firefox. O Google Chrome foi o pior colocado nesta
verificação, mas isto não significa que ele é incapaz de rodar os jogos
online mais recentes.
Benchmarks
Ainda que os testes
manuais sejam mais práticos e possam dar uma noção do desempenho dos
navegadores no dia a dia, ferramentas de benchmarks podem analisar o
desempenho dos softwares com precisão, averiguando o potencial dos
browsers em atividades específicas. A lista de serviços usados foi a
seguinte:
- Dromaeo
- JetStream
- V8
- Browser Mark
Observações:
todos os benchmarks foram executados com as janelas maximizadas e
individualmente, para que não houvesse interferência de outros
aplicativos rodando simultaneamente. O Dromaeo foi executado com a opção
“Run Recommended Tests”.

Nestes
quatro benchmarks, o Google Chrome levou a melhor em dois testes. O
Firefox fez bonito em duas ocasiões, mas nas outras ele ficou em último
lugar. O Opera se mostrou um navegador equilibrado, conquistando um
primeiro lugar e ficando apenas uma vez em último.
Diferente de
grande parte dos testes práticos, o Microsoft Edge não conseguiu
abocanhar o primeiro lugar em nenhum dos benchmarks. Entretanto, isso
não quer dizer que o programa não esteja bem preparado. Muito pelo
contrário, em diversas verificações ele ficou próximo dos concorrentes, o
que significa que ele apresenta bom desempenho em várias situações.
Downloads
Todo
mundo costuma baixar arquivos da internet. Sejam eles pequenos ou
grandes, a quantidade de downloads é absurda. Para esta análise, nós
optamos por um benchmark capaz de detectar ping, variações e outras
informações que não seriam visualizadas através dos gerenciadores de
downloads.

No
gráfico acima, você pode conferir que o Google Chrome levou a melhor na
hora dos downloads, mas todos os aplicativos conseguiram médias
similares. O melhor software na hora dos uploads foi o Opera, enquanto
que o Firefox fez muito feio neste quesito.
É importante ressaltar
contudo, que, além desses valors, o benchmark indicou que o Firefox
apresentou o maior ping (ou seja, ele demorou mais para se conectar ao
servidor), bem como foi o programa que apresentou a maior variação na
hora dos downloads, ou seja, ele nem sempre manteve as transferências
próximas da média.
Segurança
Segurança é algo muito
importante e os quatro softwares testados mostram capacidade para manter
o usuário muito bem protegido. Todos trazem as mais recentes
tecnologias compatíveis com seus respectivos motores, de modo que é
muito difícil apenas listar as ferramentas e dizer se um ou outro é
melhor.
Dessa forma, para garantir uma comparação justa, optamos
por rodar o teste Browserscope, que realiza uma bateria de 17 testes,
averiguando as reações de cada aplicativo de acordo com possíveis ações
dos sites (o que inclui verificações de java, questões de política de
segurança, links maliciosos, invasões de diversas formas e trabalho com
cookies).

Nestes
testes, o Google Chrome e o Opera empataram, falhando no mesmo item
(API de páginas estáticas toHTML). O Microsoft Edge também se comportou
bem, mas apresentou deficiência no mesmo teste e ainda ao trabalhar com
headers de diferentes origens. O Firefox falhou nos mesmos testes e
ficou em última colocação ao atuar de forma incorreta com opções de
X-Content.
Interface
Uma das principais questões que
levamos em consideração neste artigo foi a interface dos navegadores.
Considerando a proposta do Windows 10 de se adaptar tanto aos
computadores quanto aos tablets, acreditamos que tal característica tem
impacto significativo no dia a dia.
A mais recente versão do
Firefox vem justamente para ajustar pequenos pontos e deixar o
aplicativo mais adaptado aos produtos sensíveis ao toque. O navegador
responde rapidamente aos ajustes no dimensionamento da tela e se adapta
perfeitamente a grandes e baixa resoluções.
O Chrome é o navegador
mais compacto, o que significa que ele tem mais espaço para o conteúdo.
barra de menu enxuta, poucos botões, bom aproveitamento do espaço. A
Google sabe o que faz e não é por acaso que seu navegador agrada todo
mundo. O único inconveniente deste software é o tamanho dos itens, que
não facilita o uso em tablets.
O Edge aposta na simplicidade, mas tem visual perfeito para computadores e tablets
O
Edge chegou inovando. A Microsoft caprichou no visual do aplicativo e
apostou na simplicidade. Ele tem apenas o essencial na ponta dos dedos
(ou do clique), mas apresenta bom tamanho dos itens, garantindo ótima
experiência com aparelhos touchscreen. Navegador muito rápido para os
dois tipos de interface.
O Opera também não faz feio e se mostra
muito simples de usar independente do tipo de tela ou forma de execução
do Windows 10. Ele tem ícones grandes, menus fáceis e uma aba inicial (a
Speed Dial) que é perfeita para tablets e computadores. Certamente, uma
boa opção!
Conclusão
Em questão de interface, todos os
programas apresentam visuais caprichados, que agradam o consumidor e
ajudam na questão da familiaridade com botões e posicionamento dos
recursos. O único que sai na desvantagem nesse ponto é o Chrome, já que
ele não prioriza o espaço de visualização e assim reduz muito o tamanho
das barras e ícones.
Analisando aspectos como inicialização e
desempenho para carregamento de páginas, o grande navegador que nos
surpreendeu foi o Edge. O tempo de boot é excelente e o tempo para
carregar os sites é impressionante. Nesse segundo quesito, somente o
Mozilla Firefox consegue brigar com o produto da Microsoft.
Falando
ainda no navegador da Raposa, podemos concluir que ele é o melhor
programa em questão de gerenciamento de memória RAM. O browser consegue
economizar recursos do computador, sendo perfeito para máquinas
modestas. Nesse quesito, o Microsoft Edge e o Google Chrome não foram
muito bem, mas não devem ser problemáticos para computadores robustos.
O Chrome é muito seguro, mas o Opera oferece segurança e ainda é bom para jogos
Quanto
aos benchmarks, os testes foram bem equilibrados. Em desempenho
gráfico, o Opera foi o melhor disparado, sendo o software mais
recomendado para quem costuma curtir games em HTML5. Nos benchmarks
gerais, o Google Chrome conseguiu o primeiro lugar duas vezes e deve
apresentar boa compatibilidade com uma grande gama de sites.
Além
disso, o navegador da Google foi o melhor em downloads, mas os demais
produtos também ficaram muito bem colocados neste comparativo. Por fim,
no quesito segurança, o Firefox foi o pior colocado, enquanto que Edge
ficou em segundo lugar, sendo que Opera e Chrome empataram.
No fim
das contas, todos se mostram boas opções, mas cada um tem suas
vantagens em determinados aspectos. Vale você verificar qual atende
melhor as suas necessidades e lhe agrada mais.
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