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quarta-feira, 6 de julho de 2016
terça-feira, 5 de julho de 2016
Participantes de audiência defendem continuidade do Mais Médicos
Participantes de audiência pública interativa foram unânimes em defender a aprovação da Medida Provisória (MP 713/2016) que prorrogou por três anos o prazo de revalidação do diploma e do visto temporário do médico intercambista do Programa Mais Médicos. A audiência, promovida pela comissão mista que analisa a admissibilidade da MP ocorreu nesta terça-feira (5).
Conforme afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, caso a MP não seja aprovada, o Mais Médicos poderá perder 12.966 médicos, ou seja, mais de dois terços do total de profissionais que atuam no programa em todo o país. De acordo com Junqueira, seria “o fim, o colapso do programa”, o que deixaria desassistidos milhões de brasileiros.
- Esses médicos estão fazendo um papel brilhante nos municípios – afirmou o representante do Conasems.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou a importância do Programa Mais Médicos para a saúde no país. Ele disse que, atualmente, 2.340 municípios brasileiros só têm atendimento por médicos do programa, o que, por si só, na interpretação do ministro, já justifica sua manutenção. Ele defendeu a aprovação da MP sem alterações.
- Queremos a melhor saúde para os brasileiros, queremos o SUS forte e queremos solucionar os problemas da saúde no Brasil. Para o Ministério da Saúde, o Mais Médicos é importante e tem dado resultados, significa três bilhões [de reais] de recursos federais investidos diretamente nos municípios – afirmou o ministro.
Representando o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Lucena Pereira da Fonseca, afirmou que o Mais Médicos é um programa que atinge diretamente de maneira positiva as administrações municipais. Ele informou que o DF tem 234 equipes de Saúde da Família, cada equipe com um médico e um enfermeiro. Desses médicos, 94 são do Mais Médicos, 44 deles estrangeiros. Para ele, a interrupção do programa seria prejudicial a todo o país.
Por sua vez, o representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS) Ronald Ferreira dos Santos afirmou que a entidade apoia o Mais Médicos desde sua criação e disse que o programa foi uma resposta governamental aos manifestantes de junho de 2013, que pediam 'saúde padrão Fifa".
Já o prefeito de Lagoa Santa (MG), Fernando Pereira Gomes Neto, representante da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) disse que milhões de brasileiros são beneficiados pelo programa e que é impossível os municípios darem continuidade ao Mais Médicos sem apoio e recursos federais. Ele comparou a importância e abrangência do Mais Médicos ao programa Saúde da Família.
O relator da MP 723/2016 na comissão mista, o senador Humberto Costa (PT-PE), lembrou que o programa Mais Médicos sofreu forte resistência de setores da sociedade quando de sua criação. Ele garantiu que apresentará seu parecer na reunião desta quarta-feira (6), marcada para as 14h30.
O deputado Alan Rick (PRB-AC) informou que uma portaria interministerial estaria dificultando a entrada no programa de médicos brasileiros formados em outros países, principalmente da América do Sul.
O deputado Mandetta (DEM-MS) criticou o fato de a audiência pública só ter tido a participação de gestores, sem a presença de médicos. Ele defendeu a criação de uma carreira de estado para os médicos e chamou o Mais Médicos de "improvisação".
O deputado Jones Martins (PMDB-RS) disse que a criação do Mais Médicos foi um dos acontecimentos mais impactantes no Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos. Para ele, garantir a continuidade do programa e de seus médicos é dar segurança jurídica a todos os gestores municipais.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também defendeu o programa e disse que, no chamado Arquipélago do Bailique, no Amapá, nunca houve médicos. Agora, acrescentou o senador, há cinco médicos do Mais Médicos na região, para atender 5 mil habitantes.
Marcos Pereira, representante da Associação Brasileira de Municípios (ABM), também defendeu aprovação da MP sem alterações.
O presidente da comissão mista, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), demonstrou intenção de aprovar o parecer de Humberto Costa já na reunião desta quarta (6).
A MP
A MP 723/2016 prorrogou por três anos o prazo de revalidação do diploma e do visto temporário do médico intercambista do Mais Médicos.
O texto beneficia médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros que trabalham no programa sem diploma revalidado.
A MP também prorrogou por igual período o visto temporário concedido para os médicos intercambistas estrangeiros inscritos no programa do governo federal. De acordo com o Ministério da Saúde, a medida permitirá que 7 mil profissionais permaneçam no país.
O governo afirma que a prorrogação do prazo de atuação dos médicos foi pedida pela Frente Nacional de Prefeitos, pela Associação Brasileira de Municípios e pelo Conselho Nacional de Saúde, que estariam preocupados com a descontinuidade dos serviços prestados pelos médicos intercambistas.
Realizada de modo interativo, a audiência pública teve inúmeras participações de cidadãos, por meio do portal e-Cidadania e do Alô Senado. Clique aqui e confira.
sábado, 25 de junho de 2016
Jornalistas brasileiros são agredidos por torcedores na Europa

O blog notícias Maracas repudia a repetição de agressões contra profissionais da comunicação
Profissionais da comunicação, como jornalistas, radialistas e outros trabalhadores, garantem que a cidadania receba, a todo tempo, informações, imagens, depoimentos, análises e opiniões sobre os fatos da vida.
Entretanto, nos últimos dias, agressões físicas como forma de expressão da discordância têm-se repetido com frequência alarmante. O blog notícias Maracas registra a sua preocupação com a sequência de um processo crescente de violência contra trabalhadores da comunicação, conforme já manifestado no seu Parecer
O blog notícias Maracas exorta a todos para que a liberdade de expressão prevaleça e as discordâncias sejam manifestadas com vigor, mas nunca com o emprego da violência.
O blog notícias Maracas solidariza-se com as vítimas e condena o lamentável aumento da violência contra comunicadores no Brasil, tema que considera da maior gravidade.
Maracás,25 de Junho de 2016.
Giovani Browm
JORNALISTA E BLOGUEIRO
Perder a memória não significa perder as habilidades

Ela era uma artista renomada, cujos trabalhos já foram capa da revista New Yorker seis vezes. Tocava violino em uma orquestra amadora e, como hobbie, aprendeu a pilotar um avião monomotor, com o qual realizou mais de 400 viagens.
Mas, aos 64 anos, tudo caiu por terra: uma encefalite viral destruiu o ponto do cérebro onde são criadas e alojadas as memórias - o hipocampo. Meses depois, porém, os médicos perceberam que, apesar de as memórias terem desaparecido completamente, as habilidades de Lonni Sue Johnson estavam preservadas.
A doença deixou o cérebro de Lonni com sérios danos. Hoje, ela não consegue lembrar nem de eventos importantes de sua vida - como o próprio casamento -, nem de coisas que ela acabou de fazer - como escovar os dentes.
Ela não consegue aprender nada novo, e não tem conhecimento de como o mundo funciona - incluindo o que era super conhecido por ela, como o mundo da arte.
Mas, quando questionada sobre como pilotar um avião, como pintar uma aquarela ou para que servem as cordas de um violino, ela responde rapidamente.
Lonni é um caso tão intrigante que passou a ser estudado pela Universidade John Hopkins, onde os cientistas determinaram o quanto as habilidades da ex-artista haviam sido mantidas.
Para isso, aplicaram um teste oral com perguntas específicas sobre cada uma das áreas que a mulher tinha mais facilidade - artes, música e vôo.
As questões eram simples, como "qual a melhor forma de remover água em excesso da aquarela?" ou "como fazer para um avião não tombar para o lado?".
O mesmo teste foi aplicado para outras 80 pessoas, com a mesma idade de Lonni - entre elas, experts nessas áreas. O resultado surpreendeu os pesquisadores: Lonni superou os leigos nas questões sobre aviação e música, e foi melhor do que os experts nas perguntas sobre arte.
O caso sugere que a concepção científica mais aceita do que é "memória" está errada. Até agora, os neurocientistas acreditavam que a memória só se diferenciava de habilidades mecânicas, como andar de bicicleta, mas o quadro de Lonni mostra que a coisa é diferente: as habilidades que ficaram marcadas na cabeça dela não são meramente corporais; são complexas como pilotar um avião e abstratas como a pintura e a música.
Pentágono deve revogar proibição para militares transgêneros

O Pentágono planeja anunciar a revogação da sua proibição de militares transgêneros servindo abertamente no mês que vem, disseram autoridades de defesa dos Estados Unidos.
A revogação assim se daria cinco anos depois de uma decisão para terminar com a proibição nas forças norte-americanas de gays e lésbicas servindo abertamente, apesar de temores, que se mostraram infundados, que tal medida seria uma pressão muito grande em tempos de guerra e minaria a preparação.
O anúncio se dá na mesma semana em que o Exército norte-americano recebeu formalmente o seu novo secretário, Eric Fanning, que se tornou o primeiro líder abertamente gay de uma das forças militares na história dos EUA.
Uma das autoridades norte-americanas afirmou que partes da revogação entrariam em vigor imediatamente. O plano, contudo, também direciona cada força do serviço militar a implementar as novas políticas que afetam desde recrutamento até moradia para soldados transgêneros, disse a autoridade.
Ativistas celebraram a notícia. Ashley Broadway-Mack, presidente da Associação dos Parceiros de Militares Norte-americanos, afirmou em comunicado: “Nossos integrantes do serviço transgêneros e as suas famílias estão dando um grande suspiro de alívio”.
O Centro Nacional de Igualdade para Transgêneros estimou no ano passado que 15 mil transgêneros servem nas forças militares dos EUA.
Desastre em Mariana ocorreu por causa de obras, diz MP
Relatório final do Ministério Público do Estado de Minas Gerais sobre o rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana (MG), aponta que o desastre teria sido motivado por obras na barragem.
O rompimento ocorreu no dia 5 de novembro de 2015 espalhando lama e rejeitos de mineração e deixou 19 pessoas mortas, causou destruição da vegetação nativa e poluiu a bacia do Rio Doce.
O relatório diz que, em 2013, na elevação aproximada de 864 metros, o eixo da barragem foi recuado. Segundo informações obtidas em relatórios técnicos, este recuo foi implantado com a finalidade de possibilitar os trabalhos de reparo na galeria secundária que apresentava sérios problemas de vazamento.
De acordo com os mesmos relatórios técnicos, os alteamentos (elevação) da barragem continuaram nesta região do recuo.
“Como consequência da mudança no eixo e a criação do recuo, a nova seção da barragem acima da elevação 864 metros passou a ter na sua fundação zonas ou camadas onde os rejeitos eram menos resistentes e menos permeáveis do que o previsto no projeto original”, registra o relatório. “A barragem continuou a ser alteada ao longo do recuo até novembro de 2015”.
Em outro ponto, o relatório registra que “a ruptura da barragem teve início no chamado recuo, na região próxima à ombreira esquerda, de forma abrupta, sem qualquer sinalização e rapidamente se expandiu para todo o corpo da barragem”.
O relatório descarta que o rompimento possa ter sido causado por terremoto, vibrações de explosivos utilizados na operação da mina e vibrações produzidas pelos equipamentos operando sobre ou próximos a barragem.
Avaliação
O relatório é feito pelas empresas Geomecânica e o Norwegian Geotechnical Institute, que foram contratados para fazer uma avaliação sobre as causas principais e periféricas da ruptura da barragem.
O texto registra esperar que esses resultados e conclusões devem servir de base para aprimorar as técnicas usuais, desenvolver novas técnicas, reformular normas, códigos e leis para que as barragens de rejeito, não só no Brasil, mas no mundo, sejam mais seguras e sustentáveis.
Procurada, a Samarco respondeu que “não teve acesso ao relatório do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e, portanto, não pode comentá-lo”.
O relatório foi entregue ontem (23) à Comissão Extraordinária da Barragem da Assembleia Legislativa de Minas Gerais pelo promotor Carlos Eduardo Ferreira. A Assembleia também deverá apresentar um relatório próprio.
Tragédia
Além das mortes, o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco arrasou os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu e levou lama para a bacia do Rio Doce. Mais de 30 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo foram afetados e houve danos profundos ao meio ambiente, desde Mariana até o litoral capixaba.
Moody's ameaça rebaixar a nota do Reino Unido

A agência Moody's rebaixou nesta sexta-feira de estável para negativa a perspectiva da nota do Reino Unido após a vitória do Brexit, em um sinal de que sua nota poderá ser reduzida em um futuro próximo.
A Moody's estima que se prevê "um prolongado período de incerteza" que terá "implicações negativas sobre as perspectivas de crescimento a médio prazo" da economia britânica.
A nota da dívida foi mantida em Aa1.
"Durante os anos nos quais o Reino Unido negociará suas relações comerciais com a União Europeia, Moody's espera um aumento da incerteza, uma diminuição da confiança e menores investimentos que levarão a um menor crescimento", afirma a agência em um comunicado.
A Moody's também teme que as finanças públicas do país se debilitem mais do que o previsto. "O impacto negativo de um menor crescimento superará a economia feita pelo Reino Unido ao não contribuir mais com o orçamento da UE", assegura a Moody's.
A agência lembra que a UE é o principal parceiro comercial do Reino Unido, e que absorve 44% de suas exportações, enquanto que 48% dos investimentos estrangeiros diretos vêm da UE.
"É possível que o Reino Unido seja capaz de reorientar seu comércio para outras regiões e compense assim um comércio menor com a Europa, mas isso levará tempo", alerta a agência.
A Moody's acha que o país deverá chegar a um acordo com a UE para preservar "a maior parte, mas não todos, seus intercâmbios comerciais".
"Há claramente um risco de baixa", conclui Moody's, que acrescenta que "na ausência de um acordo comercial que preserve o núcleo do acesso atual do Reino Unido ao mercado único (...) o crescimento de seu PIB será materialmente mais baixo".
Fora da UE, Reino Unido quer reforçar cooperação com Brasil

O embaixador britânico no Brasil, Alex Ellis, disse nesta sexta-feira, 24, que agora, num contexto fora da União Europeia (UE), o Reino Unido quer reforçar a cooperação com o País e continuar o crescimento do comércio e dos investimentos entre as duas nações.
Segundo ele, a Grã-Bretanha continuará aberta para estudantes, pesquisadores e "talentos" brasileiros.
Após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o embaixador relatou que o encontro também tratou da economia brasileira, mas teve o Brexit como principal assunto. "O resultado do referendo foi um ato de democracia. O meu país tem uma democracia sólida e antiga", afirmou Ellis,
O embaixador destacou que as trocas comerciais e os investimentos entre os dois países têm crescido nos últimos anos. "Queremos manter a colaboração com o Brasil e continuar investimentos em projetos 'verdes' e pesquisas sobre mudanças climáticas.
Somos a quinta economia do mundo e o Brasil tem uma economia do mesmo tamanho", acrescentou.
Questionado por jornalistas a respeito dos brasileiros que hoje vivem no Reino Unido, Ellis disse que, por enquanto, não muda para os imigrantes. "Nós temos uma grande tradição de abertura.
Recebemos Caetano Veloso e Gilberto Gil nos anos 60 e esperamos continuar recebendo os talentos brasileiros", completou.
Ellis já havia conversado de manhã pelo telefone com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Segundo uma fonte, o tema principal foi sobre o novo desenho internacional que se forma a partir de agora com o Brexit, após o referendo realizado ontem no Reino Unido.
Cyrela vai investir até R$ 100 milhões na Tecnisa

A construtora e incorporadora Cyrela acertou um acordo para investir entre 73 milhões e 100 milhões de reais na Tecnisa, o que pode lhe garantir uma fatia de até 19 por cento na concorrente caso a operação atinja o valor máximo.
A operação vai envolver um aumento de capital de até 200 milhões de reais pela Tecnisa, no qual a Cyrela e os acionistas da Tecnisa Meyer Joseph Nigri e JAR Participações vão investir pelo menos 124,7 milhões de reais na Tecnisa. O preço de emissão das ações será de 2 reais.
Segundo dados da BM&FBovespa, a Tecnisa tinha no final de maio 64,75 milhões de ações em circulação no mercado. Meyer Joseph Nigri aparecia com 11,26 por cento das ações ordinárias e a JAR com 46,11 por cento.
Com a operação, a fatia de Meyer pode passar a 49 por cento, segundo o Nigri, que também é presidente-executivo da Tecnisa. O valor acertado na operação representa um deságio de 17 por cento sobre o preço de fechamento da ação da Tecnisa na véspera, de 2,41 reais. Segundo as companhias, a fixação do preço de emissão das novas ações da Tecnisa se deu com base na média da cotação de fechamento dos papéis a ponderada pelo volume de ações negociadas nos últimos 30 pregões anteriores.
As ações da Cyrela fecharam esta sexta-feira em queda de 7,72 por cento, equanto a Tecnisa caiu 2,07.
"A administração da Tecnisa entendeu que o uso do critério do valor de mercado das ações (...) com a aplicação de deságio entre 5 e 25 por cento, é o mais adequado para incentivar a subscrição do aumento de capital e maximizar a captação de recursos pela Tecnisa", afirmaram as empresas em comunicado.
A Tecnisa fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de 2,4 milhões de reais ante lucro um ano antes de 30 milhões de reais. O endividamento líquido encerrou março em 1,1 bilhão de reais, queda de 43,5 por cento sobre março do ano passado.
A posição de caixa era de 188 milhões de reais, recuo de 24 por cento sobre o trimestre anterior.
"Nós fizemos quase 5 mil distratos nos últimos três anos. A crise nem foi o principal problema, mas a gente estava começando a ficar com o caixa comprometido", disse Meyer.
Com a entrada da Cyrela - operação que a Tecnisa considerou mais conversadora do que uma emissão de debêntures, por exemplo -, ainda não foram acertados quais os próximos passos do lado operacional. No entanto, de acordo com Meyer, o endividamento corporativo ficará próximo de zero.
PÍLULA DE VENENO
Atualmente, o estatuto da Tecnisa tem uma cláusula de proteção a oferta hostil (poison pill), que impede que qualquer investidor de deter uma fatia acima de 20 por cento na companhia. A medida foi estabelecida na época da abertura de capital e realização do IPO em 2007.
Meyer afirmou que não há tratativas para retirar a cláusula, mas ele pessoalmente é favor de uma mudança.
"Naquele momento não tínhamos experiência de mercado de capitais; foi recomendação dos advogados para evitar uma oferta hostil. Passados quase 10 anos, mais atrapalha do que ajuda. Se amanhã a Tecnisa quiser vender participação relevante, a gente fica limitado", afirmou.
EUA veem "razões estratégicas" para tratado com UE

O governo dos Estados Unidos ressaltou nesta sexta-feira que "as razões econômicas e estratégicas continuam fortes" para levar adiante as negociações do acordo de livre-comércio e investimentos (TTIP) com a União Europeia (UE) apesar da decisão dos britânicos de deixar o bloco europeu.
"A importância do comércio e o investimento é indiscutível em nossas relações tanto com a UE como com o Reino Unido. As razões econômicas e estratégicas continuam fortes", disse o representante de Comércio Exterior dos EUA, Michael Froman, responsável de seu país pelas negociações sobre o TTIP.
No entanto, Froman reconheceu em um breve comunicado que os EUA estão "avaliando o impacto" que a decisão de sair da UE do Reino Unido pode exercer sobre as negociações comerciais.
De modo similar se expressou o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, ao afirmar em sua entrevista coletiva diária que os EUA "analisarão como (o Reino Unido) se encaixará" nas negociações em andamento para a implementação do TTIP.
A negociação do tratado começou em julho de 2013 e visa a criação da maior zona de livre-comércio do mundo.
O objetivo inicial era fechar as negociações sobre o acordo comercial até o final de 2016, algo que parece cada vez mais complicado, já que os EUA terão eleições presidenciais em novembro.
Conheça Mosha, a elefanta que tem uma prótese em uma pata

Mosha é uma elefanta asiática. Aos dois anos e meio de idade, ela perdeu uma de suas patas ao pisar em uma mina terrestre. Hoje, Mosha é capaz de andar graças a uma prótese desenvolvida especialmente para ela.
Um cirurgião chamado Therdchai Jivacate foi o responsável pelo desenvolvimento da prótese que está auxiliando Mosha a andar. Ele é famoso por criar produtos parecidos tanto para pessoas quanto para outros animais. Em sua carreira, o profissional já trabalhou com mais de 20 mil próteses.
O trabalho de Jivacate foi feito em parceria com uma associação da Tailândia, a Fundação de Amigos de Elefantes Asiáticos. O cirurgião começou o trabalho depois de conhecer a elefanta, que, apesar da falta de uma das patas, era capaz de andar sozinha.
“Quando vi Mosha, percebi que ela jogava o quadril para o alto para conseguir andar de forma apropriada”, disse Jivacate em entrevista ao site Motherboard. O encontro entre o médico e o animal aconteceu em 2007 e desde então o trabalho vem acontecendo.
A mudança na postura de Mosha estava causando danos a seus membros e à sua coluna. A primeira prótese da elefanta foi construída com termoplástico, aço e elastômero. À medida que ela cresce, e ganha peso, é preciso mudar a prótese e trabalhar com novos materiais.
“Quando conheci Mosha, ela pesava 600 kg e estava colocando dois terços de seu peso na perna dianteira esquerda, que estava ficando torta”, conta Jivacate.
A primeira prótese criada pesava 15 kg e a elefanta levou 12 horas para aprender com andar com seu novo acessório. Ao longo dos anos, Mosha já usou mais de 9 próteses diferentes. Hoje, a elefanta já pesa mais de 2.000 kg, o que traz a necessidade de uso de novos materiais mais resistentes. Mas ela ainda pode ficar mais pesada, uma fêmea de elefante asiático pode pesar até 2.700 kg.
Veja abaixo um vídeo (em inglês) sobre Mosha
Próxima geração do Corolla terá mudanças radicais

Enquanto a versão levemente reestilizada (por fora e por dentro) do Corolla deve chegar ao Brasil em 2017, novidades realmente radicais aguardam a próxima geração do modelo, prevista para 2020.
A nova geração do Corolla utilizará a plataforma global TNGA, a mesma do novo Prius, e que também servirá de base para o futuro SUV compacto C-HR. E se tanto o Prius como o C-HR serão oferecidos com motorização híbrida, nada mais lógico que imaginar o Corolla seguindo por esse caminho.
Fontes internas da Toyota não apenas confirmam o raciocínio como vão além: segundo eles, todos os Corolla de nova geração serão híbridos - inclusive no Brasil.
Isso significa que as versões movidas exclusivamente a combustão do sedã médio deixarão de existir daqui a apenas quatro anos.
O plano estratégico da marca prevê que a plataforma TNGA será a base de metade de seus modelos no mundo até 2020, reduzindo custos e permitindo a fabricação de diferentes modelos em uma mesma linha de montagem.
No caso do Brasil, a estratégia poderia facilitar a produção local de Corolla, C-HR e Prius.
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Plataforma TNGA: será a base de metade dos modelos da Toyota no mundo até 2020
Antes, o facelift
A atualização que o Corolla deve sofrer antes da nova geração será apresentada na Europa ainda em 2016, e chega ao Brasil em 2017.
O visual dianteiro é baseado na versão híbrida do carro, à venda em mercados da Ásia, com um conjunto de grade e faróis mais afilados.As laterais e traseira permanecem quase idênticas.
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Corolla: frente remodelada dá a impressão de maior largura
Por dentro, o interior também será renovado, com mudanças sutis no formato das saídas de ar-condicionado e uma nova tela touch screen que elimina os botões físicos.
A oferta de equipamentos vai incluir o tão esperado controle de estabilidade, cuja ausência continua a ser o principal motivo de críticas ao modelo no país.
Depois, o híbrido
O novo Prius, que antecipa boa parte das características do futuro Corolla, acaba de ser lançado no Brasil, com expectativas de vendas ambiciosas por parte da Toyota.
O modelo, importado, é hoje o híbrido mais barato do país, custando a partir de R$ 119.950, preço acima da versão mais cara do Corolla atual (R$ 104.650), mas que poderia ser reduzido com a fabricação local e o ganho de escala nos próximos anos.
Outra medida que poderia gerar um preço mais competitivo é a tramitação do projeto de lei 174/2014, que visa conceder isenção de IPI para os elétricos e híbridos produzidos no Brasil.
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Novo Corolla: terá a mesma base mecânica do Prius - mas com estilo mais conservador
O novo Prius já foi testado por QUATRO RODAS, estabelecendo a segunda melhor marca de consumo da história da revista - 23,8 km/l em roteiro urbano.
Seria isso um aperitivo do que a nova geração do Corolla irá oferecer? Para ler a avaliação completa, detalhando tudo o que o sedã médio mais vendido do Brasil herdará no futuro próximo, não perca a edição de julho da QUATRO RODAS, que começa a chegar nas bancas e endereços de assinantes a partir desta semana.
Situação do país diante do Brexit é de solidez, diz Fazenda

Diante da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE), conforme plebiscito, o Ministério da Fazenda afirmou nesta sexta-feira, 24, que a situação no Brasil é de "solidez e segurança porque os fundamentos são robustos".
Em nota, a pasta assegurou que o país está preparado para "atravessar com segurança períodos de instabilidade externa".
A Fazenda elencou o expressivo volume de reservas internacionais e o ingresso de investimento direto estrangeiro, em quantidade suficiente para financiar as transações correntes, como mostras dessa segurança.
As condições de financiamento da dívida pública brasileira também permanecem sólidas em meio à volatilidade nos mercados financeiros, que se dá "em função de eventos externos", diz a Fazenda.
"O Tesouro Nacional conta com amplo colchão de liquidez. A dívida pública federal é composta majoritariamente de títulos denominados em reais."
A pasta menciona também as "medidas fiscais estruturantes de longo prazo" apresentadas pelo governo. "A recente melhora nos indicadores de confiança e na percepção de risco do país reflete essas ações", afirma.
TCE investiga contratos da Linha 5 do Metrô de SP

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) investiga os contratos assinados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) com as oito empreiteiras que executam as obras da Linha 5-Lilás, prometida agora para ser concluída até 2019. Segundo publicação do TCE no Diário Oficial de ontem, há diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido nas obras, ao considerar os contratos originais e os aditivos posteriores. Há 184 itens em análise, que fizeram os orçamentos das obras saltar de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões.
O Metrô alega que os contratos foram assinados dentro da lei e informa que prestará os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado pelo órgão, que é de 60 dias. A construção da extensão da Linha 5 da Estação Adolfo Pinheiro, na zona sul, até a Estação Chácara Klabin, onde haverá conexão com a Linha 2-Verde, prevê ampliação da malha em 11,5 quilômetros, com 11 novas estações. A obra é dividida em oito lotes.
Segundo o despacho do conselheiro Antônio Roque Citadini, no lote 1, que inclui obras de abertura de túnel a partir da Estação Largo Treze, os técnicos apuraram 19 diferenças entre os orçamentos do primeiro contrato, com valores de 2008, e o segundo termo aditivo, cujo orçamento é de 2009.
Um exemplo: o primeiro contrato previa 58 serviços de "demolição de concreto simples", com orçamento de R$ 131,62 por unidade. No segundo termo aditivo desse contrato, do ano seguinte, o orçamento mudou para 997,38 serviços do tipo, a um custo unitário de R$ 144,78. Dessa forma, o gasto passou de R$ 174 milhões para R$ 218 milhões no segundo termo aditivo.
No lote 2, que vai até a Estação Borba Gato, foram também 18 diferenças. No item "operação de gerador de emergências", por exemplo, o primeiro contrato previa 2.898 unidades do serviço, a um custo unitário de R$ 1,34. O segundo termo, por sua vez, previa 1,78 milhão de unidades do serviço, por um custo de R$ 1,40 por unidade. Esse contrato, firmado pelo governo originalmente por R$ 327 milhões, pulou para R$ 424 milhões no segundo aditivo.
Falhas
Ao todo, nos oito lotes, as tabelas publicadas pelo TCE mostram diferenças em 184 itens de orçamento. "Diante das tabelas formuladas acima, verifica-se que muitos itens foram esquecidos quando da elaboração do primeiro orçamento, e alguns constantes do segundo orçamento foram severamente alterados pelo terceiro termo aditivo, demonstrando que o projeto funcional utilizado, inicialmente, estava defasado, e o projeto básico utilizado, feito em 2009, foi amplamente modificado pelo projeto executivo em 2011", diz o parecer de Citadini.
O órgão técnico ressalta ainda que há planilhas nas contas do Metrô que se referem aos lotes da tuneladora (o tatuzão), que são "genéricas, sem especificação dos serviços que vão ser feitos".
Atrasos
A Linha 5-Lilás foi inicialmente prometida para 2015. A licitação foi lançada em 2008 e o resultado final foi anunciado em outubro de 2010. A obra foi paralisada por seis meses depois de o jornal Folha de S. Paulo mostrar que sabia o resultado da licitação com seis meses de antecedência. O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra executivos de todas as empresas, mas ainda não há decisão judicial. A obra, depois de retomada, voltou a sofrer dois atrasos. Parte das estações deve abrir no ano que vem.
Respostas
Sobre os indicativos apontados pelo TCE, a empresa estadual informou, por meio de nota, que "todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha 5 - de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin - foram feitos conforme o que determina a Lei 8666/93 (Lei de Licitações)". Segundo o texto, "por se tratar de uma obra complexa, com escavações a 40 metros de profundidade, interferências podem surgir no decorrer da construção, principalmente, por se tratar de um empreendimento executado em uma metrópole densamente urbanizada".
Ainda de acordo com a nota, "os aditivos se referem a intervenções como reconstrução e reposição de uma adutora de água da década de 1950 na Estação Adolfo Pinheiro, alterações construtivas em obras de contenção para garantir a segurança de imóveis lindeiros cuja condição era diferente da prevista no mapeamento de solo, além da remoção de várias interferências de concessionárias de serviços que não estavam mapeadas". "Reafirmamos que todas as modificações introduzidas nas obras foram feitas dentro da lei e o Metrô prestará todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado", conclui.
E agora? Brexit terá dois anos de negociações amargas

Os eleitores britânicos optaram por abandonar a União Europeia, o que dá início a pelo menos dois anos de negociações amargas. A seguir, um guia do que vem pela frente.
Quanto tempo David Cameron ficará?
O primeiro-ministro disse na manhã de sexta-feira que permanecerá no cargo pelo menos três meses para “estabilizar o barco”. Ele disse que a Grã-Bretanha deverá ter um novo líder na época da conferência anual de seu partido, em outubro, e que o próximo primeiro-ministro é quem deverá iniciar as negociações formais com a UE.
O que vai acontecer agora?
Cameron irá a Bruxelas na próxima semana para informar aos líderes da UE sobre a situação do Reino Unido. Os líderes dos outros países vão querer saber que tipo de relação o Reino Unido pretende ter com a UE.
Antes disso, os seis membros fundadores do bloco se reunirão em Berlim no sábado. Também poderia ser convocada uma reunião de emergência entre Ministros das Finanças durante o fim de semana. Cameron disse na sexta-feira que não vai ativar o início do processo de separação conforme o Artigo 50 do tratado da UE. Essa será uma tarefa do próximo primeiro-ministro.
Uma vez ativado o Artigo 50, o Reino Unido tem formalmente dois anos para negociar como sairá do bloco. Analistas afirmam que é improvável que esse período seja suficiente para resolver os acordos comerciais mais complexos e que as negociações devem continuar durante muito tempo depois que o Reino Unido sair oficialmente.
Quem conduzirá as negociações?
O mais provável é que o sucessor de Cameron seja um dos líderes da campanha pela Brexit, como o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, ou o secretário de Justiça, Michael Gove.
A presença deles pode endurecer a posição dos outros governos da UE. O voto pela saída também poderá gerar pedidos de eleição geral para pôr a casa em ordem e eleger um governo encarregado especificamente de negociar com o restante da UE.
Que tipo de acordo os britânicos vão querer?
Isso ainda não foi definido, é algo a que os defensores da saída não conseguiram dar uma resposta definitiva durante sua campanha vitoriosa. Três questões em particular estarão em foco para investidores e executivos: qual acordo novo vai regular o comércio, que movimenta US$ 575 bilhões por ano, entre a Grã-Bretanha e o restante da UE? Sob quais condições as empresas do Reino Unido terão acesso ao mercado comum da UE, avaliado em US$ 13,6 trilhões? E os bancos com sede no Reino Unido continuarão podendo fazer negócios com o restante da UE?
O que a UE vai oferecer?
As políticas internas vão influir e, de Helsinki a Atenas, talvez os líderes não queiram conceder à Grã-Bretanha um acordo favorável com amplo acesso ao mercado porque isso traria o risco de estimular movimentos contrários à UE em seus próprios países.
A resposta vai se dividir basicamente em dois grupos: a abordagem pragmática alemã provavelmente admitirá que o Reino Unido precisa continuar sendo um parceiro comercial importante; os franceses vão liderar o outro grupo, que acredita que a saída não deverá ser fácil e que os países de fora não merecem as mesmas condições favoráveis concedidas aos membros da UE.
Após Brexit vencer, alguns britânicos se arrependem de voto

No dia seguinte ao referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia, alguns eleitores britânicos parecem estar arrependidos de suas escolhas.
"Estou um pouco chocado", disse um britânico para a BBC. "Eu não achei que o meu voto importaria muito, porque pensei que apenas iríamos permanecer [na União Europeia]", complementou.
Uma jornalista da BBC também relatou que eleitores da cidade de Manchester acordaram hoje pensando "o que foi que eu fiz?" após votarem pela saída.
As pesquisas do Google também indicam que algumas pessoas não tinham tanta certeza na escolha que fizeram ou nas consequências do voto.
Termos como "o que acontece se nós deixarmos a União Europeia" e "quem vai substituir [o premiê] David Cameron" foram os mais buscados no site após o fim da votação.
Surpreendendo o mundo inteiro, a Brexit venceu a disputa com 52% dos votos, contra 48% dos eleitores que gostariam de permanecer no bloco europeu. Das 45,6 milhões de pessoas que poderiam votar, 72% participaram do referendo.
No dia seguinte da votação, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou sua demissão.
Além disso, a libra esterlina teve uma desvalorização de 7,5% (que chegou ao nível mais baixo desde 1985); e a agência de classificação de risco Moody's anunciou a mudança da perspectiva do rating do Reino Unido, que passou de "estável" para "negativa".
Estima-se que os britânicos vão encarar agora pelo menos dois anos de negociações amargas.
Pedido de novo referendo sobre UE supera 835 mil assinaturas

Uma petição pública no Parlamento britânico para que o Reino Unido realize outro referendo sobre a permanência na União Europeia (UE) superou neste sábado as 835 mil assinaturas.
A solicitação fez com que o site da Câmara dos Comuns entrasse em colapso ontem, devido ao alto número de pessoas que entraram para aderir à proposta.
O texto, impulsionado por um cidadão identificado como William Oliver Healey, pede aos deputados a "implementação de uma norma pela qual se o voto para sair ou ficar (na UE) for inferior a 60%, com uma participação inferior de 75%, deveria ser convocado outro referendo.
Através de uma mensagem em seu site oficial, o parlamento afirmou que considerará este pedido para debate, o que se compromete a fazer com todas as iniciativas cidadãs que reúnam mais de 100 mil assinaturas.
Uma comissão vai se reunir na próxima terça-feira, quando poderá decidir se aprova a realização de um debate sobre o assunto.
No referendo da última quinta-feira, 51,9% dos eleitores britânicos escolheram romper os laços entre o Reino Unido e o bloco comunitário, contra 48,1% que preferiam continuar na UE, em uma consulta que teve 72,1% de participação da população.
A ressaca da Brexit: o mundo pode esperar uma catástrofe?

A semana terminou com uma das maiores surpresas do século: em um referendo polêmico e acirrado, o Reino Unido decidiu abandonar a União Europeia (UE). Com a participação de 72% dos eleitores aptos a votarem, 52% deles escolheram sair do bloco, ao passo que 48% defenderam a permanência.
O resultado final foi recebido com choque por economistas, cientistas políticos e líderes mundiais. Afinal, essa é a primeira vez que um país desenvolvido se desliga do bloco. O clima, agora, é sombrio, especialmente por conta das dúvidas acerca do que acontecerá na esfera política na Europa e em todo o mundo.
“Esse é o maior risco político enfrentado pelo mundo desde a crise dos mísseis em Cuba”, lamentou no Facebook Ian Bremmer, cientista político e fundador da consultoria Eurasia Group. Jan Techau, diretor do centro de relações internacionais Instituto Carnegie, classificou a última sexta (24) como “um dia devastador” e disse que a reputação da UE saiu abalada.
“É uma catástrofe”, comentou a EXAME.com o professor José Niemeyer, coordenador da Graduação e Pós-Graduação em Relações Internacionais do IBMEC. “Gera instabilidade da esfera econômica, na esfera política-institucional e gera uma mudança na perspectiva geopolítica”, explicou, “a partir dessa sexta, a trajetória das relações internacionais tomará um novo rumo”, considerou.
Esses rumos, contudo, não estão nada claros e é isso que vem assustando analistas e economistas. A expectativa é que os termos dessa saída sejam esclarecidos nos próximos meses, mas a saída efetiva do país do bloco deve acontecer apenas nos próximos anos. Ainda assim, já trouxe efeitos significativos para os britânicos e para o mundo.
Enquanto David Cameron anunciava a sua renúncia depois da derrota da campanha pela permanência, a Escócia declarava estar preparando um novo plebiscito sobre a sua independência e a Irlanda do Norte informava a reavaliação da união com a Irlanda. Tanto na Escócia quanto a Irlanda do Norte, a população votou majoritariamente contra a saída.
Isso só mostra que o clima não está dos melhores. E que esse processo de desligamento será longo e doloroso. Em um relatório divulgado no dia anterior ao referendo, os economistas e analistas políticos do banco alemão Deutsche Bank trouxe alguns cenários futuros e tentam montar esse complexo quebra-cabeça.
De acordo com a análise, levará ao menos três anos até que Reino Unido e UE tenham renegociado os termos. Isso, é claro, se o Conselho Europeu permitir a extensão do prazo de dois anos previsto no Art. 50 do Tratado de Lisboa, o termo que rege o funcionamento de todo o bloco. E a alta cúpula já disse que quer o país fora o mais rápido possível.
Além disso, a decisão britânica, aliada ao sentimento de insatisfação em relação ao bloco que é hoje formado por 28 países, poderá ainda trazer graves consequências do outro lado do canal da mancha, visto que outros países, como Itália, podem vir a convocar referendos.
Ainda segundo o banco, um cenário que calcula ser até 20% possível é justamente esse que prevê a fragmentação do poder da EU. Forçado a lidar com a desfiliação de seus membros, o bloco observará a sua relevância diminuir na escala regional e global.
No que diz respeito ao euro, uma menor integração poderia impactar a capacidade que o Banco Central Europeu tem de lidar com as pressões do mercado. “Na pior das hipóteses, isso pode levar a novas crises nos moldes de 2010 e 2012”, considerou o banco.
Uma previsão mais moderada, cujos economistas calculam com 70% de probabilidade, seria a saída pelo meio, avaliando uma crise de cada vez. Esse, explica o banco, é o modo convencional de a UE lidar com os problemas e significaria a diminuição no ritmo da integração entre os países e uma posição de observador em relação aos possíveis novos desligamentos.
Do ponto de vista econômico, o movimento é visto como um desastre.
Após o anúncio, os mercados jogaram a libra ao seu menor nível em 31 anos e derrubaram as ações europeias. 88% dos economistas do país se posicionaram contra essa saída e, na semana passada, um grupo formado por 10 vencedores do Nobel de Economia também advertiram sobre as consequências negativas para a economia do país.
Calma. Muita calma
Embora essa incerteza tenha incomodado grande parcela de analistas e líderes, há que se ter em mente o papel e a importância que o Reino Unido efetivamente tem na UE. O próprio Bremmer, em entrevista à revista The Economist, considerou que o país não era tão relevante para o bloco há alguns anos.
Na avaliação do professor José Maria Júnior, cientista político das Faculdades Integradas Rio Branco, a saída do Reino Unido não deixa a UE desestruturada, uma vez que o país sequer fez parte do seu arranjo inicial, mas explica que é necessário ter atenção para os termos dessa saída, só assim serão notados os impactos que ela trará.
Por enquanto, ele não a vê como um baque. “O Reino Unido é uma grande potência, do ponto de vista econômico e político, mas nunca se envolveu verdadeiramente com o bloco”, notou em entrevista a EXAME.com. Basta lembrar que o país passou a ser parte da UE nos anos 70, mais de uma década depois do início do projeto de comunidade que deu origem ao que temos hoje.
Ainda de acordo com ele, o ponto delicado dessa situação é como os países reagirão a essa saída. “Esse pode ser um sinal para que outros sigam esse caminho. Mas faço a ressalva de que nem todos os países são como o Reino Unido e não têm essa autonomia. A Itália, por exemplo, não é o Reino Unido”.
Quer mais saúde? 'Tome' 30 minutos de natureza por semana

Com que frequência você tem a chance de curtir um momento com a natureza? Se o lugar onde você trabalha fica encravado no meio de um centro urbano, então provavelmente o contato com o verde e o ar puro não fazem parte da sua rotina.
Mas deveria. Os benefícios dessa prática para a saúde já são documentados há tempos pelos cientistas, mas agora eles estão começando a estabelecer exatamente quanto tempo precisamos passar em contato com o verde para obter esses benefícios.
Falta de tempo deixou de ser desculpa. Um estudo conduzido por cientistas ambientais da Austrália e do Reino Unido sugere que a tal "dose de natureza" necessária é mínima: pelo menos 30 minutos por semana. A pesquisa foi publicada na Nature Scientific Reports.
As pessoas que visitam parques e outras áreas verdes por esse período são muito menos propensas a ter pressão arterial elevada ou problemas de saúde mental do que aquelas que não o fazem, indica a pesquisa conduzida pela University of Queensland (UQ) e do ARC Centre of Excellence for Environmental Decisions (CEED).
De quebra, o contato com a natureza ajuda a reduzir os riscos de desenvolver estresse, ansiedade e depressão. Segundo o estudo, feito na Austrália, se todo mundo visitasse seus parques locais durante meia hora a cada semana haveria sete por cento menos casos de depressão e nove por cento menos casos de pressão arterial elevada.
"Dado que os custos sociais da depressão apenas na Austrália são estimados em US$ 12,6 bilhões por ano, a economia para os orçamentos de saúde pública poderia ser imensa com a adoção dessa prática simples", diz a pesquisadora Danielle Shanahan, da University of Queensland.
Então, como incentivar as pessoas a passar mais tempo no verde? Segundo os cientistas, os governos locais precisam apoiar e incentivar tividades comunitárias em espaços naturais. É simples, é fácil e pode trazer ótimos resultados, como um agradável passeio no parque.
Como Gates, Musk, Zuckerberg e Buffett empreendem tão bem?

A produtividade pode ser o grande divisor de águas entre negócios que têm sucesso e negócios que fracassam: sem saber tirar o melhor proveito de seu tempo, não há como levar sua empresa para frente.
Falar é fácil: difícil é saber como, exatamente, exercer seu conhecimento dentro da rotina tão atribulada de um dono de negócio. Nessas horas, uma boa ideia pode ser aprender com quem já passou pela mesma situação.
Empreendedores como Bill Gates, fundador da Microsoft; Elon Musk, da Tesla; Mark Zuckerberg, criador do Facebook; e o megainvestidor Warren Buffett possuem hábitos próprios para sempre responderem rápido às mudanças de seus respectivos mercados.
Quer uma dica? Todos ressaltam a importância de sempre se aprimorar. Esse é um investimento de tempo que vale muito a pena no futuro: afinal, um empreendedor que sempre procura aprender é também uma pessoa que terá todas as ferramentas necessárias para lidar com situações futuras da melhor forma.
Confira, a seguir, o que estes cinco grandes empreendedores podem ensinar sobre como ser bem sucedido:
Bill Gates
O fundador da Microsoft é também um ávido leitor: Gates já contou ao New York Times que lê por volta de 50 livros por ano. Muitos dos seus livros favoritos falam sobre “como as coisas funcionam”, segundo o empreendedor.
“[Ler] é uma das minhas principais maneiras de aprender, e tem sido desde quando eu era criança. Agora eu também posso visitar lugares interessantes, encontrar cientistas e assistir a muitas aulas online. Mas ler ainda é a maior forma de eu aprender novas coisas e, ao mesmo tempo, testar meu entendimento.”
Elon Musk
O empreendedor Elon Musk sonha alto: seus projetos envolvem carros elétricos e viagem espacial, por exemplo. Tudo por meio de empresas conhecidas, como a Tesla e a SpaceX.
Ainda que seus planos envolvam tecnologia, ele possui um hábito bem
tradicional para manter-se no pico de sua produtividade: leitura.
Houve épocas em que Musk lia até dois livros por dia, conta seu irmão para a Bloomberg. O empreendedor lia desde textos de filosofia até um clássico da ficção científica: o livro “Guia do Mochileiro das Galáxias.”
Mark Zuckerberg
O criador do Facebook, assim como Gates e Musk, repete um hábito de produtividade que parece ser uma constante no universo da tecnologia: ler, e muito.
No ano passado, o empreendedor prometeu ler um livro a cada duas semanas, e criou uma página, chamada A Year for Books, para quem quisesse acompanhá-lo na mesma meta.
Warren Buffet
Warren Buffett é um dos investidores mais renomados do mundo – veja as ações em que ele investe e como ele virou um bilionário, em suas próprias palavras.
Esse conhecimento de mercado não vem fácil: Buffett passa de cinco a seis horas do seu dia lendo. Suas leituras diárias incluem os jornais Financial Times, New York Times, Omaha World-Herald, USA Today e Wall Street Journal, diz a rede CNBC. Fora tantos outros materiais, que vão desde revistas até relatórios corporativos.
O que a Brexit significa para o Brasil

A saída do Reino Unido da União Europeia deve ter um impacto econômico significativo sobre o país e o bloco, mas suas repercussões vão muito além.
Ninguém deve passar incólume pelo "risco político mais significativo para o mundo desde a crise dos mísseis em Cuba", de acordo com Ian Bremmer, presidente da Eurasia.
Mas o que acontece com o Brasil? No curto prazo, volatilidade: nessa sexta-feira, o dólar disparava mais de 2,5% e voltava acima dos 3,40 reais.
"A Brexit faz os mercados financeiros se afastarem do risco. E ao fazer isso, vão focar em sair e se rebalancear dos mercados maiores e mais líquidos. Isso significa primeiro e inicialmente o México, que tem um mercado líquido e de 24 horas, mas também significa Brasil", diz Barry Eichengreen, professor de Economia e Ciência Política na Universidade de California em Berkeley.
Um dólar mais alto pressiona a inflação e adia a consequente queda dos juros, mas colabora para o ajuste das contas externas e na recuperação econômica através das exportações.
Mas analistas apontam que apesar das turbulências de curto prazo, o mercado cambial brasileiro vai continuar sendo dominado por questões domésticas e políticas como impeachment, teto de gastos e reforma da previdência.
Em nível mundial, a dúvida é sobre as consequências mais amplas da decisão. Outros países vão tentar sair da União Europeia? Ou as regras podem mudar para desencorajar esse tipo de reação? Como os bancos centrais vão reagir?
Uma grande dúvida é se a Brexit pode ser o sinal mais visível de uma reação mais generalizada contra a globalização em nível mundial.
O discurso de Donald Trump, candidato republicano nos Estados Unidos, ecoa vários aspectos da campanha pela Brexit, algo que ele próprio destacou hoje.
"Existe uma reação contra o comércio e a globalização mas eu acho que é muito mais focada no movimento de pessoas do que de bens. O efeito no Brasil é incerto: se há sinais de que o mundo está se distanciando do comércio livre, é ruim para todos, mas é cedo demais para dizer se é esse o caso", diz Russ Roberts, pesquisador em Stanford e anfitrião do podcast EconTalk.
No Brasil, os sinais são de que uma nova abordagem de comércio exterior será tentada após anos de fechamento e aposta em um multilateralismo que parou de dar frutos.
A economia brasileira é a mais fechada do G-20, segundo estudo recente da Câmara de Comércio Mundial. As exportações são apenas cerca de 12% do nosso PIB, contra 24% na Índia e 32% na Espanha.
Nosso último tratado de livre-comércio foi com Israel, em 2010. Não estamos há tanto tempo sem um novo desde o início do Mercosul em 1992 e uma das perspectivas mais sólidas é justamente de um acordo com a União Europeia.
"O impacto para nós no longo prazo pode ser positivo se seguirmos a trajetória de reformas que se começou agora. Em um mundo cada vez mais fechado e nacionalista ganhará quem conseguir seguir o caminho inverso e o Brasil é candidato a isso. Por isso, talvez o maior impacto do Brexit é reforçar a decisão de seguir com as reformas na economia", diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.
Governo japonês e BoJ chegam a resposta comum após "Brexit"

O governo do Japão e o banco central do país ("Bank of Japan", BoJ) chegaram a um acordo neste sábado para uma resposta coordenada para fazer frente a possíveis turbulências nos mercados financeiros por causa do triunfo do "Brexit" no referendo britânico.
"Trocamos informações e preparamos respostas para diversos movimentos que podem ocorrer a partir da próxima segunda-feira", disse o vice-ministro de Finanças para Assuntos Internacionais, Masatsugu Asakawa, ao término da reunião de urgência realizada hoje entre representantes do governo e do banco central japonês.
"São esperados vários cenários nos quais o mercado vai buscar um novo equilíbrio e temos que acompanhar de perto o desenrolar desta situação", disse Asakawa em declarações veiculadas pela agência "Kyodo".
"Estamos tentando prever o tempo todo o pior dos cenários e estudando maneiras de lidar com essas situações", disse, por sua vez, um dos funcionários da Agência de Serviços Financeiros (FSA, sigla em inglês) que participou da reunião.
Além disso, o vice-ministro se comprometeu a adotar "medidas contundentes" para garantir a estabilidade no mercado de divisas, depois que o iene alcançou ontem seu valor máximo em relação ao dólar e ao euro desde o fim de 2013 e 2012, respectivamente.
Após saber da vitória nas urnas da opção que pede a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o titular de Finanças japonês, Taro Aso, e o governador do BoJ, Haruhiko Kuroda, disseram ontem que são favoráveis a uma injeção de liquidez nos mercados, em linha com o expressado pelo G7 para manter a estabilidade dos mesmos.
No entanto, Aso se negou a responder se Tóquio está preparando uma intervenção iminente no mercado de divisas para conter a fortalecimento do iene que tanto prejuízo traz para as exportações japonesas.
À margem da reunião de hoje, funcionários do Ministério da Economia do Japão manterão na próxima semana um encontro com líderes empresariais do país para discutir os futuros problemas com os quais terão que lidar em suas operações em solo britânico e europeu.
Com mais de 1.300 companhias em território britânico, o Japão é o segundo maior investidor estrangeiro no Reino Unido, atrás apenas dos Estados Unidos. A saída do bloco comunitário prejudica enormemente essas empresas, que previsivelmente perderão acesso direto ao mercado da UE.
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